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A Domicília de volta ao domicílio.

por Luís Menezes Leitão, em 17.07.17

Esta notícia demonstra bem o estado em que vive a nossa instituição parlamentar. O Bloco de Esquerda, esse partido tão querido da nossa comunicação social, convidou uma senhora, Domicília Costa, com a profissão de doméstica,  a candidatar-se ao Parlamento. Esta candidatou-se e para espanto geral foi eleita pelos eleitores do distrito do Porto, embora se deva contar pelos dedos de uma só mão o número de eleitores do Distrito que sabiam que era candidata.

 

Após a eleição, tomando em consideração a enorme experiência internacional da candidata, foi a mesma colocada na comissão parlamentar dos negócios estrangeiros, onde deve ter fiscalizado com enorme brilho a actuação do governo nesta área. Mas, eis que o Bloco, numa espécie de despedimento sem justa causa que envergonharia qualquer empresa privada, exige que a deputada renuncie e esta acaba por ceder. O argumento era que o Bloco queria mais "músculo político" e "capacidade de intervenção", coisa que naturalmente a D. Domicíia Costa, com a sua provecta idade, já não conseguia assegurar. 

 

A D. Domicília foi assim recambiada de volta ao domicílio, esperando o Bloco que fosse substituída por Mário Moutinho que, ao que parece, teria o músculo político suficiente. Mas este, apesar de se ter candidatado ao parlamento, disse logo que não trocava a Invicta por Lisboa e prefere usar os seus músculos no combate autárquico: Assim a D. Domicília vai ser substituída por uma designer, Maria Manuel Rola, de apenas 33 anos, que também aposto que nenhum eleitor do BE no distrito do Porto imaginava que lhe sairia em sorte.

 

Não tenho palavras para exprimir o que penso da displicência com que nos partidos presentemente se encara a função de deputado e o voto dos eleitores.

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5 comentários

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De Luís Lavoura a 17.07.2017 às 16:15

1) Para o LML, 33 anos é uma idade insuficiente para se ser deputada, mas 71 anos é uma idade excessiva. Ficamos muito reduzidos na escolha de deputados. Os jovens e os idosos só podem ser representados no parlamento por terceiros.

2) Para o LML os eleitores não devem votar em ideologias mas sim em pessoas que conheçam. Como, na prática, há muito poucas pessoas que os eleitores conheçam, ficamos ainda mais brutalmente reduzidos na escolha de deputados. Ademais, a ideologia das pessoas que conhecemos pode não coincidir com a nossa, o que ainda piora o panorama.

Eu discordo, como é evidente, do LML. Eu quero votar em pessoas cujas ideias coincidam mais ou menos com as minhas, mesmo que não as conheça pessoalmente, nunca as tenha visto, e que elas sejam muito jovens ou muito idosas.
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De J . L. a 17.07.2017 às 17:31

"Eu discordo, como é evidente, do LML. Eu quero votar em pessoas cujas ideias coincidam mais ou menos com as minhas, mesmo que não as conheça pessoalmente, nunca as tenha visto, e que elas sejam muito jovens ou muito idosas."
Concordo consigo em absoluto. Por isso os círculos nominais não são coisa que me agradem.
"Esta notícia demonstra bem o estado em que vive a nossa instituição parlamentar. " Isto é manifesto exagero do Senhor LML. A velha ideia de que Portugal é um país atrasado, pobre, pequeno, parolo. Não é assim Noutros países passam-se coisas bem piores ou idênticas. Veja-se o recente incêndio em Londres. E há muitos parlamentos em que se insultam e até andam à bofetada.
Vê-se bem que o Senhor LML não gosta do Bloco de Esquerda e depois, em vez de pensar com alguma frieza, põe-se a dizer coisas.
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De Anónimo a 17.07.2017 às 17:36

"Não tenho palavras para exprimir o que penso da displicência com que nos partidos presentemente se encara a função de deputado e o voto dos eleitores."

Só uma ligeira correção:
- ... se encarou, se encara e se encarará... pelo menos enquanto a partidocracia vigorar.

Agora, estou completamente de acordo.

João de Brito
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De rão arques a 17.07.2017 às 18:36

Fica assim a Sra. D. Rola com asas para voar, sem anilha, de regresso ao seu próprio pombal.
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De Zeus... e Heterônimos a 18.07.2017 às 03:13

Quantas vezes, eu disse neste blogue que já não temos voto em nada, excepto nas alturas em que somos Usados, unicamente, como justificação para a distribuição dos "tachos" porque Nenhum, vai resolver o problema onde nos meteram porque, Quem Manda Mora Fora e, cá dentro, viraram meras equipas de futebol, a quem só resta a propaganda para consumo interno, com muitas promessas para os respectivos adeptos. Para piorar a confusão, o Sistema "massaja" os números e um Partido com 549.153 votos diz representar 10,22% dos 10,374,289 portugueses mas, se quer o nº exacto, ontem às 15:58, incluindo óbitos e nascimentos, éramos 10.291.549, hoje no final do dia, seremos menos porque, praticamente todos os dias, tem havido mais óbitos do que nascimentos, assim, a percentagem em Out 2015 ainda fica pior para o BE mas, como dizia <>:
"É só fazer as contas", pelo menos, vimos como ele "soube fazer as dele" porque 6% de 3 mil milhões... 3 X 6, dezoito... e... os outros que façam as contas ;)
Mais evidente é o Presidente que dizem representar 52% dos portugueses... com 2.413.956 votos.

Parlamentos completamente subjugados pelas Dívidas que obedecem ao exterior, senão fecham a "torneira" do dinheiro. FED ou BCE, entidades ou Bancos Privados que fabricam dinheiro "do ar", razão fundamental para terem acabado com o padrão ouro e, repito, nem no tempo da nossa <> se podia imprimir dinheiro, sem haver o respectivo ouro no Banco de Portugal que, no novo sistema passou a sucursal de um Banco Privado (BCE) e, exactamente os mesmos, também controlam FMI, World Bank, Nações Unidas onde, há mais trabalho de bastidores do que votos, muito menos das populações e, "a cereja no topo do bolo" são EuroDeputados que Não podem Propor nem Vetar Leis.

Dito isto, tudo muito resumido, onde quer encaixar os desejos ou o voto de "eleitores"?
Para quem os queira ouvir, Membros da Elite dizem que "Eles" é que sabem o que é melhor para nós (os dispensáveis) e quando falo da elite, não me refiro à sua criadagem a quem os cidadãos europeus pagam ordenados e respectivas mordomias mas, o 1% que, com tanta "crise", só 8, já conseguem ter uma riqueza equivalente à de 3,6 Biliões de pessoas.
Francamente já nem sei como explicar melhor, talvez... com desenhos ;)

Quando a UE ameaça com castigos a Polónia, a Hungria e a República Checa por não Obedecerem a Quotas de migrantes (nem sequer são refugiados), Quem Realmente está a Ordenar não foi eleito.
Portanto, há problemas bem maiores do que dinheiro e um Défice que, em percentagem do PIB, não pára de crescer e já vai nos 138,13% mas, quem não perceba a 1ª parte, muito menos entenderá para Onde nos estão a levar.
É Normal não termos saído do Procedimento por Défice Excessivo com 124% mas, com 130% ? Mas, com "avisos" de que temos de fazer mudanças noutras áreas, que áreas?

Há solução quando, no mínimo, se conhecem todos os Dados do Problema porque se os Dados estiverem incompletos ou manipulados, estamos a tentar resolver outro Problema, não aquele que queremos resolver.

Quanto a não ter palavras, ainda vamos ficar com menos, basta ver a recente Lei alemã contra a liberdade de expressão, nada de estranhar com este sorrateiro "entranhar" do Politicamente Correcto, informação a desaparecer onde o Google informa não mostrar todos os resultados de acordo com a nova legislação europeia, vídeos, canais do youtube fechados... e, é por estas e por outras que já falo da outra Ditadura com aspas. Se o nosso voto não conta para nada e nos conseguirem calar, para que foi isto de ter de pagar IMI para ter um tecto, castigar com impostos quem trabalhe mais, IVA nas batatas e feijões e uma lista interminável de Taxas, Licenças e Impostos Extra que conseguiram inventar... e, mesmo assim, ter uma Dívida Incomensurável ( 232.173.000.000, não posso pôr os últimos números porque cresce ao segundo) e terem conseguido "evaporar" toneladas de ouro do Banco de Portugal, mesmo que ainda reste alguma coisa... as aspas, são apenas dúvidas... se podemos dar o mesmo nome, às internas e externas porque "Democracia Representativa" começa a não "encaixar", quando quem manda não mora cá, nem foi eleito mas consegue puxar todos os cordelinhos e, para além das incompetências, o mais importante está, cada vez, mais difícil de esconder.

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