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A loira do PSD

por Jorge Assunção, em 24.06.09

O ano passado era assim: Menezes defende legislativas e autárquicas de 2009 no mesmo dia. E agora: o autarca defendeu também que as eleições autárquicas e legislativas «devem ser em datas separadas», horas depois de a líder Social Democrata ter dito que quer os sufrágios no mesmo dia.

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39 comentários

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De João Carvalho a 24.06.2009 às 09:02

Menezes é impagável. E sem pudor, sempre. Só falta Gaia perceber que ele precisa urgentemente de uma cura de repouso. Prolongada, para que não seja Gaia a entrar em 'stress' excessivo.
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De Jorge Assunção a 24.06.2009 às 16:42

Também acho que Gaia tarda em perceber o que faz falta a Menezes.
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De Carlos Dias Ferreira a 24.06.2009 às 09:33

Caro Jorge Assunção:

Concordo em absoluto consigo.
Ter protagonismo a qualquer preço infelizmente é o mal de muitos politicos. nem que para isso digam hoje o oposto do que disseram, meses antes.
Credibilidade, coerência e acima de tudo verdade é o que se exige.
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De Jorge Assunção a 24.06.2009 às 16:45

Credibilidade, coerência e verdade, ora ai estão três palavras que não colam definitivamente com o discurso de Menezes.
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De ariel a 24.06.2009 às 10:23

A coerência não é propriamente aquilo que mais abunda na política partidária deste desgraçado país, e a marcação da umas míseras eleições, que eu considero que devem ser separadas, nem sequer é o caso mais grave. o tacticismo político e a conveniência pessoal é a regra. O engraçado é que ninguém tem vergonha.
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De Jorge Assunção a 24.06.2009 às 16:51

"O engraçado é que ninguém tem vergonha."

A falta de vergonha começa a ser demasiado habitual entre os políticos cá do burgo. Mas parece que tudo vale para chamar a atenção.
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De Pedro Oliveira a 24.06.2009 às 12:02

Foi do cheiro do alho porro,lol.
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 12:15

Boa desculpa. Hehehe...
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De Joe Bernard a 24.06.2009 às 12:10

Mas ninguém cala este gajo?
Livra...
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 12:17

Atenção à terminologia, Joe: 'ninguém cala este homem' também servia. Mas entende-se: não há pachorra para ele.
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 14:00

Alerta aos partidos (http://mudaportugal.blogspot.com/)


Não é preciso ser muito inteligente para perceber que o PSD quer eleições autárquicas e legislativas no mesmo dia, porque é o partido que detém o maior número de Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

Pelo mesmo motivo - e por mais nada - todos os outros partidos, em especial o PS, querem que os dois actos eleitorais sejam realizados em datas diferentes. Ou seja, temos duas visões taticistas da "coisa", o que é errado e nada bom para a democracia portuguesa.

Alerto uns e outros para o seguinte:
1 - O povo não é estúpido (ao contrário do que alguns possam pensar) e sabe bem distinguir eleições autárquicas de legislativas.
2 - Os que votam sempre na "mãozinha" ou nas "setinhas" vão continuar a votar, seja em que boletim for. Os outros vão pensar e ler o boletim antes de votar.
3 - Realizar-se os 2 actos eleitorais no mesmo dia não diminui em nada a democracia. Ela apenas é diminuída quando alguns a utilizam para interesse próprio.
4 - Numa altura de crise, e sabendo que se gasta 5 milhões € com cada acto eleitoral, mais valia fazer-se ao mesmo tempo.
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 14:18

As duas opções são defensáveis, Luís. Não me parece que a defesa de uma ou de outra por motivos tácitos, com vista a que este ou aquele possa recolher vantagens, diminua a democracia. Por que esta tem, em cada acto eleitoral, uma disputa e isso é inteiramente razoável, se não mesmo razoável.
Já quanto a custos, não vá nisso: os valores não são esses; muitas verbas são sempre aplicadas num ou noutro caso. Esse fundamento, na prática, é um mero ensaio do miserabilismo habitual, acredite.
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 14:22

Desculpe Jorge, é um facto indesmentível que as eleições têm um grande custo associado. Não estamos em crise? Não temos de as pagar? Podemos, nesta altura, desbaratar milhões de euros? Não me parece...
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 14:30

Ok. Vou dizer isso ao Jorge.
Já agora, que parece não ter entendido, digo-lhe que «não vá nisso: os valores não são esses; muitas verbas são sempre aplicadas num ou noutro caso.» Ou seja: juntar as duas eleições não custa metade das duas separadas; custa quase o mesmo. Informe-se com quem sabe destas coisas, que foi o que eu fiz.
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 14:41

Desculpe João, estava a pensar noutra pessoa...
Quanto às verbas: a maioria do dinheiro gasto é para pagar às pessoas que estão nas mesas de voto. Não vamos ter o dobro das pessoas. Serão as mesmas. Logo, só nesse item, gastaremos metade do dinheiro. Certo?
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 15:00

Será que essas pessoas vão proceder à contagem, verificação, certificação, confirmação, elaboração das actas, etc., no mesmo espaço de tempo? Pense nisso. Pense nisso, mas sem se esquecer de que, ao contrário do que diz, o que se paga a essas pessoas está muito longe de ser a maior parte dos custos.
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 15:07

Caro João,

É na "logística" de pessoas que está o maior custo, não tenha dúvida. Penso que não é necessário fazer aqui contas "por alto". Ou será?

Basta pensar quantas pessoas há por mesa de voto (3), quantas mesas de voto há em cada freguesia (varia entre 1 e 20), quantas freguesias há em Portugal (>1600) e saber quanto se paga a cada pessoa (aprox. 70€)

E sim, serão em muitos casos as mesmas a fazer o trabalho.
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 15:13

Esqueceu-se do custo das campanhas suportado pelo Estado (por nós), dos boletins de voto e respectivos transportes, etc., não é? Vá por mim, que não vejo qualquer inconveniente em juntar ou separar as duas eleições: a diferença nos custos é um fundamento miserabilista.
Claro que, se não houver mais eleições, como acontece em países com regimes pouco recomendáveis, ainda fica mais barato...
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 15:16

Caro João, agora parece-me que está a querer desconversar, certo? Não me lembro de se ter falado em campanhas, ou suspensão de eleições... enfim, acho que já me fiz entender. Agora cada um pensa como quer. Respeito a opinião de todos.
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 15:20

Não, Luís, não quis desconversar. O que quis foi dizer-lhe que o seu (e não só) argumento é miserabilista. E disse-o.
É evidente que acabar com as eleições foi irónico. Mas acha que as campanhas são custos de somenos?
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 15:26

Pois, não me pareceu ironia, pareceu-me gozo.

A sua atitude fez-me lembrar o que Sócrates fazia na AR quando os outros partidos o confrontavam. Aquele ar de "ok, digam o que quiserem. Vocês não percebem nada. Eu é que sei. Informem-se. Pense nisso, vá pense. Blá, blá"... sinceramente não gostei.

Mas enfim... cada um é como cada qual.

Se o argumento dos milhões de euros gastos com pessoal nas eleições é miserabilista, porque insiste tanto no dinheiro gasto nas campanhas?
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 17:57

Ok, diga o que quiser. Você não percebe nada. Eu é que sei. Informem-se. Pense nisso, vá pense.
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 18:01

Excelente... qual miúdo adolescente que não quer "ficar mal".
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 18:20

O meu amigo é persistente. Já lhe disse que qualquer das opções é sustentável. Quer melhor? Livra!
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De Luis Melo a 24.06.2009 às 18:39

E também já lhe disseram, várias pessoas, que a questão do dinheiro gasto não é menor...
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De Jorge Assunção a 24.06.2009 às 16:55

Luis, a minha opinião é que as eleições devem ser no mesmo dia. E sobre isso digo tudo o que penso aqui (comentários incluídos):
http://mindwakeup.blogs.sapo.pt/537579.html
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De Chloé a 24.06.2009 às 14:28

Às vezes o feitiço vira-se contra o feiticeiro.
O Menezes é que é mesmo uma "ganda" loira :-).
Mas não é que a designação lhe assenta como uma luva, coincidências à parte?
(desculpe lá, João Carvalho... )

Eu tb acho que a coincidência, ou não, do calendário das 2 eleições é instrumental. O povo sabe muito bem o que está a escolher, numa situação ou noutra.
Talvez respeite até a eventual decisão e lhe pareça que não há mesmo motivo para evitar a duplicação.
Como há que começar por algum lado, era uma boa ideia que se gastasse menos dinheiro (aquele que nos vai sair dos bolsos a qualquer momento).
A esta hora toda a gente já sabe, pelo menos, em quem não vai votar (sobretudo no caso das autárquicas).
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 15:02

Como já tenho dito, Chloé, qualquer das opções é defensável: ambas têm fundamentos bastantes. O dos custos é que é miserabilista, por ser um fundamento menor.
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De Chloé a 24.06.2009 às 16:09

Obviamente que nos respeitamos todos mutuamente. Ponto assente.
Quanto à questão:
Eu até entendo que o capítulo "custos" seja de somenos importância dentro da tese (qualquer tese) respeitante a estes ou outros actos eleitorais, na medida em que configuram momentos fulcrais do exercício democrático. Digamos que há valores maiores em causa (e eu sou até absolutamente contrária a leituras economicistas).
O que eu acho é que nem as eleições escapam à crueza do contexto real em que vivemos. A democracia não vive fora do mundo. E se não estiver em causa a sua essência (como acho que não está) só reforça a sua expressão de cidadania e liberdade ao adaptar pormenores às conveniências do bom senso.
Portanto, parece-me que, na fase me que estamos, os dinheiros (as despesas de Estado, os gastos de cidadania ) passaram a ser repentinamente um assunto seriíssimo. Que afecta a vida de todos nó
E se de facto o Estado nos representa, é bom que reduza custos, como todos nós somos obrigados a fazer.
Seria uma espécie de economia de escala ou coisa do género. O que temos de fazer no dia a dia...
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 18:09

Entendido. Perfeitamente razoável.
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De Jorge Assunção a 24.06.2009 às 16:59

Chloé,

também defendo as eleições no mesmo dia e tenho o argumento dos gastos como um argumento muito válido. Mas também importa referir o argumento da abstenção. Para mais, remeto para o link que deixei no comentário acima ao Luis Melo.
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De jorge c. a 24.06.2009 às 15:27

A esquerda blogosférica gosta muito daqueles que defendem Menezes por este ter sido atacado pelo próprio partido. Estas contradições de Menezes são uma boa justificação para esses ataques.
Luís Filipe Menezes faz parte de um conjunto de políticos que não tem uma definição política. As suas contradições de semana para semana enquanto foi líder do PSD foram disso um exemplo.
Enquanto os ataques a Manuela Ferreira Leite são ataques de tomada de poder, sem qualquer justificação política específica, os ataques a Menezes baseavam-se na sua falta de rumo, de objectivos concretos, de planeamento e estratégia política e, acima de tudo, baseavam-se na esquizofrenia política do pequeno populista gaiense.
Menezes não foi apenas a loira do regime. Foi o bobo da corte.
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De João Carvalho a 24.06.2009 às 17:59

E é que ele foi sempre assim. Há muitos anos.
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De jorge c. a 24.06.2009 às 18:00

O que me preocupa é que tem seguidores!
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De Jorge Assunção a 24.06.2009 às 18:06

Concordo, caro Jorge. E sobre isso vale a pena recordar o que disse Vitalino Canas sobre a primeira posição de Menezes:

"Questionado sobre esta proposta, Vitalino Canas considerou prematuro colocar a questão, não deixando, contudo, de fazer algumas críticas ao líder do PSD, nomeadamente em relação ao estilo "oscilante e ziguezagueante" da sua liderança. "As opiniões do líder do PSD evoluem muito rapidamente, por isso é sempre bom deixar passar algum tempo", sublinhou, acrescentando que o PS já sabe que as propostas de Luís Filipe Menezes são sempre alteradas dias depois de serem anunciadas."

Link: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324061
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De Blondewithaphd a 24.06.2009 às 18:40

E depois loura sou eu...
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De Pedro Correia a 24.06.2009 às 23:13

Excelente apontamento, Jorge. Perante isto nem é preciso dizer mais nada.

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