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A muleta.

por Luís Menezes Leitão, em 15.03.16

Há muito tempo que acho que Passos Coelho pode ter sido um bom primeiro-ministro, mas será sempre um péssimo líder da oposição. No governo Sócrates apoiou tudo o que este quis fazer, de tal forma que ele até lhe chamava o seu parceiro de tango. A coisa só terminou com a rejeição do PEC4 quando percebeu (ou alguém lhe explicou) que se o deixasse passar, teria que se sujeitar a eleições no partido.

 

Agora estamos a assistir a mais uma repetição do mesmo filme. Depois de ter dito (e bem) que não contassem com o PSD para aprovar medidas que não tinham o apoio da maioria de esquerda, Passos Coelho volta atrás e afinal manda o PSD viabilizar com a abstenção os apoios à Grécia e à Turquia. O partido ficou assim completamente exposto ao ridículo e até Costa disse que tinha inventado uma "boa desculpa" para mudar o sentido de voto.

 

Será que Passos Coelho não percebe que estes sucessivos volte-faces são fatais para a credibilidade de um partido político? Ponha os olhos em Rajoy em Espanha e veja como o PP tem barrado completamente quaisquer veleidades de a esquerda ascender ao poder, sem apresentar uma maioria estável e coerente.

 

Se Passos Coelho julga que o PSD vai voltar ao poder a servir de muleta a um governo PS, engana-se redondamente. É por isso mais que tempo de abandonar a pose de primeiro-ministro no exílio e começar a fazer oposição a sério. Assim não vai a lado nenhum.

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19 comentários

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De lucklucky a 15.03.2016 às 08:16

Precisamente. Às vezes pergunto-me como é que um politico não percebe o básico dos básico: valor da credibilidade de ser fiel ao que disse.
Depois penso em como as coisas funcionam nos partidos e como se vence neles.
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De Luís Lavoura a 15.03.2016 às 09:44

Depois de ter dito (e bem) que não contassem com o PSD para aprovar medidas que não tinham o apoio da maioria de esquerda

Fez muito mal em dizer isso. Um partido sério vota a favor daquilo com que concorda e vota contra aquilo de que discorda. Não deixa de aprovar uma coisa com que concorda só para poder chegar mais depressa ao poder. Um partido que faz isso não é um partido credível, é um partido que coloca os seus interesses à frente dos do país.
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De Luís Lavoura a 15.03.2016 às 09:46

Ponha os olhos em Rajoy em Espanha e veja como o PP tem barrado completamente quaisquer veleidades de a esquerda ascender ao poder

Pelo contrário, Rajoy está a dar um péssimo exemplo, ao impedir que o seu país tenha um governo. O que ele deveria fazer era afastar-se do partido para permitir que ascendessem ao poder outras pessoas com um passado mais limpo, que pudessem fazer uma aliança com o PSOE.
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De Vento a 15.03.2016 às 12:25

O que dá vida a suas opiniões, Luís, é o facto de ser um homem esperançoso. Mas ainda não compreendeu que para se fazer algo é necessário que se saiba o que vai fazer. Passos e Portas não foram governantes, pertenceram a um governo que foi governado por outros.

Governar é uma capacidade que se revela em qualquer situação e condição. É pena que o Luís ainda esteja preso às mézinhas dos esperançados.

Portanto, não foi Passos Coelho que decidiu o sentido de voto. Foi Costa que o conduziu a essa posição. Ainda não se deu conta que é necessário alguém pensar pelo PSD e CDS? As usual!
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De William Wallace a 15.03.2016 às 12:38

Vejo que o DO continua igual, uns fazem oposição para fora, outros fazem oposição para dentro, o jogo de sombras continua por aqui e ainda falam em pluralismo por estes lados quando apenas existe UM autor de posts a chamar as "coisas" pelos nomes.
O autor "comunista" foi-se tão depressa como veio (infelizmente) alguém também lhe deve ter explicado algumas coisas, na altura quando se apresentou eu disse-lhe (escrevi) que o politicamente correcto me impedia de dizer (escrever certas coisas), ele não entendeu mas alguém já lhe explicou e ainda bem por um lado.
Depois temos um autor novo caido de para-quedas que nem se apresentou, começou logo a malhar.
Pluralismo aqui NÃO HÁ, censura também existe.

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De José António Abreu a 16.03.2016 às 08:10

Já discordámos muitas vezes. Mas, pela primeira vez, acho que você não sabe o que diz.
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De William Wallace a 17.03.2016 às 00:27

Não tenho os links (não faço esse tipo de registo) dos post's em que o tema da censura neste blog é aqui abordado no entnato posso garantir-lhe que já tive aqui comentários censurados por autores sem nunca ser ofensivo apenas e só chamar os bois pelos nomes.
Quanto ao pluralismo é ver a quantidade de autores mencionados na barra lateral e quantos postam regularmente (alguns nem 1º vez por mês) sendo certo que a quantidade não reflecte qualidade e muito menos pluralismo que como disse aqui não existe, na minha opinião só o Sergio de Almeida Correia corresponde a uma visão diferente da dominante por aqui, aliás na semana anterior ás eleições e na seguinte (enquanto a geringonça não se punha ao caminho) isto mais parecia o blasfémias ou o insurgente que são patéticos, onde até as respostas aos post são em linha com os próprios post´s e limitam-se a 2/3 linhas...

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De T a 15.03.2016 às 13:47

De derrota em derrota até à vitória final. Brincadeirinha.
Parece-me que o PSD nunca foi genial nas tácticas, caso contrário nunca equacionaria a ideia de meter o Marco António a comentar seja o que for. No entanto, parece-me que sendo fiel a princípios base de compromisso internacional , estes sapos têm de ser engolidos à força.

Enquanto Costa embandeirar em arco por julgar que cavalga impune nesta aparente mestria política, os planetas dos números, agências de ratings (as que não contam e A que conta) e o abrir de olhos de muitos portugueses vai começar a sentir-se, nessa altura não haverá mais a narrativa do anti-patriotismo, mas haverá um grande lamaçal da esquerda, muito pródiga a contradições. O PSD mantendo-se "irrelevante" dá espaço para que Costa e os amigos se enterrem por si mesmos, infelizmente, pelo caminho enterrando Portugal também.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 15.03.2016 às 16:11

Os tristes tempos que vivemos estão a parecer-se perigosamente com os tempos entre 2008 e 2011. Os "gaijos porreiros" que estiveram no governo nesses tempos estão lá outra vez, e os problemas que o país enfrentava ainda há poucos meses, como a sustentabilidade financeira da Segurança Social, p. ex., desapareceram dos radares e das preocupações de quem tem a responsabilidade de nos governar e dos que os apoiam seja no Parlamento, seja nos media.Tudo jóia, portanto!
Por isso, não há oposição que consiga inverter esta embriaguês que vai novamente tomando conta dos espíritos da maioria dos portugueses, que continuam a acreditar que os outros têm mesmo a obrigação de sustentar as nossas "conquistas sociais".
Passos Coelho que deu o peito às balas em 2011/ 2013, ainda está convencido que alguém lhe reconhece o sacrifício em nome dos superiores interesses da Pátria. Está completamente enganado como os tempos que aí vêm lhe vão amargamente demonstrar. Pelo menos até isto bater na parede outra vez.
O resto, é apenas a conversa fiada do costume.
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De WW a 16.03.2016 às 00:36

Posso-lhe garantir que enquanto se puser o interesse privado á frente do interesse Nacional a sustentabilidade da SS estará sempre em ameaçada.

" A indiferença a propósito de um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais que o erro. "
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De lucklucky a 16.03.2016 às 07:43

Desde quando é que a SS tem que ver com o interesse nacional?
A Segurança Social são interesses privados obrigados a serem geridos pelos políticos para estes ganharem poder e votos e fazerem prosperar a actividade política.

E como cereja no cimo do bolo está muito investida na dívida que o sistema político socialista(do MRPP ao PNR) faz.
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De WW a 16.03.2016 às 19:36

Luck infelizmente para nós todos foi investida em proporções gigantescas na nossa própria divida publica a mando de interesses estrangeiros.

P.S. - Luck se você vive em sociedade, vive em socialismo, o que não quer dizer que se confunda socialismo com crimes, porque más decisões hoje já não existem, o que existe hoje são crimes disfarçados de leis...
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 17.03.2016 às 01:44

A única coisa que você pode garantir é que se tiver menos de 40 anos, provavelmente vai receber uma reforma de 20-30% relativamente ao salário que auferir quando tiver idade para se reformar. Também pode garantir que se tudo continuar como está, dentro de muito poucos anos as reformas da SS serão pagas maioritáriamente com dinheiro saído do OGE, porque com a CGA já é assim.
Também devia saber que em 1974 o dinheiro da SS era privado e que foi estatizado/roubado aos seus donos com as "conquistas de Abril". Já lhe ocorreu que o dinheiro dos seus descontos, se é que faz descontos, para a SS é SEU e que o estado (os politicos) se apropriam dele para o gerir (mal) a seu belo prazer?
Quando fala em "interesse nacional" está a confundir "a obra-prima do mestre com a prima do mestre-de-obras".
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De WW a 17.03.2016 às 10:58

O srº Silveira e quem quiser pode dar as voltas que quiser que os factos (história) serão sempre indesmentíveis mesmo para a esquerda.
Quem criou a SS em Portugal foi o Estado Novo (por muito que isso custe á esquerda), a mesma nunca foi deficitária em tempo algum e muito menos privada, sempre foi PUBLICA.
Quem tem destruído a SS tem sido o PSD, o PS e o CDS ao pô-la ao serviço do Estado que deveria apenas zelar pela mesma, ser guardião da mesma, enfim ter uma atitude patriótica perante aquilo que é de todos.


P.S. - Sei o que o senhor silveira não é de esquerda é mais da TINA...
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 17.03.2016 às 16:25

Vá informar-se melhor e depois venha para aqui arrotar postas de pescada. A talho de foice: sabe quanto é que o ministério do agora novamente ministro da Segurança Social Vieira da Silva tinha depositado no BPN seis meses antes da nacionalização? mais de 2000 milhões de euros! DOIS MIL MILHÕES DE EUROS!!!!
Você sabe lá do que é que eu sou; mas você se não é da tina, é seguramente da latrina.
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De WW a 18.03.2016 às 02:36

O facto de o agora novamente ministro ter investido no BPN só demonstra a minha teoria, PSD, PS e CDS são os principais responsáveis pela destruição da SS.

Quanto ao resto obviamente todos sabemos o que é a TINA (There Is No Alternative), e fiz alusão a isso para que não fosse confundido com a esquerda sempre disposta a distorcer a história em favor das suas ideias / pretensões.

Quanto ao resto deixo-lhe uma citação de um dos NACIONALISTAS que faltam neste momente grave da PÁTRIA.

" O nacionalismo é um patriotismo activo. Pretende defender a pátria das influências que possam perverter a sua índole própria, venham essas influências de dentro, como certos regionalismos, venham de fora, como certos extrangeirismos ou internacionalismos. Há porém regionalismos que não só são inofensivos mas proveitosos à nação; há também influências estrangeiras e internacionais que são úteis e aproveitáveis. O caso é que umas e outras sejam assimiladas, isto é, convertidas na substância da índole nacional "

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De Manuel Figueiredo a 15.03.2016 às 19:49

Discordo, o PPC não pode confundir oposição com política de terra queimada. Quando finalmente tirar o tapete a AC estas cedências vão abonar a favor dele - vai ser mais difícil de acusá-lo de ser ressabiado, irresponsável, etc., etc.
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De CB a 15.03.2016 às 22:51

Nunca, jamais, em tempo algum, alguém que não sabe ser político presta para primeiro ministro. Pedro Passos Coelho já mostrou que não sabe ser uma coisa nem outra.
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De Luiz Santos-Roza a 16.03.2016 às 14:17

Seria estranho o PSD opor-se a apoios prometidos por um governo de que fez parte apenas porque agora há um novo governo com outros partidos. Se era contra os apoios, porque não o expressou antes de se comprometer com a resolução 138/2015 de 20 de Novembro do ano passado?

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