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Agarrem-me senão eu bato-lhe

por Pedro Correia, em 31.03.16

Rui Rio deu uma entrevista na antevéspera do congresso do PSD para revelar ao País que não estará presente na reunião máxima dos sociais-democratas. Se fosse, avisou em tom grave, teria que criticar Pedro Passos Coelho e "perturbar" o conclave. Assim limita-se a picar o ponto na comunicação social - onde sempre vence por goleada.

É uma variação, como qualquer outra, daquele velho dito "agarrem-me senão vou-me a ele". Rio é, aliás, especialista neste número. Faz agora um ano, esteve quase a candidatar-se a líder do PSD. Faz agora um ano, esteve quase a candidatar-se à Presidência da República. Nunca lhe faltou imprensa amiga a desvendar-lhe o pensamento, dando nota de que estaria pronto para "avançar" fosse para o que fosse.

Eterno candidato a candidato, dá sempre a sensação de que se move. Mas é pura ilusão de óptica, pois acaba por nunca sair do mesmo sítio.

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18 comentários

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De ali kath a 31.03.2016 às 15:07

em 1945 regressou um Amigo que saira com 10 anos para um país civilizado e regressava passados 35 anos

para ele a mentalida ou filosofia de vida do nativo resumia-se
'vá lá um de nós, que eu fico aqui'
'agarrem-me ou faço uma desgraça'

uma aldeã casou pela mesma altura co um impotente sexual que passou os 5 anos seguintes a gritar
'É AGORA' (parecia o monhé)
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 10:20

Monhé? É palavra que não vem no meu dicionário.
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De Diogo Noivo a 31.03.2016 às 15:13

Estas intervenções públicas de Rui Rio indiciam que deseja, mais do que ser presidente do PSD, substituir António Capucho no lugar de ex-futuro tudo, alguém que na comunicação social não tem medos, mas que na arena política fala em surdina.
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 10:18

Nesse campeonato, Capucho continua imbatível. De presidente da Assembleia da República a provedor da Santa Casa, já esteve para ser quase tudo ou andou lá perto. De algum modo Rio é até o inverso de Capucho: falta-lhe a vontade firme de ambicionar seja o que for.
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De Luís Menezes Leitão a 31.03.2016 às 15:14

Eu não apostaria nesse vaticínio. António Costa também andou a fazer o mesmo exercício, e a ter imprensa amiga durante muitos anos, recuando sempre na altura decisiva. Mas quando chegou a altura que entendeu propícia, não hesitou em desferir o golpe mortal a António José Seguro. Já vimos esse filme.
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De Pedro Correia a 31.03.2016 às 15:32

Casos diferentes, Luís. Desde logo, tanto quanto me lembro, o António Costa nunca trocou congressos do partido dele por jantares de amigos.
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De Luís Menezes Leitão a 31.03.2016 às 16:14

Mas também nunca se candidatou à liderança. Até ao momento em que o fez.
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De Pedro Correia a 31.03.2016 às 22:42

O problema de Rio é nunca saber-se se está dentro ou fora. Pior: ele transmite a imagem de alguém que não sabe ao certo o que quer. Nesse aspecto, 2015 foi para ele um ano 'terribilis'. De meias palavras, de ambiguidades, de indecisões. Nada que se compare com Passos, por um lado, ou Marcelo, por outro.
E parece prolongar esse vício de estar fora e dentro ao mesmo tempo ao trocar a presença no congresso de Espinho por um jantar e uma entrevista.
Quanto às ideias, nada de novo: bate no peito proclamando-se "social-democrata", como se estivéssemos na década de 70 do século XX, e elogia Costa como se ambicionasse ser mais uma peça da "geringonça". É pouco. Quase nada.
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De MM a 31.03.2016 às 16:54

Não é pura ilusão de óptica, é o preparar-se para o ataque. Passos Coelho é eleito, mas tem os dias contados. Na hora certa Rio ataca.
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De Pedro Correia a 31.03.2016 às 17:57

Está sentado, MM? Então continue assim, à espera desse poderoso "ataque".
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De amendes a 31.03.2016 às 19:49

A "malta" do PS já foi levada por um golpe sujo...

A do PDS está bem avisada!

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De Pedro Correia a 31.03.2016 às 22:43

Cada caso é um caso. E, francamente, parece-me que Costa pouco ou nada tem a ver com Rio. Concorde-se ou não, Costa sabe muito bem o que quer. Rio, nem por isso.
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De Anónimo a 31.03.2016 às 23:13

Rio sabe muito bem o que quer. Tudo depende do momento e da ocasião para se candidatar. Se o momento lhe possibilitar candidata-se a secretário geral do PSD, para poder ascender a primeiro ministro se não, vai à Presidência. É óbvio que ele anseia por um lugarzinho destes.
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De Pedro Correia a 31.03.2016 às 23:43

Rio queria a Presidência? Tivesse avançado no momento certo. Enquanto gastava as energias a dar entrevistas ambíguas aos jornais ao longo de 2015, Marcelo trocou-lhe as voltas. Agora terá de esperar pelo menos cinco anos - talvez até dez anos.
Quer secretário-geral do PSD? Não me parece. O cargo está bem entregue, ao José Matos Rosa - figura muito querida e popular no partido. Além de grande sportinguista, o que só o torna mais apreciado.
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De SS a 31.03.2016 às 20:08

"vão sem mim que eu vou lá ter"

https://www.youtube.com/watch?v=us9dIcLjfKM
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De Pedro Correia a 31.03.2016 às 22:44

Gosto muito dos Deolinda. E da Ana Bacalhau em particular.
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De WW a 01.04.2016 às 01:18

Um post para as carpideiras do estertor deste pi-esse-dê que agora até proclama ser social-democrata.

Tirando a lenta agonia da Pátria vai ser lindo de ver o querido líder ser achincalhado de dentro para fora como ele e os dele fizeram antes.

Quem com ferros mata com ferros morre .
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De Pedro Correia a 01.04.2016 às 10:14

Se vocês estão à espera que Rio cruze o Rubicão, aviso desde já que a espera será longa. Passos que o diga: ele era o candidato favorito do presidente do PSD a Belém.

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