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A détente com os totalitarismos

por Rui Herbon, em 13.10.17

AnnaGabriel.jpg

Um dos paradoxos do movimento independentista da Catalunha é que nele convivem uma força conservadora, liderada na sombra por Artur Mas, e uma formação revolucionária e anti-sistema, a CUP, que tem imposto o seu roteiro político. Isto sendo o partido menos votado com assento parlamentar: 10 deputados e 336 mil votos. É obra. Mas a questão da independência é um mero instrumento táctico na estratégica de longo prazo de liquidar o sistema. No fundo, o seu grande objectivo é desmontar o que chamam de regime de 1978. Mas quando se invoca liquidar o regime de 1978, o que se pretende é varrer a democracia representativa e liberal, que trouxe o mais longo período de progresso, liberdade, paz social e convivência cívica da história tanto de Espanha como da Catalunha. O independentismo pilotado pelos anti-sistema da CUP não fala da economia social de mercado que foi um dos pilares do Estado de Bem-Estar. Tão-pouco menciona a União Europeia como defesa contra os nossos fantasmas passados e colectivos. E este discurso foi tolerado pelos conservadores Puigdemont e Junqueras porque necessitam dos votos da CUP para ter maioria e levar a cabo o seu processo de independência a qualquer custo.

 

Durante anos os independentistas usaram a rua, pensando que lhes pertencia, até que descobriram que outros também a podiam utilizar, como se viu no passado fim-de-semana. A rua é de todos e pode recolher o descontentamento e as alegrias de milhões de pessoas, mas, pelo menos em democracia, não é na rua que se resolvem os problemas sociais e políticos de uma sociedade, não é na rua que se arbitram os interesses contrapostos dos cidadãos; a política faz-se nas instituições. «Nada é possível sem as pessoas, mas nada pode perdurar sem as instituições», dizia Jean Monet.

 

A independência pode ser legítima se expressar um desejo maioritário, validado nas urnas em condições aceites pelas partes. O que não é tolerável é que seja um pretexto para acabar com o sistema liberal democrático, desde logo suprimindo o primado da lei ou criando leis instrumentais à medida, como tem vindo a ocorrer na Catalunha. Tal como as potências europeias levaram longe demais a détente com Hitler a pretexto da paz, creio que, a pretexto da liberdade, as democracias têm sido demasiado complacentes com as forças totalitárias que saem de baixo das pedras por essa Europa fora. Temo que os resultados possam vir a ser semelhantes.

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37 comentários

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De Alain Bick a 13.10.2017 às 10:21

Net Cole cantava
Acércate más,
Y más, y más
Pero mucho más
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 10:50

"CUP, que tem imposto o seu roteiro político. Isto sendo o partido menos votado com assento parlamentar"

O roteiro político é sobretudo um. O separatismo ( recordo o referendo de 2004, permitido pelo ministro da justiça espanhol, Rafael Catalá).

Quanto às aliança elas muitas vezes são estratégicas ou sejam visam um fim e não uma ideologia partilhada -ex: Carbonários e Maçonicos aquando da fundação da nossa República , ou as alianças da Geringonça ).

"democracia representativa e liberal, que trouxe o mais longo período de progresso, liberdade, paz social"

Pois trouxe. Até ao estabelecimento de um pensamento único que infiltra todas as instituições internacionais que ditam como os países devem ser governados.

Os eleitores não tendo capacidade de elegerem os verdadeiros dirigentes (BCE, FMI, ECOFIN, BSI) vêem-se impossibilitados de os responsabilizarem - o voto deixa de ter utilidade.

Aliás é prática corrente, essas mesmas instituições internacionais, criticarem o Estado Social pela crise económica . Contudo convinha relembrar onde e como ela começou. É importante ter memória. Aliás prometeram -nos uma reforma do sistema financeiro, em 2008 Onde ela está? Pelo contrário o discurso tem sido de mais desregulamentação.

O Estado Social foi criado para combater os Extremismos.É esquizofrênico atacarem o Estado Social e admirarem-se com o crescimento dos extremismos

"Tão-pouco menciona a União Europeia como defesa contra os nossos fantasmas passados e colectivos."

Quer parecer-me que o actual renascimento do nacionalismo é um sintoma da doença que é hoje a União Europeia (os seus escândalos, a sua inércia para resolver os problemas mais prementes dos europeus - desemprego entre os jovens, diminuição dos salários, aumento das simetrias sociais...)


"democracia, não é na rua que se resolvem os problemas sociais e políticos de uma sociedade, não é na rua que se arbitram os interesses contrapostos dos cidadãos; a política faz-se nas instituições. «Nada é possível sem as pessoas, mas nada pode perdurar sem as instituições», dizia Jean Monet."

A democracia foi conquistada e não dada. A democracia foi conquistada na rua, através de protestos armados de palavras. As instituições velam depois pela continuidade das conquistas mas não estão imunes a transformações.

De uma forma geral se não desafiadas as instituições atrofiam traindo os seus propósitos. Daí em certo sentido a utilidade da "revolução "permanente, no sentido de uma reforma permanente dessas mesmas instituições - como as ideias, somos donos delas até sermos possuídos por elas.

"pretexto da liberdade, as democracias têm sido demasiado complacentes com as forças totalitárias que saem debaixo das pedras por essa Europa fora"

Comecem então pela reforma do sistema financeiro, pela abolição dos paraísos fiscais, pela reforma dos mercados de capitais, pela democratização das instituições que ditam as políticas internas dos países - FMI/BM ( que nos dizem não haver outro sistema que não o neoliberalismo - privatização de serviços públicos básicos, enfraquecimento do estado social, desregulamentação das leis laborais e bancárias.....), NU ( com os seus membros com poder de veto)

Este projecto europeu é o responsável pelo renascimento dos isolacionismos, pela incompetência com que encararam com a crise iniciada em 2008. Antes da crise os populismo eram gemidos. Hoje saem à rua.

Não quero esta farsa de democracia.


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De Justiniano a 13.10.2017 às 17:58

Caro Vlad, um pequeno ponto.
Quando, em que período, em todo o Ocidente, é que o Estado Social de Direito encolheu em termos de afectação absoluta e relativa de recursos! Ou, mesmo, em termos de universo, absoluto ou relativo, de beneficiários!?
Eu, meu caro, entendo o Estado Social como uma das maiores conquistas da civilização, contudo, não entendo, o extraordinário apontamento dos que afirmam o encolhimento do dito Estado Social!
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 19:17

Aumentos das taxas moderadoras, do número de alunos por turma, da idade da reforma das contribuições para a Segurança Social.

Redução do valor das pensões, das pensões de sobrevivência, do valor do subsídio de desemprego e de doença. Redução dos salários reais.

"Se fosse por minha vontade, iria mais longe. Este Estado social que nós temos, com a economia como está, não se pode preservar como está. É insustentável. Não vai resistir”, diz Medina Carreira ao Observador. - eu, Vlad, sugeriria novos modos de financiamento e não diminuição das cobertutas do Estado Social.

Um estudo do Observatório das Desigualdades mostra a influência do desemprego e da proteção social nas desigualdades durante o período pós-crise. E conclui que a “exclusão laboral tem vindo a acumular-se com a exclusão do sistema de proteção social de uma parte crescente da população desempregada, o que implica uma pauperização aguda das suas condições materiais e subjetivas de existência”.

A população residente em risco de pobreza ou de exclusão social era em 2009, de 24,9%, e em 2013 já era de 27,4%.

Tendência para a degradação dos serviços públicos, através de cortes orçamentários / pessoal. Pressão externa para a privatização desses mesmos serviços básicos ( águas, electricidade, educação, transportes,etc) que se irão refletir num aumento dos preços pagos pelo consumidor e numa divisão na sociedade entre ós que podem é não podem pagar, minando a possibilidade de migração na escala social - aumento da perceção da pobreza relativa ( por comparação ) é real (impossibilidade de escolha)

Citaçãode um ex-guru do neoliberalismo:

Inequality is recast as virtuous. The market ensures that everyone gets what they deserve.

E poderia continuar mas tornava-me maçador. ....



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De Justiniano a 16.10.2017 às 09:39

Caro Vlad, venho tarde, de um longo fim de semana. A discussão, em termos mérito gestionário, seria interminável! Desde a política de rendimentos à extensão dos serviços e seu financiamento, milhentos quesitos e hipóteses! Podemos decompor o Estado de direito social num catálogo de mil páginas, sistematizado à laia da constituição. A questão que coloquei, fundamentalmente, aponta apenas aos recursos que o Estado emprega em termos relativos e absolutos, na proporção do produto nacional e em proporção das receitas que recolhe!! (Pouca poisa ficará fora do Estado Social de Direito. Algum investimento, juros, defesa, segurança, justiça e pouco mais!)
As perplexidades resultam especialmente das opções gestionárias, mas não afectam a natureza da coisa!
Um bem haja,
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 19:36

Vislumbres sobre a Catalunha e os Movimentos Isolacionistas:

Joseph Stiglitz:

“That really depends on how the EU responds. Many people feel that not only is their economy being undermined, but also their democracy. They vote time and time again for the end of austerity, not only in Greece, but 62 percent voted in Portugal, 62 percent voted in Spain, with strong votes in France and Italy. And yet they are told ‘I’m sorry, these issues, which are the most important issues are no longer a matter of your democracy, they’ve been delegated to Brussels, to Frankfurt, to Berlin.’

You’ve given up your sovereignty over the thing you care the most about. In some of the elections some of the candidates were campaigning on the platform that they were the best person to bargain with Germany. It wasn’t ‘we have the best policies’, it was acknowledged that the policies were being set somewhere else and we were the better bargainers.”

Inequality Kills.

“Oh, very much! And some of the themes running through Europe are also running though the US. That anger of so many of our citizens, that these policies, financial market liberalisation, or globalisation in general, have left large fractions of our population behind, and the promises of our leaders have not been fulfilled.

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De Luís Lavoura a 13.10.2017 às 10:54

a pretexto da liberdade, as democracias têm sido demasiado complacentes com as forças totalitárias que saem de baixo das pedras por essa Europa fora

(1) Qual seria a alternativa? Ilegalizar e perseguir essas forças? Uma democracia que fizesse isso ainda poderia ser chamada democracia?

(2) Como podemos saber que uma determinada força política é "totalitária" quando ela ainda não tomou o poder? Essa força política persegue, aprisiona e tortura os seus opositores? Creio que não. Em particular, creio que a CUP não faz isso. Então, porque diz o Rui Herbom que a CUP é "totalitária" ou simplesmente que ela pretende "varrer a democracia representativa e liberal"?
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:06

(1) A constituição portuguesa proíbe partidos fascistas. Somos uma democracia?

(2) Basta conhecer os discursos e os métodos.
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 11:09

Proíbe o PCP e o MRPP? E o PNR?
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:13

Só se fizerem um golpe de estado. Ou ganharem as eleições. Segundo o Luís Lavoura só se sabe se uma força política é totalitária depois de tomar o poder.
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De Luís Lavoura a 13.10.2017 às 11:35

A constituição portuguesa proíbe partidos fascistas. Somos uma democracia?

Portugal é uma democracia muito imperfeita. Embora haja pior na Europa Ocidental.

Partidos fascistas, partidos regionalistas, e partidos ligados a religiões são proibidos em Portugal. Não deveriam ser.

Basta conhecer os discursos e os métodos.

Portanto, o Rui Herbon propõe ilegalizar e perseguir partidos políticos com base em discursos (!!!) e "métodos". Bonito...
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:45

"Rui Herbon propõe ilegalizar e perseguir partidos políticos com base em discursos (!!!) e "métodos""
Onde está isso escrito? Ou sequer que defendo ilegalizar ou perseguir o que quer que seja?
Uma coisa é certa, com tanta ileteracia não há democracia que possa funcionar. Venham os bárbaros.
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De Luís Lavoura a 13.10.2017 às 11:55

Então, que propõe o Rui Herbon, concretamente, que se faça em relação à CUP?
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 12:03

À CUP e a qualquer partido não-democrático: que os partidos democráticos nunca se aliem a eles. Tirando o desejo de independência, o que têm em comum os conservadores da antiga CiU com um partido de extrema esquerda? Nada. O problema é que os conservadores colocaram a independência acima de todo e qualquer valor, inclusive da democracia, e no processo foram ficando reféns do discurso e práticas da CUP. Que na prática representa muito poucos eleitores.
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De jo a 13.10.2017 às 11:06

É estranho ver alguém defender a proibição do referendo na Catalunha e simultaneamente andar à procura de argumentos contra a independência.

Se tem tanta vontade de esgrimir argumentos então precisa de uma campanha para um referendo. Se a independência não é possível por si, então não faz sentido andar à procura de argumentos.

Parece é dos que pensa que todos os assuntos devem ser discutidos desde que seja proibido tirar conclusões dessa discussão. Um verdadeiro democrata.

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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:09

"A independência pode ser legítima se expressar um desejo maioritário, validado nas urnas em condições aceites pelas partes".
Parece que não sabe ler. Um verdadeiro imbecil.
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 11:11

Rui, não há vontade de Madrid para alterar a constituição
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:22

A minha resposta era a isto: "É estranho ver alguém defender a proibição do referendo na Catalunha". Eu não defendo proibição nenhuma. Defendo é o carácter ilegal e anti-democrático do referendo de 1 de Outubro, o que é algo bem diferente. Mas essas nuances são difíceis de entender por iletrados (não me refiro a si, claro).
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 11:33

Rui. Sabendo sinceramente que a mim não se referia, esteja há vontade para o fazer. Hoje o meu filho foi fazer exame de filosofia . Prometi-lhe 50€ se apenas escrevesse no cabeçalho do dito exame. " Só sei que nada sei". E por debaixo desta "Não saber coisa alguma é saber já metade das coisas " . Que diga à professora que leu Sócrates e Aristóteles. Vamos ver como se safa..
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:55

Nos 9 anos que levo de blogues não me lembro de alguma vez ter sido injustamente incorrecto com alguém. Acho que podemos divergir com correcção. Outra coisa é distorcer argumentos e inferir o que o autor não escreveu. Isso, sim, não fica sem a resposta adequada.

Por estes dias não sei se referências a Sócrates serão uma boa política :)
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De Vlad, o Emborcador a 13.10.2017 às 12:10

Rui, a interpretação será sempre subjetiva e sujeita a erros. 😊
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 14:46

Sobretudo quando se interpreta sem ler
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De Anónimo a 14.10.2017 às 00:17

Mas lembro-me eu ....

WW
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De jo a 13.10.2017 às 12:54

Defende que se faça um referendo desde que seja garantida a vitória de uma das partes. É um processo letrado de torcer a democracia.

A economia social de mercado não é a panaceia para os males do mundo. E a ideia de democracia é haver propostas diferentes. Uma democracia onde se diz que podes escolher a cor, desde que seja preto, não é lá muito democrática.

Ter muitas letras raramente corresponde a ter mais juízo, só mais peneiras e uma sensação de que se é infalível.
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 14:43

Hehehe. Nunca percebi por que raio Pavlov precisou de recorrer a um cão.
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De Anónimo a 13.10.2017 às 16:12

" Mas essas nuances são difíceis de entender por iletrados " O problema é que, retirando alguns casos excepcionais como R. Herbon, a maioria dos cidadãos em inúmeros países são iletrados e, portanto, tem de ser o Snr a explicar-lhes o que é a democracia e como isso é muito bom.
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 16:46

Não me pagam para isso.
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 11:31

Também podemos dizer que, face à participação no referendo, mesmo com números adulterados, não há vontade da maioria dos catalães de serem independentes.
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De Anónimo a 13.10.2017 às 15:40

Têm sido lembrados nos últimos dias as ideias racistas dos partidos do governo da Catalunha. É ler Pujol, Junqueras e outros.
É legítimo que os catalães que pensam que o seu património genético é superior ao dos espanhois e portugueses, se queiram independizar. Junqueras e Puigdemont são superiores, merecem independizar-se do resto da península, terra de untermenschen.
Nós, untermenschen, reconhecemos essa inferioridade e a nossa condição de escravos do ocidente.
CF
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De V. a 13.10.2017 às 18:55

Não sei quem é a tipa na foto mas tem cara de comuna espanhola tipo perroflauta legalizada: os catalães como espécie de gente não existem.
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De Cristina M. a 13.10.2017 às 19:53

o V. (ou a V.) agora fez-me lembrar o camarada Jerónimo a apreciar os elementos femininos do BE.
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 19:57

Dizem que aprendeu e que nas autárquicas os candidatos mais giros eram da CDU :)
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De Cristina M. a 13.10.2017 às 20:51

ó caro Rui, essa informação vai merecer-me uma pesquisa no Google Images...
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 20:57

Acho que a coisa estava renhida entre CDU e BE. Pelo menos na opinião de um grupo de amigas.
Uma ajuda:
http://www.sabado.pt/fotografias/detalhe/os-candidatos-as-autarquicas-mais-bonitos-de-2017
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De Cristina M. a 13.10.2017 às 21:00

pois só me resta agradecer-lhe.
(Rui Herbon, ao serviço da população desde mil nove e tal)
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De Rui Herbon a 13.10.2017 às 21:04

I aim to please.

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