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Dois pesos, duas medidas

por Paulo Gorjão, em 04.07.09

"Mais fontes anónimas emitindo meras opiniões políticas. Por que razão são anónimas? Têm medo que os matem numa esquina?"

Adivinhe quem escreveu o trecho que acabei de citar. Adivinhou, de certeza absoluta. Hoje, porém, este texto que se baseia igualmente em fontes anónimas não gerou a mais leve reacção ou indignação. A única diferença é que desta vez as tais fontes anónimas fazem parte da tribo de Pacheco Pereira. Como o vento sopra na direcção "certa" está tudo bem.

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2 comentários

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De Rafael Marques a 04.07.2009 às 19:03

Ora cá estamos nós de novo. Porque é que não critica o diário de Noticias e critica Pacheco Pereira por não criticar o DN?

Porque o seu objectivo é Pacheco Pereira e não o mau jornalismo.

Paulo Gorjão ataca Pacheco Pereira porque este emitiu opiniões negativas sobre Passos Coelho que Paulo Gorjão apoia na sua corrida à liderança do PSD.

Logo, no minimo, com este comentário Paulo Gorjão seria igual ao que critica em JPP.

Não vê que isto diminui muito a sua posição?

Praticamente não escreve sem ser para dizer mal de Ferreira Leite ou para atacar JPP porque ele não faz, isto, não faz aquilo...

E por favro, não me diga que não responde a cobardes anónimos.
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De Paulo Gorjão a 04.07.2009 às 19:35

E não é que acertou? De facto, não respondo a cobardolas anónimos. No entanto, por uma vez, abro uma excepção.

No dia em que assumi algum envolvimento político activo entendi que fazer crítica aos media e participar no jogo político era incompatível. Não considero correcto -- credível? compatível? -- ter um pé dentro e um pé fora, i.e. criticar os media selectivamente e ficar calado quando isso colide com a minha agenda política. Precisa/ aquilo que JPP.

O mau jornalismo continua a ser mau jornalismo eu é que, neste momento, não tenho condições de distanciamento para o criticar. Não tendo condições, fico calado.

E se isto no meu caso é verdadeiro, no caso de JPP é mil vezes pior. É isso que eu estou a criticar, i.e. o facto de JPP criticar selectiva e instrumentalmente determinados jornais e jornalistas.

É claro que o meu objectivo é JPP e as suas indignações selectivas. A sua instrumentalização das críticas e dos alvos.

JPP pode fazer as críticas que quiser a PPC. São todas legítimas de um ponto de vista político. Admissíveis. Eu próprio brinco com a fenomenologia do ser.

A única crítica que JPP fez a PPC que acho inadmissível -- aquela em que ele passou a fronteira do admissível do ponto de vista do combate interno e do combate político -- foi quando fez considerações sobre o carácter de PPC. Acho inadmissível que se façam considerações no espaço público sobre o carácter de colegas de partido.

Quanto ao resto, o que me faltava era ter de lhe pedir autorização prévia para escrever sobre os temas que eu quero. Se o incomoda tem bom remédio.


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