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À atenção de Mário Soares

por Pedro Correia, em 15.05.14

O ex-líder socialista espanhol Felipe González, que foi presidente do Governo entre 1982 e 1996, admite que venha a ser formado um executivo de bloco central em Madrid. Tendo em atenção não interesses partidários de qualquer espécie mas apenas o interesse de Espanha.

"Não está demonstrado que a dispersão do voto, que é legítima, ajude a solucionar os grandes problemas do país", declarou González, apontando o precedente da Alemanha, onde conservadores e sociais-democratas governam em coligação desde as legislativas do ano passado.

"Devem fazer [uma coligação] se o país necessitar", observou o ex-chefe do Governo, referindo-se ao Partido Popular e ao Partido Socialista Operário Espanhol.

Um bom conselho que não deverá deixar de ser partilhado por Mário Soares, precursor em Portugal de coligações entre o PS e o CDS, por um lado, e entre o PS e o PSD, por outro.

 

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9 comentários

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De António a 15.05.2014 às 17:00

Caro Pedro Correia,
a situação que está o nosso país exigiria um compromisso abrangente para que a resolução dos problemas, e são inúmeros, fossem resolvidos. Assim houvesse vontade das forças partidárias mais representativas. Porém, como sabe, estas forças partidárias estão mais entretidas em culpar a adversária sem sequer olhar para os seus próprios erros - veja-se o recente exemplo de Paulo Rangel em Leiria.
Efectivamente Mário Soares e Mota Pinto tiveram essa clarividência, sem que se tenham conhecidos episódios "irrevogáveis" para a resolução dos problemas da época.
Hoje a massa de que é feita os politicos, à direita e à esquerda, é outra, tal como disse num outro comentário a um 'post' seu, não chegam a ser a terminação de uma pobre lotaria popular, quando o país necessita de politicos que fossem verdadeiros Euromilhões!
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 01:17

O que não diria o Mário Soares de 2014 do Mário Soares "austeritário" e a "governar à direita" de 1984? Nem quero imaginar.
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De campus a 15.05.2014 às 17:28

Não há mal nenhum nas pessoas acreditarem que o Pai Natal é real, que irão ganhar o euromilhões, etc., agora acreditarem que o Soares irá partilhar esse conselho é que é não conhecer a realidade , ou é pura ironia. O ex-secretário geral do PS, ex-1º ministro, ex-presidente, ex-candidato a presidente, move-se num profundo ódio ao PSD e quando as pessoas vivem carregadas de ódio, ficam cegas e sem desejo de construção mas sim de destruição.
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De António a 16.05.2014 às 09:14

Pois, o erro do país, está o meu amigo a fazer eco, que é colocar as questiúnculas pessoais por riba (como o meu avô gostava de usar esta palavra!) dos interesses nacionais.
Carregados de ódio um pelo outro estão os líderes dos dois partidos da actual coligação, com marcação homem a homem (permita-me usar a linguagem futeboleira), completamente diferente daquela que Mário Soares e Mota Pinto tiveram, a minha memória histórica desta coligação é muito limitada - tinha 10-11 anos, a acreditar nos testemunhos de pessoas mais velhas!
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De Next! a 15.05.2014 às 17:42

Deixei de perder um minuto sequer com esse geronte patarouco. Por isso este comentário tem o defeito de quem o produz nem ter tido pachorra para ler ao menos o post.
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De jo a 15.05.2014 às 18:35

Desde que sejam coligações pré-eleitorais os partidos são livres de as fazerem. Quem não gostar não vota.
Já as coligações após as eleições levantam-me sempre dúvidas.
Ou os programas eleitorais eram iguais e, nesse caso, não se percebe porque existem dois partidos com o mesmo programa, ou eram diferentes e então temos partidos a afirmar explicitamente que o que prometeram em campanha eleitoral era para rasgar. De qualquer modo é um logro ao eleitor.
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 01:12

A maioria dos países europeus tem governos formados por coligações pós-eleitorais. Nada mais normal em democracia. Menos normal, na minha perspectiva, é um só partido ter mais deputados do que os outros todos.
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De Carlos a 17.05.2014 às 01:39

" Mário Soares, precursor em Portugal de coligações entre o PS e o CDS, por um lado, e entre o PS e o PSD, por outro." Os tempos eram outros e as personagens do CDS e PSD também eram outras em que acima de tudo imperavam as convicções. Hoje, não têm convicções e em vez disso, têm interesses para se governarem a eles mesmos. Os tempos mudam e as pessoas também e aqui está a amostra disso mesmo.

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De Pedro Correia a 17.05.2014 às 12:52

Pois. Os tempos mudam e as pessoas também. Era precisamente aí que eu queria chegar.

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