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Autárquicas (4)

por Pedro Correia, em 13.07.09

  

RUI RIO AGRADECE

 

E aqui está a prova de que as duplas candidaturas só conduzem ao duplo fracasso, como José Sócrates descobriu tarde de mais. A cada dia que passa, o PS vai-se suicidando politicamente no Porto. Rui Rio agradece.

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12 comentários

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De Luís Reis Figueira a 13.07.2009 às 13:23

Isto era mais que previsível e parece que só o PS e o seu secretário-geral não tinham ainda percebido que os eleitores não gostam que andem a brincar com eles. Aliás, já há muito tempo (muito antes das europeias, ainda) e por mais que uma vez, isto tinha sido comentado aqui no DdO e eu próprio escrevi que, depois de ir para Bruxelas, se Elisa Ferreira voltasse ao Porto, só se fosse para tomar um banho. Um banho de Rio, é claro!...
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De Pedro Correia a 13.07.2009 às 13:31

Chega a ser confrangedor ver estes sinais cada vez mais evidentes da desagregação do poder socrático. No Porto isso é gritante.
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De João Carvalho a 13.07.2009 às 20:52

Uma banhada, Luís. Uma banhada.
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De Ferreira-Pinto a 13.07.2009 às 14:26

Sob o título "A fibra de Elisa chegará?", em 27 de Fevereiro já me tinha interrogado sobre questões mais profundas que esta da dupla candidatura.

A Invicta contava (e ainda conta, no plano meramente teórico) com um naipe de candidatos que podiam dar um verniz especial à contenda autárquica. Não discutindo os méritos e as demagogias, diria apenas que poder escolher entre Rui Rio, Elisa Ferreira, Rui Sá e Teixeira Lopes é digno de registo. Quem dera a muitos eleitores e concelhos terem tal sorte!

Na altura, dizia já que um dos candidatos partia numa posição fragilizada.

Desde logo porque raramente se ganha o poder,
podendo dizer-se que quem o tem é que o perde.
Depois porque terá de arrostar com o descontentamento larvar que a governação socialista tem gerado a nível nacional.
E se aqui Elisa Ferreira pouco pode fazer, existe uma situação na qual se colocou mesmo a jeito e dá a Rui Rio outro trunfo. Tendo começado por granjear maior visibilidade com a Operação Integrada de Desenvolvimento do Vale do Ave do Professor Cavaco, depois andou a ministra e a deputada, pelo que é, tal como o seu adversário principal, uma profissional da política.
Mas fica mal só se estar disponível para abandonar um cargo (Estrasburgo) em caso de vitória no outro. Mesmo que seja legal. E é-o.
Aliás, também é legal a acumular de funções na administração e eu acho que devia ser absolutamente proibido, sem excepções. O princípio devia ser o de separação e quem quisesse, optava.

Ora, se eu, mero aprendiz da coisa política, na altura já o sabia - e o PS insiste sempre em não aprender pois antes, na mesma cidade, tivera o desastre Fernando Gomes que guiou Rio a uma vitória que, se calhar, nem o próprio ousara sonhar, e mais tarde repeitu a estupidez com Francisco Assis - não entendo como é que aparentes bonzos da política não antevêem no que se metem!

Se a tudo acrescentarmos um dos mais tenebrosos e bafientos aparelhos, temos o caldo certo para que uma candidata se meta numa alhada de todo o tamaho.
E é pena, porquanto Elisa Ferreira tinha tudo para ser uma excelente candidata.
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De Pedro Correia a 13.07.2009 às 15:06

Concordo consigo: Elisa Ferreira poderia ser uma boa candidata. Mas jamais nas condições em que se dignou candidatar. O facto de ter avançado previamente para a segurança do Parlamento Europeu equivaleu de imediato a uma confissão de derrota antecipada nas autárquicas. Rui Rio talvez não precisasse deste brinde suplementar, mas é um facto que o ajudou bastante...
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De Amêijoa Fresca a 13.07.2009 às 15:19

I Parte

A veia suicidária
é venosa e letal,
a andança dromedária
terá um destino fatal.

Há gente contorcionista
na política nacional,
esta postura oportunista
é de natureza irracional.

II Parte

Com um pé em cada lado
para o seu tacho prender,
ficará com um deles entalado
sem ter como se desprender!

É fatal a ferida
por ser incurável,
a conclusão é inferida
por uma postura miserável.

Epílogo

O enxovalho eleitoral
ficará para a história,
a duplicidade imoral
é clara e peremptória!

O rio corre sossegado
pela cidade invicta,
pois tem sido regado
de forma convicta!
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De Blondewithaphd a 13.07.2009 às 15:34

Apetece-me dizer uma estupidez. E vou dizer mesmo: quem semeia ventos colhe tempestades, bem feito!
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De Pedro Lopes a 13.07.2009 às 21:51

Porque é que se chama "dupla candidatura" à candidatura de uma deputada europeia a uma autarquia? Será que ninguém percebe que isto só acontece por causa da proximidade entre as duas eleições? Caso contrário isto nem seria assunto de rodapé.
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De Pedro Correia a 13.07.2009 às 22:18

Chamo «dupla candidatura» porque duas senhoras que se candidataram no dia 7 de Junho ao Parlamento Europeu candidatam-se também no dia 11 de Outubro a duas das mais importantes câmaras do País. Com quatro meses de diferença, têm os olhos em Bruxelas e no 'poder local'. Perderam a eleição europeia: são eleitas, mas o PS recuou 18 pontos percentuais. Vão perder ambas as autárquicas. Há um velho provérbio português que diz: quem tudo quer tudo perde. É o caso.
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De João Carvalho a 14.07.2009 às 00:08

Sobretudo, Pedro Lopes, chama-se 'dupla candidatura' porque as senhoras não se limitaram a manifestar-se agora, em tempo de formalizaçao das candidaturas. Não. Elas fizeram-se anunciar como duplas candidatas já em tempos, ainda antes de ter começado a primeira campanha (para as europeias) deste ciclo eleitoral.
Em suma: nem disfarçaram que queriam garantir para si pelo menos um dos cargos, fosse ele qual fosse. Provavelmente, só não se candidatam também às legislativas por não lhes ter sido permitido isso.
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De ACCB a 13.07.2009 às 22:36

Só no Porto?!
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De Pedro Correia a 13.07.2009 às 23:07

Não, Cleópatra: em Sintra também. Mas no Porto, convenhamos, dá muito mais nas vistas. Ao ponto de ser legítimo começarmos a pensar se o PS pretende de facto ganhar essa câmara ou só marcar presença.

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