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E as crianças, Senhor?

por Ana Vidal, em 27.10.13

Ainda a propósito da deplorável novela nacional do momento, sugiro esta sábia reflexão de Rosa Montero no El País. E destaco este parágrafo, que resume o principal:

"Demasiadas veces los progenitores feroces y abusivos son personas aparentemente normalísimas, ricas, asentadas socialmente y exitosas, como Bretón o como serían los padres de Asunta si se demuestra su culpabilidad. De modo que soy sincera cuando digo que, paradójicamente, tal vez Bourdin sea un padre maravilloso. Pero esa frase final del documental me hizo pensar una vez más en la incoherencia de nuestra sociedad. Necesitamos hacer test psicotécnicos para sacar el carnet de conducir, y también, como es lógico, para adquirir un arma. Pero, ¿para tener hijos no se pide nada? ¿Para esa responsabilidad tan colosal, para dejar a una criatura totalmente indefensa sometida a lo que puede ser el horror más completo, no hay que hacer ni una prueba? Todos esos combatientes antiabortistas tan activos deberían trasladar sus energías en defender a los niños, en vez de a los fetos. Que no sacralicen tanto a la familia, que puede ser estupenda, desde luego, pero que también puede ser un entorno peor que Auschwitz. Algo habría que hacer para defender a los críos."

 

 

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16 comentários

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De Cristina Torrão a 27.10.2013 às 11:58

Excelente citação, Ana. E mesmo essa comparação com Auschwitz não é exagerada, infelizmente. Há crianças que vivem horrores, e não só no chamado Terceiro Mundo, ou aquelas que vivem rodeadas de pobreza. Há muitos Auschwitz's disfarçados de famílias exemplares, onde, pretensamente, nada falta.

Por acaso, já tinha referido esse assunto (das crianças), se me permite:

http://em2711.blogs.sapo.pt/2104889.html

"Todos esos combatientes antiabortistas tan activos deberían trasladar sus energías en defender a los niños, en vez de a los fetos."


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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 12:48

Os antiabortistas têm todo o direito de lutar pelos direitos dos fetos, Cristina. Não lhes aponto o dedo por isso, e não defendo o aborto, embora não seja fundamentalista e saiba que é importante conhecer cada caso em vez de condenar tudo a eito. Mas há muita hipocrisia em quem defende acerrimamente uma vida por nascer e, simultaneamente, fecha os olhos a casos de crianças nascidas que estão entregues a pais incapazes, sob o conveniente argumento de que são "coisas de família", ou o estafado "entre marido e mulher não metas a colher". Repito o que já disse noutro forum: a verdade é que um casal que se candidate a adoptar uma criança tem de provar ser psicologicamente perfeito, enquanto quase tudo é permitido a um casal com filhos naturais.
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De Cristina Torrão a 27.10.2013 às 17:55

Subscrevo inteiramente.
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De Carlos Cunha a 27.10.2013 às 12:04

minha cara senhora, esta é a novela nacional do jetessete, oito e nove semanas e meia...
porque para o pípele, a novela a seguir é mais esta:
http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/casamentos-por-conveniencia-bigamia-portuguesas-reino-unido-imigrantes-tvi24/1503624-4071.html
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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 12:39

Carlos, novelas não faltam. Escolha a que quiser, eu aproveito uma delas para uma reflexão séria sobre os direitos das crianças. Não acha que deveriam ser preservados nestes lamaçais, mediáticos ou não?
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De Carlos Cunha a 27.10.2013 às 14:23

claro que acho, que as crianças devem ser preservadas de tudo e mais alguma coisa.
aliás, para evitar cenas destas e seguindo um pouco na direcção da reflexão da senhora rosa, acho que as crianças deveriam ser retiradas aos pais, à nascença, e criadas e educadas em atmosfera controlada e asséptica, isenta de situações que possam conduzir a sentimento de dor ou desconforto, tal qual temos visto enevezes em filmes futuristas, que geralmente.
porque mesmo que os pais tivessem licença de pais e mães, do género da licença para conduzir e para porte de arma (preconizado pela senhora rosa), sabemos que desastres e acidentes acontecem sempre, mesmo com essas habilitações....
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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 17:33

A "senhora rosa", como lhe chama, não disse nem pensa nada disso. Mas se quer continuar a desconversar esteja à vontade, senhor carlos, eu é que não vou acompanhá-lo. Por falta de paciência, sabe? É que este assunto é sério demais e não me apetece brincar.
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De Fernando Sousa a 27.10.2013 às 12:51

Partilho a reflexão. Mas não me ocorrem de repente respostas, o que obviamente me entristece. Deveria tê-las na ponta da língua?
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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 13:42

Quem me dera tê-las também, Fernando, mesmo que não estissem na ponta da língua. Mas reflectir sobre este tema já é importante. Tendemos com muita facilidade a escolher barricadas para julgamentos apressados, esquecendo os alvos que ficam no meio delas.
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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 13:43

"estivessem"
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De rmg a 27.10.2013 às 12:54


Excelente post .
Mas há lutas que dão pouco trabalho mas são muito mediáticas e lutas que dão muito trabalho e são pouco mediáticas e é habitualmente por aí que se vê quem quer "mostrar serviço" e quem quer "fazer serviço" .

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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 13:44

É exactamente isso que quero salientar com este post, rmg.
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De um abismo a 27.10.2013 às 14:46

Não foi Pessoa que observou:--porque a alma é um abismo ?
Desse "abismo" nasceram a Poesia e todos os crimes.A nossa grandeza e a nossa miséria.
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De Ana Vidal a 27.10.2013 às 17:35

De acordo. Por saber isso é que me parece crucial preservar das misérias quem tem direito a crescer com poesia.
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De lucklucky a 27.10.2013 às 20:54

Então a morte é equivalente a maus tratos ou a um pai ou mãe abusivo...

Mas deixemos isso, a Rosa Montero comparou o aborto a práticas que considera repulsivas logo vamos ler a Rosa Montero a criticar o aborto? Não me parece...

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De Ana Vidal a 28.10.2013 às 01:20

Chego à conclusão de que lemos textos diferentes, Lucklucky.

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