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A "idade" dos políticos

por Helena Sacadura Cabral, em 26.05.14
Quando se fala dos líderes dos partidos do tal arco governamental, penso que seria importante olhar bem o quadro abaixo:


1. Pedro Passos Coelho - 50 anos de idade
    36 anos de política
2. Paulo Portas - 52 anos de idade
    40 anos de política
3. António José Seguro - 52 anos de idade
    25 anos de política 

 

Este quadro impõe reflexão, sobretudo quando se tem em conta o número de anos que é preciso trabalhar para atingir a reforma. Não será, também, a altura de se pensar no que ele pode significar na "degradação" que caracteriza a actual forma de fazer política que referi no post anterior?

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24 comentários

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De Fazem descontos? a 26.05.2014 às 18:11

Pedro Passos Coelho nasceu em Coimbra, em 1964.
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De Helena Sacadura Cabral a 26.05.2014 às 19:48

E começou sos 14 na UEC!
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De Helena Sacadura Cabral a 26.05.2014 às 19:50

E já havia começado antes a envolver-se na política!
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De Prova dos Noves a 26.05.2014 às 20:09

E 2014-1964=46. ✔
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De Helena Sacadura Cabral a 26.05.2014 às 23:53

Prova dos Nove
Obrigada, já corrigi!
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De Helena Sacadura Cabral a 26.05.2014 às 23:55

Obrigada Fazem Descontos.
Já estava a descontar 4 anos.
Isto já é o alemão...
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De Em Folha a 26.05.2014 às 18:18

Este ao menos é novo.

http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/14144450/1
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De Quantos são? Quantos são? a 26.05.2014 às 19:18

Quantos são os anos do Tozé em frequência universitária? Sublinho FREQUÊNCIA.
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De M. S. a 27.05.2014 às 10:59

Quantos são os seus olhos? Um só? Ainda por cima míope?
E quantos são os anos de frequência «universitária» do seu amigo Passos?
Seguro e Passos não estão bem um para o outro?
Seguro fez a «licenciatura» em Ciência Política numa «universidade» privada de vão de escada.
Passos fez a «licenciatura» em Economia noutra «universidade» privada de vão de escada.
Seguro nunca fez nada na vida a não ser ocupar lugares politico-partidários.
Passos nunca fez nada na vida a não ser ocupar lugares politico-partidários, a que acrescentou a (invisível na comunicação social) Tecnoforma, uma tecnoforma de esmiufrar dinheiros a Bruxelas e a Portugal através de maningâncias politico-partidárias, especialmente quando o seu amigo licenciado instantaneamente Relvas era secretário de Estado da Administração Local.
Faça o exercício de ver as diferenças.
Não seja sectário.

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De Ricochete a 27.05.2014 às 19:57

Lá por ser amigo do caso de insucesso escolar que é o panhonha Tozé acha que os outros são como você? Engana-se, não sou amigo de ninguém. Da política, obviamente.
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De M. S. a 28.05.2014 às 09:09

O senhor ataca o Totozé e esquece o Passos.
Eu ponho os 2 no mesmo pé de igualdade.
Depois eu é que sou amigo do Totozé.
Tire as palas dos olhos.
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De Maria Dulce Fernandes a 26.05.2014 às 21:53

Eu tinha 15 anos quando da revolução. Com 16 já era filiada num partido. Com 19 desencantei-me. Com 22 , depois da morte de Sá Carneiro, enterrei o meu animal político com ele , e posso garantir que já estava gasto, roto e remendado, bem mais morto do que vivo.
Como não acontecer o mesmo a quem desde que largou as fraldas respira política por todos os poros ? Desgaste mais do que degradação, talvez?
Não fui votar. Em quem? Para quê ?
Estive a ler sobre a primeira República para incentivar um trabalho aborrecido para a faculdade. É tão brutalmente semelhante, que me pergunto se S. Bento terá alguma máquina do tempo e alguns Drs. Who...
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De Miguel a 27.05.2014 às 00:15

Como é que o Portas entrou para a política aos 12 anos?
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De Helena Sacadura Cabral a 27.05.2014 às 09:27

Porque viveu sempre num meio familiar muito politizado, no lado paterno e na época, certos adolescentes foram educados a sentir responsabilidades pelo que se passava no seu país.
Hoje vão beber e para as discotecas...
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De Pois a 27.05.2014 às 10:28

E isso foi péssimo. Nunca devia ter acontecido. Devia ter ido beber e para as discotecas.
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De Pois a 27.05.2014 às 09:28

E com quantos meses terá sido jornalista?
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De Helena Sacadura Cabral a 27.05.2014 às 09:43

Ainda o de Pois não era nascido!
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De JP a 27.05.2014 às 10:55

Cara Helena, o meu problema não é com isto.

O meu problema é que (tirando Portas) nenhum dos outros dois nunca fez nada na vida e não se lhes conhece nenhum mérito fora do partido...

Ora, ter um primeiro ministro e um líder do segundo maior partido que a única coisa que conhecem da vida é o que observam à sua volta no partido não pode dar bom resultado. Simplesmente não foram expostos a responsabilidades, a ter que prestar contas, a ter que lutar por um emprego, a baixos salários e/ou à precaridade no emprego.

Como hão-de sentir empatia e identificar-se com os restantes compatriotas se nunca estiveram - nem remotamente - próximos destas realidades?
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De Helena Sacadura Cabral a 27.05.2014 às 19:17

Só lhe posso responder que compreendo as suas interrogações e que em alturas menos boas as ponho a mim mesma!
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De Carlos Duarte a 27.05.2014 às 12:02

Cara Helena,

O ter muitos anos de política (seja informalmente, seja militando num partido) não é mau. Aliás, estariamos francamente melhor se mais pessoas sentissem a necessidade de intervir na política.

O problema está nos anos em que SÓ têm actividade política, em prejuízo de outras. Se um cargo autárquico, ou deputado, ou no Governo são motivos justificáveis, desde que pontual, já o tão e somente pertencer a um partido e/ou viver dessa pertença (trabalhar como "facilitador de negócios", como fez o nosso PM, ou estar ao serviços das inúmeras empresas municipais ou públicas, institutos e outros organismos de nomeação política) é extremamente negativo.

Dos três "apontados", António José Seguro nunca fez nada que não fosse política (entre PS, Parlamento Europeu e Assembleia de República).

Pedro Passos Coelho "passou" pelo "privado", sendo que por "privado" se entenda empresas associadas ou dependentes de ligações à política (via Eduardo Catroga, ou Ângelo Correia, ou Miguel Relvas, em lugares de "facilitação de negócios", como disse o seu ex-patrão da Tecniforma). Ou seja, menos político "puro" que Seguro, mas mais político "caciqueiro".

Paulo Portas é, de longe, o que teve mais actividade "independente" (pun intended). Sim, a actividade jornalistica esteve perto da política, mas serviu-se de política para o jornalismo mais que o vice-versa (que só ocorreu na fase final de "O Indepenente").

No entanto, e no geral, partilho a sua opinião que é tudo gente "velha" da política. Estou a ler - para descontração e informação - o "Ataque aos Milionários", de Pedro Jorge Castro, sobre o processo de privatização dos grandes grupos industriais e financeriso pós-25A. E o que impressiona são os nomes: tanto do lado dos interesses desses grupos, como do lado dos diversos governos e orgãos estatais, são OS MESMOS NOMES que agora. A mesma gente. Há 40 anos!

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De Helena Sacadura Cabral a 27.05.2014 às 19:24

Carlos Duarte
Ontem mesmo, assistindo à forma como o filho de um antigo colega meu - de família muito conhecida, abonada e elitista -, tratava a empregada que o atendia, me punha a mim mesma a questão de saber se uma certa sociedade, não terá aprendido nada nestes 40 anos?!
Não aprenderam porque, hoje, na sua maior parte, são essas mesmas famílias que controlam o país...
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De Mary Almeida a 31.05.2014 às 20:42

Só falta acescentar aí a idade do António Costa e os anos que ele está na política.

É muito engraçado que depois de aparecer Pedro Passos Coelho na política, de repente certas personalidades da nossa praça se digam tão indignadas com os políticos de hoje, que só viveram dos partidos e da política e não têm experiência da vida.

Aliás foi preciso PPC subir ao poder , para personalidades da nossa praça se indignarem com os jotinhas. É estranoho que não se tenham indignado com o jotinha Sòcrates que começou no PSD e foi para o PS, e que não digam hoje claramente quem é António Costa, um homeme que veio da jotas.

Há de facto uma forma de analisar as coisas em Portugal com certo sectarismo, mas foram bons estes 3 anos para percebermos realmente o que incomoda muit gente.
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De Helena Sacadura Cabral a 01.06.2014 às 10:49

Mary eu só falei dos líderes partidários do "arco da Governação". António Costa como Sócrates já não o são.
E se o PCP fosse do dito arco ganhava a todos...
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De Mary Almeida a 03.06.2014 às 10:06

O que eu pretendo dizer com isto é que devemos ser mais transparentes quando apontamos o dedo a alguém. Sócrates já não está no "arco da governação" mas esteve lá e foi a ele a quem entregámos a responsabilidade de governar o País durante 6 anos. Costa está a preparar-se para fazer parte desse dito "arco da governação" e portanto em vez de estarmos só a falar de alguns, seria interessante mostrar que a escolha recai sempre neste tipo de pessoas, os profissionais da política. Podia excluir daí PPC que até deixou o lugar de deputado , recusando até (coisa rara) receber a pensão vitlicia a que tinha direito (coisa que outros não o fizeram), mas até dou de barato o facto dele se ter dedicado maior parte do tempo à política. Volto a repetir , foi preciso PPC subir ao poder para as pessoas repararem no tipo de políticos que temos tido e nos "maus vicios" da vida política portuguesa. É pena que noutros tempos não tenhamos feito este reparo. Provavelmente hoje não estávamos num quase fim de regime. Venham lá os independentes de uma vez por todas (Marinho e Pinto, Daniel Bessa, Paulo Macedo, Crato, Augusto Mateus, Medina Carreira, Silva Lopes entre outros) com as suas ideias mais à direita ou mais à esquerda, mas que nos livrem deste completo flagelo que foi sujeição do Estado e da política aos aparelhismos e interesses partidários.

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