Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
por José Gomes André | 06.07.09

Bem sei que é uma mulher combativa, mas cada vez mais me convenço que Ana Gomes não tem jeitinho nenhum para a política. Depois de uma participação errática e quase sempre disparatada na campanha eleitoral para as Europeias (onde se referiu a si própria como sendo perita em assombrações), Ana Gomes parece decidida a prosseguir uma onda de erros e gaffes

Ao duvidoso slogan da sua candidatura à Câmara de Sintra ("uma mulher às direitas" - expressão que em tudo contrasta com a sua posição ideológica), Ana Gomes juntou uma declaração sui generis: "Sintra é agora a minha causa". Escusado será alertar os leitores para o potencial destrutivo do termo "agora", depois das polémicas que envolveram a sua "dupla candidatura" ao PE e a Sintra.

E porque um disparate nunca vem só, leio hoje o seguinte comentário de Ana Gomes à proposta do PS para acabar com as tais "duplas candidaturas": "Depois da especulação perfeitamente demagógica que foi feita a propósito da minha candidatura (...) às eleições europeias e às câmaras, acho que é uma decisão razoável por parte do partido". Terei percebido bem? Ana Gomes acha portanto positiva a decisão do PS porque reage a uma crítica demagógica? Das duas uma: ou acha a crítica demagógica e deveria condenar a decisão do PS, ou está de acordo com a decisão do partido e nesse caso a crítica que lhe fizeram tinha toda a pertinência. Não acerta uma, é o que eu digo.




11 comentários:
De Antifarsista a 6 de Julho de 2009 às 19:02
"Não acerta uma, é o que eu digo".

Pois. Mas a verdade é que o tacho do Parlamento Europeu já ninguém lhe tira.


De Dr. Mento a 6 de Julho de 2009 às 19:32
A Ana Gomes foi escolhida para candidata à Câmara de Sintra depois de ter perdido as eleições para a concelhia local do PS (para as quais fez uma candidatura bem trapalhona, diga-se em abono da verdade). Só isto diz muito das esperanças do PS em tirar Fernando Seara e a coligação Mais Sintra do poder.


De José Gomes André a 7 de Julho de 2009 às 03:44
Suspeito que Ana Gomes vai ter dificuldade em ganhar a eleição. Não ponho em causa as suas qualidades morais e de carácter, mas de facto politicamente... é fraca.


De Pedro Correia a 6 de Julho de 2009 às 21:53
Por mim, continuo à espera que Ana Gomes, Vital Moreira ou qualquer outro membro do vasto elenco da Causa Nossa dediquem uma linha à demissão do ministro Pinho. Vão quase cinco dias e... nada.


De José Gomes André a 7 de Julho de 2009 às 03:44
Pois é, camarada. E diga-se de passagem que a malta do Corporações também ficou muda. Coisas de espantar.


De Pedro Correia a 7 de Julho de 2009 às 09:42
Isso não sei o que é.


De Ana Vidal a 7 de Julho de 2009 às 00:38
De facto...


De José Gomes André a 7 de Julho de 2009 às 03:44
:)


De Carlos Santos a 7 de Julho de 2009 às 02:55
Eu tive que ler duas vezes e ir ler o outro post duas vezes para encontrar as diferenças. Felizmente encontrei, o que devo dizer, me deixa tranquilo em relação a este blogue. Contudo, a diferença é ainda assim pequena: o que aqui é defendido é que Ana Gomes renuncie à candidatura a Sintra e fique no Parlamento Europeu. Com exactamente os mesmos argumentos, o que o Carlos Vidar defende no 5 dias é que Ana Gomes rejeite o Parlamento Europeu e se candidate a Sintra.
A coisa torna-se complexa de um ponto de vista mental, pelo menos para mim: dá-me a sensação que o Carlos Vidar está a rejubilar pela ideia de Ana Gomes e perder em Sintra. E é estranho ver o 5 dias rejubilar com uma vitória do PSD. Porque suponho que ele não imaginará a CDU a vencer em Sintra. Contudo, a tese aqui apresentada dá-me antes a ideia de querer criar problemas ao PS privando-o da cabeça de lista. Ou seja, mostra possivelmente menos confiança na lista do PSD do que tem o Carlos Vidal...
Por isso, como a dúvida é mais difícil entender os raciocínios do 5 dias, em geral, deixo a dúvida aqui ao autor post: seria possível clarificar porquê defender essa solução e não a do Carlos Vidal? No resto a convergência é clara e o objectico (estranhamente no caso dele) comum. Mas por outro lado preocupa-me essa proximidade entre o PSD e a CDU. Porque se O BE tem uma postura mais aberta, a cdu sabemos onde está e estará. Resta a questão, e o PSD? Tornou-se "colectivista"?
São duas dúvidas eu sei, mas tenho a certeza que serão cabalmente esclarecidas por quem de direito.
Carlos Santos


De José Gomes André a 7 de Julho de 2009 às 03:48
Deve ser problema meu, mas a cada dia que passa cada vez menos percebo o que vossa excelência diz. O "outro" post? Não sei do que se fala. O Carlos Vidar? Mas quem é o Carlos Vidar? Eu falei no Carlos Vidar? "Privando-a de cabeça-de-lista"? Mas eu falei em privar alguém do que quer que fosse? Sugeri que Ana Gomes não se candidatasse? O "PSD"? Mas quem é que falou em PSD? E o "colectivismo" tem a ver com quê? Tem a certeza vossa Excelência que o seu comentário se referia a este texto?


De João Neto a 7 de Julho de 2009 às 16:13
Lol!! Há com cada um!


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