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A Primavera está à porta

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.03.17

home party 4.jpg

As declarações de Assunção Cristas e o silêncio do PSD deixam muito pouco espaço para outras interpretações. O Conselho de Ministros do anterior Governo nunca discutiu as questões da banca, nem sequer às quintas-feiras. Discutir a banca para quê? Artistas, marialvas e fadistas tinham mais que fazer. Enquanto os portugueses sofriam cortes nos vencimentos, viam os impostos subir, apertavam o cinto e emigravam, havia quem pusesse o dinheiro em bom recato com os vistos do companheiro Núncio. E os ministros reuniam-se para tomar chá, combinar privatizações, almoçaradas e jantares e alegremente trocarem tachos e panelas. Os Conselhos de Ministros do Governo de Passos Coelho, ficámos agora todos a saber pela voz de uma das protagonistas, eram uma espécie de reuniões da tupperware.

Despachado o Melo para Bruxelas, em Lisboa ficaram coelhinhos, melros e andorinhas.

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13 comentários

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De vama a 15.03.2017 às 10:46

Tenho que convir que a intervenção à moda do PS socratino/varino (caso BES, CGD, PT), que a banca teria sido discutida não só à Quinta-feira, mas em todos os dias da semana, aliás, não deviam discutir outra coisa (e o actual primeiro ministro fazia parte da equipa) e da geringonça é bem melhor. O problema do governo anterior ao anterior, foi precisamente esse, ter tratado toda a banca como "cosa nostra", o que obrigou o governo anterior a fazer precisamente o que lhe competia, separar a esfera privada do domínio público e do poder político. Azar, tinha-se acabado o reinado do DDT e de toda a comandita pública/política de interesses nele pendurado.
https://blasfemias.net/2017/03/15/e-uma-caixa-portuguesa-com-certeza/
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De Einstürzende Neubauten a 15.03.2017 às 18:10

Claro que sim, meu caro vama!
Já agora onde as compra, Pingo Doce, ou Modelo?

A auditoria do Tribunal de Contas que denuncia a existência de fragilidades no controlo feito pelo Ministério das Finanças à Caixa Geral de Depósitos cobre o intervalo entre 2013 e 2015. Na maior parte deste período, o Governo em funções foi o de coligação entre o PSD e o CDS. Aliás, as principais reações a contestar as conclusões do Tribunal de Contas, conhecidas esta terça-feira, vieram precisamente dos antigos governantes sociais-democratas, em particular de Pedro Passos Coelho, ex-primeiro-ministro, e de Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças.

http://observador.pt/2016/12/07/tribunal-de-contas-quem-sao-os-responsaveis-politicos-pelas-falhas-de-controlo-na-caixa/
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De Jorg a 15.03.2017 às 10:56

Então e no PS e seus governos socretino ou geringonço, ninguém sabia nada do Sócrates, Vara, Ti Ricardo, Mota Engil, rendas das GALPs, EDPs ? Sei lá das ordenhas na CGD que ainda hoje se está a pagar com lingua de pau, das vendas da VEM á TAP com o amigo Lacerda na controparte, dos esbulhso da PT e "gang bang" com Bavas, Granadeiros, Battaglias, "consultores" Santos Silvas? Ou que um ministro das finanças e um secretário de estado para falar com BXL ou Frankfurt, tiveram que mandar um "proxy" de um banco privado, porque Cemtino ou o "Special O" se movem em constante parvoeira? Nunca notaram nada? Acreditaram cegamente nas fortunas do Volfrâmio, que as bancarrotas são causadas pelas "crise internacional", que a austeridade é uma invenção da direita, que bastava a genialiade do PEC IV?
E agora andam aqui assomados, com frémitos de passarinhas, a troar moral da treta á Cristas? Haja pachorra!
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De Einstürzende Neubauten a 15.03.2017 às 18:02

Pergunte à Celeste Cardona. Ela devia saber alguma coisa, da CGD. Agora foi para a EDP. Uma das politicas mais polivalentes do burgo...deve ser por causa das cotas

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De A.M. a 16.03.2017 às 17:17

Cheio de razão. Vão-se contando pelos dedos os que se aproveitam.
Na verdade, conforta-nos a abstenção e somos muitos.
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De Alexandre Policarpo a 15.03.2017 às 13:14

Em Julho de 2011, este país era uma maravilha, um verdadeiro paraíso, com as arcas a abarrotar. Eis senão quando, apareceu um bando de coelhinhos, melros e andorinhas, empenhados em destruir o paraíso, a maravilha que tanto trabalho , e dinheiro porque entre 2005 e 2011 a divida publica duplicou, tinha dado ao anterior governo socialista, cujo 1º ministro está prestes a ser "condecorado" pela Justiça do país, com acusações de corrupção, branqueamento de capitais e etc e tal. Esse sim é que devia discutir no conselho de ministros o buraco superior a 8000 milhões que arranjou na CGD, e nos negócios que patrocinava no BCP e no BES, que os levou aonde sabemos.
Uma ex ministra de um governo onde esteve mais de quatro anos sem se lhe ouvir uma queixa ou um protesto e muito menos uma ameaça de demissão, vir para a praça publica, ou para o Publico, é igual, falar do que se passava, ou não passava, no Conselho de Ministros é inqualificavel.
Quanto ao resto, o autor do texto ultrapassa as esganiçadas do BE pela esquerda.
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De Einstürzende Neubauten a 15.03.2017 às 20:21

Meu caro! É muito simples.
Nas próximas eleições vote no Coelho.

Para além da Garrigues, uma sociedade de advogados onde Paulo Núncio trabalhou com o papel específico de gerir a relação da petrolífera venezuelana PDVSA (transferindo capitais para o Panamá através do BES) - jornal Público, onde se revelou que Paulo Núncio trabalhou também na Zona Franca da Madeira durante dez anos.

Segundo o jornal, “este facto é relevante, uma vez que a publicação de dados sobre a Madeira foi a única dúvida oficial levantada por Núncio para não publicar dados sobre offshores”. 

Relvas já tem 31,7% da Pivot, parceira do último candidato ao Novo Banco .

Foi também com a ajuda de Dias Loureiro que, em 2004, Daniel Sanches chegou a ministro, no Governo de Santana Lopes, com a tutela da Administração Interna. Três dias após a vitória de Sócrates, em 2005, estava o anterior Governo em mera gestão, Sanches adjudicou o negócio do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) a um consórcio liderado pela SLN, para a qual trabalhara entre 2001 e 2004. O contrato deste sistema de comunicações entre as polícias era da ordem dos 540 milhões de euros

A governante, Maria Luís Albuquerque, teve vários papéis: primeiro porque decidiu o cancelamento dos "swaps", depois por ter, ela própria, liderado a área financeira de uma empresa (Refer) que contratou "swaps", todos eles considerados simples e não complexos no estudo do IGCP (tutelado pelo Ministério das Finanças).
Houve outras polémicas laterais em torno da governante (tinha ou não autorizado um "swap" da Estradas de Portugal quando deu o seu "sim" a um financiamento pedido pela empresa, que tinha agregado um "swap"?) mas Maria Luís Albuquerque ficou no Governo, enquanto secretária de Estado do Tesouro e Finanças – tendo posteriormente sido promovida a ministra com a saída de Vítor Gaspar.
 Ao contrário de dois secretários de Estado, Paulo Braga Lino e Juvenal da Silva Peneda, que se demitiram para não prejudicar as pastas que tutelavam...

etc e tal




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De Alexandre Policarpo a 16.03.2017 às 01:19

Não tem mais nada para fazer do que vir aqui escrever parvoíces?
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De Mr.LambMcKey a 16.03.2017 às 22:39

Parvoíces que incomodam.
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De Fernando S a 15.03.2017 às 14:36

Sergio de Almeida Correia : "Enquanto os portugueses sofriam cortes nos vencimentos, viam os impostos subir, apertavam o cinto e emigravam,..."

Não foi o governo anterior que levou o pais à falência e chamou a Troika !!

.
Sergio de Almeida Correia : "... havia quem pusesse o dinheiro em bom recato com os vistos do companheiro Núncio."

Havia certamente quem pusesse dinheiro lá fora.
Como havia antes, como há hoje e como continuará a haver.
Mas isso não se combate tratando em reuniões plenárias do Conselho de Ministros a situação especifica de cada banco, que tem accionistas e um Conselho de Administração e que está sob a tutela de instituições e organismos previstos para o efeito.
A separação de poderes e de papeis é desejável e um Conselho de Ministros não é uma "Agora" grega em reunião permanente onde se trata de tudo e de todos.
A evasão fiscal combate-se desde logo através de legislação e medidas admnistrativas para o efeito. O governo de Passos Coelho, nomeadamente pela acção do Secretário de Estado Paulo Núncio, até fez bastante neste campo e a execução fiscal até melhorou muito desde então.
Acresce que os "vistos" de Núncio não ajudaram ninguém a pôr dinheiro lá fora nem impediram qualquer contrôle das transferências para offshores. Primeiro porque os vistos diziam apenas respeito à publicação ou não de estatisticas. Depois porque não está provado que o dinheiro transferido naquela altura fosse ilegal ou não tivesse pago os impostos devidos. Finalmente porque, graças a uma iniciativa do governo Passos Coelho, o prazo para estes dinheiros serem controlados e eventualmente sancionados ainda corre durante anos mais do que suficientes.

.
Sergio de Almeida Correia : "E os ministros reuniam-se para tomar chá, combinar privatizações, almoçaradas e jantares e alegremente trocarem tachos e panelas."

Mas então não foi naquelas reuniões de ministros que se decidiram e programaram todas aquelas medidas de austeridade e "empobrecimento" do pais (que permitiram ao pais fechar o programa de resgate com sucesso e relançar a economia e o emprego) ?!...
Foi pouca coisa ??!...
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De AntónioF a 16.03.2017 às 09:28

O Sérgio (desculpe a forma de tratamento) surpreende-me!
Já o tinha felicitado pelos textos que escreve, em muitos dos quais me revejo, mas não satisfeito com o elogio resolveu subir a parada com as imagens que usa para ilustrar os seus textos.
Se todas as anteriores são de uma felicidade extrema, esta porém supera as expectativas tornando, de certa forma, redundante o texto.
Parabéns!
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De Me a 16.03.2017 às 14:14

Post "mai" lindo não há! a pic está demais!
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De Carlos Gaspar a 16.03.2017 às 18:29

Parabéns Sérgio pelo excelente comentário. "Curto e Grosso". Só é pena que algumas "damas" se sintam ofendidas com ele. Continue.

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