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Helena Cidade Moura

por Leonor Barros, em 21.07.12

Morreu sexta-feira. Foi responsável pela maior campanha de alfabetização do pós-25 de Abril, ajudando o país a sair das trevas do analfabetismo. A minha homenagem pelo contributo inegável em nos ter tornado menos iletrados.

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11 comentários

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De Anónimo Desconhecido a 21.07.2012 às 18:37

Não deixa de ser irónico, morreu no mesmo dia de um dos responsáveis pela taxa de analfebitazação que ele ajudou a combater....obrigado por se ter lembrado, é que estamos num país estranho, que dá pensões a PIDEs e as negou a Salgueiro Maia. OMO lava mais branco.
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De Leonor Barros a 21.07.2012 às 22:00

A morte de Helena Cidade Moura quase passou despercebida. Lamentavelmente. Tenho-lhe uma enorme admiração e um grande apreço por todos quantos ajudam a abrir horizontes nas vidas dos outros.
Estranho país, tem toda a razão.
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De sammyopaquete a 21.07.2012 às 20:39

Completando a sua homenagem, deixo a dedicatória que Helena Cidade Moura deixou no Manual de Alfabetização, publicado pela Caminho em Maio de 1979, e que relata uma experiência de alfabetização numa zona rural a 2o kms de Lisboa:

Àqueles que cortam à noite as estradas desertas a pé ou de motoreta contra o vento e contra a chuva e se dirigem à luz acesa na escola da terra adormecida.
Aos jovens que trocam as noites de descanso ou de convívio pelo grupo de alfabetizandos e que no fim de pouco tempo trazem no olhar as marcas da luta daqueles que passaram a ser os seus companheiros.
Àqueles que mal acabado o exame da 4ª classe entendem que devem alfabetizar os seus vizinhos. E depois de um dia de trabalho vão à noite à escola transformar em vida participada os gestos dos professores letrados que os ensinaram.
A todos os companheiros com quem tenho trocado experiências e que comigo são autores deste trabalho.


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De Leonor Barros a 21.07.2012 às 22:07

Muito bonito, o texto. Já tive uma experiência de ensino de adultos e é muito gratificante sentir de forma tão imediata que se contribui para que algo mude nas vidas das pessoas.
O que me entristece, pelo que andei a ler, é que a taxa de analfabetos rondava os 30% em 1974 e hoje passados 38 anos ainda há 9% de analfabetos. Uma das virtudes das Novas Oportunidades é trazer essas pessoas à escola para se alfabetizarem. Vamos ver o que acontece a partir de 31 de Agosto, já que está previsto o fecho dos centros.
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De Zélia Parreira a 21.07.2012 às 22:28

Exactamente, estranho país este, de facto. Não consigo deixar de pensar na fábula da Cigarra e da Formiga.

Ps: Vou roubar o texto da dedicatória da própria Helena Cidade Moura, com a devida autorização.
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De Leonor Barros a 21.07.2012 às 22:45

Pois :) Uns têm mais protagonismo que outros.
Roube à vontade, Zélia, o texto é muito bonito.
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De Ssssstress a 22.07.2012 às 11:35

Estranho país este onde vivemos? Já não sei; já não tenho muita certeza disso.
É certo que vivemos num país onde acontecem coisas estranhas, outras muito estranhas e outras ainda que sendo tão bizarras nem se acredita que sejam reais.
Exaltam-se as chico-espertices e os desenrascanços ignorando-se, anulando-se ou mesmo escondendo-se as competências dos mais capazes, mais honestos, mais responsáveis.
É estranho? É!
Não admira pois que individualidades importantes como HCM não tenha sido notícia.
Não só de agora, evidentemente!
Também "teve o azar"; (perdoe-se-me a expressão) de morrer ao mesmo tempo que JHS, dos incêndios florestais, da escolha das 7 maravilhosas praias, de serem vésperas do início dos JO, do massacre em Denver/USA, etc., etc.
Vivemos mesmo num país estranho... !?

Cumprimentos.
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De Leonor Barros a 23.07.2012 às 14:58

Não tenho a menor dúvida.
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De José Navarro de Andrade a 23.07.2012 às 11:27

Leonor: correndo o risco de não ser consensual, tal como no recente caso de Hermano Saraiva, convém não esquecer que as campanhas de alfabetização (been there...), tal como Paulo Freire preconizava, tinham uma acentuadíssima carga ideológica. Por isso nem sempre foram bem recebidas e não simplesmente por obscurantismo popular ou manipulação eclesástica, como na altura se acusava.
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De Leonor Barros a 23.07.2012 às 14:57

Nada disso me incomoda muito e retira mérito a HCM. Logo após a revolução outra coisa não seria de esperar. A questão é que a literacia é muito mas muito mais abrangente e um inegável instrumento contra a ignorância e pobreza. Quem aprende a ler e a escrever não aprender a ler apenas 'O Capital'.
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De Sérgio Sabino a 27.07.2012 às 14:56

"...ajudando o país a sair das trevas do analfabetismo..."
Então meu caro a vida no Estado Novo, não era uma maravilha, cofres do Estado a abarrotar em ouro, a população saciadíssima de alimentos e educação?!?!?!?!?!? Não percebo este seu post .
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"...ajudando o país a sair das trevas do analfabetismo..." <BR>Então meu caro a vida no Estado Novo, não era uma maravilha, cofres do Estado a abarrotar em ouro, a população saciadíssima de alimentos e educação?!?!?!?!?!? Não percebo este seu post . <BR class=incorrect <a name="incorrect">Cordeiais</A> </A>cumprimentos

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