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As eleições no PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 15.12.17

Esta história dos debates demonstra bem a instabilidade crónica que caracteriza Santana Lopes. Primeiro exige dezenas de debates. Depois faz um acordo com Rui Rio para realizar apenas dois. Depois de o acordo estar firmado, aparece a pedir ainda um terceiro. Quando não lhe dão o terceiro, amua e afinal cancela o debate que tinha marcado. Se alguém quer convencer os eleitores de que Santana Lopes evoluiu desde os tempos que foi primeiro-ministro, que se desengane. Isto é a sua marca de água de sempre. E por isso é que António Costa adoraria ter Santana Lopes na liderança do PSD, que derrotaria em qualquer eleição com a mesma facilidade com que o derrotou nas eleições para a Câmara. Imaginem este tipo de campanha, com exigências e desmarcações de debates, no quadro de uma eleição nacional.

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5 comentários

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De Rão Arques a 15.12.2017 às 09:00

Memórias vivas da incubadora.
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De Vento a 15.12.2017 às 11:37

"Mas Santana não gostou que Rio tivesse contabilizado a sua participação no programa Poder Laranja, QUE SE REALIZARIA EM CANAL FECHADO, como um frente-a-frente. Daí que tenha informado que não iria estar presente na TVI24, reafirmando que deveriam realizar-se debates nas três televisões generalistas."

Percebo que Rio não seja muito dado a conversas, mas para uma eleição no PSD, que importa de sobremaneira ao eleitorado nacional, Rio só demonstra que não tem muito para dizer e oferecer.

Se o PSD entender que já não é um partido de barões, talvez tenha solução. Com Santana.
O Luís também tinha feito umas equações em torno de Seguro, e a realidade mostrou-lhe que estava errado.

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De Cristina M. a 15.12.2017 às 22:08

seria um cenário mais coerente com o tipo de políticos cá do retângulo, mais assumido.
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De JS a 15.12.2017 às 22:41

Sim, é verdade que um e outro têm conhecidos defeitos e virtudes, como políticos, quer em termos internos do PSD, quer em termos nacionais.
Mas visto que um deles poderá vir a ser o próximo Primeiro Ministro, de acordo com a "lei da alternância" e por desgaste do vigente PM, vejamos.

Para os portugueses em geral, os não metidos no jogo político, em última análise, é indiferente que o PSD/(PP) escolha ou um ou o outro cavalheiro para seu líder. Porquê?.
Porque os futuros deputados continuarão a ser uma escolha interna no partido. .

E com deputados escolhidos internamente pelos partidos a AR continuará a ser uma caricata "talking shop" em que cada bancada -para agradar ao progenitor- insanamente diz o pior da outra, incapazes de, por virtude de tal pecado original, fiscalizarem a autoridade paterna, seja ela a de um Rui Rio ou a de um Santana Lopes, ou a de um A. Costa.

Por outras palavras o que acontece ao dinheiro dos impostos continuará um sacrosanto mistério bem guardado dentro de aquele convento de S. Bento.

Enquanto não houver eleições democrática a sério, para a AR, tudo este burburinh partidário é um inconsequente teatro político, de má qualidade, que só interessa a um circunscrito círculo de bafejados pela constituição.
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De Vento a 16.12.2017 às 14:28

O JS tocou numa questão pertinente. As minhas reflexões têm-me conduzido â conclusão que o problema político e dos aspirantes a políticos, que somos todos nós, reside no facto de não se ter compreendido que o conceito sobre democracia tem um carácter evolutivo. O mundo, com a ditadura da ciência e a vaidade dos "cientistas", emperrou na lógica da formalidade para manter a substância, isto é, para nada mudar. E este para nada mudar significa tão somente que a substância não é nada mais nada menos que a própria vaidade.

Vou agora traduzir o significado desta introdução. A evolução da democracia significa que o processo governativo tem de ser feito com a "rua", isto é, com a Pólis.
Como sob o ponto de vista dos que acedem e aspiram à carreira política não está vincada esta identidade com os demais, formando-se nestas ditas classes um conceito de casta que deve ser mantido a qualquer preço, é natural que ao invés de se governar com a "rua" seja a rua a governá-los.
Ora, o que ainda não se percebeu é que actualmente o poder das instituições é a fraqueza dos que nelas trabalham, porque é precisamente a "rua" que desmantela os que nelas trabalhando nada trabalham.

Por outro lado, e concluindo, a "rua" descobriu o poder, mas não sabe como usá-lo. Usar um poder é conhecer a raíz e a identidade de quem o usa. No ocidente a identidade tem vindo a ser desmantelada pelos poderes tradicionais, e agora mais ainda pelos avançados e avançadas civilizacionais.
Como a "rua" deixou de compreender qual a sua raíz, é natural que use o poder corrompendo-o com a mesma devassa e corrupção com que o poder se foi edificando na história.
Aqui chegados, ficamos numa encruzilhada: Como se pode governar com a "rua" quando a "rua" também não se sabe governar?
"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará".

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