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A ler

por Jorge Assunção, em 26.06.09

Ontem havia suspeitas que era o governo quem efectivamente mandava na Portugal Telecom. Hoje, o Primeiro-Ministro esclareceu. Para que não restem dúvidas sobre potenciais interferências políticas o governo manda que o negócio não se realize.

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13 comentários

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De Carlos Dias Ferreira a 26.06.2009 às 15:35

Jorge:

Pois é.
Ontem a PT era uma empresa privada e o governo não sabia de nada, o PSD, o PR eram uns diabos à solta a inventarem uma coisa que não existia.
Hoje o iluminado do PM e a sua corte não dão autorização que o negócio se faça.
Entendemos perfeitamente, esta era mais uma campanha negra sempre com os mesmos protagonistas por detrás, tadinho do sr Pinto de Sousa.
O que ficou bem claro mais uma vez é que o PM mais uma vez MENTIU. aliás como é normal nesta personagem.
Golpadas e trapalhadas são imagem de marca destes iluminados que nos desgovernam desde 2005, infelizmente. Até quando?
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De João Carvalho a 26.06.2009 às 15:44

N'O Insurgente anda a escrever-se com os pés. Leiam só estes três períodos que o Jorge trouxe de lá. Se quiserem ler o 'post' original todo, depois não se queixem...
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De Jorge Assunção a 26.06.2009 às 16:10

Um reparo cheio de razão, João. Mas não querendo subvalorizar a importância do bom português, a mensagem não deixa de ser cristalina. ;)
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De João Carvalho a 26.06.2009 às 16:36

Foi sem maldade, Jorge.
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De Ana Vidal a 26.06.2009 às 16:39

Estive mesmo para dizer o mesmo, João, mas depois achei que o conteúdo era o mais importante no destaque do Jorge. :-)

(mas "haviam suspeitas que" e "potênciais" é muito mau, de facto...)
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De João Carvalho a 26.06.2009 às 17:02

Não foi por mal. Foi apenas irresistível.
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De Jorge Assunção a 26.06.2009 às 17:06

Entretanto foram feitas as correcções. Já é possível restringir a atenção ao conteúdo. :)
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De João Carvalho a 26.06.2009 às 17:12

Assim, Jorge, a mensagem passa muito melhor e dá mais gosto! Hehe...
Se quiseres uma versão ainda mais revista, olha esta:
Ontem, havia suspeitas de que era o governo que efectivamente mandava na Portugal Telecom. Hoje, o Primeiro-Ministro esclareceu. Para que não restem dúvidas sobre potenciais interferências políticas, o governo manda que o negócio não se realize.
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De João Carvalho a 26.06.2009 às 17:38

Vamos então à substância.
O Governo não manda na PT. Não manda, mas veta e faz outras coisas.
A 'golden share', aliás, implica obrigações que estão claramente assinaladas: todas elas devem (repito: devem) ser exercidas em nome dos interesses do Estado.
Este governo não pode dizer que não sabe e que não tem de saber, como fez ontem. Este governo deve é dizer que veta e vetar mesmo, como fez hoje.
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De Jorge Assunção a 26.06.2009 às 18:30

João,

se juntarmos às acções douradas a participação de 7,28% da CGD no capital da PT, percebe-se que o governo não decide tudo, mas é quem exerce maior poder sobre o destino da empresa. Mesmo no que toca às 'golden shares', uma coisa é aquilo para que devem ser utilizadas, outra é aquilo para que são utilizadas. Basta verificar que a justificação que o governo agora utiliza para vetar o negócio em nada está relacionada com os "interesses do Estado". Acabar de vez com a 'golden share' elimina esse problema. A existência destas justifica toda e qualquer suspeita sobre a influência do governo nos negócios da PT.
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De João Carvalho a 26.06.2009 às 19:19

Não tenho muitas dúvidas sobre o que dizes, Jorge.

Porventura, no caso vertente até posso considerar que foram defendidos os interesses do Estado (todos nós): estava em causa um negócio de objectivos obscuros (como uma série de troca-tintas parece provar) em que só uma atitude da oposição fez recuar o actual poder, e diz quem sabe que a PT já tinha conhecido o insucesso da outra vez em que comprou posições nos 'media'.

No entanto, a detenção da 'golden share' até já foi alvo de uma advertência de Bruxelas, a qual, se tivesse sido cumprida, impediria seguramente que tudo isto estivesse a acontecer. Não foi, com o fundamento de que é a 'golden share' que impede uma eventual aquisição da PT por estrangeiros. Isso, se a PT é estratégica para o País, é defender os interesses do Estado.

O que não pode é confundir-se Estado com o poder executivo num dado momento. Seria confundir uma estapafúrdia influência do governo nos negócios de desenvolvimento e boa gestão da PT com esta possível influência do governo a forçar um negócio apenas por lhe dar jeito.
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De Jorge Assunção a 26.06.2009 às 21:33

João, mas é isso que eu acho que importa discutir. Se a nacionalidade do capital da PT deve ser relevante e se, sendo-o, compensa os custos proporcionados pela blindagem contra a entrada de capital estrangeiro. Porque é certo que as 'golden shares' impedem uma eventual aquisição da PT por estrangeiros e isso, apesar de discutível, pode ser reconhecido como um benefício. O que não é discutível é que existem custos associados a essa posição privilegiada.
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De João Carvalho a 27.06.2009 às 17:19

Parece-me um excelente debate, Jorge: se o Estado deve manter 'golden shares' e se estas não devem ter regras muito curtas e rígidas, apenas para evitar a tomada de empresas estratégicas por capitais estrangeiros.

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