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A direita burra

por Pedro Correia, em 28.07.16

A direita burra critica Marcelo Rebelo de Sousa.

Não o critica só agora. Já o criticava antes de ele anunciar a candidatura à Presidência, criticou-o durante a campanha, criticou-o mal foi eleito.

Sem perceber que Marcelo é um dos mais experientes políticos portugueses: sabe mais a dormir do que toda a direita burra acordada.

Sem perceber que Marcelo segue uma espécie de manual. Por ele próprio elaborado mas obedecendo a um padrão clássico. Onde cada peça encaixa muito bem na outra.

Como, de resto, o futuro demonstrará.

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34 comentários

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De Anónimo a 28.07.2016 às 21:54

Boa noite Pedro Correia.
Penso basicamente como elabora no seu post. Mas também me parece que nas esquerdas houve/ há entendimentos semelhantes. Pessoalmente, como na altura escrevi no meu blogue, gostei bastante do anúncio de que se ia candidatar, não desgostei da campanha, e creio que o discurso da vitória eleitoral foi muito bom. No presente, olhando para os meses que leva como titular do órgão de soberania, creio que está a haver excesso de protagonismo num ou noutro caso/ situação nacional. Cumprimentos. António Cabral
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De Pedro Correia a 28.07.2016 às 22:01

Caro António Cabral, permita-me que lhe confesse que ando cada vez mais farto da burrice na política portuguesa. À esquerda e à direita.
Sem prejuízo, naturalmente, do confronto com opiniões muito diversas da minha. A verdade é que penso assim.
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De BELIAL a 28.07.2016 às 22:24

Embora não morra de amores pelo fulano (mas, votei nele) suspeito que tem toda a razão.

Está presidencializar o regime.

Dizem que ai que fala demais, que ninguém o ouve, que é histriónico, faceto, fingidor - mas cai no goto da grei.

Também me parece que não faz fita artificial faça sacrifício.
Ele é mesmo assim.
Sempre foi.

Mas, como ninguém viveu para ter visto algo assim...


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De Pedro Correia a 28.07.2016 às 23:01

Marcelo conduz o regime no bom sentido. E tem um amplo apoio, como todas as sondagens mostram.
O Presidente da República deixou de ser irrelevante.
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De Júlio Andrade a 28.07.2016 às 23:50

Também eu em pensamento o critiquei, antes, durante e depois de eleito. Só votei nele para evitar males maiores. Mas confesso que estou a mudar de opinião e cheguei à conclusão que tem um objectivo e está a percorrer o caminho que levará onde quer e onde o País precisa.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 14:19

Marcelo sabe muito bem o que quer e para onde vai.
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De WW a 29.07.2016 às 00:09

Os ex-pafistas estão de cabeça perdida, nunca pensaram que a geringonça se aguentasse tanto e tão bem o que só mostra bem que atacaram bem fundo (e mal) o povo português, que obrigou os restantes partidos a entenderem-se.

Ao contrário do que os pafistas fazem crer houve imensos votos a sair do PSD / CDS para o BE pois nem nos temas fracturantes e de soberania (dentro do possível) souberam estar a altura por isso mesmo perderam muitos votos tradicionais...

Na minha modesta opinião teria sido melhor o PAF governar e uma vez mais mostrar as mentiras do seu programa (?) e o PS ter-se esfrangalhado de vez mas não sendo assim e desde que o BE e o PCP vigiem bem o governo e não entrem a pedir impossíveis creio que este governo pode durar 4 anos.
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De José Manuel Faria a 29.07.2016 às 09:26

- Governo de Costa recuperou os vencimentos roubados de Sócrates +Passos +Portas. Há 8 anos que o poder de compra tem vindo a diminuir constantemente. O Governo do PS com apoio comunista e bloquista tinha a obrigação de aumentar os trabalhadores da FP ou este não foi o principal motivo das votações dos portugueses.
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De T a 29.07.2016 às 11:59

Aguentassem tanto tempo? Toda a gente sabe que este governo aguenta-se ao tempo que for necessário para que todas as partes ou um das partes ganhe às restantes - são 3 galos numa capoeira presos a um acordo que ninguém conhece. O que quer dizer isto? Isto é até pelo menos às autárquicas, ou até quando um achar que pode mandar o outro abaixo, mais uma vez, apontar para as autárquicas. Julgo que o WW deve estar a falar de (PAFs? o que é isso?*) quem vive debaixo de uma pedra e só ligue a estas coisas da "política" quando lhe perguntam de que cor vota.

Quanto às mentiras do seu programa, são tão mentiras como todas as outras dos programas políticos de governos pelo mundo fora, o que interessa é depois os resultados na prática, serão mentiras boas ou menos boas. Ninguém lida com a verdade, ninguém vota em toda a verdade e nem é isso que se pede da política.

Mais uma vez, é preciso ser muito ingénuo para se chegar a este ponto e ainda se andar a discutir mentiras de um programa - como se os outros fossem paraísos na terra. O que é certo é que mentiroso ou não, em 4 anos devolveu o financiamento a um país falido (hoje pelo que diz a DBRS sabemos que não é apenas o BCE acenar com o dinheiro), evitou um segundo resgate que estava garantido por todos, fez saltar o Costa lá da CML-trampolim (que tinha jurado cumprir até ao fim), atropelou o Seguro-em-modo-travessia-do-deserto e vendeu a alma aos únicos partidos em Portugal que o querem ver destruído. Portanto não devemos estar assim tão mal. de 11% para 3% e qualquer coisa é obra. Venha daí mais mentiras dessas, que eu de bancarrota já estou cheio.

Olhe, a nossa soberania é igual aos outros que estão no nosso barco, exceptuando um ponto, soberania é também ter economia e ter dinheiro para mandar no país e garanto-lhe que não é a assustar investidores, a apostar no consumo interno e com deficit que lá chega. Portanto, não seja Trump/Sanders e não traga o nosso país de volta com essas ideias. Arrume as contas, atraia investimento, cresça, diminua o deficit e vai ver que a sua soberania aumenta num instante.

*Ninguém do CDS se identifica como PAF, ninguém no PSD se identifica como PAF. Portanto PAF é uma parvoeira que significa zero no contexto actual.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 14:51

A expressão PAF perdeu validade às 19 horas de 4 de Outubro de 2015 e só é usada hoje em dia como bengala verbal pelo pensador JPP. Ajuda a ajustar a realidade ao seu quadro mental.
Os factos documentam uma realidade diferente. São teimosos, os factos:
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/psd_e_cds_divergem_sobre_numeros_do_pib.html
http://www.jn.pt/nacional/interior/cdspp-vota-contra-retificativo-4951379.html
http://www.dn.pt/portugal/interior/relatorio-final-sobre-banif-aprovado-com-voto-contra-do-psd-5310711.html

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De Maria a 29.07.2016 às 10:30

Pois eu votei nele e não me arrependo. Acho-o autêntico, preparado, simpático. Não é cinzentão nem se pavoneia e isso agrada-me. Bem-haja.
Atrevo-me a dizer que "carradas" de PSs votaram nele. Ah, pois votaram!
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 14:21

Isso não oferece discussão, Maria. Houve aliás transferência de votos habituais do PCP para Marcelo nas presidenciais - daí ter triunfado em todos os distritos.
http://www.dn.pt/portugal/interior/marcelo-teve-mais-votos-em-todos-os-distritos-4997927.html
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De Anónimo a 29.07.2016 às 11:29

Como aqui já disse por mais de uma vez,
- não votei Marcelo;
- mas, a posteriori, considero-o o melhor PR dos muitos que conheci:
- pela desmistificação da política:
- na postura;
- no discurso;
- nos resultados.
O Homem faz política como quem respira em ar despoluído.
Muito bom!
João de Brito
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 14:22

Gostei dessa frase, João de Brito: "O homem faz política como quem respira em ar despoluído."
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De Jorg a 29.07.2016 às 13:18

Vivo num País onde me habituei a que os politicos são importantes, relevantes, e até, numericamente, muitos - a nível Federal, mas também dos "Länder, Regional e Municipal - mas sem exagerada predominância de protagonismos ou pelo menos de recorrência mediatica na vida publica. A chanceler Merkel, o Presidente Gauck, o ministro Gabriel (do SPD), o 'Ministerpräsident' do Lander (no caso especifico aka. Freistaat) onde vivo não omitem opiniões todos os dias sobre quase tudo.
Talvez por isso, quando assisto a uma permanente exposição e "partilha" nos media (tendo acesso a TV portuguesa) de tanta opinião do Presidente Marcelo, quedo-me frequentemente com aquela sensação de afogueamento de invernos fundos em casa dos meus avós nas Beiras, aquecido a muito fogo de lareira na cozinha, que porém deixava todo o resto da casa fria, quase gélida.
A distância diminui a sensibilidade, pelo que, perante o que escreve neste seu post, eu entrego-me a uma fé - a de que tenha razão. Alias, perante a profusão de opinião do Prof. Marcelo antes da sua eleição - que, na modestia do meu conhecimento e eventual capacidade de leitura - eu orientava-me pela ideia que ele seria como os "Americanos" definidos por Churchill - que a sua inteligência frenética o capacitava por acabar a fazer a coisa certa, depois de testar ou tentar uma serie de outras coisas. Perante alguma perplexidades do presente, espero que assim seja, e que tal proeminência seja navegação de propósito seguro, em vez de ser calibrada pela direcção dos sopros tão dispares (e tantas vezes disparatos) que assomam as velas, algumas destas a esfarraparem-se.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 14:29

Eu percebo as suas dúvidas e as suas perplexidades, até em função da cultura política do país em que vive, mas a popularidade de MRS continua elevadíssima, quase estratosférica:
http://observador.pt/2016/07/08/psd-dispara-pela-primeira-vez-marcelo-escorrega/
E por bons motivos. Belém era até agora um vago pano de fundo institucional, que rompia o silêncio quatro ou cinco vezes por ano. Distante da rua, distante do povo. Marcelo, com toda a naturalidade do mundo, deu uma face humana à instituição. Que estava a precisar dela com manifesta urgência.
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De Helena Sacadura Cabral a 30.07.2016 às 22:38

Pedro
Pode ser que tenhas razão e Marcelo siga à risca um plano de há muito preparado. Mas, pessoalmente, o estilo presidencialista não é o que desejo para Portugal. E o PR esta a fazer tudo para deixar cair o "semi presidencialismo", sem que alguém buja...
Veremos ao que conduz este caminho. Estou à vontade, porque votei nele para evitar males maiores. Mas isso não quer dizer que esta permanente aparição televisiva, a perorar sobre tudo e sobre todos, me entusiasme!
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De Helena Sacadura Cabral a 30.07.2016 às 22:48

Esqueci-me de acrescentar que não sei se sou de direita. Da direita de que falas, não sou de certeza. Da esquerda que está no poder, também me parece que não. E da esquerda que o apoia, não sou seguramente.
Mas burra, isso, acredito que não seja. Senão não estaria a comentar o teu post. Valha-me isso!
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De Pedro Correia a 01.08.2016 às 15:36

Já me provocaste uma saudável gargalhada, Helena. Neste momento só posso retribuir-te com isto:
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De JS a 29.07.2016 às 17:09

Marcelo sabe que o sistema eleitoral potuguês aponta para um óbvio presidencialismo. Da luta pelo poder Gen. Eanes vs Mario Soares resultou o presente insustentável desresponsabizante primado das maquinas ps e psd.
O actual PR, com apoio popular, prestígio académico, e com um sorriso nos lábios não vai descançar enquanto não repuser a primazia presidencial.
Os Costas do momento serão apenas contrariados espectadores. Na AR o rebanho dos representes dos partidos sabe que não tem apoio eleitoral nenhum....
Já não será sem tempo. "Taxation with representation'.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:10

Marcelo Rebelo de Sousa tem vindo a funcionar como um verdadeiro traço de união entre os portugueses.
Nesta fase não deveria fazer outra coisa. Amealha capital político para as fases que vão seguir-se.
Como se tudo estivesse escrito nas estrelas.
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De lucklucky a 29.07.2016 às 18:28

Delirante!
São sempre espantosos estes elogios a projectos secretos, objectivos escondidos, esperteza dissimulada.
Talvez seja assim que algumas pessoas conseguem ter confiança no futuro.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:08

"Projectos secretos, objectivos escondidos"?
Só se for no seu obscuro comentário, onde não concretiza coisa alguma.
Eu fui bem claro naquilo que escrevi.
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De JS a 30.07.2016 às 01:41

Caro Lucklucky, ambos sabemos muito bem que a realidade ultrapassará tudo quanto a nossa imaginação possa congeminar.
Saudação cordial.
Ps, não tive intenção de elogiar. O perfeito bote do tigre é instinto.
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De IsabelPS a 30.07.2016 às 18:45

"O perfeito bote do tigre é instinto."

Muito bom! (E o seu comentário anterior, muito interessante).
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De Pedro Correia a 01.08.2016 às 15:39

Uma frase memorável. Eu já a memorizei.
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De Maria Dulce Fernandes a 29.07.2016 às 18:48

Enquanto alguma gente fez o que sabe, Marcelo sabe o que faz.
Finalmente existe alguém em Belém, com imperfeições, claro, como toda a gente, mas que é bom Presidente, porque percebe Portugal e os Portugueses e que não precisa que lhe assobiem para beber água seja em que matéria for.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:07

Marcelo é, de algum modo, o anti-político. Precisamente a personalidade de que Portugal estava a precisar no Palácio de Belém, neste momento concreto, para reaproximar os portugueses da política.
E o mais extraordinário é parecer conseguir isto sem fazer o menor esforço.

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