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A guerra contra o Estado islâmico.

por Luís Menezes Leitão, em 29.09.14

 

Uma das análises mais correctas sobre o que se estava a passar no mundo resulta de um livro de Samuel P. Huntington, de 1996, intitulado The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order. Nesse livro demonstra claramente como se estava a formar uma nova ordem mundial para o séc. XXI e que nessa nova ordem um dos factores mais decisivos era o Ressurgimento Islâmico. A seu ver a civilização islâmica estava a tornar-se cada vez mais influente a nível mundial, não apenas pela sua maior capacidade de conversão de novos crentes, mas ainda pelo maior crescimento demográfico das suas populações.

 

Para Huntington a influência mundial da civilização islâmica só não era maior porque o islamismo radical não tinha um Estado religioso forte que pudesse servir de sustentáculo às suas pretensões. A esmagadora maioria dos Estados árabes não apoiava uma versão radical do islamismo, preferindo estar de bem com o Ocidente, e a única excepção, o Irão, baseava-se na corrente xiita do Islão, minoritária em face dos sunitas, o que levava a que não fosse seguido pelos militantes islâmicos radicais.

 

Por isso o Ocidente ficou descansado com o aumento da influência islâmica no mundo, uma vez que as guerras eram travadas entre os próprios Estadoa arábes, ainda que o ataque ao Kuwait tenha pela primeira vez obrigado a uma intervenção, dado que pôs em causa os interesses ocidentais. Mas Bush pai teve a inteligência de deixar Saddam Hussein no poder, uma vez que bem sabia que o seu derrube só serviria para aumentar a influência do Irão e dos movimentos islâmicos radicais na região.

 

Bush filho, com uma inteligência rudimentar, e movido por uma questão pessoal, quis derrubar Saddam Hussein, seguindo a estratégia de iluminados como Wolfowitz que achava que o Iraque tinha que ser conquistado, uma vez que "nadava num mar de petróleo". Consta que terá respondido o seguinte a quem o interrogava como é que depois os americanos sairiam do Iraque: "É simples. Não saímos". Nessa estratégia teve o apoio ainda mais desastrado de Blair, Asnar e do nosso Durão Barroso, que juntos criaram um enorme sarilho.

 

Obama, que é inteligente e tinha a vantagem de se ter oposto desde o início a este disparate, não conseguiu, porém, ver que Wolfowitz tinha razão num ponto: é que depois de se ter entrado no Iraque já não era possível sair de lá. A saída dos EUA do Iraque, associada a um apoio às primaveras nos outros países arábes, foi um campo fértil para os militantes islâmicos radicais, que conseguiram nos territórios sírios e iraquianos aquilo que desde sempre ambicionavam: a reconstrução do califado. Ora, esse Estado islâmico vai ser seguido pelos militantes radicais de todo o mundo e pode ter um sucesso muito mais rápido que o califado original, cujos exércitos chegaram em 80 anos desde a península arábica em 632 até Poitiers em 711. E esse Estado todos os dias proclama o seu ódio aos ocidentais, como se vê pelas execuções que sistematicamente são exibidas.

 

É manifesto, por isso, que o Ocidente está a ser constantemente desafiado para a guerra, só que já não tem coragem de mandar tropas para o terreno e os ataques aéreos podem fazer mossa, mas não alterarão a situação. Quanto a Portugal, é o ridículo de sempre. Mal li aqui que o Ministro da Defesa afirmava que Portugal vai participar na coligação contra o Estado islâmico, julguei que se estava a planear uma cruzada, ao velho estilo do "Por El-Rey e São Jorge aos Mouros!". Mas afinal o Ministro explicou que "a seu momento se verá" de que forma Portugal participará, tendo em conta que a colaboração pode acontecer de várias formas, designadamente através "de treino, de inteligência, de formação" ou humanitária. Quanto a tropas no terreno, cruzes canhoto. Está visto assim que o Ocidente não vai ter a mínima hipótese de ganhar esta guerra.

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14 comentários

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De Carlos Faria a 29.09.2014 às 18:46

Como explica que Bush filho com o pai ainda vivo não tenha sido demovido do intento de derrubar Saddam se o progenitor era assim tão inteligente e deveria saber como influenciar o herdeiro?
Estou mesmo a ver quanto foi influente foi Durão para a tomada de decisão...
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De Luís Menezes Leitão a 29.09.2014 às 20:05

Os filhos nem sempre obedecem aos pais. Especialmente quando já são crescidos.
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De Vento a 29.09.2014 às 18:59

Os seus textos não me surpreendem, porque são sempre bem elaborados, rigorosamente apoiados e revelam uma preocupação que vai para além da esfera académica.

Tive o cuidado, creio que num de seus posts, em comentários trocados com um participante nestes debates, rmg de sua identidade, depois daquela caldeirada toda na Ucrânia, de sugerir que se olhasse para Sul e para o que de lá vinha. Muitas vezes solicitei a um seu comentador, de nome Alexandre Carvalho, que orasse muito, mas acabei gozado.

Mas permita-me referir o que já referi noutros posts: a ordem no médio oriente será alterada, e os inimigos de outrora serão os aliados no presente.

A América recebeu o acordo da Rússia para bombardear posições na Síria, e tenho sólida esperança que este grave acontecimento no médio oriente também ajude a estabilizar aquela região e a região do pacífico. Creio que, se bem gerida a situação na Ucrânia, assistiremos também ao início da conversão da Coreia do Norte.
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De FD a 29.09.2014 às 22:30

"Os seus textos não me surpreendem, porque são sempre bem elaborados, rigorosamente apoiados e revelam uma preocupação que vai para além da esfera académica."

É começar a tentar o mesmo, a esfera académica não é nenhum estado de divino, é só preciso rigor e estudo.

"Tive o cuidado, creio que num de seus posts, em comentários trocados com um participante nestes debates, rmg de sua identidade, depois daquela caldeirada toda na Ucrânia, de sugerir que se olhasse para Sul e para o que de lá vinha. Muitas vezes solicitei a um seu comentador, de nome Alexandre Carvalho, que orasse muito, mas acabei gozado."

Argumentar com orações dá nisso.

Mas permita-me referir o que já referi noutros posts: a ordem no médio oriente será alterada, e os inimigos de outrora serão os aliados no presente.

Captain obvious? O que são inimigos e amigos nas relações internacionais?

"A América recebeu o acordo da Rússia para bombardear posições na Síria, e tenho sólida esperança que este grave acontecimento no médio oriente também ajude a estabilizar aquela região e a região do pacífico. Creio que, se bem gerida a situação na Ucrânia, assistiremos também ao início da conversão da Coreia do Norte."

Qual América? O Canada? A Argentina? Recebeu o acordo? Veio como vale postal ou foi mesmo por fax? Desculpe a brincadeira:)

Conversão da Coreia do Norte? A Coreia só irá cair quando a China quiser:
1. Não é do interesse chinês que as duas Coreias se juntem - um gigante a crescer? Ainda por cima nas suas fronteiras?
2. Não é do interesse chinês que a Coreia do Norte agite a sua região e que promova tráfico e perturbações nas suas fronteiras.
3. Não é do interesse chinês, alianças de facto ou aparentes de aliados dos EUA na região contra a ameaça de Pyongyang, mesmo aqueles que aparentam desconfiança (Coreia do Sul/Japão) - e elas estão a surgir (junte-se a Filipinas e a Austrália + Vietname).
4. Não é do interesse chinês que os EUA usem a Coreia do Norte para reforçarem o dispositivo anti area denial chinês.
Por fim..
5. Não é do interesse chinês que a Coreia do Norte se mantenha problemática e embaraçosa como sua aliada/regime protetorado.

Este sim é um dilema interessante e que vai buscar raízes ao comportamento da grande China tanto em declínio como em pujante império. Das décadas mais recentes, em que jogava no limbo passado histórico traumático do século das humilhações ao comportamento como verdadeira potência hegemónica regional - em clara rivalidade com a Índia - tratando qualquer país vizinho como adversário num jogo passivo agressivo de repercussões económicas, militares e geoestrategicas, o dilema está aí. Porém, a sua atitude actual tem de gerir mais factores que a sua economia exige - mais factores, mais desafios.
Vivemos tempos interessantes!

Estou cá em querer que os links em brasileiro dos últimos "posts" não foram "sem querer".

Cumprimentos!
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De Vento a 30.09.2014 às 12:14

Graças a Deus, e à oração, vou tendo alguma amplitude para aceitar as propostas de diálogo mesmo com pessoas complexadas e com frustrações terceiro-mundistas, que pretendem sempre parecer mais do que na realidade são e saber mais do que na realidade sabem.
Como característica elas apresentam um discurso redondo, convencidas que a falta de argumento sólido pode ser disfarçado e compensado por uma série de gincanas palavrosas. O seu convite para rever o último post de nosso diálogo já foi correspondido.

Esta é também uma resposta ao início e à parte final de seu comentário. Eu vou pela via do confronto, e você, de vez em quando, também se abre a este facto:

As questões que vai apresentando sobre as relações da China com a Coreia, ainda que satisfaçam ambições chinesas, não lhe pertencem em absoluto. A relativamente recente crise com a Coreia do Norte revelou que a Rússia liderava a mediação, com as constantes intervenções do embaixador russo.
Mais ainda:
http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2014/06/05/russia-e-coreia-do-norte-usarao-o-rublo-em-suas-transacoes-comerciais/

Sabe meu caro, o Brasil, em matéria de diversificação noticiosa e de conteúdos noticiosos, e também académicos, dá lições a qualquer país e a Portugal; e estas notícias, que são mais expostas no Brasil, ajudam também qualquer intelectual palavroso a fechar sua boca e a consultar e pesquisar mais vezes antes de a abrir.
Uma coisa é emitirmos uma opinião, ainda que possamos equivocar-nos, outras é proferir afirmações como se detentores da verdade, e uma só verdade, fossemos.

Cump.

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De FD a 30.09.2014 às 19:03

Boa tentativa! Mas ora bolas...

Vxa. mais uma vez insiste em me caracterizar, à minha argumentação, discurso e a tudo o que gira em volta dos meus posts em vez de responder ao que escrevo, ou alias corrijo, quando o faz dentro do assunto é sempre secundarizado e vago, envolto no manto do ataque ad hominem, muito assente em links igualmente gerais. Nada contra, mas acho que perde demasiado tempo comigo.

Eu como conheço bem a área de estudo (é crime saber? Será crime?) detecto facilmente quando as pessoas não sabem realmente do que falam para além do geral, o que não tem nada de mal e não quer dizer que esteja errado (até porque os assuntos embora complexos podem ser entendidos no geral por qualquer pessoa), no entanto o resultado é que depois acabam por falhar na compreensão básica de algumas coisas - o que ali o caso do Estado foi absolutamente denunciador. Eu sei que leva a mal ser corrigido, eu sei que leva a mal e se abespinha quando alguém o ultrapassa na argumentação, porém apenas lhe posso dizer que não se devia zangar, mas entender e até reconhecer como o fez elogiosamente ao autor deste post, logo no inicio. Fica-lhe bem.

Chama-se humildade. Eu quando não sei o suficiente ou me abstenho de comentar, ou dou a mão à palmatória, não ando por aí a tentar apelidar quem me confronta ou me debate com tentativas de caracterização da sua pessoa ou personalidade, ou explicações por eu defender isto ou aquilo. Como lhe disse, deve (nestes debates) centrar-se nos meus argumentos e não em mim.

Depois, quanto à questão académica, como no futebol não vou entrar em disputas, eu tenho a minha opinião e respeito a sua, porém, em Portugal em "papers" trabalhos académicos e afins, wikis e sites brasileiros são, digamos assim "take it with a grain of salt" (mais os segundos que os primeiros). A Wiki é muito interessante na sua função e até pode ser esclarecedora para um assunto mundano, mas como esta está na mão de quem quer pegar no assunto, saiba ou não saiba, este pode ser adulterado e até estar errado, o que é bastante comum.

Alias, os professores tanto do secundário como nas faculdades acabam por ter um "bónus" sempre que lhes surge uma prenda destas, facilitando a vida na forma como olham para o trabalho de um aluno e o seu empenho perante a investigação.

Para finalizar, abrir o Google e efectuar uma procura com base naquilo que queremos argumentar (colocando o link de seguida) também não é propriamente de génio e não prova absolutamente nada.

Agradeço a menção à questão russa, sempre interessante, alias, mais ainda sabendo da permissão face à desconfiança histórica chinesa em relação a esta. A Rússia sempre foi parte achada, não é novo, até porque além de fazer parte "six parts talk" é também uma defensora de uma península coreana "nuclear free", o que é um ponto crucial neste intermitente dialogo - isto pelo menos de acordo com a sua estratégia de política externa de 2013. Não sei se já saiu a de 2014 mas secalhar vale a pena a comparação.

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De Vento a 01.10.2014 às 00:01

Meu caro, os comentários são seus, os posts são dos autores. Você revela algum desconforto face ao autor dos posts e usa o comentador (eu) também para chegar a ele.
Por outro lado e para ser mais claro, até admito que o meu caro queira dizer o que eu digo, mas o que é certo é que tenho sido eu a dizer e você usa o que eu digo para poder dizer que eu é que vou ao encontro do que não diz. Este parágrafo é para complementar um pouco mais a nossa conversa no post mais abaixo.

Na realidade, na matéria referida, o Brasil e o México, dão cartas. Mas eu referi o conteúdo noticioso e diversificação noticiosa e não a qualidade das pessoas. E mais uma vez, interpretando à sua maneira, acaba por se sentir alvo, mas sendo alvo de si mesmo.

Avançando. O que pretendi dizer é que não é a leitura e o conhecimento académico que determina o resultado: é necessário perspicácia, sensibilidade, intuição e outras equações para solidificar o conteúdo. Em Portugal assistimos ao deambular de muitos académicos, por exemplo, na área da economia que, sob o ponto de vista especulativo e de desenhos em folhas de cálculo, eram capaz de atingir o nirvana, com o empobrecimento de tudo o mais.

Na matéria em causa além de ter verificado o que enunciei julgo estar em causa o envio de uma mensagem que resulta de uma preocupação social.
O que geralmente se tem verificado é o uso de uma exposição mediática para
alimentar uma vaidade, e na realidade isto é academicamente constatado.

Tudo pode acontecer assim como refere sobre o uso de conteúdos, em particular a wiki. Mas não foi isso que aconteceu na nossa comunicação, até porque foi explicado o objecto desses anexos. Creio que se enrola em demasiadas explicações para evitar dizer: obrigado, você esclareceu o seu ponto de vista.
A humildade, que vem da palavra húmus, in terris, reside no facto de nos reconhecermos criaturas e não Criadores, deusinhos. Creio que está um pouco absorto no erróneo ensinamento cultural sobre esta característica, a de ser humilde.
Por outro lado, não está em causa abrir o Google e encontrar algo que nos encaminhe para o que pretendemos referir. Ao contrário, é aquilo que afirmamos que nos leva a buscar o facto que ajude a visualizar o pensamento. Claro que não deve ser descurada a triagem, mas somos adultos e isto não pode ser matéria de alerta nestes contactos.

Quando se abordou aqui uma série de questões relativas ao problemas da Crimeia, eu usei gasodutos, mapas territoriais, questões geopolíticas, e tive o cuidado de deixar uma panóplia de links com informação, que sei que é idónea, e que em Portugal não encontramos. Isto é uma forma de PARTILHA que revela que a pessoa em causa ao invés de se preocupar com palavras suas acaba por revelar onde foi que encontrou a informação que a ajudam a suportar seu pensamento.
Todavia, se a pessoa for vaidosa, pode buscar essas palavras em vários sítios online, ou até em livros, e ocultar a origem das mesmas para fazer parecer que lhe pertencem.

Ao referir a questão russa e da Coreia recordei que já tinha avançado num post anterior esta preocupação ao a instabilidade no pacífico? Porquê? Porque é deveras previsível que a Coreia sirva de contraponto aos aliados americanos, tais como: Japão e Coreia do Sul.
E isto também se aplica às ambições territoriais chinesas naquela região.
A China, sem esquecer o gás, depende da Rússia em tecnologia e também em componentes e material de guerra, em particular os caças de altíssima qualidade que os russos possuem. Mas também precisa de um aliado com uma esquadra segura. O problema da China em não ser uma superpotência tem que ver com o facto de não possuir uma marinha de guerra persuasiva e tampouco aliados onde pudesse fundear essa hipotética esquadra. A marinha deles serve somente para defender a sua costa e não para lançar operações onde quer se verificasse essa necessidade.

A partir de hoje deixo de me concentrar também em si e passarei a concentrar-me somente em suas palavras. Palavra de escuteiro.
Cump.


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De FD a 01.10.2014 às 10:34

Ahaha, vxa procure ajuda médica, por favor. Com que então sou vaidoso e sinto desconforto em relação ao autor? Isto é hilariante. Não o quero ofender, mas parece que estou a discutir com uma criança, não obrigado. Vou-me retirar desta discussão menor.
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De Vento a 02.10.2014 às 09:52

Muito obrigado pela recomendação. A receita do médico foi precisamente a sua retirada. E retirou-se no momento oportuno, quando faltam os argumentos. Bons estudos.
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De Vento a 01.10.2014 às 11:19

Por favor, onde se lê "Ao referir a questão russa e da Coreia recordei que já tinha avançado num post anterior esta preocupação ao a instabilidade no pacífico" leia-se
Ao referir a questão russa e da Coreia, recordei o que já tinha avançado num post anterior sobre esta preocupação que conduziu à instabilidade no pacífico (?)

Presumo que devo ter apagado alguma coisa e que se terá perdido o sentido inicial. Fica aqui a rectificação.


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De Octávio dos Santos a 29.09.2014 às 22:02

«Obama, que é inteligente...»

Basta este excerto para descredibilizar todo o texto.
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De lucklucky a 30.09.2014 às 01:18

Temos claro o discurso social , o "rudimentar" Bush, o "inteligente" Obama. É como falar da "Lisboa cinzenta" do Estado Novo. Ou um cientista ter de escrever um parágrafo pro-forma sobre o "aquecimento global" em cada estudo que faça mesmo que nem sequer se tenha dedicado ao problema.

Se o caso é o Conflito de Civilizações então que raio Bush tem com o assunto? O Iraque não passa de uma gota de água.
Uma guerra civil Islâmica-Laica-Socialista apareceu na Síria "super estável" Dinastia Assad. A Al Nusra na Síria foi quem começou o corte de cabeças, http://www.dailymail.co.uk/news/article-2255103/Syria-rebels-beheaded-Christian-fed-dogs-fears-grow-Islamist-atrocities.html
O Boko Haram na Nigéria dedica-se a raptos de mulheres para as vender como escravas.
Ou seja voltamos ao mesmo, é simplesmente ser social dizer mal de Bush.

À primeira vista pode parecer tal coisa, mas penso que a razão é outra.
Está escondida.

A razão porque os bien pensants têm de criticar Bush é por defenderem hoje algo que criticaram a Bush:

Guerra Preventiva.
É esta a frase e conceito que não querem discutir.
Por isso é frase completamente ausente do discurso das forças políticas, vulgo órgãos de comunicação social.

Basicamente, hoje a Guerra Preventiva contra o Estado Islâmico é aceite por muitos daqueles que criticaram tal coisa.

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De jo a 30.09.2014 às 10:04

"Por isso o Ocidente ficou descansado com o aumento da influência islâmica no mundo, uma vez que as guerras eram travadas entre os próprios Estados arábes, ainda que o ataque ao Kuwait tenha pela primeira vez obrigado a uma intervenção, ". - Uma primeira vez que se seguiu às outras primeiras vezes. Desde as cruzadas ao Lawrence da Arábia o Ocidente sempre fez guerra por estes lados. Aliás armou os fundamentalistas no Afeganistão, e agora negoceia com os Talibãs para poder retirar. Neste caso parece que não houve questão religiosa.
"Obama, que é inteligente e tinha a vantagem de se ter oposto desde o início a este disparate, não conseguiu, porém, ver que Wolfowitz tinha razão num ponto: é que depois de se ter entrado no Iraque já não era possível sair de lá." Os EUA não saíram do Iraque porque quiseram, saíram porque a posição era insustentável. Não basta ter um exército maior como se comprova pelo Afeganistão.
Quem tem "botas" no terreno e um esforço de guerra enorme com uma quantidade impressionante de vítimas civis é o Ocidente no Médio Oriente, não o contrário. Não estou a dizer que se deve menosprezar o terrorismo, mas convém ter as coisas em perspetiva. Morreram 2500 pessoas nas torres gémeas, mas morreram muitas mais no Iraque por causa de uma guerra que aconteceu com falsos pretextos.
Quanto a Portugal, se pensa que devem existir portugueses na guerra, penso que deve pegar na espingarda e marchar, ao invés de mandar outros. Fazem-me impressão as pessoas que querem sempre que as outras morram por elas na guerra "que vai acabar com todas as guerras".
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De lucklucky a 30.09.2014 às 20:13

"se pensa que devem existir portugueses na guerra, penso que deve pegar na espingarda e marchar, ao invés de mandar outros."

Acho bem, em vez de usara polícia para obrigar pela força das espingardas outros a pagar impostos para coisas com que não concordam deve fazê-lo você.

Veja lá como é bem lesto a defender o uso da violência e das espingardas feitas pelos outros.


"Morreram 2500 pessoas nas torres gémeas, mas morreram muitas mais no Iraque por causa de uma guerra que aconteceu com falsos pretextos."

Morreram muitas mais no Iraque devido precisamente a terrorismo, o mesmo que terrorismo que destruiu as torres gémeas.
Ou no seu ódio Marxista ao Ocidente não vê que cristãos árabes, assírios, caldeus, yazadis, outros povos e outros muçulmanos foram muito mais atacados que os americanos?

Não percebe que a Al-Qaeda foi derrotada no Iraque e que só as asneiras esquerdistas e o apoio que você, toda a comunicação política-social deu a cada bomba da Al-qaeda ao acusar Bush em vez dos autores tornou possível?

Falsos pretextos: http://www.nbcnews.com/id/25546334/ns/world_news-mideast_n_africa/t/secret-us-mission-hauls-uranium-iraq/


-------------------------
Nesta história toda ainda há um aspecto mais trágico ridículo, ler alguns dos membros deste blog a escreverem o desejo que o velho ditador de 77 anos ainda estivesse vivo e no poder.
E talvez desejando que não caísse da cadeira...

Saddam faria 77 anos em 2014.

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