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Visto do exterior

por Jorge Assunção, em 13.09.09

Manuela Ferreira Leite: 'Portugal no es una provincia de España'

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16 comentários

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De Pedro Correia a 13.09.2009 às 01:24

Portugal no seu pior. Um Portugal piquinino.
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De Jorge Assunção a 13.09.2009 às 04:05

Não acho, Pedro. Eu acho que é o nacionalismo da imprensa espanhola no seu pior. Um exemplo do artigo em causa:

"Sin argumentos claros, Ferreira Leite se limitó a responder que las circunstancias de entonces son muy diferentes a las actuales y recurrió al tema de la crisis para decir que la materialización de la construcción del AVE Madrid-Lisboa, previsto para 2013, supondría un endeudamiento insostenible para el país."

Então o endividamento não é um argumento claro? Era bom que os políticos portugueses defendessem os interesses portugueses da mesma forma que os jornalistas espanhóis defendem os interesses espanhóis.
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De João Carvalho a 13.09.2009 às 06:26

AVE Madrid? Avé Maria, Jorge.
Se for útil, rentável e sem agravamento da dívida externa plantar um TGV em Portugal, essa plantação não é menos importante para Espanha. Certo?
Até lá, continuamos sem investir numa moderna ferrovia nacional de mercadorias, mas continuamos a rasgar autoestradas em cima de autoestradas. Venha alguém que entenda explicar-me isto.
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De Pedro Correia a 13.09.2009 às 09:15

É isso. O país que tem mais auto-estradas 'per capita' na Europa é também o que tem a linha ferroviária mais degradada - e comboios de mercadorias é coisa do passado, as mercadorias são todas escoadas por asfalto, por motivos que toda a gente compreende. Nem uma palavra se ouviu a Manuela Ferreira Leite nesta questão. E é natural que o discurso primário anti-espanhol da líder do PSD mereça destaque na imprensa de Madrid. Faríamos o mesmo, em uníssono, se algo de simétrico se registasse por lá, com ou sem dívida externa (a deles, por sinal, é incomparavelmente mais baixa que a nossa, e também sobre isso o Jorge pode discorrer pois dá pano para mangas).
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De Jorge Assunção a 13.09.2009 às 17:34

A situação em Espanha não é muito diferente da portuguesa no que se refere ao endividamento. A dívida pública espanhola, por exemplo, que andava por volta dos 40% em 2007, poderá disparar, segundo fontes do próprio ministério da economia espanhol, para 90% em 2011. Isso dá a ideia clara do terramoto que atingiu Espanha recentemente. Não foi só o desemprego que disparou. A economia espanhola que aparentava estar cheia de saúde, ficou exposta a todos os problemas estruturais que a bolha na construção ajudou a ocultar.

Talvez por isso os jornalistas espanhóis relativizem o problema que constitui o endividamento excessivo, bem vistas as coisas, os políticos por lá também andam a (fingir) ignorar o problema. Edward Hugh, no 'A Fistful of Euros', expõe bem a situação aqui:

http://fistfulofeuros.net/afoe/economics-and-demography/there-is-another-shoe-to-drop-in-the-global-economic-and-financial-crisis-and-the-focus-will-be-on-europes-perifery/
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De Jorge Assunção a 13.09.2009 às 17:04

"continuamos sem investir numa moderna ferrovia nacional de mercadorias"

Confesso que nem acho esse investimento assim tão necessário (embora seja certamente mais defensável que o TGV). O relatório do World Economic Forum que saiu na semana passada sobre a competitividade das diferentes economias, no que toca à qualidade das infraestruturas ferroviárias, colocou-nos num 23ª lugar mundial. Já na questão da dívida pública relegou-nos para o 117º lugar. Mesmo que o relatório tenha sobrevalorizado as infraestruturas existentes em Portugal, dificilmente estas são uma preocupação prioritária nos tempos que correm. E as autoestradas ainda menos: estamos no 9º lugar a nível mundial no que toca à qualidade das infraestruturas rodoviárias.
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De João Carvalho a 13.09.2009 às 19:18

Jorge, o meu ponto é no sentido de evitar que todo o transporte seja feito no alcatrão, com os respectivos custos, tráfego, manutenção das estradas percorridas por um número imenso de TIR's, poluição, enrgia e por aí fora.
Vantagens da ferrovia: maior economia, menor poluição, menos acidentes e menores custos para o preço final das mercadorias.
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De Turmalina a 13.09.2009 às 01:45

Aqui por exemplo, o Brasil não é província da Venezuela :o)
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De 100anos a 13.09.2009 às 01:46

Fuerza, Manolita !
Arréa-le con todalas ganas, en todalas lenguas.
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De Leonor Barros a 13.09.2009 às 01:51

Ficou-lhe muito bem. Se tivesse quAlquer réstia de dúvida em quem votar hoje teria ficado bem claro que MFL "jamais".
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De Anónimo a 13.09.2009 às 08:52

Se MFL ganhar as eleições, já arranjou ali uns amigos do peito.
Vai ter honras de passadeira vermelha, cada vez que entrar em Espanha. E como em Espanha se produz mais que cá, já estou a ver os produtores de ovos a terem uma forma de escoar uns ovitos excedentes.
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De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 13.09.2009 às 12:03

Jorge, "you're not alone in this quest".
Concordo inteiramento contigo. Esta subserviência em relação a Espanha era-me já se tornava revoltante! Será que a generalidade das pessoas sabe o que é uma negociação? É apresentarmo-nos como mendigos (pouco falta) que aceitam envididar-se ainda mais para servir interesses alheios? "Give me a break"!
É claro que os espanhóis estão furiosos, mas estou certa que nos respeitarão mais a partir daqui. Ou será que eles têm defendido os nossos interesses, nos rios, por exemplo?, nas pescas?
O próximo PM deverá defender os interesses portugueses, e já não há grande margem de manobra como todos sabem, mas da pouca margem que existe... é de aproveitar tudo de forma competente e responsável.
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De Jorge Assunção a 13.09.2009 às 17:42

"Esta subserviência em relação a Espanha era-me já se tornava revoltante!"

Pois é, Ana. Só falta mesmo que um ministro espanhol venha queixar-se das opções políticas de uma candidata a primeira-ministra portuguesa. Ah! Desculpa, já se queixou. Reformulo: só falta que a administração de uma empresa espanhola, reconhecida pelas suas ligações ao poder político espanhol, possa cancelar noticiários incómodos para o governo nacional. Ah! Desculpa, já aconteceu.
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De ariel a 13.09.2009 às 15:39

Dou de barato que se trate do nacionalismo da imprensa espanhola no seu pior. O que já não dou de barato é que uma candidata a primeira-ministra de Portugal à falta de argumentos convincentes para convencer gente séria das suas constantes mudanças de opinião sobre tudo o que mexe, utilize uma linguagem rasteira, primária, básica, de um nacionalismo bacoco deslocado no tempo e desfasado da qualidade das nossas relações com Espanha enquanto vizinhos, parceiros e membro da UE. Mas agora está na moda desculpar tudo à senhora.
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De Jorge Assunção a 13.09.2009 às 17:57

"à falta de argumentos convincentes para convencer gente séria das suas constantes mudanças de opinião sobre tudo o que mexe"

A candidata a primeira-ministra pode ter mudado de opinião em muitas coisas sem que existisse uma justificação aceitável. Mas, no que toca ao TGV, não aceito de forma alguma essa argumentação. Há um motivo, o motivo é óbvio, e qualquer pessoa séria, coisa que o primeiro ministro não é certamente, perceberia isso. É que basta os dois gráficos que coloco no outro post, ariel. Não é preciso mais nada. E sobre o que está na moda, tenho opinião contrária: na moda está desculpar tudo ao senhor engenheiro.
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De ariel a 13.09.2009 às 18:47

Jorge Assunção, MFL , não estava a tentar convencer Sócrates. Estava, espero eu, a tentar convencer pessoas como eu e muitas outras por esse país fora, da bondade das suas constantes alterações de posição e não só sobre o TGV. Quando falo em gente séria, falo em gente que tenta pensar pela sua cabeça, sem ligações partidárias, com vida própria independentemente de quem esteja no poder, e não se move por lógicas maniqueístas de que de um lado estão os anjos e do outro os demónios.

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