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Estratégia eleitoral: o sim e o não

por João Carvalho, em 20.09.09

José Sócrates não é apenas um político profissional. Aqui entre nós, nem sequer poderia sê-lo, se tivesse feito Politologia na convenientemente extinta Universidade Independente. Adiante. O certo é que ele conseguiu reunir as tropas socialistas em plena campanha. Soares-pai, Soares-filho, Manuel Alegre – todos se têm unido e dado a cara pela vitória eleitoral, mesmo quem era suposto ficar a ver. Tal como governou como quis e soube com a sua maioria absoluta, gerou em torno de si as condições para sair vitorioso. Se não o conseguir, é por demérito próprio, mas não é por falta de esforço.                        

Manuela Ferreira Leite não é uma política profissional. Não é sequer amadora: não é política e pronto. Por ela e pelos seus lugares-tenentes conseguiu destroçar as tropas e mantê-las à distância em plena campanha. Até agora, a única aparição dos que vivem fora do círculo foi claramente cirúrgica: Marcelo Rebelo de Sousa apareceu em Coimbra porque nunca resiste a desenhar cenários, mas não deixa de ser o ex-líder social-democrata que não aqueceu a cadeira e nunca foi a eleições. Se não atingirem a vitória, podem todos eles limpar as mãos à parede com a estratégia divisionista que escolheram.                   

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37 comentários

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De james a 20.09.2009 às 23:04

O post está bem " bolado ". Pena é que não tenha todas as cores do arco-íris.
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De james a 20.09.2009 às 23:32

O problema dos fins das penas é tão velho como o Homem.
Desde sempre e para sempre o Homem se questionará para que servem as penas...
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De Maria a 20.09.2009 às 23:16

Muito bem visto , quer se goste ou não... é um facto.
Gostei do desenho gráfico e as cores não poderiam ser melhores, digo, outras:))
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 00:23

Tal-qualmente, Maria. Não sei por quê, mas deu-me para aquelas cores.
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De Paulo Gorjão a 20.09.2009 às 23:39

João, para a coisa ter um pouco de ironia, devia ter trocado as cores... ;-)
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De james a 20.09.2009 às 23:45

A sua observação é brilhante. Contudo, o autor do post podia vir a ser acusado de daltonismo:)
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 00:26

Daltónico não era um dos irmãos Dalton?
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De james a 21.09.2009 às 02:05

Era, era aquele a seguir ao Joe .
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De tric a 20.09.2009 às 23:53

e acrescentar la o apoio dos passistas a José Socrates...
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De Paulo Gorjão a 20.09.2009 às 23:56

Onde é que está a novidade? V. deve ter pesadelos com os Passistas, irra.
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 00:25

Suponho que concordas que a fixação dele é doentia, Paulo. E já não tem tempo para se curar.
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De Francisco a 21.09.2009 às 08:08

Deve ter pesadelos com os passistas e com toda a geração "rasca".
Curiosamente a geração "rasca" é que é "rasca" mas é geração que vai pagar as reformas de muitos. Vai pagar a reforma a tantos que depois "vai-se ver à rasca".
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 09:02

Certo. As reformas e as magalomanias.
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De Lúcio a 20.09.2009 às 23:58

E que Deus abençoe as conclusões a retirar do seu post.
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 00:27

A Deus o que é de Deus, Lúcio.
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De Ana Vidal a 21.09.2009 às 01:35

É verdade, João. A diferença entre eles é abismal.
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 02:17

É a diferença entre gente profixxional e donas-de-casa. Sem qualquer ofensa para estas, é claro.
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De jpt a 21.09.2009 às 10:39

Má onda. Ou, dito de outra forma, baixo nível. Desnecessário ...

O comentário que vinha fazer, e que me trouxe até aqui ao fundo (fundo da caixa de comentários, fundo por via deste seu comentário, muito "soarista" aliás) perde um bocado o sentido (para quê comentar quem está neste registo?). Mas, ainda assim: "e se atingirem a vitória o João Carvalho que fará com as suas mãos? (nas teclas, entenda-se)"
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 11:05

Essa do «soarista» saiu-lhe mal. É o risco de quem se põe a adivinhar. Um risco que eu sempre soube correr: se o PSD ganhar, deito mãos à obra e venho aqui reconhecer o facto. Ou pensa que me caem os parentes na lama?

A verdade é que, se o PSD ganhar (o que parece cada vez menos provável, mas não impossível), nada do que escrevi no 'post' (até escrevi, veja bem, «se não atingirem a vitória», leu?) deixa de ser verdade. Se isso acontecer, não será por mérito do PSD, mas por demérito do PS.

Quanto ao «registo» sobre as «donas-de-casa» não se abespinhe. É uma metáfora sobre quem era suposto saber de política e, afinal, ser uma negação. O baixo nível foi seu, porque me cheira que V. não quis perceber de propósito.
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De O Imparcial a 21.09.2009 às 10:19

Neste post, o gato já nem sequer tem apenas o rabo de fora: tem o corpo todo.
Demorou, mas foi.
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 11:25

V. também se sentiu tentado pelo mais fácil? Leu e achou que este ´post´é em defesa de alguém? Podia ser (seria legítimo), mas olhe que é a minha modesta crítica a ambos. Tal e qual. Aprenda a ler ou ainda acaba como o JPT que anda aí a dar tiros no escuro.
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De jpt a 21.09.2009 às 10:45

E ainda: não é só aqui que se encontra. Esta arrogância geracional (de modas, de vestuãrio e gesticulação), de pretensão pequeno-burguesa, de má-criação (a qual nada tem a ver com expressão da ira), que permite a imputação de "dona de casa" a uma política (sempre em tom pejorativo), porque não cumpre o conjuntural correcto. (faz lembrar a campanha da gente de esquerda contra o "filho do gasolineiro de Boliqueime"). E, claro, neste caso de agora mesclado com um óbvio machismo bacoco, e até ordinário.
É mesmo uma pretensão pobre ao elitismo, nada mais que arrivismo. De gente da copa. Que dela não sai.
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 11:19

Dois detalhes, que acrescento ao que já lhe respondi acima.

1. Sou pouco dado a modas e isso da «gente de esquerda» é um estereótipo que nunca fez o meu género. Como todos os que aqui costumam visitar-nos já entenderam.

2. Ninguém me dá chás, porque tive a sorte de tomar muito desde o berço.

Posto isto, venha com outra grosseria gratuita e já sabe o caminho que o espera. Entendido? Acho extraordinário que andando eu a escrever com toda a correcção que me é reconhecida, me apareça V. a dar sentenças que me deixam sem pachorra para o aturar.
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De jpt a 21.09.2009 às 11:51

Para quem lê recorrentemente este blog é óbvio que não se trata de um local típico de "gente de esquerda". Que a arrogância de classe que se expressa no epíteto que V. utiliza é muito típica do palavrear de alguma dessa "gente de esquerda" basta ir lendo ao longo dos anos.
Chá não tomei desde o berço, aí somos diferentes.
Grosseria gratuita? Chamar dona-de-casa às figuras públicas é típico da boa-educação (o tal "chá desde o berço"), considerar isso um arrivismo pseudo-elitista é grosseiro. Olhe, vou ali dar tiros no escuro noutro sítio (o tal caminho que V. diz eu ter tomado) qu'isto a gente vai sempre aprendendo, em particular o que é "fino" e o que não é.
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De O Imparcial a 21.09.2009 às 13:57

"tive a sorte de tomar muito desde o berço".

Olhe que não se nota nada.

"toda a correcção que me é reconhecida".

Por quem?
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De Ana Vidal a 21.09.2009 às 11:44

Caro JPT:

O epíteto de "dona de casa" que o João Carvalho usou pode não ser o mais feliz, aplicado a Manuela Ferreira Leite (porque ela é, de facto, uma profissional com provas dadas) mas a metáfora é óbvia e refere-se apenas à ausência de destreza política de MFL. Nesse ponto concordo inteiramente com ele, e parece-me que não haverá muito quem discorde. A agressividade, o preconceito político e a má educação estão no seu comentário, e não do post.

Além disso, muito ne espanta que acuse alguém de machista quem avalia candidatas pelo físico, como é o seu caso no post que passo a citar: "porventura votaria no MEP (o Bloco do Centro?), seduzido que fui por um panfleto esverdeado que recebi de uma jovem rapariga decentemente bonita - com ar de quem não vinha de um qualquer seminário de insurreição cívica". Falta-lhe autoridade para tanto moralismo, não acha?
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 11:52

Muito oportuna, Ana, como sempre.
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De jpt a 21.09.2009 às 11:59

1. preconceito político? qual será? Chamar dona-de-casa a uma politica é apenas uma "metáfora óbvia" que porventura "pode não ser a mais feliz" mas é totalmente aceitável. O desagrado com isso e a sua catalogação sociológica é agressividade e má-educação. Como bem sabemos a interpretação é uma decisão, e cada um de nós decide como quer (e ainda bem que assim é)
2. o mesmo direi da sua imputação ao meu machismo (do qual não serei isento). Se entendeu a ironia do bloco do centro com uma rapariga decentemente bonita face â utilização específica das beldades femininas por parte do Bloco de Esquerda só há duas hipóteses: a mais provável, a que me faltou tecla para a expressar; a também possível, que decidiu dar-me uma canelada.
Mas tenho que a aceitar, é uma decisão soberana. "Pode não ser a mais feliz" como acima refere...
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De jpt a 21.09.2009 às 12:02

desnecessário será dizer que não avaliei nenhuma candidata pelo físico, mas nisso concordaremos, terá sido apenas um seu natural ao correr das teclas
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De Ana Vidal a 21.09.2009 às 12:23

A interpretação é uma decisão, como muito bem diz. Mas depende dos dados que nos dão para poder fazê-la, caso não tenhamos dotes mediúnicos para adivinhar o que lá não está. Não se sobrestime: se era isso que queria dizer, faltou-lhe tecla, sim. E mesmo depois da explicação, o machismo não é alheio à sua ironia, pelo que mantenho a minha avaliação.
Mas o que apelidei de "agressividade e má-educação" foi a forma desabrida do seu comentário (e não o conteúdo, que revela uma opinião tão legítima como a minha ou a do João Carvalho), feito num tom escusadamente violento e ofensivo. E sem autoridade para isso, ainda por cima. Telhados de vidro, sabe?
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De jpt a 21.09.2009 às 14:24

Ana Vidal

Sem querer eternizar este nosso pouco simpático bate-tecla (pelo menos para mim),

registo e aceito as suas afirmações e implicações:
a) que sobrevalorizo os meus dotes irónicos (o que me dói, confesso); b) que sou machista (o que me desfaz um pouco a auto-imagem); c) que tenho telhados de vidro (o que acho óbvio e, até, universal: mas que não me impede, nem a ninguém, o juizo crítico, o que seria uma leitura demasiado literal do episódio bíblico do "atire a primeira pedra"; d) que aqui não cheguei com preconceito político (vá lá, vá lá...)

Para além do estritamente relacionado comigo registo que para si a imputação de "dona de casa" a MFL por parte do seu co-bloguista João Carvalho é uma mera "metáfora óbvia" e que imputar essa formulação a uma mentalidade de "lacaio" é uma "agressividade mal-educada" (ou, para citar João Carvalho, uma "grosseria gratuita"). Neste caso não consigo concordar nem aceitar, e até me espanta a sua distinção. Porventura devido a defeito meu, dos acima elencados ou outro qualquer. Porventura porque chamar dona de casa é apenas uma agressividade mal-educada / grosseria gratuita. Proveniente de um preconceito, político e, mais que tudo, sociológico. Vácuo de sentido, político, sociológico, por mais óbvio que o "senso comum" metafórico pareça ser.

Mas enfim, como ambos concordamos, são as nossas decisões interpretativas.

Cumprimentos
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De Ana Vidal a 21.09.2009 às 16:51

Ironias à parte - vejo que continua a cultivar o estilo, agora em forma de auto-flagelação - também acho que está tudo dito.
Respondo-lhe só para ficar eu com a última palavra (vá lá, vá lá...) e de caminho, com o reconhecimento deste seu gesto de cavalheirismo, ajudo-o a recuperar a sua auto-imagem desfeita.

Cumprimentos
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De Ana Cleto a 21.09.2009 às 18:56

Atitude própria de quem se sente com (e tem...) a faca e o queijo na mão.
Lamentável e definidor.
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De Ana Vidal a 21.09.2009 às 21:43

Não tenho a certeza de tê-la percebido bem, lamento... importa-se de explicar-me outra vez, como se eu fosse muuuuuito burra?
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De João Carvalho a 21.09.2009 às 22:01

Ela não se importa, mas parece que não consegue...
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De Pedro Correia a 21.09.2009 às 12:55

Esta campanha eleitoral, como já aqui referi (e cada dia que passa vem confirmando), arrisca-se a ser um caso de estudo: como desperdiçar tantos trunfos em tão pouco tempo, sem conseguir capitalizar um descontentamento generalizado? Para já é óbvio que a euforia de Junho foi ao ar. Por manifesta incapacidade própria e de alguns conselheiros que rondam quem dá a cara. Só mesmo os mais fanáticos ainda resistem a ver o que já se tornou óbvio para quase todos.

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