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Tenho de aprender...

por Helena Sacadura Cabral, em 16.12.13

Tenho um grande defeito que vou tentar corrigir em 2014: não sei preguiçar. E eu julgo que também há um direito saudável à preguiça, desde que tenhamos trabalhado o que devíamos.

Não é o mesmo que o descanso. É diferente, porque eu posso descansar a fazer um trabalho diverso do habitual, se isso me der prazer.

Aquilo de que falo é mesmo de não fazer nada, não pensar nada, não me ocupar de nada. A família critica-me e diz que sou uma workaholic. Eu reconheço que é verdade e com a morte do meu filho já consegui alterar muito o meu ritmo de vida. Passei a "ver" e a "ouvir" melhor e a saber "desligar". Foram grandes, enormes progressos mesmo. Mas ainda não sei "parar" pelo simples prazer de o fazer. Vai ser o meu projecto para o Novo Ano, antes que os que nos governam se adiantem...

Sinto que é importante aprender a fazê-lo, para poder dar o devido valor ao trabalho. É que este, em mim, é tão natural que nem me dou conta de que a vida é muito mais do que ele, e também é preguiça. Da saudável, da que não rouba nada a ninguém e apenas representa um lado justo da vida. A ver vamos se conseguirei... 

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7 comentários

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De Patrícia Reis a 17.12.2013 às 03:15

e a vida é tão curta e tão rara
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De Vento a 17.12.2013 às 11:51

Eu acompanho-a, Helena:

http://www.youtube.com/watch?v=cK5sXM7j8EY

E por que não?:
http://www.youtube.com/watch?v=FxQB1FYLu5k

Tudo isto para dizer-lhe que o trabalho só é uma amargura se o que nos rodear for amargo. Eu sei, Helena, em Portugal o trabalho é verdadeiramente uma amargura, em especial para quem gosta de trabalhar.
Mas mais amargo ainda é quando nos param a vontade de trabalhar. Olhe para o exemplo dos (des)governantes (agora chamam-se líderes) que temos, em todas as áreas da política e da economia.

Por isto mesmo o trabalho em Portugal esgota qualquer um que queira e goste de trabalhar. Porque é necessário fazer um enorme esforço para atingir tão baixa produtividade.
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De Luis Moreira a 17.12.2013 às 18:07

O compadres alentejanos sentados na soleira da porta. O máximo da sabedoria. "Fazer nada!" Oh, Helena, nem parece seu...
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De fernando antolin a 17.12.2013 às 18:31

Mas haverá de concordar que, por vezes, sabe bem fazer como este pescador da Nazaré, em diálogo presenciado pelo meu Pai, há um ror de anos:

" eh Tóino, home, tás a fazer ?? "
" Nada "
" Qu'és que t'ajude ?? "
...


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De Maria a 17.12.2013 às 22:54

Como a Helena me faz bem, quando a oiço ou leio algo seu, com as suas gargalhadas e a sua jovialidade. A Helena perdeu um filho que como ser humano era alguém que amava o próximo como a si mesmo, mas com essa perda também aprendeu aquilo que ainda não sabia, pois a vida é uma constante aprendizagem. Preguice Helena, faça aquilo que ainda não fez, nem que seja por momentos, enquanto a vida ainda lhe pertence, é que amanhã não sabe se ela lho permite ou ainda é sua.
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De Ana Vidal a 18.12.2013 às 19:31

Pois eu adoro preguiçar, não sou nada workaholic embora também goste muito de trabalhar. Deixa-te seduzir pelos encantos da preguiça, minha querida, e verás como ela é incrivelmente criativa! :-)
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De Maria Dulce Roque Fernandes a 29.12.2013 às 02:08

Há tempo para trabalhar, para "ver","ouvir"e "desligar" com sabedoria, para projectos inadiáveis, para a família e os amigos, para por em dia o que vamos continuamente deixando para amanhã ... Há também o projecto Eu, que consiste em oferecer-se tempo a si própria, para fazer coisas novas e diferentes, sair das rotinas dos trabalhos e viver. O tempo é um bem precioso e nunca é demais . Arrisque algum do seu consigo própria. Vai seguramente surpreender-se pela positiva. Desejo- lhe um excelente 2014 , com muita saúde e Paz.
Maria Dulce Roque Fernandes

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