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Das copiosas greves dos transportes

por Teresa Ribeiro, em 11.12.13

Não posso respeitar os grevistas cujo poder negocial depende essencialmente dos transtornos que provocam na vida dos outros e que não hesitam em jogar por sistema com esse factor de pressão. Isso já não é o exercício de um direito, é falta de civismo e de solidariedade para com os outros trabalhadores. Dia 19 há mais uma greve a somar a um rol impressionante

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18 comentários

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De JP a 11.12.2013 às 15:02

Porque é que diz que não hesitam?
Não são pessoas como você? Não ficam sem salários nos dias de greves? Acha que fazem greves por desporto?

E em vez de os culpar a eles, porque não culpa quem os coloca nessa situação?
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De Teresa Ribeiro a 12.12.2013 às 14:21

Meu caro, se hesitassem talvez não abusassem. É claro que culpo quem ao longo de décadas respondeu pela gestão ruinosa destas transpostadoras mas isso é outra conversa. Aqui, o que questiono é a mais absoluta ausência de civismo por parte de profissionais que fazem, quer queiram, quer não, serviço público. Há mais formas de luta além da greve.
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De am a 11.12.2013 às 15:30

Estou totalmente de acordo consigo.

Ainda mais, vindo duma classe de trabalhadores já de si altamente favorecida:-
Vencimentos acima da média, com (pasme-se): reforma igual ao último vencimento e 100% quando de baixa médica ,e, para que não fique por aqui: Subsidiados por abrir e fechar portas / mais outro progressivo, consoante a assiduidade ao trabalho.

Fora a instrumentalização politica, eis a razão(s) das greves sucessivas.
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De Luís Lavoura a 11.12.2013 às 16:12

Ainda por cima trata-se de greves essencialmente políticas, isto é, não por motivos estritamente ligados aos trabalhadores que fazem greve.
Seria desejável que se pudesse privatizar o Metro, eles parariam logo de fazer este tipo de greves. Infelizmente, creio que tal privatização é irrealizável (o Metro dá grande prejuízo).
Ainda por cima aproveitam-se do facto de poderem parar totalmente a empresa com uma greve seguida por apenas uma parte dos trabalhadores (porque o Metro não pode operar em segurança se não estiverem todos nos seus postos).
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De Isabel Mouzinho a 11.12.2013 às 16:38

Subscrevo na íntegra ( e nem é necessário acrescentar mais nada...)
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De jo a 11.12.2013 às 18:03

Realmente, só se deveria ser permitido fazer greves se o protesto só provocasse prejuízos ao grevista. É claro que sendo inútil não a fariam e assim, embora tivessem direito à greve não existiria greve.
Claro que não se vislumbra porque é que alguém fará greve num país onde os salários desceram 10% nos últimos anos ao mesmo tempo que o número de milionários aumenta.
Vamos fazer já uma petição para o direito à greve se restringir somente aos desempregados. Não haverá prejuízos para terceiros e o número de potenciais grevistas não para de aumentar.
Claro que só fazem greve aqueles que poderão atingir os seus objetivos com uma greve.
Basicamente o que está a dizer é o seguinte:
Como a precarização do trabalho e a inoperância dos tribunais de trabalho tornou quase impossível que a maioria dos trabalhadores façam greve, então em nome da igualdade, os outros deviam abster-se de a fazer.
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De Teresa Ribeiro a 12.12.2013 às 14:28

Não, o que estou a dizer é que profissionais que fazem serviço público como estes funcionários têm o dever cívico de não ABUSAR do direito à greve sabendo que tal implica sacrifícios assinaláveis para os seus utentes.
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De beirão a 11.12.2013 às 18:26

Uma vergonha e um escândalo o que se passa com esta malta dos transportes públicos (uma espécie de tropas de choque da Inter , do pcp ). Sabe, por acaso, o respeitável público, que um maquinista de comboio deva para, limpos, mais massa que um médico a esgalhar um mês inteiro num hospital? É verdade.
Esta gente está-se marimbando para os incómodos que causa a quem quer trabalhar; e, claro está, para os interesses do país, evidentemente, na boa doutrina marxista - é o "quanto pior melhor".
Contra estes tipos, só resta uma coisa: privatizar comboios, carris, barcos, essa tralha toda.
Por que porra estes gajos não querem fazer sacrifícios, como eu fasso, e como a maioria dos portugueses faz? Chiça penico!
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De Caetano a 12.12.2013 às 00:15

No país da Alice é que dá para fazer greves que não incomodem ninguém, tal e qual, e a Teresa faz-me lembrar a "Alice do Outro Lado do Espelho", valha-me Deus...
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De Teresa Ribeiro a 12.12.2013 às 15:05

Como já foi dito até à exaustão, quem se prejudica realmente com as greves são os utentes e não as empresas, que de falidas já não passam e que até poupam em combustível e salários tendo já na tesouraria o dinheiro dos passes. Abusar de greves sabendo que a pressão se exerce não nos patrões mas em quem é totalmente estranho a esses conflitos laborais é uma vergonha, porque revela a mais absoluta falta de consciência social!
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De xico a 12.12.2013 às 10:33

A pena que eu tenha dos prejudicados com as greves. Mas para terem moral para protestar terão de fazer entrega ao patrão e ao Estado de todas as benesses que usufruem e que foram conseguidas pelas greves.
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De Lina Ferreira a 12.12.2013 às 12:11

Se não fossem os transtornos que provoca na vida dos outros para quê fazer greve?
O que se pretende é isso mesmo, que tenha impacto, que cause transtorno!
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De Teresa Ribeiro a 12.12.2013 às 15:11

Quando o impacto público é imenso, como é o caso, accionar permanentemente a "bomba atómica" revela o mais absoluto desprezo pela vida dos que utilizam os seus serviços e indirectamente lhes pagam os ordenados. Se acha isto bem, estamos conversados.
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De am a 12.12.2013 às 14:14

Seus grevistas de inteligência:

O objectivo duma greve não é incomodar ou prejudicar os outros...mas, os patrões.

No caso dos transportes o patrão (Estado) está-se nas tintas. Neste caso quem paga ( de 2 formas) é o utente!
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De Caetano a 12.12.2013 às 19:11


O surreal no meio disto tudo é que não vejo os "verdadeiros" prejudicados manifestar-se contra a(s) empresa(s) que lhe(s) deixa(m) de fornecer os serviços ou exigir-lhe(s) o dinheiro entretanto pago. Estranho, estranho mesmo, compro um utilitário qualquer, está avariado ou a empresa não mo entrega e eu caio em cima dos empregados da dita. Até pode ser que um deles tenha estragado o utilitário, mas vou eu exigir ressarcimento à empresa ou ao trabalhador? Pois é, pois é...

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