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Ainda não morri

por Ana Margarida Craveiro, em 25.06.09

Tenho andado afastada do blogoumbigo. O trabalho é mais que muito, e de cada vez que vejo uma das fotografias de praia do Pedro Correia tenho vontade de iniciar uma vendetta muito particular.

 

Dou aqui um saltinho só para dizer uma coisa rápida: o eleitorado português, ao contrário dos seus representantes políticos, é um bocadinho mais esperto, e já vai sabendo umas coisas de democracia. Aliás, até se comporta nas escolhas de voto como as democracias clássicas, aqueles Ulisses lá do norte que costumam ser o melhor do mundo em tudo. Por isso, não tenho nada contra eleições no mesmo dia.

Aliás, desafio os senhores políticos a perguntar directamente ao eleitorado de Lisboa, por exemplo, se não sabe a diferença entre Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes e o candidato a Presidente lá da Junta. Provavelmente, chegará à mesma conclusão a que as tais democracias clássicas já chegaram: as eleições locais são as mais próximas das pessoas (em termos de escala, e de influência do voto). Não faz mal nenhum juntar eleições, guardem lá os vossos medos de subalternização (e de quem, já agora?), e libertem-nos de mais um mês de campanhas.

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6 comentários

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De João Carvalho a 25.06.2009 às 22:34

É bom saber que continuamos todos vivos! Hehe...
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De Pedro Correia a 26.06.2009 às 00:01

Ainda bem que deste sinal de vida, Ana Margarida. Estamos de acordo em muita coisa, mas não nesta questão das eleições. Procurarei explicar o meu ponto de vista, mais detalhadamente, quando acabar as férias - se ainda for caso disso. Entretanto as praias vão continuando a desfilar aqui. Pode ser que dê boas ideias para o Verão a alguém. Mas só uma por dia para não te irritar de mais...
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De Ana Margarida Craveiro a 26.06.2009 às 00:53

Obrigada! E eu estava a brincar, Pedro, as tuas fotos são um regalo.
Responde, responde.

Beijinhos aos dois!
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De Luís Reis Figueira a 26.06.2009 às 11:57

Concordo inteiramente com os seus argumentos, Ana, e até agora ninguém me expôs nada de convincente em contrário. Penso que juntar as duas eleições num mesmo dia, só teria vantagens sob todos os aspectos, a maior das quais, sem dúvida, seria a de evitar o "massacre" dos eleitores para sucessivas votações tão próximas, evitando-se assim também, deste modo, a tão indesejada abstenção. Argumentar que o eleitorado pode «confundir as coisas» é estar a passar-lhe um atestado de menoridade que ele, muito recentemente, deixou bem expresso já não ter.
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De Lúcio Ferro a 26.06.2009 às 13:43

O seu argumento resume-se à sustentação da tese de que" Não faz mal nenhum juntar eleições." Argumenta em defesa desta afirmação que o eleitorado sabe muito bem o que faz e no que vota. Nada contra nem é isso que está em causa.

O que está em causa é juntar duas eleições que se desenrolam em contextos suspostamente distintos. A partir daí, porque não juntar mais eleições de contexto diverso? Porque não juntar Presidênciais, Legislativas, Europeias e Autárquicas, tudo numa mesma catarse democrática?

Em última análise, o seu argumento é isso que implica, os eleitores não podem subalternizados, como bem diz, são pessoas informadas acerca da coisa pública qb; para além disso, poupam-se uns cobres no múltiplo em 1 eleitoral e somos todos "libertados" de mais uns meses de campanhas... Melhor do que isso, só juntarmos todas as eleições e tudo votarmos duma vez por todas, não será?

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De Ana Margarida Craveiro a 27.06.2009 às 03:17

não, não é.
primeiro, constitucionalmente é proibido termos eleições presidenciais e legislativas muito próximas: essas sim, têm um efeito de contágio, e temos de levar em conta o nosso particular regime (semipresidencialista, logo, com executivo dual, logo, com influências mútuas).
há outras questões que não faz mal misturar. empiricamente, está demonstrado que o eleitorado as distingue, sem que a acumulação da eleição possa ter efeitos negativos na qualidade da democracia. Exemplos? Bom, combinações de legislativas com europeias, referendos com qualquer outra, autárquicas com legislativas, etc etc.
Como vê, não estou a meter tudo no mesmo saco. Estou, num contexto muito específico, a defender uma combinação específica.

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