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A esquerda submissa e ajoelhada

por Pedro Correia, em 11.08.17

 

corbyn-melenchon[1].png

  

O bolivarismo - versão caribenha do socialismo real - andou todos estes anos a contaminar a esquerda clássica europeia, que persiste em nada extrair das lições da história. Jean-Luc Mélenchon, o líder da chamada "França Insumissa", chegou a proclamar que Nicolás Maduro lhe servia de "fonte de inspiração" - a tal ponto que, se desembarcasse no Palácio do Eliseu, prometia transformar Paris numa das capitais da exótica Aliança Bolivariana Pelos Povos das Nossas Américas, de braço dado com o ditador de Caracas. Na Venezuela, o candidato derrotado por Emmanuel Macron nas presidenciais francesas alinha com aqueles que esmagam os insubmissos, incapaz de condenar a repressão.

Do outro lado da Mancha, o mesmo tom. Jeremy Corbyn, o Mélenchon inglês, recusa condenar o regime tirânico do sucessor de Hugo Chávez, que só nos últimos quatro meses já provocou 127 vítimas mortais em protestos de rua contra o endurecimento da ditadura e levou a Comissão de Direitos Humanos da ONU a insurgir-se contra o  "uso generalizado e sistemático da violência e as detenções arbitrárias" de opositores na Venezuela.

Louve-se ao menos a coerência do líder trabalhista, derrotado por Theresa May nas recentes legislativas britânicas: nem mesmo desafiado por deputados e membros do Governo-sombra do seu próprio partido, renega a fidelidade ao regime de Caracas. Em 2013, Corbyn proclamou Chávez como "inspiração para todos quantos combatem o neoliberalismo e a austeridade". No ano seguinte, foi exibido na televisão pública venezuelana por um sorridente Maduro, que o apresentou como seu "amigo".

Submissa afinal, a "verdadeira esquerda". Herdeira directa das esquerdas que durante décadas entoaram hossanas a Estaline, Mao, Brejnev, Honecker, Enver Hoxha e Pol Pot - a esquerda que demoniza as vítimas e glorifica os carrascos, ajoelhando em perpétuo tributo aos piores déspotas que o mundo já conheceu.

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51 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 13:17

Sobre as lições da história, pergunto-lhe o que mudou no sistema financeiro-banca desde 2008? O que se apreendeu, aprendeu, mudou?
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 15:51

Alguma coisa mudou certamente. Se assim não fosse, a Europa não estaria a crescer há cinco anos consecutivos.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 16:58

Vá dizer isso aos desempregados que em Portugal chegam aos 10%, em Espanha aos 20%, aos gregos, aos pensionistas e empregados europeus que vêem os seus ordenados/pensões reais cada vez mais reduzidos, aos jovens que entram/saiem das faculdades com perspetivas laborais decepcionantes quando em comparação com os seus pais, etc....acredita no que escreve, ou escreve porque quer acreditar? Essa Europa de que fala não é o meu país e decerto não os países do Sul da Europa, a que se chamam periféricos. Por alguma razão nos querem fazer crer que somos da periferia. Torna-se assim mais fácil fazer-nos acreditar na justiça do viver perifericamente. Uma fatalidade periférica. E esse crescimento é desprezível quando comparado com o crescimento das dívidas públicas
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 17:06

Recomendo-lhes o quê? A Venezuela tão enaltecida pelos "insubmissos" Corbyn e Mélenchon com os seus módicos 800% de inflação, meros 30 mil homicídios por ano e uma suave queda de 12% do produto?
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De Luis Moreira a 11.08.2017 às 21:24

Desempregados mas vivos e com subsidio de desemprego. Na Venezuela há esfomeados e mortos.

Compare...
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De Anónimo a 12.08.2017 às 09:35

A sério? E os dempregados de longa duração? O desemprego estrutural?Ou aqueles que nunca conseguiram trabalhar o suficiente para a ele terem direito - fazem-lhes 3 contratos temporários, mandam-nos embora para ficarem de " férias " e voltam a chamá -los para começar tudo de novo. E os trabalhadores independentes, os verdadeiros, não os outros que passam mais de 80%recibos para a mesma entidade patronal , também têm direito ao subsidio de desemprego? E tendo por base que se ganha por hoje uma miséria esse subsídio quanto muito dará para se não morrer de fome. Que consolo bestial !Olhe usando do seu raciocínio até podíamos dizer: pelo menos não existe malária em Portugal
E falo na Europa / Portugal, não no Congo ou Tanzânia
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 17:03

E crescer, como? À custa do quê? De quem? Também com a idade crescemos, mas nada nesse crescimento é saudável....o crescimento por si só de nada vale se ele não se reflectir na qualidade de vida das pessoas...e não, a Coreia do Norte e a Venezuela não são exemplos, não me vá, na resposta, fuzilar com o argumento do costume.
Tente por vezes levantar a cabeça ou olhar para o lado....não espreite sempre a ponta dos sapatos...
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 17:29

Quer crescimento brutal? Tem sempre a próspera China como caso exemplar.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 18:14

Para que serve um crescimento económico sem a liberdade de o gozar?
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 18:18

Boa pergunta. Para fazer aos chineses.
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De Zeus a 11.08.2017 às 18:36

Peço imensa desculpa e, é mais tragédia do que comédia mas, essa da Europa estar a crescer há 5 anos consecutivos, só pode ter lido nos mídia controlados por quem lhe quer vender esse "peixe" que será mais do tamanho de uma baleia ;)

Se estivesse a crescer, não deviam crescer as Dívidas dos países Europeus incluindo a da Alemanha. Essa mentira vai durar, até ser necessária (para eles, concluírem a Agenda) e, nessa altura, vai ver o resultado quando o BCE, "fechar a torneira" e acabar com tudo aquilo que tem andado a fazer.

BCE (Banco Privado que um dia vai cobrar e, até pode ser como fez com o Banco Espírito Santo, têm dois dias para pagar, e até nos vão ficar com o "tecto" ou lá "voarão" Reformas e tudo o que julgam adquirido e garantido). Com sorte, se o Trump "enguiçar" mais um tempinho, acabando com Acordos, talvez eles continuem a teclar mais um bocadinho e, não "sequem a torneira" mas, quando o Homem já faz discursos a ler o teleponto e, com uma linguagem corporal, de braços cruzados perto do peito, como alguém que está a dizer algo que não gosta... porque, se alguém pensa que os Presidentes Americanos têm muito Poder, deviam estudar melhor um problema que já vem de longe.

Directamente da Fonte, do site do BCE:
"Monthly net purchases in public and private sector securities amount to €60 billion on average. They are intended to be carried out until the end of 2017...

From April 2016 until March 2017 the average monthly pace was €80 billion while from March 2015 until March 2016 the average monthly pace was €60 billion."

A imprimir (no teclado) 80 Biliões por mês, não há dúvida que podem inventar que a Europa está a melhorar, quando esta distribuição de dinheiro, Nada tem a ver com o Crescimento Real das Economias.
Lembra-se do que escrevi no poste do Paulo Guinote sobre Farsas, esta é mais uma delas.

No entanto, repare na referência da probabilidade da "maminha" acabar no final de 2017 e, assim, também percebe toda aquela urgência do PS para aproveitar as "últimas gotas", razão porque tinha de fazer qualquer tipo de geringonça, pois não podia esperar para apanhar a fase do "secar da teta", onde vai "Cair o Carmo e a Trindade" e, claro, como vê, já nem se preocupam muito com explicações, nem em substituir Ministros, completamente "noutra onda" porque, já sabem que a verdadeira "bomba" vai cair no "colinho" do PSD e, o povo português vai voltar a cair naquela do costume, de que é tudo culpa daqueles que os fizerem sofrer, para trás nada conta e os outros, como sempre, vão esfregar as mãos de contentes, "alimentam-se" e deixam a "carcaça" para quem a quiser agarrar.
Será, então, uma boa altura para, culparem Passos e tentarem pôr um Rui Rio ou outro que, como convidados, já foram tomar o seu "chazinho de tília" no grupo bilderberg e, aprovados, para a implementação dos próximos Agendamentos, daqueles... noutras "áreas" que focaram mas, não explicaram.

Isto de reduzir Dívida nunca esteve na Agenda Globalista, só querem quem a aumente e, volto a repetir, razão de não termos saído do Procedimento por Défice Excessivo quando a Dívida estava nos 124% e a diminuir mas, mal o PS provou pô-la nos 130%, foi logo autorizada a saída e, para comprovar que estamos "melhor" a Dívida já vai nos 138,44% (mesmo com os tais juros negativos que já tinha falado noutro comentário".
Ainda me lembro do poste do Rui Rocha e, a brincar a brincar, indicou os "familiares", bem distribuídos, no "rapar dos tachos", enquanto vão distraindo a malta com "migalhas" que tornam a receber nos impostos indirectos.

Mas a culpa não é deles, só se aproveitam da ignorância e de quem, em décadas, nunca aprendeu nada, senão a satisfação imediata, sem questionar consequências. No entanto, sabe que não tenho Partido, nem voltarei a votar em nenhum mas, como em tudo, há sempre o pior entre os piores.
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 18:39

Lamento que não tenha encontrado tempo ou espaço para dedicar uma linha à Venezuela, tema do meu texto.
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De Zeus a 11.08.2017 às 19:39

Se soubesse que "aqueles" de que estou, sempre, a falar, também têm a "mãozinha" metida no Banco Central Venezuelano e, que tanto os podem pôr nos Governos como chegar a altura de os tirar, digamos que, neste caso, poderiam interpretar mal e ainda tirarem conclusões erradas sobre o meu comentário.
Quem não perceber o que se passa nos bastidores, limita-se a ver as consequências e nunca escreverá sobre as verdadeiras causas.

Mas, dou-lhe uma dica, uma notícia que me chamou a atenção:
January 30, 2017
Only Three Countries Left Without a ROTHSCHILD Central Bank!

The Rothschild family is slowly but surely having their Central banks established in every country of this world, giving them incredible amount of wealth and power.
In the year of 2000 there were seven countries without a Rothschild owned or controlled Central Bank:
Afghanistan
Iraq
Sudan
Libya
Cuba
North Korea
Iran

It is not a coincidence that these country, which are listed above were and are still being under attack by the western media, since one of the main reasons these countries have been under attack in the first place is because they do not have a Rothschild owned Central Bank yet.

The first step in having a Central Bank establish in a country is to get them to accept an outrageous loans, which puts the country in debt of the Central Bank and under the control of the Rothschilds.

If the country does not accept the loan, the leader of this particular country will be assassinated and a Rothschild aligned leader will be put into the position, and if the assassination does not work, the country will be invaded and have a Central Bank established with force all under the name of terrorism.

The only countries left in 2003 without a Central Bank owned or controlled by the Rothschild Family were:
Sudan
Libya
Cuba
North Korea
Iran

The Attacks of September 11th were an inside job to invade Afghanistan and Iraq to then establish a Central Bank in those countries.

The only countries left in 2011 without a Central Bank owned or controlled by the Rothschild Family are:
Cuba
North Korea
Iran

Se quiser ler tudo e ver os links explicativos:
http://www.theeventchronicle.com/finanace/three-countries-left-without-rothschild-central-bank/#

Mas, nem deve valer a pena perder tempo a ler um artigo tão longo (e muitas vezes referiu não gostar de "coisas em inglês") e se acredita que a economia europeia melhorou nos últimos 5 anos, vai ser difícil acreditar em tanta coisa de uma só vez mas, se ler a História do nosso Banco de Portugal aparece lá umas "passagens" e "entradas" com umas insígnias que não são mais do que, passarmos a sucursal do BCE, ora se o BCE é privado, tem accionistas e o principal saberá quem é?
Por portas e travessas, entrou como accionista nos Bancos Centrais europeus e, era bom que, com a Dívida que têm, os portugueses soubessem a quem pertence o resto do ouro que lá está que, nem chega para pagar a Dívida, razão pela qual a Dívida precisa de ser bem Grande.

Como este artigo podia mostrar-lhe centenas deles, mais confirmações de todas as maneiras mas, cada um escolhe, se quer saber a Verdade ou, apenas, ficar a teclar textos sem fim, sobre a parte visível das consequências.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 13:27

Sobre os direitos humanos na Venezuela, leiam -se os relatórios das ONG sobre a violência da Polícia Americana sobre a comunidade negra. Sobre Maduro e Chávez, insisto, leia o que foi o Caracazo! Quanto a Loas vejam -se as cantadas a Pinochet e ao general Videla pela Chanceler Thatcher e pelo actor Donaldo Rego.
O Pedro sofre de enviesamento narrativo, procurando apenas os factos históricos que confirmem a sua hipótese, ignorando todos os outros que a contradigam. Condeno Maduro, mas não Chávez. Condeno Mao, mas não Alllende. Condeno Vasco Gonçalves, mas não Cunhal, etc....
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 15:53

Argumento simétrico àqueles que, em resposta às críticas sobre o salazarismo durante o chamado Estado Novo ripostavam dizendo que na Rússia era ainda pior. Está para o debate político como o tiquitaca para o futebol: é só chutar para o lado.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 17:07

Errado. Não posso é condenar regimes em que se mata e se tortura, por ter fobia ao vermelho, e depois defender países que o fazem mais ou menos às escondidas- Guantánamo e Abu Graib....caso o fizesse era hipócrita ou vendadinho
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 17:26

Não ajoelha perante Maduro como faz o camarada Corbyn?
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 17:40

Ajoelho-me sempre que encontro pessoas boas. Sejam elas letradas iletradas, ilustradas, lustradas, bem vestidas, ou andrajosas. Os bons exemplos estão por todo o lado, não condenando ninguém, pelo seu credo político, excepto se por detrás desse credo residir um desprezo brutal pelos desamparados da fortuna. Pois a boa sorte além de existir pode deixar-nos a sós no tempo de um bocejo. E é esse desprezo desprezível que vejo não nova Ordem Mundial a que chamam globalização e mercado livre. De que vale um mercado livre se as pessoas estão cada vez mais acorrentados?
Acorrentadas ao medo - do desemprego, da guerra, do terrorismo, das alterações climáticas, da doença, da solidão, ao medo de ter medo....nesta incerteza vive-se sob um sobressalto de tortura. E cheira-me que o fazem de propósito. Que encaremos as misérias de hoje como fatalidades que sempre existiram. E isso é mentir!!!
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 17:47

Por estes dias tenho reparado no "sobressalto de tortura" vigente nas praias portuguesas, a transbordar de gente ansiosa por rumar a países com sistemas económicos "alternativos", que não permitam tantas horas desperdiçadas a estragar a pele ao sol.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 18:25

Pois eu vejo cada vez mais jovens a abandonarem o que outros queriam que eles cressem como fundamentos da felicidade - ter coisas, a crédito - e entregarem-se às virtudes mais simples da vida. Ser-se independente das coisas, pois só quando estamos satisfeitos connosco podemos tirar partido das coisas que decidimos fazer nossas.

E por hoje há toda uma necessidade de fazer crer que ter coisas é linha recta para a felicidade. Pois o sistema económico que o Pedro tanto defende, vive do crédito, alimenta-se da dívida e portanto cresce sobre a liberdade perdida do juro, e simultaneamente, esquizofrenicamente, defende a virtude da poupança. Nao pode haver crescimento económico sem divida. E aqui e surge um paradoxo irresponsável e irresistível
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De Pedro Correia a 12.08.2017 às 11:32

Com tantos conhecimentos económicos devia oferecer-se para assessorar o desgoverno de Maduro.
Eles bem precisam de orientação nesta matéria. Com a maior inflação do planeta (800%), a moeda local totalmente depreciada, mais de 20% de desempregados, carência absoluta de bens de primeira necessidade e o produto nacional em queda (7,4%, segundo as estimativas mais "optimistas") apesar de possuírem as maiores reservas petrolíferas do globo.
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 13:28

Pensava que as mairores resevas estavam na Península arábica.Pela enésima vez, não defendo o regime de Maduro!
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De Justiniano a 12.08.2017 às 11:27

Caro Pedro Correia, louvo-lhe a paciencia, mas, estou em crer que, não vale a pena discutir com quem apenas quer que tudo arda!! Quem parte daquela escola em que se inexiste o céu na terra não poderemos lamentar, ou criticar, o inferno!!
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De Pedro Correia a 12.08.2017 às 11:42

Eu ainda acredito na pedagogia que resulta do debate, meu caro. Talvez por ser filho de dois professores que sempre praticaram este princípio.
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 12:40

Justiniano se fosse a si mudava o nome para Adão e escrevia em adâmico.
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 13:25

Justiniano desde que lhe paguem a reforma os outros que se lixem, não é assim, meu caro?
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De Zeus a 11.08.2017 às 20:53

Vlad
"Condeno Maduro, mas não Chávez. Condeno Mao, mas não Alllende. Condeno Vasco Gonçalves, mas não Cunhal, etc...."

Só tem de perceber que o erro está em dar Poder, mesmo aos que não condena porque, neste Sistema tão avançado com o Poder tão concentrado numa elite com referências desde o início:
"President Dwight D. Eisenhower warned in his 1961 farewell address of the potential danger from the military–industrial complex."

Quem controla este "military–industrial complex", controla o FED, instituição que passou a controlar o Dinheiro nos EUA, com o poder de o criar "do ar" quando acabou o padrão ouro e, entre vários países no Mundo (quase todos), a Europa até foi fácil com a U.E., se ler o artigo que deixei no meu 2º comentário, só haveria uma maneira de não poderem controlar se, a Humanidade acordasse, conseguir descentralizar tudo para organizações locais, sem Partidos e nada remotamente centralizado em pessoas mas, em comunidades locais independentes, até com moeda própria como numa ilha canadiana e, só assim, estariam impossibilitados de controlar biliões de pessoas mas, vamos mesmo perder esta guerra porque, dentro em breve tudo terá chips, com a chamada "internet das coisas" que em português nem soa bem mas irá controlar tudo, até aos tampões das senhoras, o que parece ter graça mas, com a ajuda da tecnologia, terão a prisão sem grades que, há gerações, essa elite, pouco a pouco, foi conseguindo e que sempre quiz, Controlo Total e Absoluto do Mundo, o que poderia ser bom se não fossem completamente doidos varridos e, estarem com "a pancada" de nos reduzirem em número, como gado.

Indivíduos ou grupos são sempre controláveis por quem tem triliões porque nunca poderiam ter chegado aqui de outra maneira porque uma minoria, mesmo com todo o dinheiro do Mundo nunca conseguiria controlar biliões de pessoas, se realmente fossem Livres para se associarem como quisessem.
Tivemos mais de duas décadas mas não ligámos a quem nos avisou e até as palavras "Teorias da Conspiração" foram inventadas pela CIA, um artigo que pode ler de fonte credível:

http://www.paulcraigroberts.org/2016/08/24/the-term-conspiracy-theory-was-invented-by-the-cia-in-order-to-prevent-disbelief-of-official-government-stories/
Paul Craig Roberts
Institute for Political Economy

Só queria acrescentar que, controlam Nações através do Dinheiro (Dívidas) mas, a população para enfiar o chip, vão ter de controlar através da comida porque, se pensa que a chamada revolução árabe se deu por razões políticas, ela foi provocada, de forma intencional quando o preço da comida se tornou insuportável.
Entre escassez ou preço inflacionado, talvez um dia, se lembre, deste meu comentário e, aconteça o que acontecer, lembrar sempre que divididos em facções ou "partidos", nem sequer vamos conseguir sobreviver.
Isto de se tentar saber o que se passa nos "bastidores", faz com que a nossa Percepção da Realidade mude completamente mas, dá para perceber, até aquilo que parece não fazer sentido.
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 09:39

ISA a dinâmica de que fala é um consequência natural deste sistema.
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De Zeus a 12.08.2017 às 18:34

Vlad
Não é uma consequência Natural é uma consequência (ou várias) metodicamente construídas por quem conhece, muito bem, como funcionam os Seres Humanos, especialmente, quando são programados desde pequeninos.
Ao contrário da Natureza, TUDO o que é feito por Seres Humanos pode ser Manipulado.
Levei décadas para me desprogramar e, não é fácil porque a tendência é ir, sempre, rodando "dentro da mesma caixa" e, pode estar no centro, nos cantos mas, nunca conseguir ver ou arriscar espreitar para fora dela.

Naturalmente que, presentemente, temos que ter um pé dentro e outro fora da caixa para não sofrer "castigos" que tão, diligentemente, os "papás" estão sempre a escrevinhar, sem sequer sabermos metade do que eles escrevem, onde o Desconhecimento da Lei nem sequer é Defesa e, ainda, ter de sobreviver nesta "floresta" de Leis, qualquer dia quebramos meia dúzia de seguida, por puro desconhecimento mas, também há muitas outras irreais que estamos, apenas, subjugados por medos irracionais ou receios infundados e, um deles, é essa mania do caos, se não tivermos uns "iluminados" que escrevam regras em cima de regras que acabam por criar mais injustiça do que igualdade. Quanto mais Leis houverem, mais "buracos de saída" para os espertalhaços.

Quando eu via TV (a das notícias que, espremidas não deitam nada), por um instante, falaram de um "think tank" de um Partido "cá do burgo" e, tal qual em inglês, ora aposto que a maioria dos portugueses, se ouviu, nem deve ter reparado e muito menos percebido de que "tanque" estavam a falar.
Numa explicação muito simplista (think tank- a body of experts providing advice and ideas on specific political or economic problems)

Grandes equipes de think tank trabalham para "os dos triliões" que estudam o que é necessário fazer para programar um determinado resultado, tudo ao pormenor, para terem as alterações desejadas, incluindo culturais, o que parece difícil mas, conseguem-no com décadas de antecedência.
Se você pudesse controlar aquilo que faz na vida, sabendo o que se ia passar nos próximos 10 ou 20 anos, imagina o Poder que, só isso, dá?

A nossa maior fraqueza é a ingenuidade de acreditar em acasos e desconhecer, completamente, todas as tácticas e "armas" do inimigo e, assim, passamos a vida a cair em esparrelas consecutivas e, pode crer, estou à espera da Maior delas todas, a "Grande Benesse" do Perdão das Dívidas europeias porque, com o estúpido contentamento do imediato, e do costume, nem vão ligar ao que estiver escrito nas "letras miudinhas".

Os dos triliões também têm fraquezas, 1ª só conseguem controlar através de pessoas ou grupos e, estas, nem precisam ser más pessoas mas, há sempre maneiras de enganar, manipular, comprar ou ameaçar e, lhe garanto que isto de não haver quem mande nos outros, os fulanos não vinham cá, baixar as calças do povinho para lhes dar tau-tau quando, a 2ª fraqueza é serem covardes, apenas sabem usar outros para lhes fazer o serviço mas, se não acredita que os governos servem mais para desestabilizar e são contra-produtivos, apesar de, na sua cabeça sem Governo ser o caos, pois então relembre...

um facto antigo: http://www.businessinsider.com/belgium-is-thriving-without-a-government-2011-9
Belgium Is Thriving Without A Government

Mas leia o artigo porque, também acabei por explicar coisas velhas resumidas, por não ter visto os vídeos que explicam muito melhor.
Outro dos nossos maiores erros é pensarmos saber tudo e não ir pesquisar, a fundo, determinado assunto.

Nem me lembro quantas vezes repeti que, se comento, não é para convencer ninguém de nada porque, Nunca Devemos Acreditar em Ninguém (nem em "grupinhos"), sem fazer a nossa própria pesquisa até à exaustão portanto, o meu objectivo é apenas alertar e motivar esse percurso individual porque, infelizmente, as pessoas têm sido programadas, para não pensarem pela própria cabeça e serem uns meros Seguidores e, quanto mais "meiguinhos" a prometer ou mais acaloradamente, "abanarem a bandeirinha" da justiça e igualdade "para todos", mais caiem, como tordos em dias de caça... ou em dias da distribuição de beijinhos e palmadinhas nas costas

Acredite em si próprio e no que realmente pode mudar, não naquilo que outros prometem mudar por si e, com uma maioria a fazer o mesmo, o Sistema muda.
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De Trigueiros a 11.08.2017 às 14:15

Não há diferenças entre esquerda e direita quando toca a manter o poder a toda a força...
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 15:54

Quem ajoelha uma vez perante uma ditadura, tenha ela o sinal que tiver, permanecerá para sempre de joelhos.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 17:41

Pedro,os ditos Mercados Financeiros o que são?
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 17:43

Pergunte aos comunistas chineses. Eles dominam os "mercados" como ninguém.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 18:28

Engana-se. Os chineses é que aprenderam muito bem a lógica dos mercados. Os mercados adoram ditaduras e ausência de direitos laborais e sociais. Admirava-o mais. Mas vejo que é -lhe penoso pensar bem o Bem. Goodbye, Maria Ivone
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De Pedro Correia a 11.08.2017 às 18:40

Se os mercados "adoram ditaduras", devem estar a adorar o que se passa na Venezuela.
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De Vlad, o Emborcador a 11.08.2017 às 19:01

Pode-se viver em ditadura politica, tendo um mercado " livre". O regime preferido dos Chicago boys.
Vá Pedro, sei que com esforço consegue convencer-me
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De JgMenos a 12.08.2017 às 00:51

Os mercados
Os mercados são aquela coisa em que os trabalhadores americanos esperam vir a encontrar uma reforma decente, se tudo correr bem.
O modelo em criação pós abrilada, é mais no sentido de que são as gerações seguintes que pagam as reformas às passadas, corra bem ou corra mal.

O modelo socialista é mais o da escassez sem mercados; excepção feita ao mercado negro e ao mercado da nomenklatura.


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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 09:37

Quanto a fundo de pensões e trabalhadores americanos recomendo que leia sobre o caso ENRON. Mas existem muitíssimo outros
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De Reaça a 11.08.2017 às 17:48

A esquerda da Europa, não há esquerda desta noutros continentes, gosta muito de ver os outros a pão e água, como os cubanos e agora os venezuelanos e mais os africanos em geral, excepção da RSA.

E muita dessa esquerda rebola-se toda em ir lá ver aquele apertar de cinto.

Com a fome daqueles povos, aguenta esta esquerda europeia muito bem, faz bem à saúde.

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De WW a 11.08.2017 às 18:53

Fico-me pelas citações, tudo o resto seria trivial (infelizmente) secundando decerto o Vlad e o Zeus.

" bem como da percepção que é inútil tentar um debate racional e fundamentado quando a posição de uma das partes se apresenta, à partida, como moralmente superior e só disponível para alterar vírgulas ou advérbios e nunca para reconsiderar algo de substantivo, o “debate público” das medidas é feito em circuito fechado e com pontas-de-lança na comunicação social e blogosfera, beneficiando de uma cada vez menor capacidade de cotejo e análise crítica dos factos "

" A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia. "

" A indiferença a propósito de um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais que o erro "

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De glu glu a 12.08.2017 às 00:58

no seio da tragédia, o bandido que é Maduro, e seu séquito atroz, teve o triste mérito de desmascarar a hipocrisia da esquerda radical europeia.

a hipocrisia e a imoralidade do acto de defesa de outro miserável ditador a troco de financiamento.

curioso é haver quem, na face inegável da opressão, argumente com um ataque ao liberalismo. como se os excessos de um (plenamente reconhecidos) desculpassem os pecados do outro.

haja pudor.
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De Pedro Correia a 12.08.2017 às 11:40

O que resta do tecido económico da Venezuela, quase totalmente arruinado, ainda é assegurado por esses tenebrosos "neoliberais" do Brasil, da Argentina e dos EUA - os três principais parceiros económicos de um país que quase nada mais tem para exportar do que petróleo.
Só os Estados Unidos enviam para Caracas mais de 32 milhões de dólares por dia na aquisição de petróleo - que pagam, ao contrário de Cuba, que troca petróleo venezuelano por "cooperantes" ou da Jamaica, que troca petróleo por alimentos.
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/29/internacional/1496017333_399364.html
http://money.cnn.com/2016/08/02/news/economy/venezuela-jamaica-food-oil/index.html
Duas décadas de socialismo reforçaram a "monocultura" petrolífera na Venezuela - responsável por 90% das vendas ao exterior e 95% das receitas fiscais. Um cenário aterrador que mostra todo o nível da incompetência do regime chavista-madurista.
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 13:38

O problema da monocultura petrolífera insere-se na Maldição do Ouro Negro ( em Portugal tivemos a maldição do Ouro do Brasil, que conjuntamente com a Inquisição foi a nossa desgraça ), que não é um exclusivo venezuelano. Aliás desde 1960 a Venezuela depende da exportação de petróleo. O problema foi que o preço do barril de petróleo baixou significativamente desde o início da crise, tal como em Angola e outros países da OPEP.
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 13:44

É por puro filantropismo que os americanos compram petróleo ao Maduro. Assim como sucedeu com as vendas de aditivos petrolíferos da Standard Oil aos nazis em plena IIGG quando os GI Joe morriam na frente ocidental.
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De glu glu a 12.08.2017 às 23:05

caro Vlad, está a perder a perspectiva da discussão.

o dinheiro que entra na Venezuela, proveniente da "exploração" imperialista "neo"liberal (sim, porque Cuba, China, Coreia, Rússia, são movidos por comovente filantropia), tem o objectivo de suprir as necessidades da população ou da elite "dominante" e acomodada desse estado falhado?
é esta a sua alternativa utópica aos excessos do "neo"liberalismo?!
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De Vlad, o Emborcador a 12.08.2017 às 23:54

Claro que é para "suprir"as "necessidades" da elites. Estas mantêm-se no poder criando externalidades imaginárias. Tal como o fazem/fizeram os EUA e Nato na questão do Iraque e na guerra contra o Terror. Morre mais gente nos EUA por alergias ao amendoim que por ataques terroristas. A chamada guerra contra o terror e a cruzada contra o boliverianismo prende-se com o acesso aos recursos e não pela preocupação com os venezuelanos. Maduro neste caso é a externalidade imaginária dos EUA.
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De glu glu a 13.08.2017 às 10:15

o meu caro fala tanto nos estados unidos que continuo sem compreender a sua opinião acerca da Venezuela.

uma questão simples, que não aguarda uma resposta comparativa:

condena ou não aquilo que Maduro fez da Venezuela?

(não, não venha com conversas acerca dos EUA, que bem sabemos como funcionam - são quase tão maus quanto a Rússia e a China, se isso o reconforta.
por favor concentre-se uns segundos e ofereça uma resposta directa a uma pergunta simples)
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De Vlad, o Emborcador a 13.08.2017 às 13:24

Porra, Gluglu, estou cansado de escrever que condeno o Maduro. Veja os comentários que já fiz sobre a Venezuela. Mas também estou cansado de dizer que para compreender a América Latina é fundamental saber o que foram as políticas externas dos EUA durante o período da guerra fria. Geraram ódios que se manifestam ainda hoje. (quer no subcontinente Sul americano, quer no Médio Oriente )
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De glu glu a 13.08.2017 às 15:39

desculpe, as políticas externas "dos principais intervenientes da guerra fria".
aquilo que afirma é uma verdade incompleta.
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De Vlad, o Emborcador a 13.08.2017 às 18:30

Todos os países Sul americanos que escolheram democraticamente líderes da chamada esquerda foram minados por tentativas de golpes militares patrocinados pelos Estados Unidos. Ex: Guatemala, Chile, Brasil, Argentina, Nicarágua, Panamá, Venezuela.....
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De glu glu a 13.08.2017 às 19:42

"da chamada esquerda"
"democraticamente"

meu caro, todos conhecemos a história da América do sul, de África e do médio oriente, da "primavera árabe, e de todos os líderes degenerados "democraticamente eleitos".

também é bem conhecida a predilecção dos estados unidos pelas ditaduras "amigas", entre as quais a arábia saudita, completamento perfeito da coreia do norte.

também temos uma ideia do laxismo francês e alemão, da "sistemática intervenção" africana e da exportação de tecnologia nuclear.
um legado de cinzas na verdade.

mas, a questão era, Maduro a Venezuela e a hipocrisia da extrema esquerda europeia.

espero que possamos debater as consequências da guerra fria numa outra ocasião.

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