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A mesquita de Medina.

por Luís Menezes Leitão, em 26.05.16

Nada tenho contra a construção de mesquitas em Lisboa. Há uma mesquita que funciona ao pé do meu escritório e tem sido absolutamente exemplar em termos de convivência pacífica com os moradores da zona. Por isso até acho muito bem que se construa uma nova mesquita na Mouraria, um lugar com grandes raízes de presença muçulmana. O que já não acho nada bem é que o Presidente da Câmara queira construir a mesquita em questão à custa dos impostos e taxas que sistematicamente anda a extorquir aos lisboetas. Num Estado laico não há qualquer razão para que os dinheiros públicos financiem a construção de templos, seja qual for a religião que neles seja praticada. E considero especialmente grave que um proprietário esteja a ser expropriado dos seus bens, devido a esta intenção do Presidente da Câmara, Fernando Medina, que pelos vistos quer lançar uma nova Mesquita de Medina, agora em Lisboa. Qual é o interesse público que pode estar subjacente a esta expropriação? E dizem que isto foi aprovado por todos os partidos na Câmara? Será que em Portugal os cidadãos não têm um único partido que os defenda?

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22 comentários

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De Diogo Noivo a 26.05.2016 às 11:43

Tal como tu, Luís, não me oponho a construção de uma nova mesquita. Confesso que até me parece uma boa ideia. Olhando para o que se passa noutros países europeus, como Espanha, França, Holanda ou Alemanha, a construção de mesquitas de forma enquadrada na lei e na sociedade parece-me ser uma parte importante do antídoto contra extremismos.
Porém, a forma atabalhoada e potencialmente conflituosa que a CML seguiu para gerir este dossier poderá revelar-se um disparate monumental para a manutenção do ambiente exemplar de convivência pacífica. Temos oportunidade de fazer as coisas bem, mas encontramos sempre forma de pôr paus nas rodas…
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De pita a 26.05.2016 às 13:36

Medina... Os nomes sempre tiveram significados, abertos ou ocultos.
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De Luís Lavoura a 27.05.2016 às 09:44

Medina significa, salvo erro, "cidade" em árabe. É portanto um substantivo bastante corrente na língua árabe e é natural que tenha sido adotado como apelido por portugueses de origem árabe, da mesma forma que existe o apelido Cidade.
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De Maria a 26.05.2016 às 12:14

Inteiramente de acordo.

Façam lá a mesquita, mas livrem-nos de mais impostos, taxas, contribuições e afins.

Quanto à expropriação em causa é bom nem pensar ...
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De Ana Vidal a 26.05.2016 às 12:34

Completamente de acordo, em tudo.
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De Teresa Ribeiro a 26.05.2016 às 12:41

E vão duas.
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De Sérgio de Almeida Correia a 26.05.2016 às 13:35

Já não há palavras, Luís. Há qualquer coisa avariada no último andar do foguetão.
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De lucklucky a 26.05.2016 às 15:14

Ou seja não têm problema nenhum com uma religião que subjuga todos mas mais as mulheres. Belo.
A palavra que não usam é Dhimi. Subjugação.


"Será que em Portugal os cidadãos não têm um único partido que os defenda?"

Já começa perceber Trump e a "extrema direita" que na Austria consegue 70-80% dos votos dos "trabalhadores"?

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De kika a 26.05.2016 às 15:30

Quando leio iniciativas deste género ,não posso deixar de
pensar o que está a acontecer em França ...
Cheios de boas intenções lá foram autorizando tudo e mais
que tudo , e a única coisa que tiveram en troca foi um ódio de morte.
As mesquitas são um ninho de malvadez e de conquista há tantos séculos
programado. Começa sempre da mesma forma... primeiro a visibilidade
e em seguida a lei deles.
Aqui onde vivo os alunos de uma certa região decidiram não apertar a mão
às professoras porque era contra a sua " Fé " . ( entre outras coisas ).
Felizmente que as coisas estão a mudar.
Ontem foi publicado que todos aqueles que se recusarem a apertar a mão
às professoras levam com uma multa de 5000 frs para que " a fé volte para
onde nunca deveria ter saído ".
As médicas coitadas por vezes são mesmo recusadas e lá vem um médico
para os barbudos .
E assim vai os meus ideais de um Mundo melhor e a Terra um sítio agradável
para todos.



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De lucklucky a 26.05.2016 às 17:07

Noticias da Suiça dizem que as crianças muçulmanas vão ser obrigadas a apertar a mão ao professor. 5000 Francos de multa.

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De kika a 26.05.2016 às 22:25

Uma verdadeira tortura e um mau exemplo .
Um País que ainda vive na idade das trevas.
Inadmissível ... devem ser os únicos que se atrevem.
Viver num país assim ? Jamais.
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De cristof a 26.05.2016 às 16:18

Apoiado a 100%
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De sampy a 26.05.2016 às 16:30

A razão chama-se Fundação Aga Kahn.
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De Luís Lavoura a 26.05.2016 às 16:48

Estou totalmente de acordo com o post.

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