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Terceiro mundo?

por João André, em 21.01.13

Portugal foi assolado pela tempestade e o caos apareceu. Pelas redes sociais notei que muitos começaram a dizer que era um país do terceiro mundo, que bastam umas chuvas e um vento mais forte e a infraestrutura vai abaixo. Discordei sempre que vi essas opiniões. Qualquer país sofreria com mau tempo extremo. Há uns anos caiu aqui na Holanda um nevão forte seguido de um degelo parcial e de novo congelamento e neve. Devido a isso ficaram algumas localidades sem água, luz e gás. Terceiro mundo? Não, apenas clima.

 

Aquilo que foi do terceiro mundo, no entanto, foi a informação. Se houver corte de luz, telecomunicações ou outra coisa qualquer, posso ir à página da net da empresa e ver qual é o problema e quais são as previsões para a resolução do mesmo. Em Portugal nada disso estava disponível. Estive desde sexta-feira à noite até ontem às 23:00 sem nada saber da família. Nem deles nem das previsões. A EDP, REN ou a ERSE nada diziam. A TMN, Vodafone ou PT estavam mudas. Procurar informações nas páginas dos jornais, rádios ou televisões era esforço em vão. A única fonte de informação foi um jornal regional ou as informações de amigos que se iam ligando à internet a espaços usando os telemóveis.

 

Não, Portugal não é um país do terceiro mundo. Mas os responsáveis de muitas das suas empresas bem para lá podiam ir.

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6 comentários

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De antonio calado lopes a 21.01.2013 às 10:13

Excelente! As infraestrutras aguentaram razoavelmente bem o temporal. Mas os patrões das grandes empresas portuguesas exibiram até à exaustão a sua indiferença pelos cidadãos. De resto, essta indifernça pelos cidadãos seus clientes é sistemática e permanente.
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De João André a 21.01.2013 às 10:33

Não sei se aguentaram bem o temporal. Talvez a infraestrutura tenha caído de forma demasiado fácil. O meu ponto foi que a quebra da infraestrutura por causa do mau tempo não significa que a infraestrutura fosse má.

Mas é certíssimo que as empresas não se deram ao trabalho de informar ninguém, nem mesmo pelas suas páginas da net (ou do facebook, que estavam inundadas com questões) das previsões de reestabelecimento do serviço.

Já agora: não é apenas uma questão de informar pessoas que não estão nas áreas afectadas. Quando finalmente consegui falar com alguém da minha família acabei por lhes dar informações que eles não tinham. Aliás, eles não sabiam de absolutamente nada.
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De jj.amarante a 21.01.2013 às 13:13

Acha que a REN devia ter dito em tempo real que nenhum dos incidentes ocorridos na Rede Nacional de Transporte estava a afectar o abastecimento de energia eléctrica? E acha que uma Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos deve ter serviços operacionais em paralelo com os monopólios naturais das redes para comunicar em tempo real com o público, duplicando assim as competências das empresas concessionárias? Pretendemos afinal um Estado gordo?
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De João André a 22.01.2013 às 21:24

Meu caro, o que eu quero de qualquer prestador de serviços, público ou privado, é que me informe quando não o pode prestar e quando é que espera que o serviço seja retomado. É das coisas mais básicas que existe. Nada tem a ver com um estado gordo ou magro. Apenas lógica
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De jj.amarante a 22.01.2013 às 23:20

Nesse caso a REN não deveria ter sido referida no seu post dado que não interrompeu nenhum serviço, embora possa alegar que desconhecia tal facto. E a minha observação à alegada pretensão de um Estado gordo referia-se à sua espectativa de que a ERSE poderia ter suprido eventuais falhas de comunicação da EDP Distribuição. Para a ERSE ter essa capacidade teria que ficar "gorda", duplicando os serviços de comunicação das concessionárias. O máximo que a ERSE poderá talvez fazer é a posteriori verificar se as concessionárias cumpriram bem os seus deveres de informar o público. Não sei se essa função cabe à ERSE ou à DGGE.
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De rmg a 21.01.2013 às 23:19


Esta conversa de que isto é um país do terceiro mundo que aparece por tudo e por nada já enjoa .

E enjoa porque é típica de quem nunca esteve e muito menos viveu num país do 2º mundo quanto mais do 3º .
Sabem lá estes provincianos armados em viajados o que é um país do 3º mundo ...

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