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Solidariedade com Manuela Moura Guedes

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 03.09.09

Certamente aqui também houve mãozinha de Sócrates.

Espero a solidariedade daqueles que se indignaram com o despedimento de Manuela Moura Guedes

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36 comentários

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De Pedro Correia a 03.09.2009 às 17:48

Estou solidário com o despedimento de qualquer jornalista, sobretudo quando esse despedimento é ditado por motivos políticos. Estou, portanto, solidário com Manuela Moura Guedes e com toda a direcção de informação da TVI. Com o João Maia Abreu e o Mário Moura. E com o António Prata e a Maria João Figueiredo, que também se demitiram em solidariedade com a Manuela Moura Guedes.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 18:23

Como não tenho provas de ter sido despedimento por motivos politicos, abstenho-me de comentar, Pedro.
Não é que rejeite essa hipótese, mas num assunto tão grave não me deixo embalar por "feellings".
Agora, real, é mesmo a chantagem a que aludo. Como reais têm sido outros ultrajantes despedimentos na comunicação social que tu certamente conheces.
Como jornalista, é com esses que sou solidário, Pedro!
Porque normalmente não lhes é dada a possibilidade de dar entrevistas a contar as suas situações. E há, como muito bem sabes, situações recentes de despedimentos tão miseráveis, que a imprensa tinha obrigação de denunciar e calou-se...
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De Lúcia a 03.09.2009 às 17:49

... sendo que esse caso da madeira tem contornos muito mais reles, a todos os níveis!
Mas dá jeito criar um caso político com um Jornal que toda a gente criticava pela falta de rigor, critérios jornalísticos etc...
Isso é que continua a dar audiências!
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 18:26

E se fosse só na Madeira, Lúcia! Este ano têm-se assistido a despedimentos selvagens na nossa comunicação social mas, curiosamente, nestes casos há um enorme mutismo. Dá jeito, como diz, criar um caso político. O português adora vítimas.
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De Ana Vidal a 03.09.2009 às 18:08

Qualquer demissão que resulte de chantagem ou de pressões políticas merece ser denunciada e repudiada, Carlos. No caso de jornalistas, significa quase sempre uma triste limitação à liberdade de expressão, um dos valores mais caros da democracia. Seja em Lisboa, na Madeira ou na China.

Independentemente da opinião de cada um de nós sobre o rigor e a qualidade do Jornal Nacional da TVI, estão por explicar as razões que levaram à demissão de uma equipe inteira (bonita atitude, aliás) por solidariedade com um dos seus jornalistas. Razões económicas ou de mercado não me parece que tenham sido, já que as audiências eram garantidas e esse é o critério preferencial para qualquer estação. Fico à espera de mais notícias.
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De Lúcia a 03.09.2009 às 18:15

Exactamente! Estão por explicar as razões. Sem ingenuidades, devíamos aguardar! Mas as manifestações que já se fazem sentir irão abafar qualquer explicação, parece-me. A direcção de informação fez o que lhe competia e muito bem.No resto? Já está a ser um fait-divers. Vai continuar, com certeza!
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 18:31

"Qualquer demissão que resulte de chantagem ou de pressões políticas merece ser denunciada e repudiada"
Estou de acordo, Ana, mas gostaria que fossem todas denunciadas e não apenas algumas, de jornalistas mais mediáticas, que podem conduzir a especulações. Nisso, não alinho...
Quanto às audiências é que não concordo, Ana. A TVI atingiu, ontem, o share mais baixo desde 2000. O que dá que pensar e merece um post.
Quanto à demissão da equipa em bloco, estamos de acordo. Até porque, sendo um caso cada vez mais raro entre jornalistas, merece o meu sincero aplauso.
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De Ana Vidal a 03.09.2009 às 18:44

É fatal que o mediatismo de alguns atraia mais mediatismo... não foi sempre assim? Pode não ser justo, e não é, mas também não é novidade. Especulações haverá sempre, e aproveitamento político (de ambos os lados) também. Estamos em plena campanha eleitoral, não sejamos ingénuos.
Quanto às audiências da TVI, muito me contas. Mas eu referia-me às do Jornal Nacional, que eram altas até há bem pouco tempo.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 19:09

O que também não me parece justo, Ana, é fazer acusações só porque "parece" e neste caso é o que se está a passar.
Quanto às audiências da TVI , peço-te que faças este raciociínio:
O jornal da TVI saiu do ar quando a TVI liderava confortavelmente as audiências. Foi de férias. Entretanto, JEM saiu da TVI e as audiências começaram a descer ( acho estranha a coincidência, mas enfim...).
O Jornal da Sexta ia regressar amanhã. Quem pode afirmar, com segurança, que continuaria a ser líder de audiências?
O jornal da TVI também foi muito tempo líder e desde que JEM saiu, foi muitas vezes ultrapassado pelo Telejornal...
A única coisa que te posso dizer é que estou de acordo com o que diz o presidente da ERC . É uma estupidez suspender o Jornal da Sexta nesta altura. Não sei é responder-te quem tem a lucrar mais com isso, mas tenho a minha opinião...
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De Chloé a 03.09.2009 às 18:20

Às vezes beliscamo-nos para acreditar que uma coisa destas é mesmo verdade e está a acontecer em Portugal, não é?
Perseguição política por delito de opinião, pura e dura. Não há outro modo de ver a coisa, por mais voltas que se dêem e por mais que não se goste do estilo do programa em questão.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 19:10

É a sua opinião e respeito-a, Chloé, mas não quer dizer que concorde. Nem sempre o que parece é...
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De Fátima Canavezes a 04.09.2009 às 11:53

Concordo consigo e a partir de hoje, para baixar audiência de TVI, sugiro que deixem de vêr a TVI como forma de mostrar a nossa indignação pelo atentado à liberdade de informar.
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De x a 03.09.2009 às 18:28

Mas Manuela Moura Guedes é jornalista? É capaz.

O PS pressionou a Prisa, ligada ao PSOE? É provável. Sócrates estará inocente no caso Freeport? É provável.

Havia uma peça sobre o Freeport a ser emitida 6ª feira? É preciso que ela seja mesmo emitida.

Manuela Moura Guedes é uma jornalista respeitada e respeitadora do Código Deontológico? É improvável.

Estava no lugar por mérito ou por ser esposa de quem era?
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 19:11

Apenas lhe respondo a uma coisa: se existe uma peça sobre o caso Freeport, a TVI tem obrigação de a pôr no ar.
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De Paulo Quintela a 03.09.2009 às 19:20

Concordo plenamente.
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De Lúcia a 03.09.2009 às 19:23

Exacto. E não precisa ser no Jornal Nacional. Os outros não foram abolidos, pois não?
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De Pedro Correia a 03.09.2009 às 19:33

De acordo. O contrário seria a legitimação da censura, algo a que todos os jornalistas devem opor-se com toda a firmeza.
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De Francisco a 03.09.2009 às 18:29

Como dizem os americanos:alguém atirou merda na ventoinha.
Mas não solidarizo com MMG porque não solidarizo com um jornalista que negligencia as suas funções, se queria ser tratada como jornalista devia comportar-se como jornalista.
Solidarizo-me na exigência da publicação imediata e transparente de toda a informação que conduziu a esta decisão.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 19:12

Eu também, Francisco
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De A. Pinto Pais a 03.09.2009 às 19:17

E V. é que diz quem é ou não é bom jornalista?
Porventura sabe que, até agora, nenhum facto noticiado no Jornal da MMG foi alguma vez desmentido ou, sequer, motivo de queixa judicial?
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De Francisco a 03.09.2009 às 20:03

Caro A. Pinto Pais, se alguma vez viu o jornal de 6a e não conseguiu perceber o que não era jornalismo é porque não tem dois dedos de testa. Eu avalio o trabalho de todos os jornalistas. Não me chega um carimbo ou slogan para classificar a credibilidade que atribuo à informação que recebo. MMG há muito que abdicou do jornalismo.
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De A. Pinto Pais a 03.09.2009 às 21:08

Fartei-me de rir com essa de eu não saber o que é jornalismo...
Só mesmo V. me faria rir num dia como este.
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De Francisco a 03.09.2009 às 21:39

Obrigado, caro A. Pinto Pais.
Mas para próxima tem que deixar um contributo no meu paypal, porque quem tem mérito deve ser compensado.
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De Pedro Correia a 03.09.2009 às 19:27

Solidarizo-me com todos os jornalistas que são despedidos ou afastados por razões políticas, mesmo quando praticam um jornalismo que me merece reservas ou mesmo críticas. É uma posição de princípio da qual não abdico. Quanto à TVI, é óbvio que não se tratou de uma decisão de carácter empresarial, nem foi o 'mercado' a funcionar. A TVI é líder de audiências em Portugal há nove anos e a televisão que tem mais receitas publicitárias. É um dos 'activos' (como agora se diz) mais rentáveis do grupo Prisa. A decisão não obedeceu, portanto, a uma lógica empresarial. Nos próximos dias se saberá melhor o que aconteceu - e porque aconteceu.
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De Francisco a 03.09.2009 às 20:19

Discordo da sua posição. A auto-regulação devia ser o caminho.
Mas a sua leitura é a norma. Essa generalização é que me diz que seria um erro criar uma Ordem dos Jornalistas.
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De ariel a 03.09.2009 às 19:33

Como bem sabemos caro Carlos, continua a vigorar em Portugal o célebre conceito salazarento "o que parece é". Parece que a campanha até nem estava a correr mal a Sócrates, e até foi uma grande chatice ele ter aceite debater com todos. Eu não acredito em bruxas, pero que las hay , hay .
Por mim não tenho estômago , vou-me abster de comentar mais questões politicas durante este período eleitoral, estou a ficar muito agoniada.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 19:52

Não faça isso, Ariel. Desistir é próprio dos fracos. E esse não é o seu caso.
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De ariel a 03.09.2009 às 20:06

Não é desistência Carlos. É a consciência a desproporção de meios e de influência. Essa gente não brinca em serviço, sabemos bem isso...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 20:40

Pois, mas gostam de nos atirar poeira para os olhos. E em período eleitoral faz muito jeito.
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De Teresa Ribeiro a 03.09.2009 às 20:12

Carlos, desculpa mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Os abusos de poder do PSD servem para branquear eventuais abusos de poder do PS?
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 03.09.2009 às 20:32

Não é diso que se trata, Teresa. Apenas pretendi lembrar que este ano têm sido despedidos jorrnalistas de forma ignóbil, sem qualquer reacção de solidariedade da comunicação social. Pessoalmente, estou mais preocupados com eles do que com MMG, pois conhelço casos de pessoas que ficaram em situação muito complicada. Não é o caso de MMG, como sabes...
Por outro lado, entristece-me, como jornalista, ler acusações formais sobre um caso em que ninguém pode, honestamente, tirar conclusões. Pelo menos para já. Como já escrevi, aprendi com os livros policiais e com o jornalismo, que na maioria dos casos aquilo que parece NÃO É!
Sei também a quem aproveita este caso, por isso tenho a maior relutância em tirar ilações precipitadas.
Congratulo-me que tenhas escrito "EVENTUAIS" , porque é disso mesmo que se trata.
Como sabes, não se trata de defender Sócrates,por quem não nutro qualquer simpatia.
Trata-se de não querer entrar em especulações.
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De Ricardo a 04.09.2009 às 09:47

A RETER:

JUAN LUIS CEBRIÁN, Presidente executivo da Prisa
S o c i a l i s t a , jornalista, director do ‘El País’ durante vários anos, ocupa actualmente as funções de presidente executivo do Grupo Prisa.

MIGUEL GIL, Administrador da Media Capital
S o c i a l i s ta , foi durante vários anos assessor de imprensa de Felipe González e veio para a administração da Media Capital em 2005.


Como a coisa funcionou:
O Presidente executivo da prisa não recebeu ordens nem foi coagido pelo PS ou pelo primeiro ministro; claramente não precisava! É daquelas coisas:" não precisam pedir, eu sei o que tenho a fazer!"
Ninguém consegue provar que tenha havido qualquer pressão. Socrates tem razão, o PS tem razão; nada fizeram para isto acontecer( obviamente, nem não era preciso).
O presidente da prisa, podia arranjar qualquer justificaçao para acabar com o Jornal nacional; na qualidade de presidente, qualquer uma servia.Até podia dizer que os olhos da Manuela Moura Guedes não combinavam com o cenário!

Miguel Paes do Amaral, antigo dono da TVI, defende a decisão da administração de acabar com o jornal apresentado por Moura Guedes. Opina que "aquele noticiário ultrapassava tudo o que era admissível". Este Sr certamente nunca olhou para a miséria que já passou pela TVI. Tantos comentários que poderia ter feito a vergonhosos programas, e logo vai comentar sobre um programa, que no meu entender era dos melhores. Enfim, opiniões não se discutem!

O que se passou, claramente é um atentado contra a liberdade de expressão( essa liberdade que tanta gente diz que se conseguiu com o 25 de Abril).
A Manuela Moura Guedes, tem uma forma peculiar de apresentar as noticias; é um estilo, é uma forma de estar. Há quem goste e quem não goste. Qual o problema? Agora também não temos opção de escolha? não pudemos ver o que queremos? Não, pelos vistos, não! As noticias têm que ser mais "cinzentas". É essa a vontade de alguns, e vontade seja feita!

Sempre acompanhei as noticias apresentadas por Manuela Moura Guedes porque senti muitas vezes que ela fazia as perguntas que eu gostaria de fazer. Ao contrário de muitos jornalistas, que se ficam por uma pergunta e uma resposta, mesmo que a resposta não responda à pergunta, A MMG não se calava, e quando o entrevistado não queria mesmo responder, ela expressava-se com a cara ou com um comentário menos agradável para o entrevistado: "pois, pois". Não é o que cada um faz quando não conseguimos obter respostas às nossas perguntas? Dizem alguns: "mas isto não é jornalismo!". Quero lá saber se é ou não jornalismo! É isto que eu quero ouvir e ver, ponto final! Quem não gosta não vê. O que não falta é telejornais cinzentos.

A Manuela Moura Guedes pode ficar prejudicada, mas julgo que o PS não irá ficar melhor. Se porventura esta situação nada teve a ver com partidos( o que eu duvido), temos pena!

Espero que a SIC contrate esta Senhora; não estou a ver um canal publico a fazê-lo.


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De Menino Carlinhos a 04.09.2009 às 16:29

Caro Ricardo: Concordo consigo palavra por palavra. Acrescentarei apenas que há determinada(s) jornalista(s) - por acaso ocorre-me uma do sexo feminino - a cujas entrevistas os nossos políticos GOSTAM de comparecer, devido ao seu estilo moderado que "os faz parecer bem". Não conheço nenhum político que já tenha dito que gostava de ser entrevistado por MMG. O que só vem demonstrar que ao perdermos a abordagem dura de MMG perdemos transparÊncia. Chame-se a isso jornalismo, ou qualquer outro "ismo", é o que eu quero ouvir, porque seria o que eu queria perguntar. Evidentemente, o estilo MMG não se adequa a um outro tipo de "ismo" de que acabou de me ocorrer um exemplo, começado por "F"...
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De AP a 08.09.2009 às 17:28

Caro Ricardo,

Tenho pena de não ter sido eu a escrever o seu comentário, pois concordo com ele de uma ponta a outra.

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