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Imagens que não mentem

por Sérgio de Almeida Correia, em 10.09.09

Os debates entre os líderes políticos estão a chegar ao fim. Se me fosse pedido hoje um balanço seria fácil fazê-lo pelo que se viu até agora. Tenho criticado o modelo  seguido, mas aos poucos vou começando a gostar dele. Quem tem alguma coisa para dizer consegue fazê-lo, com mais ou menos ruído de fundo, com melhor ou pior moderação. Difícil é conseguir transmitir uma mensagem, uma ideia, um pensamento, quando não se tem ideias e não se sabe o que é verdadeiramente importante transmitir ou esclarecer. Há debates vivos, há debates mornos e há debates sem debate, em que os entrevistados correm em paralelo, atrás do ponteiro do relógio. O de ontem foi um desses. Jerónimo de Sousa debitou a sua cartilha com a simpatia habitual, sem excessos, sem maçar demasiado. Manuela Ferreira Leite procurou reproduzir o programa eleitoral do PSD. Aquilo de que se lembrava. A Madeira estava mais fresca. Com alguma falta de jeito, é certo, e sem explicar nada. Tudo pela rama. Quando os programas são feitos à pressa ainda se corre o risco de ouvir bocas foleiras, como aquela de que se foram buscar coisas ao Compromisso Portugal. O Compromisso Portugal é a prova do vazio. Desapareceu, exauriu-se. O programa eleitoral do PSD ressuscitou-o. O melhor dos debates é que eles permitem-nos conhecer melhor os líderes. Ao fim de alguns dias já lhes vemos a alma. Se eles continuassem até 27 de Setembro tornávamo-nos íntimos deles e dos seus pensamentos. Até no silêncio. Durante o debate de ontem, por momentos, dei por mim a olhar para as almas de Manuela e de Jerónimo. Não os ouvia, só os via. Era assim como ver o debate sem som mas com som. Quando voltei a mim estava tudo na mesma. Lá estavam eles de novo. A mesma pose, o mesmo ar sereno, as mesmas palavras, o mesmo sorriso. À sua maneira, uma Gioconda e um Othello. As palavras podem mentir. Podem não ter conteúdo, podem fazer parte de um outro filme. Podem até fazer parte de um imaginário programa eleitoral. Com as imagens não é assim. Tudo é verdade. Até quando se troca o IRS com o IRC. A política não é para todos.

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1 comentário

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De tricAnti-Guterres a 10.09.2009 às 15:23

"Manuela Ferreira Leite procurou reproduzir o programa eleitoral do PSD. Aquilo que se lembrava. A Madeira estava mais fresca. Com alguma falta de jeito, é certo, e sem explicar nada. Tudo pela rama."

Com Socrates é tudo diferente, ele é da-nos um dream, let´s dream...

a realidade não interessa, ainda para mais quando ela é negra...

"Os resultados da política económica antes da crise são claros:

De 2005 a 2008 Portugal cresceu todos os anos claramente abaixo da União Europeia. Temos vindo a empobrecer em termos relativos desde 2005. O crescimento potencial da economia desceu para menos de 1%, o mais baixo da União.

De acordo com o World Economic Forum, Portugal perdeu competitividade. Passámos do 24º lugar do ranking internacional em 2004 para o 43º lugar em 2008.

Apesar desta evolução, as empresas aumentaram o seu endividamento, assim como as famílias. O endividamento das empresas passou de 110% do produto interno bruto em 2004 para 140% em 2008 e o das famílias, de 80% para 96% do PIB."-Alexandre Relvas

let´s "dream", again...

PS- A Fernanda Cãncio consegue entrar em contacto com o alem...você consegue ler as almas...deve ser efeitos do progressismo, is the start of New World...









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