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Feios, Porcos e Maus

por Ana Vidal, em 02.09.09

 

Tentei ontem explicar a uma incrédula australiana por que razão vivo, amo e ainda acredito num país onde a miséria vai ao ponto de idosos e deficientes profundos serem sequestrados e maltratados pela própria família para lhes sacar as paupérrimas pensões de alimentos, e apesar disso se consideram prioritários projectos megalómanos como o TGV. Tentei explicar-lhe que esse país pertence à Europa, e não ao terceiro mundo. E que é mesmo um país, e não o bairro de lata de Roma que serviu de cenário a Ettore Scola há mais de trinta anos.

 

Tentei, mas não tenho a certeza de tê-la convencido.

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47 comentários

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De Desconhecido a 02.09.2009 às 10:01

"Tentei, mas não tenho a certeza de tê-la convencido."

Muito lamento que não seja mais que pura perca de tempo e que os Portugueses nem essas noções tenham.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 12:42

Não tenho a certeza de tê-lo percebido bem, Desconhecido. A que noções se refere, exactamente?
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De Desconhecido a 02.09.2009 às 15:42

"Tentei explicar-lhe que esse país pertence à Europa, e não ao terceiro mundo. E que é mesmo um país, e não o bairro de lata de Roma que serviu de cenário a Ettore Scola há mais de trinta anos."

Estas noções que a Sra. apresentou, e bem, no meu ponto de vista claro.

Capiche ?
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 16:10

Adesso capisco, Sconosciuto.
Obrigada pela explicação.
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De Sconosciuto a 02.09.2009 às 16:16

Prego...
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 17:24

Só do lombo...
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De Duarte a 02.09.2009 às 10:35

Demagógico, lamechas, pouco sério.
Que tem a ver o TGV, Aeroporto, AE, com o facto referido?

Parece que nos países, ditos evoluídos e desenvolvidos, não há casos destes e outros bem piores!

Para vocês quanto pior melhor!

Valha-vos Deus!
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 12:33

Em primeiro lugar, não percebo porque usa o plural (majestático?) dirigindo-se a mim, que sou a única responsável por estas palavras. Adiante: aceitaria as suas críticas sobre demagogia (mesmo que não as considerasse justas) se eu pretendesse tirar quaisquer dividendos políticos deste post. Não é o caso, meu caro. E quanto a lamechices, é a sua opinião. Quem me dera que fosse só isso, seria sinal de que não existem estas assimetrias no nosso país.

Para si, pelos vistos, quanto mais peneira a tapar o sol, melhor.
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De Duarte a 02.09.2009 às 13:13

Lamento o plural majestático, foi uma distracção.

O que quero dizer é que a luta contra as assimetrias, aliás vivo numa região muito "assimétrica", e os grandes projectos de desenvolvimento não são incompatíveis.

Em relação ao sol não uso peneiras, só sombra e da cerrada, conselho do meu Dermatologista pois sou alérgico aos raios UV e UF (sem ironia).

Só lhe digo que já vi muita coisa na vida, dormi muitas noites fora de casa antes do 25, o que não me dá nenhuma superioridade moral, sempre lutei e continuo a lutar por mudanças que possibilitassem alterar as situações que refere e outras.

Não se iluda, há e haverá sempre situações semelhantes, seja qual for o estádio de desenvolvimento ou o sistema politico vigente.

Sabe bem, pela leitura dos jornais e pelos telejornais, que para muitos políticos e seguidores, de todos os quadrantes, neste momento, quanto pior melhor.

Para mim, mesmo que fosse com o PSD (UTOPIA!) gostaria de "quanto melhor, melhor"!

Para que conste: não sou filiado em nenhum partido, sou tolerante, detesto fanatismos e sectarismos, não vejo o mundo a preto e branco.
A VERDADE não é monopólio de ninguém, cada um julga ter a sua verdade.
Talvez com um pouco da sua verdade, outro da minha, outro de outras pessoas, construíssemos uma Verdade mais humanista, democrata, tolerante, defensora da igualdade de oportunidades, da justiça social e, principalmente, da LIBERDADE.

Dificilmente consigo ver o que quer que seja no PSD/CDS, a não ser a defesa dos GRANDES interesses, ou do interesse dos GRANDES!
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 13:31

Foi você que partidarizou completamente este post, como vê. E não lhe chamo pouco sério ou demagogo, pela simples razão de que lhe reconheço esse direito, mesmo sem usar maiúsculas para me fazer ouvir. Também gosto da liberdade, sabe? E parece que, afinal, não estamos em total desacordo: também eu gostaria de ver o país cada vez melhor, seja qual for o partido que esteja no poder.
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De Duarte a 02.09.2009 às 14:03

Para terminar:

Tudo é político, e neste período eleitoral, tudo é partidos políticos.
Quem falou no TGV?
Quem o defende?
Quem está contra?

Quem partidarizou a nossa conversa?

NB - quando expressei a defesa da liberdade e outras, não tive a intenção de insinuar que fosse contra.
Obviamente!
Se não fosse assim não conversaria consigo.
Sonhos diferentes são salutares, quando confrontados com seriedade, como estamos a fazer!
Estaria perdido se todos concordassem comigo!

Cumprimentos de despedida, até um qualquer próximo post.

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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 16:12

Até à próxima, Duarte. De acordo ou não, que eu também gosto de uma boa argumentação.
:-)
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De Luís Lavoura a 02.09.2009 às 10:36

Não é só em Portugal que acontecem misérias e desvergonhas dessas. Nos EUA, na Áustria, na Inglaterra, enfim, provavelmente na Austrália passam-se coisas equivalentes. E mais: eles têm o cuidado de até transferirem essas misérias, que se passam nesses países, para a televisão e depois exportam a footage para quem a queira comprar - inclusivé as televisões portuguesas. Ou será que a Ana não vê na televisão essas coisas?

(Se Portugal fosse inteligente faria o mesmo - filmaria o caso e exportaria o filme para que os telespetadores estrangeiros se entretessem a ver as nojices que portugueses são capazes de fazer.)
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 12:49

É claro que existem estes casos por todo o mundo, Luís Lavoura. E todos sabemos como os países anglo-saxónicos são peritos em aberrações sociológicas de especial requinte. Mas o que pretendo salientar aqui é a desproporção entre as necessidades reais do nosso país, ainda muito básicas, e a resposta dos nossos governantes, com projectos de milhões que não as resolvem.

Resta-nos a dignidade de não exportar as nossas misérias a título de divertimento. Ainda bem que não o fazemos.
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De Luís Lavoura a 02.09.2009 às 12:59

Mais uma vez, Ana, a "desproporção" que você indica não é exclusiva de Portugal. A Austrália tem uma "desproporção" ainda maior do que a nossa, de facto. O facto concreto é que Portugal tem uma enorme desigualdade económica, mas a desigualdade económica na Austrália é provavelmente ainda maior! Ou seja, o contraste entre ricos e pobres, na Austrália, não fica nada a dever ao português.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 13:08

E mais uma vez, Luís, o facto de o problema não ser exclusivo nosso não o torna menor para nós. É aqui que vivemos, não na Austrália.
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De Carlos Dias Ferreira a 02.09.2009 às 11:24

Ana:

Eu estou plenamente de acordo consigo. Situações destas só confirmam que a nossa classe politica fechada em S. Bento ou nos gabinetes ministeriais não tem a minima ideia do que se passa no país real, onde se morre em passagens de nivel, onde há fome encapotada, onde há desempregados sem subsidio algum, onde há pessoas sem médico de familia, onde há pessoas com pensões de miséria, em conclusão é este o país moderno e aberto de que fala o presidente do conselho de ministros?
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 12:50

É exactamente isso que eu pretendia destacar neste texto, Carlos. O autismo dos nossos políticos assusta-me e revolta-me.
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De jose-catarino a 02.09.2009 às 11:25

Infelizmente, miséria, maldade, estupidez, não são um exclusivo nacional; são apanágio do ser que se autodesigna por humano e sapiens. Não faltarão histórias semelhantes na Austrália, ou em qualquer outro país do mundo, rico ou pobre. Não nos autoflagelemos.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 13:11

Não é uma auto-flagelação, é uma simples constatação. Se queremos ser mais "sapiens" temos de procurar combater as nossas menoridades, não lhe parece?
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De jose-catarino a 02.09.2009 às 23:06

Não, não me parece, porque colocou o problema como sendo nacional. Nós, portugueses, feios, porcos e maus - abominei o filme, já agora - e a australiana tão acima de nós... O que eu defendo é que situações destas podem ocorrer em qualquer país e em qualquer classe social. E não as prevenimos com auto-comiseração , porque não fomos nós quem cometeu o crime e quem o cometeu não nos lê. E se nos lesse, não se modificaria.
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De Ana Vidal a 03.09.2009 às 01:40

Mas o problema É nacional, caso ainda não tenha dado por isso. O facto de não ser SÓ nacional não muda nada. E esse seu fatalismo é bem pior do que a incredulidade de uma australiana.

Não estamos de acordo quanto ao filme, já agora.
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De João Carvalho a 02.09.2009 às 13:39

Ia escrever qualquer coisa, mas acho que o Carlos Dias Ferreira já o disse. Por isso e por alguns comentários que aqui te deixaram, limito-me a dizer que subscrevo o que escreveste.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 16:13

Obrigada, João.
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De Pedro Correia a 02.09.2009 às 20:40

Subscrevo também. Tudo.
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De Ana Vidal a 03.09.2009 às 01:41

Obrigada também, Pedro.
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De NC a 02.09.2009 às 13:45

Extraordinário filme. Também me lembrei dele, há umas semanas, a propósito de um caso em tudo semelhante, que referi aqui:
http://angulorecto.blogspot.com/2009/07/brutti-sporchi-e-cattivi.html

Quanto às conclusões que retira, ao nível do investimento público, compreendo a sua ideia, mas há dois argumentos que me ocorrem, que me parecem susceptíveis de infirmá-las: um, de natureza económica, sobre a importância da despesa pública para a recuperação do país [ e encontra-o exposto - excelentemente, aliás - por ex, aqui: http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/08/com-um-desemprego-de-10-politica.html ], outro, de ordem mais «filosófica», sobre a natureza humana, no sentido que a miséria moral não é apanágio dos pobres, é transversal a toda a sociedade.
Lembro-me que há uns tempos aqui se discutiu o investimento do Estado em Belgais e recordo-me que a este propósito a sua perspectiva era, no mínimo, diferente. Posso então concluir que em sua opinião aprender música afasta melhor a miséria moral do que diminuir o desemprego? :-)
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 18:39

Bem sei, Nicolina, que a miséria moral não é só apanágio dos pobres. Antes fosse, e resolvendo a economia se resolveria tudo o resto. Mas quando se reduz alguém à mera sobrevivência, as soluções drásticas e desumanas não são de espantar.
Se o investimento público é vital para a recuperação da economia, como é evidente, que ele seja aplicado em áreas realmente importantes e úteis. Não vejo em que é que esta posição é diferente do que sustentei sobre Belgais, pelo contrário. A não ser que comparemos o TGV a um projecto artístico que se destinava a crianças de todas as camadas sociais, e nesse caso não me parece que o primeiro saia a ganhar...

Mas o seu comentário tem uma rasteira: pergunta-me se o contacto e o exercício da Arte podem mais contra a miséria moral do que a satisfação das necessidades básicas, como é o caso do emprego? Acredito que sim. Que o sonho é essencial à vida, ou que, como dizia a Natália Correia, "a poesia é para comer". E não me contradigo ao defender esta afirmação.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 18:58

E sim, extraordinário filme. Um daqueles que não me canso de rever.
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De NC a 02.09.2009 às 19:21

Quando se priva alguém da dignidade que deve ser própria de todos os seres humanos, não é de espantar a miséria moral. Nisto estou absolutamente de acordo.

Pelo que leio, parece-me que também concordamos na importância do investimento público para a recuperação da economia. Aliás, no que respeita a este aspecto limito-me a orientar a minha opinião de leiga pelo que tenho ouvido aos que o não são, e julgo que, neste aspecto, a nossa situação será mais ou menos idêntica.

A única questão em que, porventura, divergimos será esta: para onde deve ser canalizado o investimento público? Se me disser que quando fala em «Arte» está a pensar em elevar o nível cultural da população, e que isso passa por aumentar o investimento na educação, eventualmente com prejuízo em outras áreas, como a dos transportes, e designadamente no TGV, então também estamos de acordo.

No que continuamos a divergir [tanto quanto me parece] é no modelo de escola pública, do qual, a meu ver, Belgais não é um exemplo a seguir. Como vê, não há rasteira, apenas um exercício de retórica (da verdadeira, daquela que procura organizar os raciocínios), orientado por um único propósito: debater ideias. Infelizmente, apesar da proliferação das tribunas e dos oradores, cada vez se assiste a menos exemplos do que agora refiro.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 02.09.2009 às 13:51

Há uns meses entrevistei uma reputada economista da nossa praça e pedi-lhe uma explicação para a crise. Ela respondeu-me que, acima de tudo, é uma crise de valores. Depois, acrescentou:
"Todos os dias vemos as situações de miséria no nosso país, mas não há maior miséria do que ver uma sociedade ( referia-se em termos gerais e não só a Potugal) onde os banqueiros roubam o dinheiro de quem vive das suas poupanças".
E não é que lhe dou razão?
Tal como o João, subscrevo as tuas palavras.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 16:21

É impossível não concordar com ela, Carlos. As poupanças, tão estimuladas pelos bancos e tão proveitosas para os seus próprios investimentos, deveriam ser sagradas. Perdermos a confiança (com razões para isso) em quem guarda e administra as nossas poupanças, é sinal de que qualquer coisa está profundamente errada.
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De Luísa a 02.09.2009 às 15:13

Ana, compreendo perfeitamente o seu ponto de vista. Também fiquei em estado de choque, e não só porque a actual situação económica do país favorece tais fenómenos. Mas porque o tratamento dado às vítimas é de uma crueldade que se vê noutros lados, mas não era costume ver aqui – julgo eu. Quero acreditar que ainda somos, na essência, um povo afável, tradicional, de brandos costumes e comiserativo para com as pessoas mais vulneráveis.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 16:30

Também eu quero acreditar nisso, Luísa. Mas as privações, que sempre favorecem a miséria moral, podem abalar os nossos tradicionais brandos costumes e levar-nos a actos de pura sobrevivência, quase sempre muito pouco comiserativos. Será este um desses casos? Não sei.
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De Teresa Ribeiro a 02.09.2009 às 17:50

Claro que infelizmente miséria humana existe em todo o lado, mas é sempre bom exercer o nosso direito à indignação. Estou contigo, Ana.
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De Ana Vidal a 02.09.2009 às 18:29

Também acho. Às vezes, é mesmo só o que podemos fazer.
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De NC a 02.09.2009 às 21:32

Será que o mais que podemos fazer é exercer o nosso «direito à indignação»? (seja lá o que isso for, porque eu confesso que ainda não percebi muito bem o que é). Explico-me:
Li a notícia que «linkou» ao post e registei o seguinte excerto: «A fonte contactada pela Agência Lusa admitiu que o facto de a casa onde ocorreu este cenário "dantesco" estar relativamente isolada das outras habitações "talvez" explique que os vizinhos mais próximos não tenham comunicado o desaparecimento das vítimas à Polícia.»

Os vizinhos, pois... Então 2 pessoas desaparecem durante 14 meses e ninguém dá pela falta deles? Fez-me lembrar um caso recente, relatado pela imprensa belga (do «1.º mundo», portanto). Refiro-me a ele aqui:
http://angulorecto.blogspot.com/2009/08/singularidades-nuas-2.html

Repito a pergunta: será que indignação é tudo o que podemos fazer? Será que não poderemos, por ex., questionar o que é isso de se ser cidadão, quais são os deveres que a «cidadania» impõe, designadamente nas sociedades modernas, aquelas com economias de mercado, assentes nos «valores» da concorrência e do consumo? Será que não é mesmo possível ultrapassar, no debate, o nível da simples indignação?

Duas notas finais:

Gostaria que deixar bem claro que as minhas «interpelações» não são dirigida à pessoa da Ana Vidal [que, aliás, louvo, pela preocupação revelada na escolha do tema e nos problemas que levanta] mas sim a todos nós em geral, cidadãos, entre os quais, obviamente, me incluo.

Acrescento que o meu mundo não é o dos comentadores, o meu blog tem pouquíssimos leitores, designadamente quando comparado com este, e com o meu comentário não pretendo colocar-me em evidência, na expectativa de ser convidada a intervir em «tribunas» que não são as minhas.
O que motiva o meu comentário é, única e exclusivamente, o meu desconforto de leitora, a circunstância de constatar que cada vez há mais «sítios» para ler e cada vez menos conteúdo para ser lido e a esperança, certamente ingénua, de que podia/devia ser diferente. Perdoarão a rudeza do desabafo, mas terá pelo menos a virtude de ser sincero.
As minhas desculpas à Ana Vidal. Boa noite para todos.
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De Ana Vidal a 03.09.2009 às 00:46

Acaba de responder a si própria, NC: o que acabou de fazer neste comentário é o tal direito à indignação que diz não entender. E essa acção costuma ter consequências: quase sempre provoca o debate. Foi exactamente isso o que pretendi fazer com o meu post, porque também senti esse mesmo desconforto. É pouco, eu sei, mas se nem sempre está na nossa mão salvar a humanidade, pelo menos está na nossa mão não virar a cara para o lado.
Boa noite. E não há qualquer razão para pedidos de desculpa.

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