Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Foram-se os subsídios, foram-se os 'empregos verdes'

por Jorge Assunção, em 19.09.09

In 2008, Spain accounted for half the world's new solar-power installations in terms of wattage, thanks to government subsidies to promote clean energy. But late last year, as the global economic crisis worsened, the government dramatically scaled back those subsidies and capped the amount of subsidized solar power that could be installed. Factories world-wide that had ramped up production of solar-power components found that demand for solar panels was plummeting, leaving a glut in supply and pushing prices down. Job cuts followed.

 

Recordo a minha opinião sobre o tema:

Não encontro nenhum optimismo nesta subida dos "empregos verdes". A explicação é simples: eles crescem porque os governos desviam recursos de outras actividades económicas para os subsídios às energias renováveis. Perante isso, não é de estranhar a criação de empregos no sector. Os empresários, lendo os sinais que são dados pelos governantes, encontram nessa área uma oportunidade de negócio. O problema está que o sector não é rentável por si: sem subsídio, dá prejuízo. Por outro lado, os subsídios têm origem nos impostos de outras áreas de negócios, certamente, rentáveis. Ao cobrar impostos a negócios rentáveis para subsidiar um negócio não rentável, o governo presta um péssimo serviço ao país. Isto porque o empresário do negócio rentável, a quem é cobrado o imposto, vê o seu negócio perder rentabilidade, o que por sua vez leva-o a investir menos na criação de postos de trabalho. O governo, com esta política, incentiva a criação de "empregos verdes" num negócio não rentável, ao mesmo tempo que desincentiva a criação de empregos noutras actividades de negócio que não precisam de subsídios para sobreviver. Quem pretende encontrar algum optimismo nisto, é livre de o fazer (publicado anteriormente aqui).

 

[Nota: Externalidades positivas? Sim, conheço o conceito. No caso em questão estão mais do que sobreavaliadas]

Autoria e outros dados (tags, etc)


4 comentários

Imagem de perfil

De Jorge Assunção a 19.09.2009 às 12:43

Claro que, depois de o governo ter oferecido subsídios, as empresas que deles beneficiaram não abdicam dos mesmos sem luta:

http://www.eleconomista.es/telecomunicaciones-tecnologia/noticias/1538838/09/09/El-sector-solar-termico-peleara-por-los-subsidios-en-Espana.html

"La industria solar térmica española tendrá que defender con uñas y dientes las ayudas estatales después de que el año previo el Gobierno pinchara la burbuja creada en el negocio de energía solar con paneles al recortar los subsidios."
Imagem de perfil

De Jorge Assunção a 19.09.2009 às 12:51

http://www.juandemariana.org/pdf/090327-employment-public-aid-renewable.pdf

"Consequently, through the use of both methods we have reached a similar conclusion: for every green job, we can be highly confident that 2.2 jobs are destroyed elsewhere in the economy, to which we have to add those jobs that the non-subsidized investment would have created."

Qual é a principal preocupação no actual momento? Combater o desemprego, certo? Os espanhóis fizeram muito bem em cortar subsídios ao sector das energias renováveis.
Sem imagem de perfil

De Francisco a 19.09.2009 às 13:48

A tentação de tirar conclusões em fases muito precoces inflaciona o numero dos empregos gerados.
Qualquer indústria gera mais emprego durante a instalação que durante a manutenção.
Por outro lado há diferenças entre comprar em Portugal e deixar o dinheiro na economia portuguesa relativamente a "deitar dinheiro fora" comprando petróleo e carvão. É uma forma de proteccionismo da economia. O que defendo é que se publiquem esses multiplicadores.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 20.09.2009 às 09:44

"O problema está que o sector não é rentável por si: sem subsídio, dá prejuízo."

Isto é objetivamente falso no caso da energia solar para aquecimento de águas. Para uma habitação que seja ocupada em permanência, essa tecnologia é rentável por si.

Comentar post



O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D