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Promessas, promessas

por Pedro Correia, em 18.01.09

 

 

"No curto prazo, a prioridade do novo Governo será a de assegurar a ratificação do Tratado Constitucional. O PS entende que é necessário reforçar a legitimação democrática do processo de construção europeia, pelo que defende que a aprovação e ratificação do Tratado deva ser precedida de referendo popular, amplamente informado e participado, na sequência de uma revisão constitucional que permita formular aos portugueses uma questão clara, precisa e inequívoca."

Bases programáticas do PS para as legislativas (2005)

 

José Sócrates, o primeiro-ministro que rasgou a promessa eleitoral de convocar um referendo europeu, promete agora um novo referendo à regionalização. Em comparação com 2005, desta vez há uma vantagem: os portugueses já sabem o que ele faz às promessas.

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13 comentários

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De André Couto a 18.01.2009 às 23:35

Tenho ideia que PS e PSD prometeram e todos voltaram atrás com a palavra, por motivos que ao tempo se compreendiam.
Noutro campo foi, como prometido, repetido o vulgo "referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez".
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De Pedro Correia a 18.01.2009 às 23:47

André, aqui não é o PSD que está em causa. O PSD é oposição, não é Governo. Em causa está o PS, cujo governo será este ano julgado pelos eleitores à base do mais simples dos critérios: tendo maioria absoluta no Parlamento, cumpriu ou não as promessas eleitorais? Facto: esta foi uma promessa emblemática, reiterada no discurso de posse do PM, e acabou por não ser cumprida. Houve quem 'compreendesse'. Eu não. Facto agravado por se tratar de uma entre muitas que não foram cumpridas.
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De André Couto a 19.01.2009 às 00:01

Relatas factos objectivos e na sua verdade não questionáveis.
Apenas analiso a conjuntura que rodeou o não cumprimento do prometido. Depois da promessa eleitoral do PS e do PSD assistimos, Europa fora, ao fracasso de todos os Referendos, muito por culpa do facto de as populações, desligadas do Projecto de Integração Europeia, optarem por votar contra, como forma de punição dos seus governos internos.
Foi de tal forma assim que depois da promessa eleitoral que os dois maiores Partidos fizeram, acabámos por chegar a este ponto: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308193&idCanal=23 .

Claro que compreendo o que queres dizer, apenas me cumpre trazer também o meu ponto de vista.
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De Pedro Correia a 19.01.2009 às 00:07

André, compreendo o teu ponto de vista. Mas repara: o PSD foi a votos com o Santana e perdeu. Quem alterou o discurso europeu do partido foi o Menezes, que também lá não está. O Sócrates esteve o tempo todo. Prometeu, desprometeu. Foi ele próprio quem alterou o seu anterior discurso europeu. Agora volta a prometer, noutro domínio que divide as águas no partido (Mário Soares, como é sabido, está contra a regionalização). Que garantia existe de que também esta promessa não vá pelo mesmo caminho ao primeiro vento que sopre em sentido contrário?
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De André Couto a 19.01.2009 às 00:17

Teria sido imprudente fazer o Referendo naquela altura. A questão está em saber se Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite não teriam, naquela conjuntura, adoptado a mesma postura de Menezes. Ao tempo era quase uma questão de bom senso a não realização do Referendo, o que torna o não cumprimento desta promessa pouco censurável ao meus olhos.

Efectivamente há promessas por cumprir. Mas sou capaz de pagar por cada governo de Portugal que tenha cumprido integralmente o seu programa eleitoral, seja ele do PSD ou do PS.
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De Ricardo S a 19.01.2009 às 11:21

Bom dia Pedro.
Discordo da opinião de que PSD não é para aqui chamado, já que na altura de votar convém saber o que pensa o partido que lá está, mas também os outros. A oposição também é "julgada". Menos, claro, mas também o é. Olhe, por exemplo, o caso do pacto da justiça, entre PS e PSD. Aqui, ambos terão que ser julgados pelo bom e pelo mal que fizeram à Justiça (mais mal que bem, diga-se).
Quanto ao referendo do Tratado Constitucional, tenho um entendimento semelhante ao de Vital Moreira, o projecto aprovado é bem diferente do Tratado inicial, do primeiro projecto, já que não teve as alterações e as inovações que o Tratado original continha. Se pudermos fazer uma analogia, se fosse um jogo o projecto aprovado é uma demo.
Mas tem razão num ponto: mesmo sendo diferente do Tratado Constitucional, deveria ser sujeito a referendo. Porque o que está em causa é um projecto, um acordo, de alteração das regras comunitárias e se Sócrates prometeu ouvir o povo quanto a essas alterações, deveria ter ouvido, sejam elas pontuais (como foram) ou abrangentes.
Abraço e boa semana.
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De Carlos Barbosa de Oliveira a 19.01.2009 às 00:01

Já estamos habituados a que os partidos não cumpram as promessas eleitorais e isso é que é preocupante, Pedro.
Se, por hipótese absurda, o PSD ganhar as eleições em 2009, também não cumprirá parte das suas promessas. Como já acontece em 2004, aliás.
Penso que um partido deve ser mais punido pela sua política do que por uma promessa não cumprida. E esta, quanto a mim, não foi relevante. Os portugueses, em minha opinião, iriam votar às cegas e de acordo com as orientações partidárias.
Grave, quanto a mim- e por isso o PS será penalizado- foi não ter cumprido o seu program em pontos fundamentais, mas sobre isso, um dia destes vou escrever um post.
Abraço
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De Pedro Correia a 19.01.2009 às 00:10

Fico à espera desse texto, Carlos. Também eu tenho vontade de escrever bastante sobre este tema. Em ano de eleições, os eleitores podem e devem cobrar as promessas incumpridas. E promessas não faltaram em 2005 - nos mais diversos domínios. Cumpridas? Havemos de analisá-las em pormenor.
Abraço
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De João Carvalho a 19.01.2009 às 00:48

Um dia virá em que o incumprimento de promessas eleitorais serão casos de justiça. É 'marketing'? Pois claro. E o contraponto também tem nome: publicidade enganosa.
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De Pedro Correia a 19.01.2009 às 00:56

Publicidade enganosa: é isso mesmo, compadre. Compete aos eleitores estar bem alerta para detectar isso. Neste caso apresentar queixa à DECO não resolve nada. Só mesmo com o voto.
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De André Couto a 19.01.2009 às 02:24

Não deixa de ser uma excelente ideia...
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De Amêijoa Fresca a 19.01.2009 às 11:17

A propaganda bafienta
é viciada em fantasias,
esta política bolorenta
fede a hipocrisias!

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De Daniel Santos a 19.01.2009 às 12:02

E eu que estava convencido que Sócrates não gostava de referendos.
Uma moção com pinturas de esquerda para disfarçar a actual politica.
É o que temos e esperemos que acabe em breve.

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