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por Sérgio de Almeida Correia, em 03.09.09

Há marcas, etiquetas, que nos acompanham ao longo da vida. Por uma razão ou por outra mesmo quando deixamos de as ver elas insistem em reaparecer nas circunstâncias mais estapafúrdias. A "His Master's Voice" é uma delas. Já não sei há quanto tempo não compro um disco dela, mas o certo é que está sempre presente. Na política portuguesa e "à portuguesa", como dizia um conhecido opinador, ela é um must. Normalmente surge através de rumores, de fontes anónimas, de fontes bem colocadas e bem informadas, cuja identidade se esconde por detrás do megafone. Ninguém lhes conhece o rosto nem o percurso. Só se lhes conhece o ponto de chegada, habitualmente revelado pela voz de terceiros. E este, presumo eu, será, invariavelmente, nalguns lugares deste país "mal frequentado", de onde transborda para as páginas dos jornais, para as rádios e as televisões. Só assim se compreende o sigilo quanto à origem. Não se sabe quem faz a ligação. Sabe-se quem transmite a nova. Depois das queixas dos assessores anónimos de Belém, por causa, diz-se, de um irrelevante assessor do primeiro-ministro que se fazia convidado à hora das refeições, veio agora um ilustre advogado dar voz às queixas de alguém que não se queixou e que normalmente não se acanha quando se trata de dar entrevistas e fazer intervenções públicas. Jorge Bleck devia esclarecer quem são "as pessoas próximas do primeiro-ministro" que exercem pressão e ameaçaram o dr. Alexandre Relvas. Eu não conheço a família do primeiro-ministro, nem sei o que "são pessoas próximas", mas a simples notícia de que essa gente existe deixa-me apreensivo e preocupado. Depois do que aconteceu com as revelações do Freeport, seria bom que o próprio Alexandre Relvas identificasse essas "fontes próximas do primeiro-ministro". Empresários de sucesso e de mérito, gente vertical, de carácter, corajosa e sem medo, não pode depender de "pessoas próximas" de um qualquer primeiro-ministro para falar e exercer livremente os seus direitos. Menos ainda quando para as denúncias se usa o megafone de terceiros. A não ser que por "pessoas próximas" Jorge Bleck se estivesse a referir a um qualquer contínuo de S. Bento ou a um primo ou tio do "Zézito". Família nem sempre  podemos escolher. As companhias sim.    

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