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Nunca se sabe, Drª Manuela, nunca se sabe

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 16.01.09

Dizem as sondagens - sem sombra de dúvida - que o PSD anda a arrastar-se pelos piores resultados de sempre. Enquanto tal, julgo ter lido - como ando a deixar de fumar, há momentos em que fico na dúvida se li, se sonhei ou simplesmente invento - que Manuela Ferreira Leite garantiu a Alberto João Jardim que vai ganhar a Sócrates.

Não sei que razão de ciência leva a líder social-democrata a dar tamanha garantia ao homem das ilhas, que anda mortinho por dar o salto até cá. Mas, atendendo a que se trata da credibilidade em pessoa, não há que duvidar da palavra da senhora.

Além disso, e ao contrário do que se vai dizendo, as eleições não são favas contadas e tudo pode acontecer. Convém não esquecer que Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates chegaram ao poder "sem saber ler nem escrever". Ora, eu não sei se Manuela Ferreira Leite sabe ler, escrever ou fazer contas. Mas é tudo uma questão de estar no sítio certo à hora certa. E deve ser nessa coincidência que andam todos a apostar.

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24 comentários

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De João Carvalho a 16.01.2009 às 23:36

Tal como a coisa se desenha, meu caro, o melhor que posso desejar é que tenha todo o sucesso na cura anti-tabágica. Ainda hei-de tentar também...
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De Laura a 17.01.2009 às 00:03

Olhe que deve ser dos cigarros;)
A Dra MFL disse isso? Só se foi o Menezes que pôs a pretensa confidência a circular...
Também não percebo como é que consegue meter Sócrates e Santana (não tão diferentes assim, concordo) no mesmo saco de Durão Barroso.
Porque é preciso ser-se distraído (ou socialista) para achar que DB 'chegou lá sem saber ler nem escrever'.
Ferre-lhe lá com outras lanças: mas não com a impreparação ou o cabotinismo.

(agora mais a sério, tome CHAMPIX que o trauma fica infinitamente mais suportável, sobretudo quanto àquele torpor - verdadeiramente apatetado - que ataca o fumador em privação e o impede de trabalhar com a "pica" do costume. Saber de experiência feito)
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 00:14

Laura:
Deu-me cá uma trabalheira!
Mas acabei por encontrar a notícia e não tem nada a ver com Manezes. Estava no Públcio e cita o próprio Jardim:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356366&idCanal=23

Questão dois: em que é que Durão Barroso mostrou ser assim tão bom que o distinga de Sócrates e de Santana? Até pode ser, mas eu não vejo assim nada de que me lembre...

Obrogado pelos conselhos para o abandono do vício :-)
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De João Carvalho a 17.01.2009 às 00:20

Não resisto a uma dica sobre a «questão dois» (que a um era já sabida). Faltam dados para comparar Durão e Sócrates. Já quanto a Durão e Santana temos todos os dados: ninguém pode ser tão mau primeiro-ministro como Santana. Na dúvida, consulte-se o Princípio de Peter Santana Lopes...
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De Anónimo a 17.01.2009 às 00:26

Comentário apagado.
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De Laura a 17.01.2009 às 02:35

De facto, simpatias ou antipatias políticas à parte, eu acho que em Portugal não somos rigorosos nas apreciações.
Em que é que Durão Barroso é diferente dos outros dois exemplares? Ora bem, falava você no “chegar lá”. E na “literacia” requerida (assentemos na acepção lato sensu do termo…)
E então vejamos:
- Foi, como estudante e académico, um exemplo de 1ª água (veja o CV dele, desde a licenciatura até toda a formação ulterior)
- Foi desde cedo um homem com mundo
- Jamais precisaria da política para SER
- Foi um secretário de estado dos NE notável, com muitíssima obra feita, um sentido raro de administração e good government , trabalho aturado, dossiers aprofundados até ao limite
- Foi um igualmente um bom MNE (com pouco tempo para provar mais)
- Não teve nunca uma pinga de arrogância pessoal, concentrando-se no essencial e borrifando na “espuma das coisas “
- Foi, no pior dos períodos (será preciso lembrar?) um líder de oposição resiliente, resistindo a toda a contra-orquestração habitual (o desfavor da comunicação social, as sacanices internas do psd , os conselheiros acácios disfarçados, o processo de imbecilização nacional ao som de vangellis )
- sobreviveu à sua “fealdade”
- ganhou as eleições, fez os comentadores coçar a cabeça, mas pisgou-se ao fim de pouco tempo (pudera)
Este deve ser o único gesto não patriótico que lhe conheço.
Mas considero que ele (avaliando competências) mereceu inteiramente o cargo que exerce agora. E para o qual, se quisermos “deixar-nos de coisas” e ser honestos e não provincianos, muito pouco estariam realmente apetrechados.

Agora compare-o com o triste exemplo do Sócrates
-sem bases; sem mundo; sem provas; sem currículo; alpinista obcecado; içado até onde está por obra da desgraça nacional da última década, do Dr. Sampaio do efeito Santana).
E compare com o inevitável Dr. Santana Lopes (será mesmo preciso descrever o perfil deste repositório de competências?!)

Desculpe lá: - mas é comparar algodão com liga de platina

Porque nestes dois últimos encontro muitas aptidões… políticas (no sentido habitual, e que detesto, do termo)
Sem dúvida alguma.
Mas, na verdade, mais nada de substancial (falo daqueles ingredientezitos habituais para uma vida a sério….).

Sinceramente, não vejo nada em comum entre o primeiro e os dois últimos.
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 02:51

«Jamais precisaria da política para SER»
Esta está por demonstrar, Laura.

Mas o que é afinal um bom MNE de um país como Portugal? Dissesse que o homem tinha sido um bom ministro da Educação, das Finanças, da Saúde ou por aí e eu podia ponderar. Agora um bom MNE...
E como primeiro-ministro? Onde está a sua grande obra, o seu grande ministério?

E como presidente da Comissão Europeia? A primeira coisa a questinar-se é se trata efectivamente de um cargo com peso específico.

Repare: eu não tenho nada contra Durão Barroso. Só acho que, uma vez mais, ninguém pára para questinar nada. São credíveis e pronto... E os outros são populistas e pronto.
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De Laura a 17.01.2009 às 04:53

...e pronto?
Não me parece que o meu ponto de vista seja do género "e pronto", mas tudo bem.
Talvez seja porque eu acredito num sistema meritocrático. Deve ser esse o problema ;)
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 13:40

Laura:
Se olhar pata trás, vai descobrir que a generalidade dos políticos que nos têm governado nunca fez nada na vida, que vá para além da vida pública. E, possivelmente, está aí o drama.
E talvez eu preferia ver o mérito das pessoas na vida privada. Porque medi-lo na vid publica torna-se um bocado mais difícil, já que os termos de comparação são sempre menos valiosos. Medem-se todos mais ou menos pelo mesmo quilate.
E eu confesso que não vi na vida de DB nada de particularmente entusiasmante. Nem na vida privada, nem na vida pública.
E, por outro lado: tirando Sócrates - que se limitou a fazer uns desenhos manhosos de umas casas manhosas -, Santana e Menezes não teriam sido bons profissionais na vida privada? Conhece o curriculum deles a esse nível?
Fico com a sensação que conhece muitas coisas de DB mas muito pouco dos outros :-)
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De Laura a 17.01.2009 às 15:35

JMCR:
«A generalidade dos políticos que nos têm governado não fez mais nada na vida para além da vida pública. E possivelmente está aí o problema»

Não posso estar mais de acordo consigo. Se há sistema perverso é este que temos, que funciona em circuito fechado e começa a tarimba nas “jotas” e direcções estudantis, onde uns chicos-espertos buscam de um modo de vida.
Somos todos vítimas disso, aliás: porque a verdade é que, à custa desse modelo de recrutamento, ninguém hoje em dia está disposto a entrar na política a meio da vida e ser confundido com a soldadesca de serviço.

E não. Juro que não conheço particularmente melhor DB do que outros, nem pertenço a nenhum clube de fãs ( 'tá a ver, o homem é feioso e tudo;);)...Limito-me a estar atenta e viver no mundo real. DB fez uma vida normal, seguiu um percurso académico nos States e em Bruxelas, era um profissional de mão cheia e foi chamado cedo por Cavaco para assumir funções públicas. - O que é que Santana fez na vida, desde que foi, na tenra idade, um circunstancial adjunto de Sá Carneiro ( "selo" de que aliás, necessita deseperadamente)? - Talvez um descartável livrinho sobre a Constituição?
Não me diga que não consegue intuir quem é que se pôs em bicos de pés e quem não pôs!

(nota: - pegando no mote do seu post, olhe, tem aí um bom exemplo: MFL não precisava da política para nada).

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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 17:44

Laura:
Começamos a aproximar-nos.
Mas duvida que o PSL seria um bom advogado, na acepção do que é hoje ser bom advogado depois de passar pela política? Sim, essa coisa que se confunde com advocacia e que não passa de tráfico de influências a que se dedicam muitos dos nossos políticos?

Conehece o passado profissional de Menezes? sabe que o homem foi muito bom aluno, que foi assistente na Faculdade de Medicina, exerceu a profissão, andou a pós-graduar-se em Paris (não sei se concluiu). Por outro lado: diga-me uma obra do trajecto académico de Durão Barroso.
O que está em causa, Laura, é apenas a forma como se rotula as pessoas. E o que temos vindo a ver é que se rotulam uns de muito credíveis porque sim, e outros de muito populista porque sim. E quando vamos ver...
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De Laura a 17.01.2009 às 18:32

Santana como bom advogado? No género particular de tráfico de influências? Não duvido. Para isso chegava. Seria médio, talvez fosse mesmo bom. Posto que para MENOS (ou para MAIS) lhe faltariam as tecnicalities (ou, como diria o Eça, o "tito líviozinho"...)
Sim, ficaria perfeito num desses poucos escritórios lisboetas de topo, decorados por mão sábia, de que todos sabemos o nome. Onde uns poucos sabem direito a sério, e a maioria vende os serviços que domina, em arbitragens e pouco mais.
(nada contra).
Mas voltávamos, portanto , ao mesmo;)

Quanto a Menezes, olhe, não me convence. Não vislumbro nele qualquer marca de superioridade intelectual ou humana. Admito porém a minha alergia, que aliás, vem de muito longe, "et pour cause".
Não gosto do estilo. E tem, para mim, muito pouco de edificante enquanto pessoa. Acho-o patético, até, se quer que lhe diga, no seu desespero por protagonismo. É em tudo um "cromo" do poder local no seu pior. E da política no seu "melhor": é só lembrar-me daquela choradeira abjecta num ido congresso do psd, da triste exposição mediática com o seu affaire sentimental, etc.

Olhe, não vá mais longe: - compare-o com Rui Rio e descubra as diferenças
;)

(Atenção: eu não sou do norte. Isto, antes que me catalogue nalguma contenda local.
Voto a meio do país, onde também não mora a virtude)
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 18:58

As diferenças entre Rio e Menezes conheço-as de há muito :-)
Mas, sabe, Laura, há uma coisa que para mim é absolutamente clara: é arrepiante a forma como se catalogam as pessoas. E é isso o que tento evitar. Porque muitas vezes somos condicionados na forma como catalogamos.
Quanto ao mais e em termos pessoais, tanto se me dá que estejam uns no poder, como estejam outros. Tenho, pelo menos, esta liberdade :-)
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De Laura a 17.01.2009 às 19:23

OK, isto já vai longo.
Só 2 observações mais para encerrar:
- aplaudo a sua liberdade e acredito que a tenha. Mas sublinho que, nesta matéria, eu tb não tenho mais nenhum interesse directo e legítimo que não seja o de mera cidadã.
- julgo que não "cataloguei" ninguém, no sentido em que vc. usa o termo (julgamento preconceituoso, mecânico e não substantivo).
Exerci, sim, uma avaliação sobre o desempenho de figuras públicas de uma forma diferenciadora que não tenho pejo em fundamentar.
Mas se eu tiver catalogado, então, meu caro, acho que você também o fez: - meteu aqueles 3 políticos dentro do mesmo saco.
-Lembra-se?
;);)
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 18.01.2009 às 01:45

Não cataloguei. Laura. Limitei-me a dizer que os três se limitaram a estar no sítio certo à hora certa. O poder acabou por cair-lhes nas mãos sem que tivessem feito muito por isso. E nisso tiveram os três um percurso muito parecido. Ora recorde lá a sucessão no tempo... Não precisaram de saber ler nem escrever...
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De JuliaML a 17.01.2009 às 10:26


foi o que tinha que ser, na altura certa, CR...

pena não ter resistido..
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 13:41

A menina não é imparcial, Júlia :-)
Pena não ter resistido? Mas estaríamos assim tão bem, na altura?
Pena não ter resistido? Mas não é precisamente nesses momentos que se vêem os grandes?
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De Costa Mendes a 17.01.2009 às 17:54

E você, CR, que credenciais tem para debitar sentenças sobre quem quer que seja?
Reduza-se, ok?
Ou quer mais?
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 17:58

Sentenças?! Não são sentenças - são opiniões. E para debitar opiniões, não preciso de credenciais, pois não?
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De Costa Mendes a 17.01.2009 às 20:32

Trate-se, pá! Pode ser que ainda vá a tempo... Ou quer festa?
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 18.01.2009 às 01:31

Devo entender as suas palavras como uma ameaça?
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De Costa Mendes a 18.01.2009 às 10:19

Pois, vou mandar um rocket...
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De ACCB a 17.01.2009 às 01:09

Fazer contas olhe que sabe....
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De J.M. Coutinho Ribeiro a 17.01.2009 às 02:51

Talvez, talvez...
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De Luis Melo a 17.01.2009 às 10:22

As sondagens constumam ser muito credíveis... leia-se em: Mudar Portugal? (http://mudaportugal.blogspot.com/2008/12/sondagens-por-encomenda.html)

A líder do PSD reafirmou a intenção de ser candidata do seu partido ao cargo de primeiro-ministro nas legislativas de 2009. "Não me vou desviar em nome de quaisquer sondagens" [...] "O dia da grande sondagem é o dia das eleições", sublinhou Manuela Ferreira Leite.

As sondagens são, de há algum tempo a esta parte, instrumentos do "sistema". Quando se prevê a possibilidade de alguém - que promete acabar com o "sistema" - ganhar umas eleições, logo vêm as sondagens encomendadas para tentarem evitar a candidatura desta pessoa.

Foi o que aconteceu, se bem se recordam, com Rui Rio nas autárquicas de 2001. Rui Rio prometeu acabar com o "sistema" que existia à volta da C.M.Porto, e por isso os que viviam da corrupção e do compadrio apressaram-se a pedir sondagens que lhe davam a derrota.

Mesmo com sondagens que lhe davam 20% Rui Rio não desistiu, candidatou-se, lutou e venceu. Manuela Ferreira Leite promete agora fazer o mesmo. É assim mesmo. Estes são os bons políticos, que se regem pelos ideais e valores e não pelas sondagens ou opiniões.

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