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Sucessos do programa de ajustamento (2)

por Leonor Barros, em 30.11.12

Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome.

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17 comentários

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De Luís Menezes Leitão a 30.11.2012 às 13:03

O sucesso do programa de ajustamento português merece mesmo honras de destaque no New York Times.
http://expresso.sapo.pt/the-new-york-times-mostra-portugal-como-um-pais-desolador=f770510
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 13:36

O New York Times é muito mentiroso como se sabe. Isto é o país das maravilhas e estamos no bom caminho.
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De fatima a 30.11.2012 às 13:54

Ao que isto chegou!...
Ultimamente ao abrir os noticiários pela manhã julgo que estou num twilight zone. Dá-me logo vontade de me enfiar na cama e mandar tudo às malvas. Mais uns meses(?) e não restará pedra sobre pedra. Tantos anos a trabalhar e a pagar principescamente a estes abutres, para não nos restar sequer o mínimo de dignidade!... (palavões e palavrões e mais palavrões!!!).
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 14:02

Não é a única, fatima. Espanto-me como ainda não apareceu aqui ninguém a defender isto e a alardear que este é o caminho.
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De vasco Silveira a 30.11.2012 às 14:04

ara Leonor Barros
Talves devamos ser um bocadinhos cépticos com estes t´tulos fáceis e emotivos.Julgo que est post da Helena matos pode explicar melhor o que pretendo dizer.
Cumprimentos

vasco Silveira

Nicolau Santos escreve hoje este texto no EXPRESSO: «Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos. Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros. Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica. Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não. O momento embaraçoso é quebrado pela senhora atrás da jovem mãe. Quanto são as bolachas, pergunta à empregada da caixa. Ponha na minha conta. O menino sorriu. Mas foi um sorriso muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais envergonhada. A pobreza de quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de vergonha e pudor os que a sofrem. Tenho a certeza que o ministro Vítor Gaspar não conhece este menino, o que seria obviamente muito improvável. Mas desconfio que o ministro Vítor Gaspar não conhece nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou se conhece considera que esse é o preço a pagar pela famoso ajustamento. É isso que é muito preocupante»
Claro que se o PS fosse governo a crónica do Nicolau Santos seria mais na base do menino que estava a aprender a fazer escolhas alimentarmente saudáveis e que o primeiro-ministro tinha anunciado a construção em parceria público-privada de um gigantesco complexo industrial de produção de bolachas que iria revolucionar o mercado mundial da bolacha além de garantir a cada criança portuguesa uma caixa de bolachas dieteticamente equilibradas por mês. E o primeiro-ministro ele mesmo mais o ministro das finanças criariam uma linha onde os meninos beneficiados pelas novas bolachas deixariam o seu testemunho.
Se o PCP fosse governo os meninos não compravam bolachas não só porque as prateleiras estavam vazias mas sobretudo porque as bolachas eram feitas em sessões dos pioneiros: a bolacha resulta de um processo colectivo de transformação dos bens produzidos nas unidades colectivas, logo existe toda uma perspectiva comunitária da bolacha. E o Nicolau Santos caso ainda tivesse coluna no Expresso escreveria sobre poesia e sobre a importância do preço tabelado nas bolachas uma iniciativa que remonta a um portaria revolucionária de Setembro de 1974 quando em plena crise de demissão de Spínola um membro do governo criava um regime de preços máximos de venda para a bolacha Maria dado que esta, explicava o legislador, ao contrário doutros tipos de biscoitos, era consumida “em especial pelas classes de menores rendimentos”
Se o BE fosse governo não havia bolachas para comprar a não ser nos clubes gourmet da élite e o povo ia-se abastecendo de biscoitos artesanais numas feiras de trocas de produtos. O Nicolau Santos não escrevia sobre os meninos e as bolachas porque no dia seguinte caía-lhe em cima uma campanha acusando-o de promover a obesidade infantil e a habituação a alimentos geneticamente modificados como são os cerais usados nas bolachas.
Em conclusão: a bem da qualidade literária da página on line do Expresso o PS tem de ir rapidamente para o governo.
Por helenafmatos | Na categoria Geral | Comentários (76)
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 14:10

Também li esse texto do Nicolau Santos e não me parece que esse seja o caminho. Agora, acho o texto da Helena Matos execrável e um insulto. Não me interessa rigorosamente o que os restantes partidos fariam, não estamos a construir hipóteses. Há gente que passa fome, há miúdos que passam fome, que não vêm à escola porque os pais não têm dinheiro, mas presumo que isso seja povo a mais para algumas pessoas e que se resolveria com uns pacotes extra de bolachas.
É tudo mentira portanto. Vivemos bem, a culpa é da comunicação social que são uns mentirosos e dos pobres que são muito exigentes. Só não vê quem não quer. Vergonhoso e chocante que haja tanta insensibilidade.
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De AF a 30.11.2012 às 14:27

Texto de Helena Matos ... execrável ... é um bocadito pleonasmo. ;)
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 14:31

Esteve muito bem agora
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De maloud a 30.11.2012 às 21:36

Olhe que já fui confrontada com algo semelhante num Continente, Leonor. Felizmente ainda não estava nas caixas e tudo se passou discretamente. Desde aí procuro estar sempre atenta a alguns sinais.
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 21:53

Malou, não tenho a menor dúvida da veracidade de casos assim. Só não vê quem não quer e há muito quem não queira. Talvez tenha sido a forma e não o conteúdo, admito.
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De fa-araujo a 30.11.2012 às 16:35

Continua-se a tapar o buraco (crise Politica(falta de POLITICOS))), com a badalada SOCRATES,mas ele nao foi chefe politico em França,Espanha,Italia,Belgica,Etc,Etc.,Ele Resistiu ao maximo aos Bancos Portugueses,aos PSD e CDS,ao PR,ao Poder financeiro mundial,que o forçavam a pedir "ajuda" á Troika,Hoje mesmo um CEGO Vê que era um Homem isolado,mas com razao,conhecedor de POLITICA,com visão Politica,de entre os politicos de hoje e os politicos reformados mostrou ser o NUMERO 1,O Verdadeiro Herdeiro de Mario Soares,Sa Carneiro,Alvaro Cunhal,Freitas do Amaral,Como agora esta demonstrado Fazer frente á banca ao poder Financeiro,ao poder Internacional,nao (é como agora alguem diz) PERA DOCE.Nao se vê ninguem,verdadeiros analistas politicos enaltecer esse dom do ex-primeiro Ministro,talvez pk nao quererem dar o braço a torcer,ou falsos analistas politicos que viveram vingaram na vida a custa da militancia ao ODIO,á inveja,que agora,por falta de um socrates,tem de Viver (á falta de PROFISSIONALISMO) á Sombra da cunha,do bem servir,como ultimo explemplo veja-se caso de analise politica economica da antena 1/rtp,as vezes resulta,so e preciso ter lata,e feitio.ter falta de personalidade.
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De cr a 30.11.2012 às 17:29

Que belo legado para as nossas crianças: o País da fome!
Não suporto as vozes do temos de empobrecer mais, se fosse o comunismo era pior, etc etc. digam lá isso aos vossos filhos...bom se um filho tiver de empobrecer 1 milhão, ainda é suportável, mas olhem para os pobres que falamos, cambada de cegos...para as crianças que desmaiam na sala de aula com fome, ou que chegam ao hospital doentes. Que vergonha, atingir quem não se pode defender, isto e homens que batem nas mulheres é igual...
Que triste, que revoltante...
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De Leonor Barros a 30.11.2012 às 21:57

É muito revoltante e pior ainda aceitar isto como 'normal'.
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De Hugo a 01.12.2012 às 04:18

Onde andava a Leonor nos tempos do Sócrates? É como o Nicolau Santos que era só elogios ao seu amiguinho e agora faz propaganda semanal anti-Governo
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De Leonor Barros a 01.12.2012 às 11:19

Hugo, se tivesse seguido minimamente o blogue saberia muito bem onde eu andava no tempo do Sócrates. Nem sequer vou perder tempo com isso. Como já vi que não seguiu, convém que não faça perguntas desnecessárias. Segundo, NADA, rigorosamente NADA pode ser comparado com isto que se está a passar, mas compreendo que a cegueira ideológica e partidária e os ditames sociais democratas não lhe permitam perceber que crianças a passar fome possam ser um assunto tão leviano que chame o Sócrates à liça. Uma vergonha. Se isto não faz as pessoas pensar duas vezes e indignar-se então vivemos num mundo cão rodeado de gente ignóbil e insensível. Já me devia ter habituado por esta altura.
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De cr a 05.12.2012 às 15:21

Leonor, desculpe vir desabafar consigo, ainda sobre este assunto da fome das crianças, mas acredita que a Engª. Isabel Jonet, voltou a fazer das dela?
Questionada pela jornalista do correio da manhã ,Débora Carvalho, sobre as crianças que chegam com fome á escola e a pedido desta para analisar o facto, respondeu:
-É inexplicável. deve-se, em parte, à não responsabilização e falta de tempo dos pais. Sem o pequenop almoço, os alunos não podem ter rendimento escolar. (palavras dela em 04/12/2012)
Acredita nisto? será que alguém poderia dizer a esta mulher para fechar a boca e não dar entrevistas????
Como é possível que uma pessoa com a responsabilidade dela, viva tão longe da realidade?
Estou indignada outra vez.
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De Leonor Barros a 05.12.2012 às 16:04

Não peça desculpa, cr. É muito bom sentir que me procura para um desabafo. também li a última da Jonet. Como diz e muito bem o melhor é ela calar-se caladinha e fazer o que sabe fazer porque falar não é um dos seus dons ;-)
Beijinhos

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