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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 17.06.13

«Ninguém discute a legitimidade da greve [dos professores], mesmo em dia de real prejuízo para os escolares, embora se lamente que tenha sido necessário criar reféns tão alheios ao conflito. Poucos contestam o imenso capital de queixa acumulado por estes e outros actores contra os efeitos da política restritiva da escola pública. Mas o que os sindicatos não conseguirão será atrair, em vez de repelir, o cidadão para a sua causa. Com efeitos impossíveis de prever para o desprestígio da sua luta.»

Correia de Campos, no Público

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8 comentários

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De Misto de Zandinga e Professor Karamba a 17.06.2013 às 17:25

MLRodrigues será decerto da opinião do seu ilustre colega de governo.
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De José Menezes a 17.06.2013 às 17:33

Tal como tinha decidido em plena consciência, hoje fui vigiar o exame. Fiquei espantado porque, à saída da escola, fui enxovalhado por colegas, batendo muitas palmas e dizendo que fiz muito bem que nas circunstâncias que ocorrem, não posso deixar de considerar ofensivas, fui fotografado e, por um colega de educação física, fui insultado e fui ameaçado com violência.
Embora não concordando, sempre aceitei a opinião de quem fez greve.
Aos colegas que me fizeram isto, mostrando nenhum respeito pela liberdade de opinião, perdoo porque me pareceram muito excitados, mas espero que reconsiderem. A decisão de voltarmos a ter uma relação de amizade normal está nas mão deles.
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De Bento Norte a 17.06.2013 às 19:26

Agora fora de tangas, estão a pedir um nó cego. Passagens administrativas para a deixar os profes a olhar para o balão. Uma vez não são vezes e seria o Crato a dar uma na ferradura. Ao contrário do outro que é uma no Crato e outra no martelo. Vê-se à distância quem está ao comando, mas só topa quem quer.
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De Carlos Pires a 17.06.2013 às 19:44

Não são os sindicatos, mas sim os professores - muitos dos quais discordam tanto dos sindicatos como do governo.
Quanto a atrair os cidadãos para a causa: a grande maioria dos alunos e pais que ouvi - pessoalmente ou nos meios de comunicação e nas redes sociais - falar do assunto mostrou simpatia e compreensão pela atitude dos professores.
É que lutar por melhores condições de trabalho para os professores é uma boa maneira de defender os interesses dos alunos. Como expliquei aqui:

http://duvida-metodica.blogspot.pt/2013/06/para-que-servem-os-professores.html
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De rmg a 18.06.2013 às 02:17

Se o meu caro é professor , como parece ser pelo artigo que cita e eu li atentamente , o que é que estava à espera que pais e alunos lhe dissessem ?

O que está em causa no artigo não é o que os pais e os alunos lhe possam dizer , por mais que isso lhe agrade .

O que está em causa no artigo é o que as outras pessoas todas não lhe disseram ...

Como escreveu alguém "quem não anda de autocarro nas grandes cidades não conhece a realidade" .
Eu hoje andei de autocarro (e até de eléctrico!).

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De da Maia a 17.06.2013 às 22:28

A análise é correcta, mas se o Ministério deu ordens às Escolas para a realização de exame em circunstâncias de iniquidade dos alunos, isso revelará um total autismo.

Ou seja, ao levar o braço de ferro até ao fim, ficou no Ministério a criação de uma situação de iniquidade que viola os direitos constitucionais dos alunos prejudicados.

Crato com esta atitude não resolveu nada, apenas se afundou num problema que nem tinha criado, mas que não soube gerir e muito menos resolver.
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De IsabelPS a 18.06.2013 às 11:07

Por acaso já me passou pela cabeça que, paulatinamente, os sindicatos estão a ser cercados (primeiro o dos estivadores, agora estes, depois os dos transportes...). Neste caso, penso que esgotaram toda e qualquer possibilidade de outra greve aos exames (se não estão a dar razão ao ministério, que acusam de mentir).
Agora, isso é bom ou mau? A minha opinião é que os sindicatos, tal como os partidos políticos, esgotaram o seu tempo. O problema é que ainda não surgiu nada para os substituir.
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De jo a 18.06.2013 às 15:12

"Ninguém discute a legitimidade da greve [dos professores], mesmo em dia de real prejuízo para os escolares".
Poucos contestam o imenso capital de queixa acumulado por estes e outros actores contra os efeitos da política restritiva da escola pública."

Pensamos que têm razão mas não devem fazer greve. Devem talvez escrever um bilhete postal ao Exmº Sr. 1º Ministro (vénia) e outro ao Exmº Sr. Presidente da República (vénia) - sem esquecer o Exmº Sr. Ministro da Educação (vénia) que eles como grandes almas e grandes portugueses tudo resolvem.
Agora a sério: de que serve ter razão se nem a outra parte a reconhece nem podemos lutar por ela?
Este pensamento parece-me o de um cobarde - sinto-me injustiçado mas não luto porque podem não gostar de mim.

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