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Claro como água

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 03.09.09

BE, PCP, PSD e PP comentaram o caso MMG. Vale a pena comparar a forma cuidada  como reagiram os partidos de esquerda e a forma desabrida como reagiram os de direita, para se perceber a quem aproveita e a quem interessa empolar este caso.

Gostei especialmente da reacção inflamada de Paulo Portas. Um homem que alcançou notoriedade na política fabricando primeiras páginas no "Independente", vem agora falar de liberdade de imprensa? Curioso... PP lançou calúnias sobre Cavaco, destruiu uma ministra acima de qualquer suspeita (Leonor Beleza)  e agora vem defender a liberdade de imprensa?

A liberdade de imprensa não pode servir para sustentar projectos pessoais, nem para fabricar notícias e destruir pessoas. Por causa desses abusos de liberdade de imprensa é que a nossa comunicação social está tão descredibilizada hoje em dia. Por isso e pelo recurso ao fabrico de fontes anónimas que só existem na cabecinha perversa de quem pretende protagonismo, ou influir na decisão dos portugueses. Eu já vi esse filme noutro lado.

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11 comentários

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De salvoconduto a 04.09.2009 às 00:16

O que não significa, Carlos, que a pretexto desse mau jornalismo se deixe de condenar este acto cometido por uma empresa estrangeira, onde esse tipo de jornalismo também faz escola.

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De Carlos Barbosa de Oliveira a 04.09.2009 às 00:31

Concerteza, Salvo. Como o fizeram bem, mas com inteligência e de forma prudente, Louçã e Cunhal. Eles pereberam muito bem os dividendos que a direita pretende tirar deste caso.
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De ariel a 04.09.2009 às 00:56

Cunhal???!!!...:-)))))
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 04.09.2009 às 01:21

Eh, eh eh! Obrigado pelo reparo, Ariel.
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De Teresa Ribeiro a 04.09.2009 às 00:17

"Por causa desses abusos de liberdade de Imprensa é que a comunicação social está tão descredibilizada..." liberdade de Imprensa, infelizmente, implica sempre abusos, Carlos. Mas antes tê-los do que não tê-los (se o preço é abdicar dessa liberdade).
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 04.09.2009 às 00:38

Desculpa, Teresa, mas não concordo contigo. Toda a liberdade exige responsabilidade e não é admissível que um ornalista crie factos para vender jornais, ou alicerçar projectos pessoais.
Mais tarde ou mais cedo, esses abusos conduzirão ao corte cerce da liberdade de imprensa, como já está a contecer em alguns países.
Infelizmente, a comunicação social ainda não percebeu isso.
Comprendo que a imprensa desportiva viva disso, agora a imprensa séria não pode pactuar, nem aceitar, que alguns dos seus agentes utilizem a mentira e criem factos políticos, para servirem determinados interesses. Isso não é jornalismo, desculpa. E também não é liberdade de imprensa.
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De Pedro Correia a 04.09.2009 às 00:38

Carlos: como diz a Teresa, e bem, na noção de liberdade de imprensa está sempre contida a possibilidade do seu abuso. Como na de liberdade de expressão. Para punir os abusos da liberdade de imprensa existe a lei e existem os tribunais, que aliás são bem lestos na condução destes processos. Se a comunicação está 'descredibilizada' em Portugal, como dizes tão genericamente, isso deve-se muito mais ao facto de ser seguidista, obsequiosa e reverente perante o poder político do que por abusar da liberdade. Aliás esse é um pecado que se comete muito pouco neste país do respeitinho: abusar-se da liberdade.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 04.09.2009 às 10:56

Comprendo o teu raciocínio, Pedro, mas o teu conceito de liberdade de imprensa parece-me demasiado extensivo e pode conduzir a situações perigosas. Eu vou dar um exemplo num post, mas por agora apenas te pergunto: Imagina que uma televisão, ou um jornal, decide lançar uma série de atoardas sem fundamento em plena campanha eleitoral para denegrir um candidato e promover outro. Depois das eleições, fica a saber-se que afinal todas as notícias que o jornal lançou eram falsas, mas o candidato que esse órgão de comunicação social apoiava (veladamente)foi eleito.
Nenhum tribunal pode repôr a justiça. Será ou não legítima a suspensão desse órgão de comunicação social? O(S) jornalista(s) que que engendraram as notícias falsas dvem ou não ficar privados da carteira profissional? Deixo-te estas perguntas
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De Pedro Oliveira a 04.09.2009 às 10:07

Caro amigo, não gosto da MMG,raramente vi o jrnal de sexta porque os jantares Académicos são muito mais importantes, mas normalmente aprecio os anti-seguidistas e lambe "cricas" em que o jornalistas,demasiados, e muitos blogues de jornalistas se tornaram na democracia Portuguesa, essa é uma das razões do sucesso de muito blogues como o DO.Contra o seguidismo marchar marchar, e contra a PRISA também!
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De maloud a 04.09.2009 às 11:51

Deixemo-nos de tretas. Ontem o Luís Delgado, o autêntico, o legítimo, depois de ter afirmado que não acreditava que o PS e o Sócrates estivessem envolvidos nisto, rematou dizendo que assistimos a um episódio típico de uma campanha à americana, em que vale udo menos arrancar olhos.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 04.09.2009 às 13:36

Este tipo de campanha já começou em 2005 com o anúncio de um tablóide sobre a homossexualidade de Sócrates. Para alguns, a liberdade de imprensa é isto. Um vale tudo execrável. Mais cedo ou mais tarde, vão perceber que esse conceito de liberdade de imprensa vai conduzir à morte dos jornais. Nessa altura já será tarde. porque os Berlusconnis deste mundo se tornaram resis e senhores de toda a informação, vendendo-nos como notícias meras manobras de propaganda e ´textos forjados em agências de comunicação.
Admira-me que Luís Delgado tenha percebido isso, mas nunca é tarde para nos surpreender.

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