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Amado e feliz

por João Carvalho, em 02.09.09

O ministro dos Negócios Estrangeiros pode nem ir à tomada de posse do presidente de um PALOP, pode até nem fazer-se representar por um seu secretário de Estado no funeral do presidente de um Estado-membro da CPLP. Mas há uma tentação a que não resiste, que é acompanhar de perto tudo o que cheire a festa. Das comemorações em Timor-Leste às celebrações na Líbia "livre" e musculada, não há fusos horários que ele tema, não há jet-lag que o vença.

Ainda estou para saber o que é que as festanças de Kadhafi têm de tão atraente e importante, mas já deu para saber que Luís Amado devia ser ministro do Ambiente: se o ambiente for de festa, contem com ele. Portugal tem um ministro feliz.

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11 comentários

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De Carlos Dias Ferreira a 02.09.2009 às 15:26

João:

Não sejas tão corrosivo o dito deve ter ido à Libia do "democrata" Kadafy vender uns Magalhães a pedido do engº tendo em conta que precisamos de exportar e muito.
Estes negócios socialistas com este e o outro grande amigo Chavez deixam-me no minimo curioso e desconfiado mas isso sou eu a pensar alto porque estes srs só pensam nos altos interesses do país!!!
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De João Carvalho a 02.09.2009 às 15:31

Já estou arrependido, Carlos. Mas ele não está e isso já tem outras implicações.
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De Luís Lavoura a 02.09.2009 às 17:26

As festanças de Kadhafi não são propriamente muito importantes, mas o que é certo é que Luís Amado foi convidado (pelo governo líbio) a assistir, e não fica bem recusar um convite. Recusar um convite, sem razão específica (dificuldades de agenda, etc) para isso, é indelicadeza. E as indelicadezas com ditadores pagam-se caro.

Eu acho que Luís Amado fez bem em ir. A Líbia tem petróleo e é um país próximo, com o qual convem ter-se boas relações. E nada melhor para azedar - inutilmente - relações do que recusar um convite.
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De João Carvalho a 02.09.2009 às 18:07

Acho razoável e sei que se explica, Luís. Mais difícil, porém, será explicar certas ausências anteriores (como na Guiné-Bissau e outras).
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De Luís Lavoura a 03.09.2009 às 09:44

A Guiné-Bissau é um país sem importância absolutamente nenhuma. Não se pode comparar, nem de perto nem de longe, com a Líbia.

Portugal tem que se dar com, e que privilegiar, países progressivos, que tenham carcanhol para nos comprar coisas. A Líbia, Angola, Moçambique, a Argélia, sim. Mas a Guiné-Bissau?! Para que é que isso serve?

Deixemo-nos de romantismos e de nacionalismos serôdios, que não pagam dívidas. O que nós queremos é progresso e negócio.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 18:52

Ainda estás para perceber o que as festas de Kadhafi têm de tão atraente? Ora, uma guarda pessoal de 300 amazonas não chega para entusiasmar ministros do mundo inteiro?
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De João Carvalho a 02.09.2009 às 22:36

Amado, é o que eu digo...
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.09.2009 às 19:05

Amado, "O Feliz", também lhe ficava bem.
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De João Carvalho a 02.09.2009 às 22:36

Feliz, este amado.
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De ariel a 02.09.2009 às 20:44

Caro João, à parte o título que vem com a marca de ironia que tanto lhe aprecio, não estou de acordo com a substância. As relações com a Líbia são muito importantes, e não é uma questão deste governo, é de qualquer governo. Não sei porque haveríamos de ser mais papistas do que o papa e não aproveitar as oportunidades. Que eu saiba, Portugal não tem contenciosos bilaterais com este país, e no âmbito da UE parece-me que toda a gente está a fazer o mesmo...
A lamentável situação da Guiné Bissau provavelmente aconselhará alguma prudência na representação do Estado...
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De João Carvalho a 02.09.2009 às 22:40

Estou de acordo, como já disse mais acima, com a salvaguarda das relações Portugal-Líbia. Não sei se outra visita que não estes 20 anos de liberdade (!) musculada não seria melhor escolha. Mas adiante: sobre a Guiné-Bissau, Portugal não devia alhear-se do ponto de vista da visibilidade, a que acresce o nosso mais do que desejável papel nacional na CPLP.

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