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Contra o direito à indiferença

por Pedro Correia, em 18.09.09

 

O Presidente do Irão voltou a negar, de forma totalmente irresponsável, a existência do Holocausto. Falando perante milhares de apoiantes em Teerão, Ahmadinejad desceu hoje ao nível de qualquer cabeça rapada neonazi proclamando que o extermínio de judeus pelo regime hitleriano “é uma mentira baseada numa história mítica e impossível de provar”.

Na próxima semana, este indivíduo irá discursar num dos palcos mais respeitáveis do planeta - a Assembleia Geral das Nações Unidas. É intolerável que alguém que acaba de insultar a memória de seis milhões de mortos nas câmaras de gás do nazismo possa falar ali, como se fosse um estadista, sem um protesto categórico da comunidade internacional. Nesta matéria, não existe qualquer direito à indiferença.

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19 comentários

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De Ana Mestre a 18.09.2009 às 20:17

È incrivel, como se pode negar um acontecimento comprovado de ariadissimas maneiras:
Alguns nomes de sobreviventes de campos de extermínio:
Ben Abraham
Léon Blum
Bruno Bettelheim
Georges Charpak
Corrie ten Boom
Viktor Frankl
Victor Moritz Goldschmidt
Jean-Marie Lustiger
Imre Kertész
Jerzy Kosiński
Tom Lantos
Francisco Largo Caballero
Primo Levi
Liviu Librescu

Talvez se esse senhor procurar estas pessoas ou familiares provavelmente estas terão outra opinião...
Padre Jean Bernard
Witold Pileck
Jan Saudek
Fabian von Schlabrendorff
Pierre Seel
Simon Wiesenthal
Simone Veil
Elie Wiesel
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De tric a 18.09.2009 às 20:29

esse Presidente Iraniano...

P.S.- Pedro Correia, como jornalista, como qualifica a atitude do Diario de Noticias, a revelar as fontes de outros jornalistas ?
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De João Carvalho a 19.09.2009 às 01:53

V. tem uma lata vesga. Se eu for quadro de um banco, V. vem perguntar-me o que eu acho do meu banco e fica satisfeito? Vá-se tratar.
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De Carlos Pimentel a 18.09.2009 às 20:46

De modo algum negando a evidência do raciocínio lógico do post, parece-me que por vezes é necessário ir mais longe paradoxalmente usando de maior prudência. Vivemos num mundo perigoso e, embora as tácticas do regime iraniano invoquem, de certo modo, a política hitleriana pré-Munique (subir as apostas continuamente se e até o adversário as cobrir), o Irão do séc. XXI não é a potência económico-militar que era a Alemanha a partir de meados na primeira metade do séc passado, felizmente.
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De PR a 18.09.2009 às 21:22

Primeiro ponto - Foto impagável. Está quase tudo dito (usando PPportuguês - tá tudo dito).

Segundo ponto - a nota do Carlos Pimentel deve, na minha humilde e ignorante opinião, ser levada muito a sério. Penso, por isso, que uma lição muito pesada deveria ser dada de uma vez por todas a este homem e a quem ele representa (e já agora, que se preparem que o da Líbia deve vir a seguir...). Chega de brincar com o resto do Mundo. Se o Baradei , por um motivo qualquer, anda a brincar aos fantoches, alguém deve tomar a iniciativa de controlar este regime e de o "meter na ordem". Digo isto sem leviandade (e correndo o sério risco de me ver, e a toda a minha família, insultado): por vezes é preciso dar uma lição que não permita resposta. Veja-se o caso do Japão em 1945. Duas bombas resolveram de vez o assunto (e digo uma vez mais, adoro o Japão, acho que é um dos países mais avançados do Mundo, é sem dúvida o que tem maior educação social e dos poucos onde ainda há respeito pelo próximo. A sua rica História apenas foi manchada pelos delírios senis do Imperador Showa (Hirohito), God knows why... Mais, o Japão é maior contribuinte liquido per capita para o desenvolvimento do terceiro mundo!)

Quanto à ONU, essa instituição cada vez mais se transforma numa brincadeira. Se bem que se possa argumentar que ainda é útil porque ajuda em ocasiões às quais os países individualmente não conseguem responder, nas questões de fundo (e aqui refiro-me principalmente ao conselho de segurança) quase que voltamos à guerra fria: USA, UK ( e por vezes outros países Europeus) vs. CH e RU . Uma palhaçada.
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De João Gonçalves a 18.09.2009 às 21:39

Pedro, estranho que neste blogue tão povoado de moralistas, não haja uma palavra sobre a fétida capa do Diário de Notícias de hoje e do que ele revela sobre a "deontologia" de uma classe que, salvo honrosas excepções, dos jornais às televisões, faz corar a mais promíscua profissional do Intendente.
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De João Carvalho a 19.09.2009 às 00:14

Sente-se vingado, não é? V. estava mortinho pela vingança, apenas porque não gostou do que lhe foi frontalmente dirigido. Há pessoas que ficam felizes com as coisas mais mesquinhas. Diferenciam-se por isso e também pela dignidade (ou falta dela).

Dirá V. que não é nada comigo. Antes que o diga, fique sabendo que também é comigo, sim. Porque o que veio aqui deixar me incomodou, porque cultivo a lealdade e porque aqui não há moralistas - há apenas senso comum. No mínimo.
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De João Gonçalves a 19.09.2009 às 11:34

João... há um capítulo de Aulas de Literatura do Nabokov que lhe recomendo vivamente. É sobre o senso-comum. Com ele não vai longe apesar de o autor o definir como «o incrível cruzamento de um elefante e de um cavalo». Não vai longe com o senso-comum, naturalmente. Não com o Nabokov. Cumprimentos.
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De João Carvalho a 19.09.2009 às 12:04

Eu sei. Já estou habituado a nunca ir longe perante «o incrível cruzamento de um elefante e de um cavalo», João.
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De Daniel João Santos a 18.09.2009 às 22:34

Este senhor é perigoso demais para ser menosprezado.
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De ariel a 18.09.2009 às 23:17

A cara deste louco é de meter medo a sério, é arrepiante.
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De Ana Vidal a 19.09.2009 às 01:07

Tens toda a razão, é inaceitável que a comunidade internacional deixe passar isto sem um protesto veemente e sem medo. Não é por ignorância que Ahmadinejad diz isto sobre o Holocausto, como defende o ministro inglês. É por pura provocação, para medir forças com o Ocidente. O perigo não é de ignorar, mas também não se pode aceitar que intimidações destas passem impunes.
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De J M S a 19.09.2009 às 03:25

Entretanto o Director da filatelia dos CTT está neste momento no Irão a festejar a emissão conjunta de selos da colecção Portugal-Irão.
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De João Carvalho a 20.09.2009 às 14:09

Deve ser a série "Asfixia Democrática".
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De JMS a 20.09.2009 às 18:41

Ou a velha e cada vez mais usada bacoquice portuguesa (socialista?) de nos pormos de joelhos a quem tem o petróleo, o dinheiro, as indústrias, etc... É mais fácil esmolar do que empreender. Cumprimentos.
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De mdsol a 19.09.2009 às 09:06

Já está dito acima, ms repito: só a fotografia é um programa. Nunca é demais chamar a atenção para tamanha demonstração de bárbárie. O acto de negação é tão bárbaro como os actos que ele nega. A barbárie à solta...
O pior é que ao lado destes grandes actos de barbárie, chamemos-lhes assim, pululam por aí diariamente "pequenos actos de barbárie" como seja chamar idiota a toda a gente que não pensa e age de determinada maneira. A génese da intolerância e do desprezo pelos outros são exactamente os mesmos.

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De João Carvalho a 19.09.2009 às 09:50

Ah! Grande Maria do Sol!

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