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Altice no país das maravilhas.

por Luís Menezes Leitão, em 16.07.17

Confesso que a preguiça me tem impedido de fazer o que qualquer consumidor responsável deveria estar sempre a fazer: comparar os preços e os serviços dos diversos operadores de telecomunicações. Não estou por isso em condições de avaliar qual é o melhor operador do mercado. Mas, depois de ter visto António Costa a fazer propaganda no parlamento contra a Altice, cheguei à conclusão de que esta deve merecer claramente a preferência dos consumidores. Isto porque vai cumprir o serviço patriótico de comprar a TVI, para assegurar uma verdadeira televisão independente, que não faça fretes ao PS, como é a escandalosa oferta de poiso semanal a Medina, num óbvio favorecimento da sua campanha eleitoral. Não admira, por isso, que António Costa esteja tão preocupado com esta operação e até queira prorrogar o mandato da ERC, que tem que aprovar a aquisição. Na verdade, nada melhor que seja a mesma ERC, que tem fechado os olhos a todos estes fretes, que venha analisar este negócio, se necessário com o mandato prorrogado. Neste ponto Passos Coelho está cheio de razão. O Portugal da geringonça tornou-se um país terceiro-mundista, a fazer lembrar a Venezuela de Maduro que, não por acaso, até é objecto de manifestações de solidariedade com a presença da banda do exército. A Altice vai cair na toca do coelho e entrar no país das maravilhas. Vamos ver se a Rainha de Copas lhe consegue cortar a cabeça.

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7 comentários

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De J. L. a 16.07.2017 às 09:55

" O Portugal da geringonça tornou-se um país terceiro-mundista, a fazer lembrar a Venezuela de Maduro que,..." não exagere. Que dizer do País de Teresa May com um incêndio com dezenas de mortos só porque uns mestres de obras resolveram pôr um revestimento no prédio um bocadinho mais barato para meterem uns cobres ao bolso? Mais, ou menos mortos que na Venezuela? E do país de Merkel em que a Volkswagen resolveu aldrabar na questão da poluição? Quantos mortos e quantas doenças?
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De rão arques a 16.07.2017 às 11:27

Então diga!
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De amendes a 16.07.2017 às 11:49

J.L

"Com o mal dos outros podemos nós bem"

Esqueceu-se da corrupção (palavra mais digna) em Angola!
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De J. L. a 16.07.2017 às 15:14

Não esqueci. A lista é imensa.
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De rão arques a 16.07.2017 às 11:22

Uma radical resultante:
Costa denota comprometedora precipitação e indisfarçável pânico, tal é a intensidade com que o verniz lhe está a cair em cima sempre que se agita.
O homem mostra-se de tal maneira atrapalhado que nem consegue evitar aliviar-se em publico espalhando o mau ambiente pelas redondezas.
Quem podia e devia cortar-lhe a ventoinha deve estar a cortar-se com contas de deve e haver.
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De am a 16.07.2017 às 11:45

Não esquecer a D. Drª Manuela Ferreira Leite... do PSD com o passo trocado para PS!
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De Vento a 16.07.2017 às 12:34

É preciso compreender que Portugal no sector das comunicações não tem dimensão para empresas de dimensão. E é natural que estas vejam oportunidades paralelas para expandir seu negócio. Isto por um lado.

Por outro lado, a dimensão política portuguesa para o sector em apreço, o áudio-visual, está balizada em conteúdo tipo. E o conteúdo tipo nesta matéria centra-se no design das conversas em família. Esta dimensão é a meu ver psicológica, moral e cultural.
A única diferença que se lhe pode imprimir, comparando épocas, diz respeito ao cenário. Isto é, no passado o cenário da conversa transmitia-se de uma forma clássica, composta; hoje transmite-se com a pessoa sentada numa sanita, é mais informal e mais real, um espartilho mais solto. Nestes cenários, afinal, encontramos uma só e a mesma produção, o conteúdo e o interesse não são divergentes.

Portanto, não admira que se iluda a expansão com a semântica concentração:
http://www.dn.pt/portugal/interior/alticemedia-capital-be-questiona-vontade-de-empresa-comprar-tvi-enquanto-despede-na-pt-8639425.html

Nesta matéria o governo PS-PCP-BE não pretende regular, ele quer concentrar, em tudo semelhante aos que os anteriores pretendiam fazer, em sentido inverso.
E usa-se como desculpa os despedimentos que continuam a ocorrer, com excepção para o sector concentrado e privilegiado que continua a ser o funcionalismo público, para travar negócios que se expandem.

Não obstante, continuo a afirmar que, estruturalmente e em sua gestão, até mesmo no sector privado Portugal continua a sofrer do síndroma do funcionalismo-público. É cultural. O conteúdo tipo e a gestão tipo é a de conversa em família.

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