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Por que não se calam?

por Leonor Barros, em 03.06.12

Começam a faltar-me epítetos que não ultrapassem os limites da educação para classificar 'gente' como esta. Depois de afirmar que os salários devem ser reduzidos em Portugal, António Borges auferiu, em 2011, 225 mil euros livres de impostos. Ao que parece, os senhores do FMI que andam por aí a mandar os outros pagar impostos, estão isentos do pagamento de impostos. Este privilégio assiste aos que têm estatuto de funcionário de organização internacional. O mínimo que se lhe podia exgir era que calassem aquelas bocas e tivessem o mínimo de respeito por quem vive de uns ridículos euros e está reduzido a vidas miseráveis, também porque o Estado nos abafa com impostos e as assistências internacionais sufocam ironicamente quem alegadamente ajudam. Só não lhes chamo animais porque adoro bicharada e respeito-os infinitamente mais do que 'coisas' destas.

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381 comentários

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De a.m. a 03.06.2012 às 13:14

Ignóbil e desumano.
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 17:43

Isso mesmo. É bom falar do poleiro.
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De Anónimo a 04.06.2012 às 13:34

Este senhor disse também que o estado é mau gestor. Mas gostaria que ele viesse explicar o porquê do estado ser mau gestor somente em relação à grande maioria da população portuguesa. Sim, porque banqueiros e afins, construtores... beneficiam dessa má gestão e não os vi queixarem-se. Não percebo porque haja boa gestão fora do estado e má no estado. Também não percebo como há boa gestão em empresas a viver com subsídios do estado e se seja mau gestor a atribuir esses contratos. Não percebo como se é mau no estado e bom nas empresas subsídiadas pelos cidadãos. As obras feitas em Portugal dizem ser ruínosas para os portugueses, mas boas para os gestores privados. Qual o investimento de grande envergadura feito em Portugal (pontes, estradas, hospitais, empresas com capital do estado - EDP, PT, Galp, CGD, EPAL...), pago pelos portugueses, que não são, ou foram, cobiçadas pelos bons gestores privados? Porque será? Quais os gestores privados que estão a investir na economia real? Porque não os vejo senão a comprar títulos soberanos e aquilo que é carninha do lombo? Será que isto é investimento ou simplesmente aquisições oportunistas que não criam mais valias nem geram riqueza nacional? Porque será que esta crise gera pobreza às populações e os bons gestores dela se aproveitem para lançar mão às estruturas chaves das diferentes economias? Porque é tão fácil fazer boa gestão em empresas cujos serviços prestados são sempre aumentados e ninguém pode deixar de os consumir?
Por falar em empreendedorismo. Porque será que tantos bons gestores não empreendem na economia real e se exige aos que não têm meios que o sejam? Parece-me que anda por aqui uma ciência económico-financeira que me faz acreditar que não há boa gestão sem maus gestores.
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De Zé da Burra o Alentejano a 04.06.2012 às 16:46

Eu digo mais: Não sei porque não se constrói já o novo aeroporto e o TGV (de norte a sul do país). Com financiamento, risco totalmente privados (sem a participação do Estado nem do seu orçamento. As tarifas seriam calculadas óbviamente por forma a rentabilizar o investimento, o que é por demais justo para quem investe e arrisca. Porém, não haveria qualquer privilégio e teriam que competir com o que já existe: aeroportos, atuais linhas de comboio e de autocarros expresso. A opção final, essa seria sempre do cliente, que faria a sua escolha em função do serviço e do preço.
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De Zé da Burra o Alentejano a 21.10.2013 às 15:17

Não sei se deixei alguma dúvida no meu comentário, mas gostaria de esclarecer que nos casos que referi e defendo o Estado Português não poria nesses investimentos um cêntimo, nem garantiria lucros, etc. aliás, como acontece quando um qualquer cidadão decide abrir um café, uma lavandaria, oficina ou fazer outro qualquer investimento....
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De Anónimo a 04.06.2012 às 23:16

De Anónimo 04 /06/2012

Falar deste senhor é elevar a incompetência ao quadrado(saberá ele o que é o quadrado da sua incompetencia).É que ele deve ter frequentado o curso das novas oportunidades(antes do governo acabar com essa outra iluminária visão), a julgar pelas novas funções que o governo do seu calibre lhe atribuíu.Temos de acabar com este tipo de gestores e reformados como o senhor J.JARDIM GONÇALVES ,a bem deste País
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De tonysilvalu a 04.06.2012 às 18:29

Além deste Senhor, também Victor Constâncio, quando era Governador do BDP, sempre falou do mesmo: -moderação salarial,... mas do seu nunca se ouviu dizer nada, claro eles são dos que merecem o dinheiro que lhes pagam...metem-me nojo...
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:38

O Vítor Constâncio até foi premiado pelo belo trabalho de supervisão do BPN.
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De tonysilvalu a 06.06.2012 às 18:15

Se ainda me é permitido responder:...um trabalhador de uma qualquer empresa privada, quando faz coisas, tipo essas.... que esses senhores fazem...a resposta de um tal patrão é: RUAAA e possivelmente com um processo de lesa majestade e depois para novamente encontrar quem o aceite.....
Mas para esses senhores até quando os processos chegam a acusação, terminam em: -prescreveu o caso...
Não preciso de citar ninguém, pois não???
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De Leonor Barros a 07.06.2012 às 11:16

Tem toda a razão. Há que deixar passar o tempo para depois prescrever. Como já disse, mais depressa se tem um processo por roubar champôs no supermercado. Não que defenda essa atitude mas se querem que recuperemos credibilidade fora de portas comecemos por ser um país a sério, mas acima de tudo por nós. Merecemos um país a sério.
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De Anónimo a 04.06.2012 às 09:36

Estou de acordo, não devemos meter os animais nestas politiquices, esses pelo menos são raciocionais.
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De Mutante a 06.06.2012 às 18:34

Raciocionais? De que raça são esses, anónimo?
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De Pedro a 04.06.2012 às 09:42

Pois...mas os jogadores da bola ganham mais...
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De Marcelino a 04.06.2012 às 15:13

Concordo, é verdade que há jogadores de futebol a ganhar mais, mesmo muito mais, mas também há outros jodadores de futebol que nada recebem, ainda que das divisões principais.
De modo algum estou a defender a podridão que vai pelo futebol, em que o dinheiro é tudo para alguns, e que o futebol é quase nada, Então empresários de jogadores deveriam ser liquidados, digo mais, se um dia visse o CR7 e outros que tais a pedir esmola, a unica coisa que eu lhes dava era um emporrão para o abismo.
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De projectvib a 04.06.2012 às 22:09

O caro Marcelino, sabe do que estamos a falar?!...- Estamosa falar dos ladrões que temo agovernar o nosso País, mas certamente isso passa ao lado, naturalmente e pelo sse comentário o Sr. anda distraido como Futebol.

Já agora o meu caro não terá uma pequena dor de cotovelo
por não sêr jogador da bola?...- Olhe faça como eu agarre-se à bonboca.
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De Marcelino a 05.06.2012 às 01:25

Errado, não percebeu nada do que escrevi , primeiro porque não estou com qualquer espécie de dor, depois o futebol para mim é mais uma modalidade do desporto, porque gosto de todas. O que escrevi foi, tão só, para fazer reflectir o Sr. , Pedro que não são só os jogadores de futebol que ganham balúrdios , que na realidade é um atentado, não só há pobreza, como a todos nós, que são os bodes expiatórios , mas todos aqueles que há largos anos nos andam a afundar tirando-nos aquilo que é nosso, esses tubarões não paguem por isso. Está mais que claro que fiquei muito irritado com a notícia que li no Correio da Manhã sobre o Sr. . António Borges, tal qual como a Sr.ª Leonor Barros o ficou.
Não pense que fiquei chateado com o seu comentário, Sr. . do projectvib ", a minha resposta foi só para esclarecer, pois, que por vezes, as palavras exacerbadas misturadas com as ideias, em certos momentos de irritação, traiem-nos .
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De Leonor Barros a 05.06.2012 às 01:31

Aplaudo o bom senso.
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De projectvib a 06.06.2012 às 18:02

Ok, desculpe, mas fui da opinião que o seu comentario estava fora do contexto, é claro que eu concordo com o Marcelino no que concerne aos ganhos que os jogadores e dirigentes de futebol usufruem, mas sinceramente, não era a a hora para o referido comentário.

Ainda hoje saiu uma noticía, nas ultimas noticías do J.N. online, em que dá conta de que o governo Português, vai enviar um milhão de euros para a ajuda das forças Afegãs. É um caso sério, pois é dinheiro da nossa nação, que muitas familias Portuguesas estão a abrir mão, pese embora o facto de estarem a passar fome. Não é que se o meu caro fizer a leitura aos comentários, vai constatar os mais incriveis comentários sem nenhuma noção da realidade?!
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De Miguel a 04.06.2012 às 18:42

Deixem os jogadores da bola fora disto, pois são vedetas, tal e qual como os artistas de cinema, musica, etc... ou seja, ser figura publica e trabalhar para milhões de pessoas que vêm os seus "concertos" dá muito dinheiro!
Nem que seja 1 Euro de cada espectador, dá milhões! À minha custa não é pois não gosto de futebol.
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De Nunes a 04.06.2012 às 19:51

Pois, alguns jogadores ganham milhões e à volta deles anda uma quantidade de gente que também se aproveita bem dos dinheiros do futebol e só vai à bola quem quer, mas coloco duas questões: os clubes que pagam tanto aos "craques" e dirigentes têm as contribuições à Seg. Social e todos os impostos em dia? Os ordenados e todo o dinheiro desses clubes é declarado ao fisco, ou recebem milhões e pagam impostos sobre ordenados mínimos?
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:41

Acho um insulto que a selecção 'gaste' 33 mil euros por dia para ir ao Euro, muito mais que outras selecções europeias. Numa altura destas seria aconselhável mais contenção.
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De Anónimo a 04.06.2012 às 10:29

Vão roubar para outro pais como Angola que vão ver o que lhes acontece, cuidado com o pescoço...
Já agora, CLASSE POLÍTICA E SEUS SEGUIDORES, façam um favor a vocês mesmo, desapareçam do mapa, pois sem vocês o pais seria como um prado verdejante, bando de gatunos.
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De Herois do mal a 04.06.2012 às 17:12

BOA ANÓNIMO! Em poucas palavras você disse tudo. Apetece-me dizer-lhe obrigado.
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De Papoila saltitante a 06.06.2012 às 18:43

Apetece-lhe um prado verdejante? E depois quem tomaria conta do gado, assim à solta e sem pastor? Os heróis do mal ou as papoilas saltitantes?
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De Luis vaz sem Tostões a 04.06.2012 às 22:23

Se Camões fosse vivo ele escreverei assim:


I

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


Luiz Vaz Sem Tostões

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De David Gomes a 04.06.2012 às 14:32

Não posso dizer que estes senhores que alimentem a crise, que depois de saciada vai poder descansar e deixar sossegados os que mais sofrem, tenham razão.
No entanto é bom que tenhamos estes comentários para poder analisar e adicionar mensagens ao nosso conhecimento.
Se todos cumpríssemos os nossos deveres fiscais e se todos respeitássemos os nossos outros contribuintes, provavelmente não estaríamos nesta situação que é grave e penosa.
Como podemos exigir de um governo que tem mais (segundo as estatísticas) de 60% da população que não paga impostos, porque aufere o salário mínimo e muito bem não paga impostos, que os sistemas de saúde, as escolas, etc sejam gratuitas ou quase.
Será que algum de nós é capaz de imaginar uma casa com quatro pessoas em que apenas uma trabalha e as outras estão isentos de trabalhar e pagar as despesas (comem, estudam e dormem gratuitamente) sem que haja dificuldades extremas?
Isto é o nosso governo, que eu não aprovo, mas que sou obrigado a dar o benefício da dúvida.

Se até finais de 2013 recuperarmos eu darei os meus parabéns a este governo, se não ...

David Gomes
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:42

60% da população portuguesa não paga impostos?
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De João a 14.09.2012 às 12:24

Eu Imagino muitas coisas e, uma delas é que somos um país de imorais e ladrões, se houvesse honestidade não havia tanta miséria.Andamos nós os avós a dar de comer aos netos e pais, porque este país só tem quem nos roube. O que eu lamento é que agora não foi minguem que os pôs lá, foi tudo obra da Sra de Fátima, quando os senhores da politica fazem jantara-das lá estão os ignorantes a baterem palmas.
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De Leonor Barros a 14.09.2012 às 15:19

Alguém os lá pôs e não foram nada poucos, mas olhe que desta vez até a mim me enganaram, João. Não votei PSD, por princípio não voto PSD mas ainda assim achei que depois de Sócrates não nos fariam 'isto'.
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De Joao a 14.09.2012 às 16:43

Não acredito nesta corja de políticos, quando estão na oposição não aceitam maiorias, fazem tudo para ir para o poleiro, em campanha é, um governo,uma maioria e um presidente.Como já cá ando desde o tempo do Salazar, já os topo, então não foram estes tipos que nasceram com o cavaquismo? então não foram estes tipos que bradavam aos céus que a crise era só em Portugal? e agora o que dizem? pois a crise é internacional, então estes políticos que só vão para lá para fazerem negócios para os amigos, o que se espera deles. Como foi que nasceram os do BPN e afins. Até temos um tal de frasquilho que no parlamento só fazia oposição ao governo, ia para as instituições internacionais dizia que Portugal estava bem governado. Foi-lhe dito na cara tal infame, respondeu que tinha que defender o seu emprego, onde? BES, são estes os nossos políticos, não obra do acaso que são todos da mesma área politica.
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De Leonor Barros a 14.09.2012 às 17:02

Aqui temos a maioria e está à vista no que tem dado, embora neste caso actual da TSU as vozes dissonantes se façam sentir de todos os quadrantes políticos. Há uma crise de líderes em Portugal, gente honesta que respeite os eleitores acima de interesses pessoais e de outra ordem.
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De Anónimo a 04.06.2012 às 16:04

É UMA AUTÊNTICA VERGONHA ANDAR GENTE DESTA ESPÉCIE POR AÍ E NINGUÉM OS POE NA CADEIA.
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De Leonor Barros a 07.06.2012 às 11:17

Claro que não. Há que ter amigos bem colocados e eles 'andem' aí, ai 'andem', 'andem'...
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De Bandeira a 03.06.2012 às 14:30

Não se calam porque lhes pagam para falar:)
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 15:05

E que bem que lhes pagam :(
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De lucklucky a 03.06.2012 às 15:41

Todos deviam ser como eles.
Já não haveria dinheiro dos Estados para pagar Organisações Internacionais. Coisas perniciosas na maioria dos casos.
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De Paulo Abreu e Lima a 03.06.2012 às 15:47

Leonor Barros, não me leve a mal, nem precisa de me responder mal, mas esta sua tirada fez-me lembrar uma outra do Louçã quando se dirigiu a Paulo Portas e disse que ele não podia falar de filhos e da IVG porque não era pai...
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 17:39

Não lhe levo a mal e não costumo responder mal a quem me trata com respeito, mas obviamente não concordo. Não concordo que alguém que ganha como ganha, não paga impostos, porque lhe é dada essa benesse, tudo bem, tenha a arrogância de exigir dos outros o que não faz.
O exemplo que dá não tem nada a ver. Louçã esteve muito mal aí evidentemente.
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De Paulo Abreu e Lima a 03.06.2012 às 18:26

Leonor, vamos por partes:

1. O não pagamento de impostos por parte dos funcionários do FMI não é uma «benesse», constitui uma não obrigação intituída desde 1961 por todos os países membros do Fundo;

2. O sr. Borges não teve a «arrogância» de exigir nada. Emitiu a sua opinião como economista. A Leonor acha que pelo facto de não lhe ter sido exigido o pagamento de impostos no passado já não pode opinar de acordo com as suas convicções técnicas...?

3. O exemplo bizarro que lhe dei tem, de idêntica forma, a ver com a liberdade de expressão pela qual se rege a nossa Constituição. O sr. Borges não pagou impostos, não pode opinar sobre ordenados; Paulo Portas não é pai, não pode ter convicções políticas sobre a IVG?

Também não concordo com a diminuição generalizada dos salários, mas não me viro contra quem o defende só porque ganhou muito numa instituição que lhe concedeu isenção tributária. Quando muito, argumento o contrário e até peroro pela injustiça social que essa ideia acarreta. Pronto, era só isso.
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 20:00

Paulo, o 'por que não se calam' é evidentemente uma apropriação da expressão com que o Rei Juan Carlos respondeu ao Hugo Chavéz.
O meu ponto é que deve haver mais pudor naquilo que se exige dos outros quando as pessoas que opinam auferem o que auferem e estão livres da obrigação de pagar impostos. Obviamente, e digo isso no post, não foram eles que se auto impuseram essa lei que, obviamente considero absurda, o que está em causa é o que exigem dos outros quando estão sujeitos a outras condições diametralmente opostas. Tendo em conta o momento actual não acha que seria desejável mais pudor e mais respeito por quem está a passar tantos sacrifícios? Não acha que Lagarde esteve muito mal naquela intervenção?
Quanto ao resto, opinar podemos sempre. Não é preciso entender tudo de forma tão literal. É por isso que estamos aqui a conversar.
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De Paulo Abreu e Lima a 03.06.2012 às 22:43

Quanto à sra. Lagarde (já tinha comentado no blogue da Helena), acho que ela esteve mal não por ganhar o que ganha, não por não pagar impostos, não por não ser verdade que na grécia quase 50% das pessoas não pagam impostos, mas porque como representante de uma das três instituições que assinaram o memorando de assistência financeira com a grécia, não ter exigido a retirada das regalias da Igreja, dos armadores e de outras classes que não contribuem pela sua quota-parte no esforço requerido da mesma forma que os outros 50% da sociedade que não conseguem fugir aos impostos.
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 22:54

Mas por acaso terei dito que o problema é ela ganhar o que ganha? A questão das quantias auferidas vinha a propósito de António Borges, esse é que acha que é uma urgência reduzir salários. Reduzir salários com a miséria que se ganha em Portugal e com as necessidades que as pessoas estão a passar? Vão viver de quê? Claro que quem ganha como ele não tem de fazer contas para pôr os filhos na escola, pagar-lhes o passe e comprar-lhes os livros. É fácil reduzir os salários dos outros. Será assim tão estranho? Lagarde usou um exemplo abjecto ao dizer que tem mais pena das crianças do Níger. Crianças são crianças e se estão numa situação de desprotecção todas elas deviam ser alvo da nossa preocupação. Falam de poleiro, os dois.
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De João Carlos Lopes a 04.06.2012 às 12:00

O problema está ou continua a estar na incapacidade de uma distribuição justa e equitativa da riqueza, o que tem como conseguência, as assimetrias de rendimento individual que verificamos e que se têm agravado nos últimos anos. Aliás o sistema alimenta-se disso, enquanto alguém persegue o sonho de ser rico e à medida que o vai conseguindo vai crescendo à sua volta uma mancha de pobreza e isto por que a renda nunca é infinita e por isso não chega para todos. E se uns ficam com mais (ou demasiado) vai faltar a outros. Será que não conseguimos um melhor sistema de organização social, com melhor distribuição da riqueza produzida, com mais bem estar e sem... pobreza?
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:45

Nada, rigorosamente nada tenho contra os ditos 'ricos' mas concordo em relação à equidade. Li algures que Portugal é dos países onde há mais assimetria salarial. O salário mínimo é vergonhoso e vergonhosos são os cortes em abonos que as famílias sofreram. Não sei como acham que se pode viver com um mínimo de dignidade.
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De Joaquim Gil a 04.06.2012 às 23:11

Eu não ouvi as declarações de António Borges, mas penso que ele se referiu aos vencimentos exageradamente altos, e aí tem razão, eu concordo com ele, não devia haver salários mensais superiores a 5000 euros, será que uma pessoa não consegue viver com este rendimento?
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De emilia jaloux a 04.06.2012 às 14:41

Totalmente de acordo consigo.
Nao sei porque se espantam todos que só 50% dos gregos paguem impostos!
Em França também só 50% dos franceses pagam impostos sobre os salários pois têm salários muito próximos do salário mínimo e estão oficialmente isentos! (claro que pagam IVA e todos os outros impostos 'indirectos')
O problema se complica pois com a crise os salários baixam e cada vez mais pessoas estão isentas...
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De estrangeiro a 04.06.2012 às 20:28

O 50% saiu de onde?
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De mario pereira a 04.06.2012 às 16:04

caro Paulo Abreu e Lima cara Leonor Barros, que os dois já estão pegados que está a vir á tona aquela quesilia tradicional já deu para perceber mas deixemos as quesilias e vamos aos factos,a Leonor expressou e a meu ver muito bem a sua opinião, nos( Estados Unidos) foram precisamente aqueles que mais ganham que pediram ao tesouro Norte Americano que lhes cobrasse mais impostos,(atitude louvavel)em Portugal os que mais ganham lutam e fazem birras institucionais e politicas para baixar o ordenado dos miseros 500€ que Zé ganha,eis aqui a diferença, concordo com a leonor, já o Paulo! parece-me, pelo que escreveu, ser mais um bota de elastico que não deve ver mais do que o proprio umbigo,concerteza que vive muito bem (talvês seja empresario) por isso não aceita muito bem que se diga certas verdades(elas incomodam)quanto ao teor do artigo Porque não se Calam, tenho uma unica expressão para todas as situações lá mencionadas e mais algumas que existem no dia a dia de Portugal e que estão a por o país na ruina, ACTIVEM O ANTIGO TARRAFAL ENVIEM-NOS TODOS PARA LÁ E METAM-OS NO PARQUE, A CHAMADA FRIGIDEIRA, só assim esta gente teria tempo de pensar no que estão a fazer ao povo Português, e ali poderem apreciar o sofrimento que causaram a tantos milhares de portugueses que por ali passaram, é obvio que possivelmente nenhum de vocês sabe do que estou a falar,apenas sabem se é que sabem pequenas historias que se contaram por alguns que quiseram evidenciar algum pretagonismo mas que nunca lutaram por nada na vida,o que falta a muito boa gente é passar tal como eu passei 4 anos da minha vida a sofrer por defender um pedaço de pão para o povo do meu País e mais grave defende-lo dos mesmos vilões que hoje voltam a tirar o pão da boca desse mesmo povo, meus caros não estou a querer ofender ninguem, se sentem ofendidos desde já pesso desculpa não é essa a minha intenção apenas chamar a atenção para que se dediquemos mais a causas nobres e deichemos de apoiar estes corruptos que existem em portugal para se encherem ás custas dos sacrificios pedido ao povo,como ultima nota faço uma pergunta?isto está tudo tão mau os politicos, empresarios e patrões todos se queixam quando é para pagar o que devem aos outros, mas assim que sai um automovel topo de gama vão logo a correr comprar assim como telemoveis, os pacotes de férias de Cancun, Riviera Francesa, Mónaco Etc.estão sempre esgotados, afinal isto está mau para quem? pronto é tudo.
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:48

Está mal para muita gente. Em Portugal há um quinto da população que vive abaixo do limiar da pobreza:http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?article=355966&tm=6&layout=121&visual=49
Se era assim em 2010 imagine-se agora.
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De Inês Meneses a 04.06.2012 às 10:34

Paulo, está a esquecer que a mesma pessoa é paga principescamente para assessorar o governo? Para além dos cargos detidos no privado, na Jerónimo Martins, por exemplo? Chutar a bola para "o exterior" como se isso eliminasse princípios mínimos de pudor e respeito pelos concidadãos não altera em nada a questão que a Leonor levantou.
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De joao cruz a 04.06.2012 às 12:08

Obviamente que o sr António Borges não explicou convenientemente o que quer dizer com reduzir salários e portanto está longe de ser uma opinião técnica, mas uma opinião política.

Obviamente que este benefício de isenção de impostos deve ser revisto, porque a sobretaxa aplicada em 2011 por exemplo também lhe deveria ser aplicada.

Adicionalmente, privatizar a REN é um escândalo porque num país pequeno sem um regulador forte a REN desempenha o papel mais forte que a ERSE e o valor dos dividendos para o Estado é muito inferior ao valor da venda.

Esta afirmação sobre salários visa continuar a amendrontar os portugueses e é uma afirmação política que omite a descida necessária nos subsídios ao sector da energia.

Adicionalmente, todo o Estado Social deve ser revisto porque quem tem menos de 50 anos não vai ter reforma e está a descontar, continua a existir acumulações de reformas e o modelo de isenções como a deste senhor obviamente que tem que ser revisto.
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De Francisco Sousa a 04.06.2012 às 15:43

Ser cidadão de um País é não só usufruir de direitos, mas também de deveres.
Perde a moralidade e a ética quem assim não procede.
Aliàs é esta conduta burlesca (não pagamento de impostos) que está a levar à falência a Grécia. Não é a Sr.ª Merkel que acumulou um déficit e uma divida em Portugal astronómica.
São os pelintras dos políticos portugueses da última década que se servem do povo (no poder) e não servem o povo (quando no poder).
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:50

Totalmente de acordo com a última frase exceptuando a parte dos 'pelintras'. Pelintras somos/estamos nós.
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De periquito a 04.06.2012 às 15:44

o FMI respirou de alivou qd se viu livre deste Borges - acharam-no imcompetente - vem ele agora "tratar" das privatizações" portuguesas...

Enquanto o POVO não acordar e perceber que tem de sair à rua com os foicinhos, garfilhas, cacadeiras (o que tiver à mão) e limpar o sebo a estes autênticos bandido,s este pais nunca mais sairá do buraco!
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:51

Sim, acho que o povo devia sair à rua mas não dessa maneira. Sou contra a violência. Violência só traz violência mas acho que devia haver manifestações apartidárias para mostrarmos o nosso descontentamento e desespero. Esta caixa de comentários prova-o muito bem.
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De Anónimo a 04.06.2012 às 19:06

Como pode haver gente capaz de defender gente sem o senso do ridículo, sem respeito pelos outros e sem o minimo de espirito solidário.
Por causa dessas situações aberrrantes e dessa classe parasita que não se vê ao espelho é que Portugal chegou onde chegou e a Europa caminha a passos largos para o abismo. Não podemos calar afrontas dessas. Essas que apenas vêem o seu próprio umbigo é que deviam emigrar e para bem longe. Queremos Portugueses de boa fé, esses é que fazem cá falta.
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:53

Como podem defender também me ultrapassa e como não entendem que é imoral que alguém que não paga impostos e ganha daquela maneira venha 'propor' a redução de salários, idem.
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De John Doe a 04.06.2012 às 01:08

Pronto, já cá faltava alguém a bater no Louçã...

Até achei estranho não terem metido o Louçã ao barulho logo na primeira resposta!

Quer dizer, o homem nunca esteve no governo, o partido que representa tem uma sempre uma percentagem irrisória nas eleições mas mesmo assim há sempre alguém a bater no homem...

Era bem feito que diminuissem os ordenados para metade pois a MAIORIA do povo português ou vota sistematicamente na porcaria dos partidos que têm levado este país até à miséria em que nos encontramos ou então nem sequer vota, permitindo que os outros decidam por sí!!!

Passam a vida a queixar-se dos governos mas votam sempre nos mesmos e depois ainda falam do Louçã... Ahahahahah

Enfim, isto é mesmo um país de tristes...
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De tonysilvalu a 04.06.2012 às 18:41

caro Senhor, é pena que assim continue,... com tanto medo do comunismo... preferimos ser torturados por este bando de saqueadores....
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De Leonor Barros a 07.06.2012 às 11:19

Acho uma certa piada também ao medo do comunismo. Caramba, como dizem os anglófonos 'get over it'!
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De JgMenos a 03.06.2012 às 17:14

Há uma regra de ouro para os proletários: ganhar tanto quanto haja alguém disposto a pagar!

O Borges consegue que lhe paguem muito bem. Parabéns!
Quem não consegue quem lhe pague, ainda que pouco, tem um problema a resolver.

Mas as 'boas almas', comovem-se com as diferenças, e até a vanguarda dos proletários não os querem muito diferenciados. Uma confusão!
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 17:40

Uma confusão, o seu comentário. Não percebi nada. Os proletários? Voltou o marxismo?
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De JgMenos a 03.06.2012 às 23:52

Proletário - pessoa que só tem seu salário para viver, isto é, a remuneração da sua força de trabalho.
Acho que percebeu!
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De Inês Meneses a 04.06.2012 às 10:38

Personagens como António Borges não vendem força de trabalho, vendem conhecimentos, contactos e posições. Não é honesta essa definição.
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:54

Ah bom, o jgMenos acha que o Borges é um proletário? Valham-me os deuses.
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De JgMenos a 05.06.2012 às 00:27

Note que não falei em latim!
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De JgMenos a 05.06.2012 às 00:25

E para vender isso, herdou? Ganhou na bolsa? Roubou? Foi a votos?
Ninguém quer ver que quem se dá ao TRABALHO de aprender, e de lutar para ganhar posições, e de se afirmar ao ponto de poder gerir contactos ( o que não é pouco trabalho), pode legitimamente anbicionar um retorno.
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De Leonor Barros a 05.06.2012 às 01:33

E isso é válido para todos os trabalhadores sem excepção.
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De Tó Zé a 04.06.2012 às 06:39

Há uma outra regra, mas essa económica, pagar bem para haver circulação de dinheiro na economia. Algo que em Portugal começa a não haver.
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De Leonor Barros a 05.06.2012 às 01:34

Claro que não e ainda vai ser pior.
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De joao cruz a 04.06.2012 às 12:11

Não li ninguém dizer que o senhor ganha demais.

O que li foi que devia pagar impostos.

Penso que estamos de acordo que é um bom exemplo para o sentimento das desigualdades no tratamento fiscal dos contribuintes.
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:55

Exactamente. O salário dele só é importante tendo em conta as afirmações do dito.
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De JgMenos a 05.06.2012 às 10:15

Livre de impostos NÃO é isento de impostos!!!
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De Leonor Barros a 07.06.2012 às 11:19

Seja o que for. É um abuso.
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De Paulo Sousa a 03.06.2012 às 19:51

Será que a remuneração que o Sr. Borges aufere lhe retira a capacidade ou legitimidade em opinar sobre o rumo que o país deve tomar? Não me ocorre quem se irá apressar em seguir tais recomendações?
Será que o Xico, o meu vizinho que vive há cinco anos à conta do Estado Social e apenas paga iva dos bens que adquire (tal como o Sr. Borges), tem mais legitimidade para vociferar atuardas que envolvem tiros de espingarda e de canhão, sobre o rumo que o país deve tomar?
A fulanização das notícias é um excelente entretenimento de uma certa casta que se mobiliza por valores tão nobres como a inveja. Somos um país de invejosos e mobilizamo-nos mais facilmente contra quem ganha mais do que nós do que em assumir mudanças de comportamento.
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 20:07

Já esclareci acima o que penso. Tanto defensores de António Borges...
E quem lhe disse que eu acho que o seu vizinho Xico tem mais legitimidade do que António Borges? Ver a vida a preto e branco e assumir logo determinado ponto de vista apenas porque se critica alguém que pelos vistos tem tantos advogados de defesa é um problema. Calma, é só a minha opinião. Não vale a pena tanto fervor.
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De Paulo Sousa a 03.06.2012 às 21:45

Depois de voltar a ler o meu comentário, reparei que de facto entrei com os pés. É fácil e sabe bem entrar com os pés contra um nome escrito a preto e branco algures num blog. A Leonor merece uma vénia pelo esforço de responder a todos os comentários, mesmo aos pouco agradáveis. Não é ao acaso que faz parte deste blog.
Continuo a achar que a fulanização nos tira distância e frieza na avaliação das notícias, mas apesar disso vai daqui uma chapelada à Leonor.
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 21:56

Muito obrigada, Paulo. Esta nossa troca de opiniões é o que considero saudável num blogue e no resto da vida. Seria óptimo que fosse sempre assim. Discordar não tem de ser ofender e o facto de criticar uns não implica que estejamos obrigatoriamente a defender de forma subliminar algum partido. Detesto partidarite.
Bom resto de Domingo
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De John Doe a 04.06.2012 às 01:29

O Xico e o Estado Social... Ora aqui está outro bom exemplo de como os portugueses falam muito mas exigem pouco de quem elegem para governar.

Toda a gente fala mal do cigano que vive do rendimento mínimo, não paga impostos e ainda trafica droga ou armas mas a verdade é que os governos têm-se sucedido e alternado entre PS e PSD (e aquele outro partido que vai sempre a reboque!) e nenhum deles faz nada para acabar com essa pouca vergonha do rendimento mínimo.

Por algum motivo que me escapa à compreensão, o povinho queixa-se dos problemas mas continua a votar sempre em quem não lhes resolve os problemas...

Depois ainda se admiram que vos queiram reduzir os ordenados!
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De Miguel - Alenquer a 04.06.2012 às 14:22

Conta-se que num sqqueles encontros entre chefes de governo europeus, Olaf Palm ou Willie Brandt, não me lmebro qual, terá perguntado a Vasco Gonçalves "como vão as coisas em Portugal?", ao que este respondeu: "Estamos a acabar com os ricos!".
Comentário do autor da pergunta: "É curioso, nós estamos a tentar acabar com os pobres..."

Tenho a convicção de que Louçã e Jerónimo de Sousa seriam outro Vasco Gonçalves: acabavam com todos os ricos, incluindo aqueles que por terem inciativa e por serem empreendedoresm, criam empregos e pagam ordenados à esmagadora maioria da população.

Por isso, se mais razões não existissem, jamais os portugueses elegerão para governar gente daquele calibre. Podemos não gostar que tantos ricos se safem a roubar, mas sabemos que sem ricos não há economia que sobreviva.
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De John Doe a 04.06.2012 às 16:45

Ó Miguel - Alenquer, essa do "acabar com os ricos" versus "acabar com os pobres" é uma anedota muito gira, que por acaso eu até já tinha ouvido, mas sinceramente já está um pouco gasta.

De certeza não queres que alguém leve isso a sério, pois não???

Se quiseres falar em acabar com as desigualdades eu já te levo mais a sério e nesse caso não precisas meter ao barulho nem os ricos e nem os pobres que, como deves saber muito bem, hão-de existir sempre, quer se goste ou não.

Eu não sei em que país vives tu, se calhar até vives no país do Sr Olaf (que a malta da direita tanto admira mas parece ser incapaz de nos proporcionar a qualidade de vida que eles têm) mas no meu, a malta anda cada vez mais espremida enquanto que os grande grupos económicos continuam a ter lucros obscenos.

Sim, vai lá pesquisar quais foram os lucros da EDP no ano passado (e já agora quanto vais pagar de aumento na conta da luz no próximo ano)...

Vai lá pesquisar quais foram os lucros da Mota Engil no primeiro trimestre deste ano...

Já agora aproveita e vê lá quem está à frente dessas empresas e que cargos políticos ocuparam no passado!

É só gente de "calibre", deve ser por isso que as empresas são tão bem sucedidas!!!
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 22:58

É uma questão de fiscalização. Falha em muitos sectores da sociedade portuguesa. Em tempos idos, havia quem fosse levar e buscar o filhinho à escola em grandes carrões, ostentasse grandes vidas e declarasse o ordenado mínimo. Na escola pagavam a taxa mais baixa pela refeição das crianças. Neste caso são dois os problemas: gente que não tem vergonha e que anda descaradamente a roubar-nos a todos e ausência de fiscalização por parte do Estado e dos sucessivos governos.
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De Desalinhado a 04.06.2012 às 09:53

Tem mais legitimidade. Sabe pq? chama-se vergonha na cara. Esse António Borges era ou é um dos directores do Goldman Sachs. Um dos tais bancos "beneméritos" que manda no mundo e nas finanças dos povos. E como diz a Leonor só não lhe chamo animal por respeito aos animais.
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De Rebelo a 03.06.2012 às 21:32

Concordo plenamente com o seu post. Falar de barriga cheia é fácil. Que o Estado lhe proponha cortar o valor das suas "consultadorias" para 1/4 e veremos então se ainda mantêm a mesma vontade em aconselhar o Estado. Que procurem no "le monde", uma reportagem sobre esta personagem e talvez algumas coisas fiquem mais claras.
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 21:47

Exactamente. Comecem por dar o exemplo.
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De lss a 03.06.2012 às 22:03

Não pagar impostos no país de origem e, por regra, de residência, constitui uma benesse garantida a todos os funcionários de uma organização internacional. Ao bom salário que refere e o não pagamento de impostos, acrescem as horas de viagem, a ausência da familia e dos amigos, a ausência de raízes... Nem sempre é fácil ser funcionário de uma organização internacional e falo por experiência própria....Não compreendo como uma vantagem associada à situação profissional pode retirar a alguem a capacidade/habilidade de comentar a situação económica de um país...
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 22:22

Sim, eu sei, já referi isso algures nos comentários e no post. Não é um problema apenas do FMI. São opções de vida, quando se abraça uma carreira assim devem ponderar-se os prós e os contras, como qualquer outra, certo?
Vamos ver se nos entendemos de uma vez por todas e vou-me repetir: eu não disse que não podiam comentar. Mandar os outros pagar impostos e dizer que os ordenados devem ser reduzidos quando se ganha como se ganha em Portugal e da forma como as pessoas estão desesperadas vindo de gente que nem sabe o que é pagar impostos e que ganha como ganha é capaz de não ser muito respeitoso, digo eu.
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De Margarida Barbosa a 04.06.2012 às 01:32

Leonor, tive o cuidado de ler os seus comentários e na verdade defende-se sempre dizendo que podem comentar a situação atual do país, mas não é respeitoso....então e como ficamos??
Na verdade, parece-me que considerações que são feitas relativamente aos salários auferidos por todos os outros, menos por nós, me faz lembrar aquela lógica do salário do jogador de futebol...
A política salarial que é atribuída a cada funcionário de uma OI está de acordo com critérios que nós enquanto cidadãos dos Estados-membros ratificámos. Parece-me absolutamente despropositado criar analogias recorrentes entre declarações destes funcionários com os seus próprios rendimentos. Entenda-me, eu não conheço o sr. António Borges e não estou a defendê-lo, mas parece-me coisa de invejosos...
Preocupa-me muito mais a possibilidade que ele esteja a este nível salarial e que seja do conhecimento geral nos bastidores que o seu papel enquanto líder de um fundo como o FMI tenha sido vergonhoso.....
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De Anónimo a 04.06.2012 às 14:51

A questão é ainda mais simples que isso. Estes senhores entendem que tudo se aplica aos outros, e que a sua (deles) situação é apenas uma gota no oceano; que não causa nenhuma desgraça. O problema da moral nunca está no que se prega, mas como se aplica.
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 23:06

Margarida, é claro que podem comentar a situação do país, vivemos em liberdade e democracia, é por isso que estamos aqui todos a conversar, mas acho uma falta de respeito declarar uma urgência a redução salarial quando se ganha pessimamente em Portugal, as pessoas com rendimentos baixos perderam subsídios que fariam a diferença na educação dos filhos e está tudo aflito para sobreviver: o povo porque paga impostos em excesso, as empresas idem, pelo que sei. Não lhe parece que alguém afirmar algo assim perante as pessoas que estão a passar mal é um abuso? Pois eu acho. Já disse por aí algures, desculpe-me mas são muitos os comentários, não é o ordenado dele em absoluto que está em causa, estou-me nas tintas para o que ele ganha, desde que não venha com estas tiradas. Como acha ele que as pessoas vão viver se lhes reduzirem os salários?
Sim, a questão que refere é pertinente, mas nada de novo. Constâncio não fez bem o seu trabalho e ainda teve bónus. Uma tristeza.
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De rosa medina a 03.06.2012 às 22:45

Não é verdade que seja garantido para todas as organizações internacionais.
Na Nato, que é uma organização internacional, não é assim, porque há pessoas a pagar os seus impostos no país de origem.
Acrescento que foram estes economistas bem pagos que nos levaram para onde estamos. São todos excelentes e bem pagos mas não conseguiram evitar a crise internacional. Deveriam esmo estar muito calados!
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De Leonor Barros a 03.06.2012 às 22:57

Olá :) Obrigada pelo esclarecimento, Rosa. Na notícia que linko fala-se também dos funcionários das Nações Unidas.
Os economistas e outros que se andaram a governar ao longo destes anos todos.
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De antonio neves a 04.06.2012 às 08:52

Esse Sr. António Borges é mais um elemento do banco goldman sachs , dos espalhados na Europa, com o intuito de
acabar com a moeda europeia , e de tentarem acabar com o estado social europeu .
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De donato a 04.06.2012 às 12:28

Devíamos fazer como os árabes!!! eliminá-los da terra porque cá não fazem falta! só que chulos são de todos os partidos! depois da política vem
os tachos e por tal ninguém devia votar para eleger estes filhos da p............, eu já não voto!
Um amigo do ambiente.
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De saile a 04.06.2012 às 16:15

Não votas porque és preguiçoso ! Eu não quero provocar, mas dizer que não voto é derrubar todas as afirmações que possas fazer aqui! Votar é usar a liberdade deixar de o fazer é confirmar as as más politicas feitas......
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 23:07

Mas devia votar. Abster-se é passar ao lado da situação do país, não que tenhamos muitas alternativas.
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De Irene Machado a 04.06.2012 às 12:31

Estou totalmente de acordo com a Leonor.
Nào se pode exigir reduçào dos salàrios e ao mesmo tempo, pagar impostos , enquanto muitos senhores ganham milhoes e nào pagam impostos. Quer dizer: os pobres é que enriquecem os ricos...(mas isto jà se sabia! Vejam là, voltamos à Idade Média! Falta-nos é um Robin dos Bosque...).
E quanto aos economistas...jà se sabe que eles so esperavam por uma bela crise como a que estamos a passar para enriquecerem mais ainda!
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 23:08

Precisamente.
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De AM a 04.06.2012 às 01:21

Na NATO cada um participa enquanto funcionário das forças armadas do país de origem. É uma situação que, nesse respeito, não tem nada de comparável ao FMI.
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De Paulo Rato a 04.06.2012 às 02:55

Enfim, uns sacrificados, ao pé dos quais um tal Francisco de Assis faria figura de frio e malvado egoísta. Até porque "funcionário de organização internacional" deve ser a única profissão em cujo desempenho são exigidos tão dolorosos sacrifícios! Tão tão qu'inté perturbante lágrima m'assoma ao olho! Com'é possível que se demande, sem pudor nem dó, a um desvalido ser humano, só d'osso e carne feito, qu'aceite tais titânicos labores?! Ó crua e desumana gente, que assi pede! Ó indómita comitiva de os que d'aberto peito aceitam!
Eu é que - ingénuo - pensava conhecer um ror de profissões, funções e missões que, exigindo sacrifícios bem maiores e, até, riscos - incluindo o da própria vida - que estes mártires não conhecem nem de longe, não são beneficiadas com tão elevadas remunerações nem tão caritativas benesses... Talvez porque quem as desempenha (bombeiros, polícias, socorristas, médicos e enfermeiros - e não só os de organizações de voluntários -, missionários - e não sou religioso... -, correspondentes de guerra e outros jornalistas, militares e tantos outros, menos óbvios ou "visíveis") não faça parte da "elite" social a que estes sacrificadinhos acreditam pertencer?...
O resto não comento, porque, confesso, a minha devoção à hipocrisia global a que usa chamar-se "boa educação" é nula - vale o que valem as sociedades organizadas pelos homens e a sua história, mais triste que louvável -, mas já percebi que é cousa de monta para assaz frequentadores do blogue e eu estou por aqui só mui de passagem, porque calhou encalhar nesta excessiva tonteria e não consegui quedar-me assisadamente no conchego da indiferença. Pelo que não valerá a pena desassossegar tão bem pensante companhia...
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 23:10

Fez muito bem em nos vir visitar. Eu gosto de opiniões assertivas.
Plenamente de acordo em relação aos 'sacrificados'.
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De Paulo Rato a 05.06.2012 às 01:20

Seria impróprio, de acordo com os meus princípios - e não com os da hipócrita "boa educação" que referi - não abrir uma excepção à breve passagem, parando um pouco para lhe agradecer o bom acolhimento. Até por saber que em todo o lado e circunstâncias há quem não se abandone à remansosa "corrente principal" e se dê ao (difícil) trabalho de pensar.
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De Leonor Barros a 05.06.2012 às 01:35

Muito obrigada, Paulo. É muito bem-vindo :)
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De Nikita a 04.06.2012 às 10:56

Parece-me que tudo isto é um caso de extrema HIPOCRISIA! Direito a opinião toda a gente tem concerteza, o problema é que gente desta, quando opina, fá-lo com uma leviandade atroz, própria de quem não sabe do que fala, das dificuldades das pessoas, e não fazendo nada...repito, nada para alterar essa situação. Não queiram vender a conversa de ter uma profissão muito desgastante e fora da família etc porque isso é uma afronta para quem trabalha em condições piores e com vencimentos no limite de sobrevivência! E como esta gente não tem culpa de não pagar impostos se são eles os autores das leis que os tornam isentos!? Fico triste de ver que anda um punhado de gente a brincar ao monopólio, e ainda há peões que não se importam de participar no jogo...até quando?
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De Leonor Barros a 05.06.2012 às 01:36

E que sabem eles das dificuldades reais das pessoas? Essa é a questão.
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De Tiago Caseiro a 04.06.2012 às 23:28

Caro Sr. ou Cara Senhora;
Acha então que, "as horas de viagem, a ausência da familia e dos amigos, a ausência de raízes..." devem ser razão suficiente para não pagar impostos? Muito bem. Comparemos então a situação que descreve com a de um Português emigrante:
-Horas de viagens - por vezes dias só para passar uma semana ou 2 com a família e uma vez ao ano...
- Ausência da família e amigos - durante 95% do ano...
- Ausência de raízes -a situação é a mesma...
Mas paga impostos, e ainda envia o pouco que consegue amealhar para os "bem geridos" bancos portugueses, em vez de um qualquer banco numa off-shore que lhe permita não pagar mais qualquer coisa... O não pagamento de impostos é um factor de diferenciação, que é desajustado. E pode haver alguém que me diga " Os que ganham o ordenado mínimo também estão isentos." É verdade, e é também uma desigualdade, e está mal. Mas é causada por uma má avaliação do trabalho. Em Portugal a diferenciação do tipo de trabalho leva a estas desigualdades. Reparem que nos países desenvolvidos a diferença entre salários mais altos e mais baixos é muito menor que no nosso caso, referindo-me aos cargos da função publica (os privados são livres de pagar o que entenderem aos gestores e administradores). Isto torna-se gritante no caso de pagamentos de reformas. 4 anos de trabalho num cargo politico da direito a uma reforma maior do que 30 anos noutro trabalho? Em que cabeça pode esta medida parecer justa e igualitária?
Não seria mais sensato haver uma harmonização de salários e reformas? Não haveria uma maior receita fiscal, e uma segurança social estável e solida? Não seria o Sistema de Saúde mais sustentável?
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De Leonor Barros a 07.06.2012 às 11:21

E quantas outras pessoas não sofrem o mesmo, são colocadas fora de casa sem abonos extra e ninguém se importa com isso?
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De Marília Rocha a 04.06.2012 às 00:45

«A diminuição de salários não é uma política, é uma urgência, uma emergência». Quem poderá falar com mais probidade que António Borges? Na verdade, só uma pessoa que ganhou a enormidade que ele ganhou poderá chegar a tal conclusão. É curioso que Christine Lagarde criticou os gregos por fuga aos impostos. Quem poderá falar com mais probidade do que uma pessoa que aufere milhares de euros livres de impostos?
Se moral e justiça estão intrinsecamente ligadas, nos casos presentes só o estão pelo lado mais negro e negativo. Não há aqui qualquer laivo de justiça ou sequer de moralidade, quando se pretende exigir aos aos outros aquilo que sabemos que não nos tocará.
É injusto! É imoral!
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 23:11

Esse é o meu ponto. Nada disto seria assunto se ambos não viessem doutrinar o 'povo' mas praticando o oposto.
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De José Andrade a 04.06.2012 às 01:00

Assino por baixo o seu post.
Este Senhor, como muitos outros em Portugal, gostam imenso de opinar sobre questões que, sabem muito bem, NUNCA lhes hão-de tocar..Talvez pudesse dar um exemplo...e aceitar a redução dos seus múltiplos salários...e talvez devesse falar menos, como sugeriu esta noite o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Receita que deveia aplicar-se a todos os outros muitos comentadores de "bancada" que por cá pululam.
Obrigado
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De silveira a 04.06.2012 às 14:05

Antonio borges devia presendir do ordenado +e uma vergonha para o pais ele ganhar esse ordenado e ainda por cima não padar impostos com tanta gente apassar fome ?
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De NABUCODONOSOR a 04.06.2012 às 17:20

Deixe lá que o Marcelo também fala pouco fala...
O que eles deviam era dar um tiro na cabeça e fugir para a China!
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De Leonor Barros a 04.06.2012 às 23:12

Não falam menos porque se estão nas tintas para as pessoas e as suas necessidades reais.

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