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Facto internacional de 2013

por Pedro Correia, em 09.01.14

GUERRA CIVIL NA SÍRIA

A guerra civil na Síria, iniciada em 2011, atingiu em 2013 um marco estatístico nada invejável ao ultrapassar a barreira das cem mil vítimas mortais. No fim do ano, segundo dados fidedignos, estavam contabilizados cerca de 130 mil mortos neste conflito, incluindo quase 12 mil mulheres e crianças. Os confrontos que opõem os insurgentes sírios à ditadura do Presidente Bachar al-Assad, no poder desde 2000, causaram já também sete milhões de desalojados, de acordo com dados das Nações Unidas.

 

Este foi o facto internacional mais relevante do ano, eleito por larga margem aqui no DELITO DE OPINIÃO. A recente morte de Nelson Mandela foi o segundo mais votado, tendo a surpreendente resignação do Papa Bento XVI ficado na terceira posição. A eleição do Papa Francisco e o acordo Irão-Estados Unidos sobre energia nuclear também justificaram votos.

Em 2010 elegemos como facto do ano, a nível internacional, as revelações da Wikileaks e em 2011 a nossa escolha recaiu nas revoltas ocorridas no mundo árabe.

Foto AFP

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5 comentários

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De Luís Lavoura a 09.01.2014 às 17:51

O acontecimento está contado de forma muito deturpada.
Não se trata de uma "guerra civil", dado que a maior parte dos combatentes de um dos lados não são naturais do país. Da mesma forma não se trata de "insurgentes sírios" mas sim de estrangeiros que pretendem conquistar a Síria.
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De da Maia a 10.01.2014 às 01:30

Das raras ocasiões em que gostei dum comentário do LL.
No entanto, numa definição de "guerra civil", para se distinguir duma invasão, a principal base é a adesão da população, e pelas informações, ainda que filtradas, parecia haver algum suporte populacional, havendo uma maioria de sírios entre os rebeldes.
De qualquer forma, a definição é ténue. Por hipótese, podia acontecer o mesmo problema na Espanha, no País Basco, ou no Ulster, UK. Havendo patrocínio externo seria possível cativar uma parte significativa da população para iniciativas guerrilheiras que poderia passar terrorismo a um estatuto de guerra civil.
Estas definições são sempre coloridas pelas cores do lado contador da história.
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De Luís Lavoura a 10.01.2014 às 11:51

Veja em
http://rt.com/op-edge/moderate-syrian-oppostion-phantoms-346/
um comentário sobre a situação na Síria, que afirma explicitamente que os guerrilheiros anti-Assad não são (na sua maioria) sírios. A oposição síria não tem qualquer influência militar significativa no terreno. Aquilo que está em curso não é, pois, essencialmente, uma guerra entre sírios (portanto, uma guerra civil), mas sim uma guerra entre o governo (apesar de tudo, legítimo) da Síria e invasores estrangeiros.
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De da Maia a 10.01.2014 às 16:29

Sim, mas a RT faz também a comunicação estratégica dos russos.
Quando não há nenhum lado fiável, sendo que o jornalismo ocidental se tornou numa arma moderna de esgoto político, da BBC à CNN, e similares... quando não há fiabilidade, o melhor é você mesmo construir a história mais plausível.

Neste caso a história com mais sentido é que os SS (serviços secretos) ocidentais tinham na agenda a enésima destabilização do mundo árabe. Está documentado que a Alcaida foi uma pura invenção desses SS, que sempre foram conhecidos por jogar xadrez com as brancas e com as pretas ao mesmo tempo - inventam ameaças a si mesmos para justificar as políticas de força à população.
Os SS russos, que já não tinham gostado do que se passou na Líbia, traçaram como limite a Síria.
De alguma forma voltámos ao velho modelo da guerra fria, mas com dirigentes ocidentais que já nem disfarçam ser meros fantoches, o que mete pena...
Enquanto na Rússia tem o Medvedev, mas o Putin é conhecido, no lado ocidental só vê Medvedevzinhos... o Putin ocidental é uma sombra.
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De lucklucky a 10.01.2014 às 22:21

Temos o habitual apoiante de Assad a deturpar como esperado.

Ao Luís Lavoura que tal pesquisar - basta pouco tempo - o número de oficiais e ministros que desertaram do regime. A seguir pode investigar as armas dos rebeldes, a maior parte vinda do arsenal sírio.

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