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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 06.06.17

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 Livro seis: O Tesouro, de Selma Lagerlöf

Tradução de Liliete Martins

Edição Cavalo de Ferro, 2017

98 páginas

 

Na arte literária, como em quase tudo o resto, o tamanho não conta. Provas não faltam. E eis mais uma: esta belíssima saga nórdica escrita pela sueca Selma Lagerlöf, primeira mulher a ser galardoada com o Nobel da Literatura (em 1909, nono ano da distribuição do prémio).

Em menos de cem páginas, aqui se condensam muitos dos tema centrais da melhor literatura de todos os tempos: o amor, a traição, a vingança, o perdão e a morte. A escritora - desde sempre influenciada pelas lendas medievais do seu país, povoadas por espectros, duendes e almas penadas - transporta-nos à Suécia ocidental do século XVI, num pedaço de território costeiro confinando com a Noruega, onde os dias de sol são escassos e a água facilmente se transforma em gelo.

Aqui se desenrola uma espécie de drama shakesperiano em torno de um tesouro amaldiçoado, que condena os seus sucessivos detentores a mortes sangrentas, de que nos vamos apercebendo desde as linhas iniciais através de uma série de aforismos e presságios. O mérito de Lagerlöf (1858-1940) é envolver-nos desde o início como testemunhas privilegiadas do drama e das suas ramificações sobrenaturais - como se assistíssemos a um filme de Carl Dreyer ou Ingmar Bergman - conscientes do carácter mitológico do enredo mas sem nunca nada nos soar a moralismo gratuito.

"É um grande pecado abater uma árvore no rebentar da folha, quando ela está tão cheia de força e não pode morrer. É terrível para um morto quando não consegue ter paz na sua sepultura. Os que estão mortos já não podem esperar nada de bom, não podem ser contemplados pelo amor nem pela felicidade. O único bem que ainda podem almejar é o de poderem descansar em paz serena", escreve aqui, pela boca de uma das personagens centrais, a autora de obras tão marcantes como A Saga de Gösta Berlings (1891) e A Viagem Maravilhosa de Nils Holgersson Através da Suécia (1906-1907).

O Tesouro fala-nos do bem e do mal, tomando partido. Nada aparentemente mais fora de moda para os cultores do relativismo moral. Mas nada mais eterno: este dualismo originou mais de mil anos de excelente literatura.

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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 05.06.17

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Livro cinco: Coração de Cão, de Mikhail Bulgakov

Tradução de Sílvia Valentina

Edição Alêtheia, 2014

168 páginas

 

Escrita vertiginosamente entre Janeiro e Março de 1925, esta novela constitui uma poderosa sátira à Rússia vermelha. Um retrato impressivo desse colossal embuste a que a propaganda comunista da época chamava o “homem novo” soviético. Propaganda que logo encontrava eco no Ocidente europeu, onde nunca faltaram intelectuais disponíveis a entoar mil hossanas aos putativos ventos da liberdade que soprariam de Moscovo. Como o tempo comprovou, dando razão a uns quantos cépticos, não havia liberdade alguma. Ainda antes de o estalinismo assentar como bloco de betão no antigo país dos czares, já as sementes do totalitarismo estavam lançadas por Lenine, que há cem anos fundou o Estado soviético.

A acção da novela concentra-se num prédio moscovita, pertencente às chamadas classes dominantes no tempo pré-revolucionário e confiscado por “populares” sob o comando de vigilantes vanguardas revolucionárias. Só um irredutível inquilino mantém ao dispor um piso de várias assoalhadas: o professor Filipe Filipovich Preobrajensky, autorizado a manter clínica no domicílio.

O professor não disfarça: é um nostálgico dos tempos antigos. “Um dia, quando tiver tempo, hei-de estudar o cérebro e vou demonstrar que toda esta balbúrdia é simplesmente um delírio doentio.” E assim faz: recolhe em casa um cão vadio, enxotado por todos na rua, alimenta-o e acarinha-o, acabando por sujeitá-lo a uma experiência inédita: enxerta uma hipófise e um par de testículos humanos no animal.

Charik, o transplantado, acaba por transformar-se num homo sovieticus. Bebe vodca a toda a hora, arrota à mesa, odeia teatro por servir de palco à “contra-revolução” e passa a ter como livro de cabeceira “a correspondência de Engels com o… ah, como é que o raio do homem se chama… Kautsky”. Do passado canino quase só conserva uma atávica aversão a gatos.

Bulgakov (1891-1940), romancista e dramaturgo de enorme talento, acabou proscrito pela ditadura, que o condenou ao ostracismo. As suas obras foram proibidas durante décadas: este Coração de Cão, por exemplo, só teve edição legal em 1987, já com os ventos da perestroika lançados por Mikhail Gorbatchov, futuro Nobel da Paz.

O escritor obteve uma vitória póstuma: a União Soviética - que oprimiu toda a criação artística - extinguiu-se, enquanto esta sátira sobreviveu incólume.

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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 04.06.17

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Livro quatro: Os Filipes, de António Borges Coelho

Edição Caminho, 2015

295 páginas

 

É talvez o período menos conhecido da História de Portugal. Um período que parece relegado pelo nosso inconsciente colectivo para as brumas da memória. E no entanto os sinais desagregadores dos conceitos de pátria e nação neste mundo globalizado deviam levar-nos a analisar com muita atenção estas seis décadas em que, devido a uma gravíssima crise dinástica, estivemos submetidos ao jugo de Castela. Numa relação desigual desde logo em termos demográficos: os castelhanos eram então 6,6 milhões, enquanto os portugueses residentes no rectângulo europeu não excediam 1,5 milhões.

Seis décadas (1580-1640) em que se sucederam no trono de Portugal três reis espanhóis, que em tese garantiam a independência do nosso reino, em regime de união dinástica sob o mando dos titulares da coroa imperial espanhola, que foram asfixiando em grau crescente as nossas liberdades.

António Borges Coelho desvenda-nos o essencial da dinastia filipina num livro que merece elogios a vários níveis: pelo rigor, pelo olhar abrangente e despido de preconceitos. E também pela sua inegável qualidade literária. Os Filipes – quinto volume da História de Portugal, que tem sido editada em segmentos pela Caminho – pode ler-se perfeitamente como obra autónoma.

Foram três reis muito diferentes. Filipe II (o I de Portugal) era neto de D. Manuel I e fez-se valer de poderosos argumentos jurídicos para conquistar a coroa lusitana. Este monarca a quem chamaram Prudente falava fluentemente o nosso idioma e tinha genuíno apego à terra de sua mãe, a infanta D. Isabel. Entre 1581 e 1583 permaneceu 20 meses em Lisboa, fugazmente transformada em capital da Ibéria. “A princípio guardou, no essencial, as leis e privilégios do reino de Portugal e procurou arredar a ‘melancolia’ dos portugueses que preferiam o rei Prior do Crato”, observa o historiador.

Bem diferentes foram os sucessores. Filipe III (II de Portugal) esteve mais de vinte anos sem pisar solo português. Entronizado em 1598, só aqui se dignou vir em 1619: demorou-se quatro meses, quase sem contactar o povo, e regressou de vez a Madrid. O terceiro Filipe (quarto rei com este nome em Espanha) nunca se dignou fazer aclamar em Lisboa ou aqui prestar juramento destinado a “guardar os privilégios do reino”.

Os atentados contínuos à nossa soberania, os impostos cada vez mais pesados, as violações impunes dos nossos territórios coloniais e a mobilização forçada de mancebos portugueses para as guerras europeias de Castela fizeram esgotar a paciência nacional. O golpe dos conjurados no 1.º de Dezembro pôs fim ao domínio castelhano, "reinventando a monarquia portuguesa" e devolvendo-nos a soberania que começara a afogar-se nos areais de Alcácer Quibir.

Fica-nos o aviso: a História pode sempre repetir-se. Até por isso este livro merece leitura atenta.

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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 03.06.17

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Livro três: A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade

Edição Companhia das Letras, 2017

248 páginas

 

É um dos mais marcantes livros da poesia de língua portuguesa do século XX. Fruto de várias encruzilhadas – na história humana, na vida do Brasil, no percurso literário do próprio autor. A Rosa do Povo traz preocupações sociais e até políticas para o modernismo poético, tingindo-o de uma linguagem coloquial irmanada ao discurso do homem da rua.

O Brasil vivia em ditadura e o mundo atravessava a mais devastadora das guerras quando Carlos Drummond de Andrade publicou esta obra que reúne 55 poemas – escritos entre 1943 e 1945, quase todos em verso livre, sem preocupações de rima ou de métrica, mesclando escrita erudita com vocabulário comum. Uma mescla simbolizada no próprio título: se a rosa convoca o classicismo romântico, o povo alarga os horizontes espaciais e temporais do poeta, situando-o como cidadão do mundo.

Este foi, durante anos, o título de referência máxima na produção poética de Drummond (1902-87), figura ímpar da lírica de expressão lusíada, além de contista e cronista, célebre pelos seus aforismos nunca destituídos de um singular veio irónico e de um olhar compadecido perante as singularidades da natureza humana.

A Companhia das Letras – prestigiada chancela brasileira agora também com sede em Portugal – relançou A Rosa do Povo (1945) numa edição de irrepreensível bom gosto, que honra o espírito desse esteta que Drummond nunca deixou de ser.

É a ocasião propícia para recuperarmos o contacto com o autor mineiro, carioca por adopção, lusófono de raiz e cultura. No seu poema Visão 944, marcado pela dilacerante angústia desse habitante de um planeta em guerra: “Meus olhos são pequenos para ver / a massa de silêncio concentrada / sobre estes campos e estes oceanos / que esperam a passagem dos soldados.” Ou na carta redigida em verso, sob o signo da urgência, aos sitiados de Estalinegrado: “As pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues sem luta, / aprendem contigo o gesto do fogo.”

Porque nada do que está no mundo é alheio à sensibilidade poética. Como nos ensinou António Gedeão, aliás contemporâneo de Drummond, “todo o tempo é de poesia / desde a névoa da manhã / à nevoa do outro dia.”

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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 02.06.17

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Livro dois: Singularidades, de A. M. Pires Cabral

Edição Cotovia, 2017

157 páginas

 

O conto continua a ser um parente pobre na literatura portuguesa. Como se alguns dos nossos maiores escritores – de Eça a Miguéis, de Sophia a Cardoso Pires – não tivessem sido cultores do género.

A edição de contos neste país que só acorre às livrarias em busca de bestas céleres – para recorrer à deliciosa expressão de Alexandre O’ Neill – é um acto de resistência cultural que merece louvor. E que propicia ao leitor boas supresas.

Aconteceu-me com este voluminho intitulado Singularidades: aqui se agrupam oito histórias autónomas – todas com nome próprio elevado a título. Quadros do quotidiano marcados pela suave intromissão do insólito nas roldanas da rotina. Numa linguagem cuidada e precisa, sem desperdício de vocábulos, A. M.Pires Cabral confirma-se aqui como um arguto observador de comportamentos humanos, sem anátemas nem juízos morais. Basta-lhe sondar o rasto de umas quantas notas soltas na partitura dos dias.

Flávio Cerqueira, analista num laboratório clínico e solitário bebedor nocturno. Honório Rocha, suposto agente de seguros com um segredo por desvendar. Gabriel Guerra, ex-activista universitário travestido em charlatão com bola de cristal. Hipólito Clemente, quadro superior de uma editora assediado por um imbecil armado em intelectual. César Gaspar, pacato organizador de abstrusas antologias. Rodolfo Isidro Palha, hipocondríaco assombrado pela coincidência entre as iniciais do seu nome e as do piedoso voto em latim que ornamenta muitas sepulturas – Requiescat in pace. Artur Pacheco, exaltado “colunista de causas” num jornal de província. Basileu Simões, doente terminal que faz um pedido surpreendente à mulher.

Nem sopro de epopeia nem vanguarda literária: apenas um conjunto de narrativas tocadas pelo prazer antigo de contar uma história. A nossa civilização começou a construir-se assim, graças à sedução do relato oral, entretanto passado a escrito. É bom saber que esta arte de narrar ainda se cultiva com esmero, mesmo com tantas bestas céleres a cruzar o horizonte.

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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 01.06.17

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Livro um: A Máquina do Tempo, de H. G. Wells

Tradução de Tânia Ganho

Edição Antígona, 2016

156 páginas

 

Há livros que nunca passam de moda: esta é uma das melhores definições de um clássico. Seja qual for o género literário. Neste caso, a ficção científica, de que Herbert George Wells (1866-1946) foi pioneiro e mentor.

O escritor britânico - quatro vezes nomeado para o Nobel - transporta-nos nestas páginas ao sonho máximo do ser humano: dominar o tempo, transformando-o num precioso aliado em vez do implacável adversário que nos vai consumindo células e filamentos nervosos. Dando largas à ideia de que “o tempo é uma quarta dimensão e que o presente normal é uma secção tridimensional de um universo quadridimensional”, como acentuou num prefácio à reedição de 1931.

É literatura, sim. Mas é também, de algum modo, filosofia. Com a marca do socialismo utópico que serviu de bandeira a boa parte da ficção de Wells, inicialmente seduzida pelo darwinismo social e cada vez menos idealista à medida que testemunhava uma atmosfera de iniludível declínio da civilização ocidental, irreversível aos olhos do autor que nos legou A Guerra dos Mundos, O Homem Invísivel e A Ilha do Doutor Moreau.

A Máquina do Tempo surgiu inicialmente em 1895, em vésperas da alvorada de um novo século supostamente destinado a inundar a humanidade de luz.

É neste contexto que decorre a insólita digressão do anónimo Viajante no Tempo rumo a uma sociedade do longínquo futuro, dissociada de realidades tão básicas aos nossos olhos como a família ou a habitação individual. Comunismo implantado enfim no ano 802.601? Assim parecia. “Aquelas pessoas do futuro eram todas iguais”, relata o viajante quando a máquina que o transportou o devolve ao convívio com os seus contemporâneos.

Sonho ou pesadelo? O facto é que as aparências iludem – em qualquer época e em qualquer lugar. Já neste romance de um Wells ainda jovem as páginas finais contrariam o optimismo inicial. Como se delas emanasse um presságio do mundo que havia de dissolver-se na lama das trincheiras, ao som dos tambores de guerra.

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 31.05.17

COMENTÁRIOS EM CARTAS DE REJEIÇÃO DE EDITORES:

 

O RETRATO DE DORIAN GRAY – Oscar Wilde

(1891)

“Contém elementos desagradáveis”

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 31.05.17

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    O Tesouro, de Selma Lagerlöf

Tradução de Liliete Martins

Novela

(Reedição Cavalo de Ferro, 3.ª ed, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.05.17

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    Kitsch, de Fritz Karpfen

Tradução de João Tiago Proença

Um estudo sobre a degenerescência da arte

(Edição Antígona, 2017)

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 29.05.17

COMENTÁRIOS EM CARTAS DE REJEIÇÃO DE EDITORES:

 

UMA CONSPIRAÇÃO DE ESTÚPIDOS – John Kennedy Toole

(1980)

“Obsessivamente estúpido e grotesco”.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.05.17

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   Uma Faca nos Dentes, de António José Forte

Prefácio de Herberto Helder

Poesia

(Reedição Antígona, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.05.17

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  A Lógica ou a Arte de Pensar, de Antoine Arnauld e Pierre Nicole

Tradução, apresentação e notas de Nuno Fonseca

Filosofia

(Edição Fundação Calouste Gulbenkian, 2016)

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 27.05.17

COMENTÁRIOS EM CARTAS DE REJEIÇÃO DE EDITORES:

 

O DEUS DAS MOSCAS – William Golding

(1954)

“Não nos parece que tenha sido bem sucedido a trabalhar uma ideia que admitimos poder ser promissora”.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.05.17

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  O Homem da Nave, de Aquilino Ribeiro

Prefácio de Álvaro Domingues

Crónicas da Serra da Nave

(Reedição Bertrand, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.05.17

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 História Natural da Estupidez, de Paul Tabori

Tradução de Fernando de Morais

Ensaio

(Reedição Book Builders, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.05.17

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  Tempo de Combate, de Baptista-Bastos

Crónicas

(Edição Parsifal, 2014)

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 24.05.17

Numa livraria do aeroporto de Atlanta, uma senhora idosa agarra num volume de As Cinquentas Sombras de Grey e comenta para outro cliente da loja, num delicioso sotaque sulista - “I heard this is a lovely book”.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.05.17

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  O Ano da Dançarina, de Carla M. Soares

Romance

(Edição Marcador, 2017)

"Por vontade expressa da autora, a presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 22.05.17

No avião de regresso de um jogo em Kiev, o jogador veterano de futebol John Terry estava a ler a autobiografia do jogador veterano de futebol Steven Gerrard.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.05.17

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  Sob os Céus do Estoril, de Maria João Fialho Gouveia

Romance

(Edição Topseller, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.05.17

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  O Irmão Alemão, de Chico Buarque

Romance

(Edição Companhia das Letras, 2015)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.05.17

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  O Pianista de Hotel, de Rodrigo Guedes de Carvalho

Romance

(Edição D. Quixote, 2017)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 19.05.17

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  A Brecha, de João Pedro Porto

Ficção, teatro, poesia

(Edição Quetzal, 2017)

"Por decisão do Autor, este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 18.05.17

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Se Beethoven Pudesse Ouvir-me, de Ramon Gener

Tradução de Lucília Filipe

Histórias da música

(Edição Objectiva, 2017)

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 17.05.17

Ouvido numa loja de caridade em Gloucestershire: “I don’t like biographies. It’s all just a bit me-me-me.”

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 17.05.17

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  Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt

Tradução de Ana Corrêa da Silva

Introdução de António Araújo e Miguel Nogueira de Brito

Reflexão histórica e política

(Reedição Ítaca, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 16.05.17

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  O Mito da Europa, de Nuno Júdice

Poesia

(Edição D. Quixote, 2017)

"Este livro segue a grafia anterior ao Novo Acordo Ortográfico de 1990"

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 15.05.17

Muito útil para leitores ávidos, a palavra japonesa "tsundoku" significa "acto de comprar um livro e deixá-lo por ler, tipicamente ao lado de uma pilha de outros livros que ainda não foram lidos".
Aposto que aqui pelo Delito passa uma série de gente com graves problemas de tsundoku. Felizmente, porque um bom leitor precisa de ter sempre à mão inúmeras possibilidades de avançar para a próxima leitura.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 15.05.17

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  Biografia Involuntária dos Amantes, de João Tordo

Romance

(Reedição Alfaguara, 2016)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 14.05.17

 

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  O Mensageiro do Rei, de Francisco Moita Flores

Romance

(Edição Casa das Letras, 2017)

"Francisco Moita Flores escreve de acordo com a antiga ortografia"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 13.05.17

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  Fátima - A Profecia que Assusta o Vaticano, de João Céu e Silva

Investigação

(Edição Porto Editora, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 12.05.17

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  O Sol Bailou ao Meio-Dia - A Criação de Fátima, de Luís Filipe Torgal

Prefácio de Fernando Rosas

Investigação

(Edição Tinta da China, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 11.05.17

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 Os Dias Não Andam Satisfeitos, de Joaquim Pessoa

Poesia

(Edição Edições Esgotadas, 2017)

"Por opção do autor, a presente obra não segue o Novo Acordo Ortográfico"

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 11.05.17

O apelido de William Faulkner é, na realidade, "Falkner". Parece que o tipógrafo que assumiu os comandos do seu primeiro livro se enganou, acrescentando um "u" e que o escritor preferiu viver com um novo nome do que maçar-se a corrigir o seu editor.
Ao contrário do que se pensa, afinal há autores que não são nada picuínhas.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 10.05.17

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 Copacabana, de Lobo e Odyr

Prefácio de Alexandra Lucas Coelho

Banda desenhada

(Edição Polvo, 2014)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 09.05.17

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  As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

Tradução de Miguel Nogueira

Romance

(Reedição Guerra & Paz, 2017)

"A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico"

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De Volta dos Livros

por Francisca Prieto, em 08.05.17

Ao fazer login na sua conta da Amazon, um londrino descobriu que um hacker tinha usado a sua conta para comprar, nada mais, nada menos, do que vinte e sete livros. Um pormenor particularmente intrigante do crime, do ponto de vista moral, foi que todos os títulos comprados pelo ciber vigarista eram sobre o tema “Ser Um Bom Cristão”.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 08.05.17

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  Montemuro, de Carlos Clara Gomes

Romance

(Edição Edições Esgotadas, 2013)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 06.05.17

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 Amália - A Ressurreição, de Fernando Dacosta

Histórias

(Edição Casa das Letras, 2017)

"Fernando Dacosta escreve de acordo com a antiga ortografia"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 05.05.17

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 Mãe, Não Desistas de Viver, de Tânia Laranjo

Prefácio de Francisco Moita Flores

Reportagem

(Edição Chá das Cinco, 2017)

"Este livro não segue as normas do novo Acordo Ortográfico"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 04.05.17

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 Um Copo Cheio de Vinho Novo, de Isabel-Victoria da Motta

Romance

(Edição Here I Am, 2015)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 03.05.17

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 Ruínas, de Hugo Lourenço

Romance

(Edição Esfera do Caos, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 02.05.17

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 A Tempestade, de Ferreira de Castro

Romance

(Reedição Cavalo de Ferro, 16.ª ed, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 01.05.17

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 Moby-Dick, de Herman Melville

Tradução de Maria João Madeira

Romance

(Edição Guerra & Paz, 2017)

"A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 30.04.17

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 Imaculada, de Paula Lobato de Faria

Romance

(Edição Clube do Autor, 2017)

"Por vontade expressa da autora, a presente edição não segue o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.04.17

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 Ficção, de Mário-Henrique Leiria

Prefácio e notas de Tania Martuscelli

Obras completas (contos, novela, teatro e guiões)

(Edição E-primatur, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 28.04.17

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 Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne

Tradução de Gaspar Borges de Avelar

Romance

(Reedição 11x17, 2016)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 27.04.17

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 As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis

Romance

(Reedição Guerra & Paz, 2017)

"A presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico"

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.04.17

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 A Guerra de Samuel, de Paulo Varela Gomes

Contos

(Edição Tinta da China, 2017)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.04.17

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 A Rosa do Povo, de Carlos Drummond de Andrade

Poesia

(Reedição Companhia das Letras, 2017)

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