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A (des)organização do trabalho

por Pedro Correia, em 16.12.16

Play_Time_screenshot[1].jpg

 Fotograma do filme Playtime, de Jacques Tati (1967)

 

Esta notícia de que o Governo espanhol equaciona a redução dos horários de trabalho, fixando as 18 horas como padrão do fim do dia laboral, demonstra até que ponto continuamos atrasados nestas matérias. Por cá, toda a discussão se centra nos aumentos periódicos da massa salarial, à revelia dos ganhos de produtividade, quando devíamos debater outras questões, não menos importantes. O incentivo ao teletrabalho, por exemplo. Ou a generalização dos horários flexíveis nas empresas, o que contribuiria para descongestionar o tráfego, encurtar as distâncias entre domicílios e empregos, e diminuir os níveis de poluição associados aos engarrafamentos rodoviários.

É o que já sucede em países como a Suécia, que tem vindo a adoptar com sucesso a jornada laboral de seis horas diárias, que permite uma conciliação exemplar entre o trabalho e a vida familiar, sem prejuízo da produtividade global. Pelo contrário, os especialistas acentuam que a motivação de um trabalhador é directamente proporcional à racionalização dos horários. Que o digam os executivos da Toyota, que em 2002 fixaram as seis horas diárias de trabalho na sua fábrica sueca em Gotemburgo: os lucros da empresa aumentaram 25% e ninguém equaciona um regresso ao horário anterior.

Entre nós, lamentavelmente, a revolução tecnológica continua dissociada da organização do trabalho. Trabalhamos em rede, com instrumentos sofisticados e uma rapidez de obtenção de dados inimaginável há duas décadas, mas este mundo digital do século XXI insere-se em absurdas rotinas laborais que remontam ao século XIX. Ter toda a gente concentrada nos mesmos espaços físicos em simultâneo, sujeita aos mesmos custos de contexto, é tão absurdo como o regresso às antiquadas máquinas de escrever e aos obsoletos telefones de disco.

Os pioneiros da era digital sonhavam com novas sociedades em que a redução do tempo de permanência nos postos de trabalho decorria naturalmente da rapidez das telecomunicações, ampliando a qualidade de vida. Hoje o mundo inteiro está para qualquer de nós à distância de um clique num dispositivo portátil. Com ganhos de eficiência garantidos – desde logo em tempo e dinheiro. Acontece que estas conquistas geraram por sua vez novas necessidades, numa voragem que parece não conhecer limites. Em vez da natural redução da vida laboral, que aliás em grande parte pode hoje ser desempenhada na casa de cada um, os horários reais alargam-se a níveis absurdos. Toda a gente continua a seguir os mesmos percursos casa-trabalho às mesmas horas, tornando cada vez mais caótico o fluxo do trânsito e cada vez mais generalizado o desperdício de tempo – que é, ninguém duvide, o bem mais precioso.

Gostaria de ver a nossa concertação social pelo menos tão ocupada a debater tudo isto como a discutir o aumento do salário mínimo. Se outro pretexto não existir, que sirva ao menos este: já se encontra na agenda política e empresarial espanhola. Quantos anos demorará a atravessar a fronteira?

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34 comentários

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De Luís Lavoura a 16.12.2016 às 14:26

É o que já sucede em países como a Suécia, que tem vindo a adoptar com sucesso a jornada laboral de seis horas diárias

Isto que o Pedro aqui escreve seria música para os ouvidos do Arménio Carlos.

Mas em França o movimento é no sentido contrário: experimentaram com a semana laboral de 35 horas, agora querem voltar para as 40.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 14:36

Devemos inspirar-nos cada vez mais nos países que funcionam melhor. A França, infelizmente, deixou de ser referência em quase tudo - da língua à música, do cinema à organização social, passando naturalmente pela política.
Se o modelo escandinavo funciona, só temos a ganhar se nos inspirarmos nele.
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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 14:27

A promessa da Tecnologia era aliviar o fardo do Homem (material e espiritual). Mas este anda cada vez mais dobrado (física e animicamente).
Existe uma desadequação do nosso organismo à pressa dos tempo modernos (estar sempre disponível), evidente, hoje, na quantidade abstrusa de doenças do foro psiquiátrico- num futuro próximo os perturbados serão tantos que será tarefa homérica aos sãos provarem que o são - a definição de doença terá de ser revista.

Aproximámo-nos (contando com as deslocações), desde os finais do séc XX, aos horários laborais do final do séc XIX (em que se trabalhava cerca de 12 horas/dia, e com o local de trabalho mais próximo ao de residência). Paradoxalmente, ao passo que estes lutaram contra esse abuso - pois o sábado foi feito para o Homem - hoje, os contemporâneos medem-se, como homens de virtude, pelo tempo que passam no trabalho (o ócio, uma vergonha escondida; mas é pelo ócio que se formam cidadãos. Que nos formamos como "animais" políticos; não existe politica sem tempo para o ócio; veja-se o que dizia Aristóteles no seu Tratado de Politica).

Hoje o homem moderno é um ser unidimensional - Marcuse- (vive no trabalho, e para o trabalho). E por essa unidimensionalidade surge a sua ignorância - somos hoje ignorantes profissionais. Espantoso é orgulharmo-nos disso. Dessa ignorância.

Contudo sinto um "mau estado geral no ar". As pessoas sabem o que está mal, porque estão mal, mas sentem-se impotentes para mudar - entretanto vão sendo felizes, comprando - já não o sabem ser de outra forma: é feliz quem consegue comprar; hoje a felicidade é um cartão de débito.

O clima é semelhante ao vivido no preludio da IGG, em que todos ansiavam pela guerra, pois só esta tinha a capacidade de gerar a mudança. A guerra vista como uma vacina para a decadência
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 14:33

"O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado."

Gostei muito desta sua reflexão.
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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 15:39

Obrigado, mas não é minha, como decerto sabe. Aliás tudo o que escrevo já alguém o escreveu. E tudo o que penso deriva do pensamento de alguém.
Mas deixemos as coisas estar como estão. As pessoas gostam do doirado da gaiola. É lá que se protegem da vida.

Já viu como é difícil as pessoas arranjarem tema de conversa que não diga respeito ao trabalho. Deixou-se de ter o Homem e passou-se a ter no trabalho a medida de todas as coisas. E por Deus, o Bezerro. Mas é preferível que falem do trabalho. A alternativa é a estrebaria.

Lembrei-me:

O Direito à Preguiça, de Paul Lafargue

Numa era em que a religião do trabalho exige dos seus fiéis crescentes sacrifícios laborais, em troca de um lugar na santa comunidade de cidadãos honestos, ler O Direito à Preguiça (1880) é cometer um salutar pecado capital. No século xix, quando já os santos do capitalismo se alinhavam no firmamento da economia, Paul Lafargue aprimorava na prisão, com muita ironia, este ensaio clássico e iconoclasta.

Debruçando-se sobre a devoção ao trabalho que arrebatara os operários da época, o autor punha em causa a universalidade e a historicidade deste absurdo zelo, numa sociedade em que o indivíduo se abstinha do seu tempo livre em nome da sobreprodução e da acumulação obsessiva. Leitura imprescindível nos tempos que correm, O Direito à Preguiça é um eloquente manifesto contra o vício do trabalho, que corrompe as faculdades humanas, e em defesa da liberdade fundamental de empregarmos o tempo a nosso bel-prazer

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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 15:48

Referia-me ao seu texto inicial, não à citação de Marcos, que aliás também usei aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/deus-feito-homem-da-gruta-a-cruz-7275559

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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 15:57

Ok, seguindo o AO
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 16:27

Antes OK do que KO.
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De Plinio a 16.12.2016 às 15:25

Se em vez de se trabalhar no local de trabalho se trabalhar em casa, vai tudo dar ao mesmo, ou seja, daí não resulta uma diminuição do horário de trabalho mas sim uma substituição do local de trabalho, com diminuição de custos apenas para o empregador. É certo que poderá haver pessoas que preferem trabalhar em casa já que assim podem mais facilmente gerir o seu tempo. Eu que em parte podia fazê-lo em casa não o faço. Para a mim a casa é local sagrado de descanso, lazer e afazeres domésticos, não lugar de trabalho. Chamem-me bota de elástico ou o que for. Bem sei que em algumas profissões tem-se necessariamente que trabalhar em casa, mas naquelas que não é essencial, parece-me conveniente distinguir local de trabalho de casa.
PS. Quando estritamente necessário também o faço em casa.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 15:43

Pergunte aos suecos "se vai dar tudo ao mesmo", Plínio. Não vai. Poupa-se em deslocações - dinheiro e tempo, sobretudo em tempo, o mais precioso dos nossos bens (a par da saúde).
Daí a opção crescente pelo teletrabalho. Ou, noutro âmbito, pelo trabalho a tempo parcial.
É, alem do mais, uma questão de racionalização de custos. Tal como grande parte das reuniões transnacionais deixaram de implicar viagens pois podem ser hoje feitas por teleconferência.
Temos de pôr a tecnologia ao serviço do homem em vez de tornarmos o homem escravo da tecnologia.
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De Luís Lavoura a 16.12.2016 às 15:59

Poupa-se em deslocações

Eu concordo com Plínio. Nem pensar em trabalhar em casa: o trabalho necessita de um ambiente e esse ambiente é, precisamente, o do local de trabalho. O ambiente da casa é o do descanso e da família.

Quanto às deslocações, elas não são um custo: são uma oportunidade para exercitar as pernas, apanhar ar fresco e conviver com outros seres humanos. E ver mulheres giras pelas ruas.
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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 16:30

Depende das assoalhadas do apartamento.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 16:31

Está provado que os portugueses são um dos povos da Europa que passam mais horas no local de trabalho. Não quer dizer que trabalhem mais - e muito menos que trabalhem melhor.
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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 16:38

O problema da produtividade, em Portugal, relaciona-se mais com o tipo de coisas que são produzidas do que com o tempo no trabalho. (os chamados produtos de alto valor acrescentado; os alemães produzem carros, nós peúgas e licor Beirão)
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 22:38

O nosso equivalente aos "carros alemães" é o Vinho do Porto - exportação portuguesa de reputação mundial.
Rende menos do que os carros, é verdade. Mas é fabricado cá em todas as fases da produção. Ao contrário dos carros alemães, que até em Portugal são produzidos. Só a Auto-Europa representa mais de 1% do nosso PIB.
Tomáramos nós ter mais duas ou três.
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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 22:43

É verdade. E a cortiça, e o azeite.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 22:49

E o calçado também.
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De Conde de Tomar a 16.12.2016 às 16:35

Desculpe Luís isto ir em 2 fases:
"são uma oportunidade para exercitar as pernas, apanhar ar fresco e conviver com outros seres humanos"

Não era o Luís que andava de transportes públicos? No 1, da Carris, a vista que tinha era sempre, ou quase, a de um sovaco retinto.

Quanto às mulheres giras deixo-as para si. Já estou desposado.

Quanto aos seres humanos, antes a companhia canina
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De Plinio a 16.12.2016 às 17:55

Está bem quanto aos suecos. E quanto às reuniões transnacionais também, apesar de hoje se viajar mais que nunca em negócios e para reuniões. E o cara a cara sempre será um bom princípio. Mas volto a referir que para mim casa não é local de trabalho. Se trabalho em casa vou desanuviar onde? Vou ao cinema, à bola, ao teatro ao café mas depois volto para casa/local de trabalho. Bem sei que o mais importante são os resultados, mas está provado que trabalhando em casa se é mais produtivo? Aceito a questão da perda de tempo entre o trabalho e a casa e entre a casa e trabalho, mas isso também é bom, nem que seja ao fim da tarde entrar no carro ou num transporte público (ainda que a abarrotar) e sermos levados ao lar. Se calhar estou a ser romântico em demasia.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 22:44

Eu não defendo que se trabalhe em casa. Defendo que isso seja opcional: não é preciso inventar nada - lá fora, no espaço europeu, o trabalho em tempo parcial e o teletrabalho já se banalizaram.
O teletrabalho pode ser praticado até na praia.
Defendo - isso sim - a redução do tempo de permanência nos chamados "locais de trabalho": a partir do momento em que o trabalho está desmaterializado, o sítio onde cada um está torna-se irrelevante. Trabalho, em muitas profissões, é onde está um computador que nos ligue ao mundo.
Permanecer oito ou mais horas num determinado local, somando-se isso ao tempo das deslocações entre esse local e a casa de cada um, o que perfaz em vários casos cerca de dez horas diárias, é um perfeito absurdo.
Eu gostaria de ver estes temas mais debatidos. Mas passam ao lado como se não dissessem à nossa vida concreta. Não estão na agenda política nem sindical.
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De Anónimo a 16.12.2016 às 15:59

Eu também sou daqueles que se cansam depressa quando trabalham em casa.
Também sou daqueles que desfrutam a casa de pijama e pantufas, como refúgio de tudo o resto.
Agora que estou aposentado, é no café onde me informo, onde faço as minhas reflexões, onde escrevo... e nunca me canso!
Do post, prefiro retirar algo que nele está implícito: nunca deveriam ser as formalidades relacionadas com espaço ou com o tempo a determinar a boa gestão das empresas; mas sim uma outra coisa que de tão óbvia parece que poucos veem - os resultados (já agora mais justamente repartidos pelos respetivos agentes)!
É por isso que somos tão bons no futebol e tão maus em quase tudo o resto.
João de Brito
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 16:30

Somos bons no futebol quando há boa organização. E tornámo-nos organizados porque assumimos um saudável espírito competitivo que nos fez nivelar por cima.
É pena não aplicarmos esse comportamento aos restantes sectores.
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De lucklucky a 16.12.2016 às 17:36

O Governo Espanhol já começou a governar depois de meses idílicos sem parvoíces, logo já começou a asneira.
Meter o bedelho onde não têm de meter.

Ou seja, o fim do horário laboral às 18 horas fixadas pelo Governo de Direita Socialista Espanhol vai melhorar o transito e fazer todos chegar a horas diferidas a casa...pois...

Ainda bem que a Esquerda Socialista tuga ainda não se lembrou de semelhante pérola.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 17:45

São quase 18 horas, Lucky. Já terminou o seu horário de trabalho ou aguarda pelos vinte minutos suplementares autorizados pela "direita socialista"?
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De Anónimo a 16.12.2016 às 18:36

Há um princípio que todos os comentadores esquecem: o trabalho dignifica. Quanto mais trabalho, mais dignidade.
Nota: muitos dizem isto mas eu, confesso, sempre procurei ficar o mias indignificado possível.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 22:45

Mais trabalho não, melhor trabalho sim.
A qualidade do trabalho não se mede em horas. A partir de uma certa carga horária já não há trabalho. Há escravatura.
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De Isa David a 16.12.2016 às 18:59

Muito de acordo! Vigora infelizmente neste país a imagem de quem concretiza o trabalho em menos tempo que a média está a fazer alguma coisa mal. Ou pelo menos devia ficar a fazer tempo e sair ao mesmo tempo que os outros. Os que nos governam não querem saber da qualidade de vida das pessoas, não querem saber das famílias. Interessa e muito gerar seres mal amados e alienados que não questionem muito e aceitem viver na mediocridade.
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De Pedro Correia a 16.12.2016 às 22:47

Haja alguém que esteja enfim de acordo com o que escrevi. O trabalho em Portugal está organizado de tal maneira que premeia o mais lento e o mais calão, mas que "cumpre horário". De facto, quem concluir bem as tarefas em menos tempo é olhado com suspeição por parecer "querer sair mais cedo".
Isto é uma perfeita estupidez. Constitui uma apologia da mediocridade. E nivela por baixo, claro.
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De Os bloggers a 19.12.2016 às 09:58

Excelente artigo, mas enquanto a idade média dos CEO's e dos políticos não baixar, isso é uma ideia utópica. É preciso de "sangue" novo no tecido empresarial e na política para implementar estas ideias e de certa forma, usar de forma eficiente o nível tecnológico que temos ao dispôr hoje em dia. Enquanto isso, vamos queimando o nosso tempo no trânsito e usando os 100 Mbps da Internet no trabalho para ver fotos e vídeos no Facebook
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De Pedro Correia a 19.12.2016 às 11:34

Tem toda a razão.
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De CFHM a 19.12.2016 às 11:15

Adorei Pedro. Tudo a mais pura da verdade.
Qualidade de trabalho não significa quantidade de tempo no trabalho. Está provado exatamente o contrário.
E sim, no mundo digital em que vivemos, a desmaterialização do posto de trabalho já vinha a calhar. Menos horas no trânsito, menos frustração e mais capacidade produtiva.
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De Pedro Correia a 19.12.2016 às 11:33

Custa-me a crer como tantos "decisores políticos" continuam a recusar ver isto, Cátia.
As coisas só mudarão - como sempre acontece entre nós - a reboque de medidas legislativas que forem primeiro concretizadas noutros países. Como já sucede hoje na Suécia e poderá ocorrer muito em breve em Espanha.
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De CFHM a 19.12.2016 às 11:36

É verdade. Só acontece por efeito de imitação, porque procuramos ficar bem na fotografia. Mas o mal é que, como sempre, e porque é sempre bom poder "espremer" mais um pouco, ficaremos para o fim. E receio já andar de andarilho quando estas mudanças acontecerem.
Mas vamos esperar que seja mais rápido. Afinal de contas é Natal.
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De Pedro Correia a 19.12.2016 às 20:38

É isso, Cátia: pensamento positivo. Feliz Natal.

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