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1º de Maio no mundo

por Leonor Barros, em 01.05.12
Atenas
Istambul
Madrid
Moscovo
Há que primar pela diferença.

Proponho que doravante o 1º de Maio passe a ser chamado dia de S. Pingo Doce.

 

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16 comentários

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De Sara a 01.05.2012 às 20:59

Diz muito sobre o nosso estado actual... De um lado uma empresa que se deslocaliza, pressiona trabalhadores para trabalharem no Dia do Trabalhador e que, contra o lema "sem cartão ou promoção", agenda uma grande promoção (dumping?) para um dia com um significado tão específico.

Do outro, consumidores que muitas vezes não podem manter-se fiéis ao que acreditam, porque cada vez é mais difícil pagar as contas neste país e qualquer oportunidade tem de ser aproveitada.

A mim não me apanham num supermercado neste dia. Tenho todos os outros dias para lá ir, porra. Há valores que não podem ser esquecidos ou vendidos e a minha consciência não está em promoção.
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De Leonor Barros a 01.05.2012 às 21:56

O meu objectivo com este post foi o de mostrar o estado do país real, Sara.
O Pingo Doce poderia ter escolhido outro dia para fazer esta promoção. Há mais feriados e fins-de-semana. Não me parece que a escolha do 1º de Maio tenha sido ingénua.
As pessoas estão desesperadas e se por metade do preço podem trazer o dobro dos produtos obviamente nem hesitaram. Os pobres não têm escolha. É claro que não foram apenas as pessoas em necessidade extrema mas esta situação dá que pensar.
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De Sérgio de Almeida Correia a 01.05.2012 às 23:24

É triste, muito triste, Leonor.
O que o Pingo Doce fez foi mais uma forma aviltante de gozar com a pobreza e a miséria de quem sofre.
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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 18:47

É, é, triste, Sérgio, mas em verdade te digo que conseguir gastar 300 euros de supermercado e dispor deles numa altura destas também me pareceu estranho. Como cantariam os Doors "people are strange'.
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De Sérgio de Almeida Correia a 02.05.2012 às 19:32

Pois é, mas para a próxima podem sempre fazer as "promoções" a 16 ou 18 do mês, a ver no que dá.

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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 20:12

Feriados não faltam, Sérgio. Vamos ver o que preparam para o 7 de Junho, tão criativos que são :)
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De da Maia a 02.05.2012 às 01:07

Falta sempre uma imagem do 1º Maio nos EUA...
... dizem pois que Maio é em Setembro!
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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 18:47

Fica para a próxima, se próxima houver.
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De Laura Ramos a 02.05.2012 às 01:59

Percebo o que queres dizer, Leonor. Mas quanto a mim o que é muito, muito mau sinal é que seja a notícia do Pingo Doce a levar a palma às celebrações do 1º de Maio. A escolha é só nossa. E aí é que está o cerne da questão... Não achas?
- Quem abafou o 1º de Maio? Não terá sido o próprio?
(...)
O que o Pingo Doce fez foi uma manobra de mercado que nem chega, tecnicamente, a ter contornos de concorrência desleal. Foi concorrência pura e dura, ponto final, e brilhante, num dia em que quase todos os consumidores estavam disponíveis e puderam ser desviados pelo apelo à poupança, num contexto de mercado em que todos os outros 'hipers' também funcionaram. Gostava de ter podido aproveitar.
É assim a economia, é assim a estratégia...
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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 18:42

Mas eu nunca disse o contrário, Laura, aliás as fotografias que escolhi ilustram o que dizes: o acontecimento do 1º de Maio não foi o 1º de maio foi a promoção do Pingo Doce e isso é significativo do estado do país, independentemente de tudo o resto.
Quanto ao Pingo Doce propriamente dito, e marketing à parte, não gostei da atitude. Acho que a escolha desta data quando houve controvérsia em torno da abertura dos hipermercados é uma provocação.
Eu não critico quem lá foi, Laura, em momento alguma, mas que as pessoas tenham tido comportamentos pouco civilizados já é outra coisa. Se há culpados, o Pingo Doce não é de certeza.
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De Laura Ramos a 02.05.2012 às 19:44

Claro que houve intencionalidade na data. Mas isto deveria ser um fait divers e foi muito mais do que isso por alguma razão...
Penso assim, por mim, muito pragmaticamente:
Eu trabalho o dia todo até às tantas; Não tenho horas mortas; Sou dona de casa em acumulação; Passei a ponderar cada despesa ao mm; Vivo num dos países europeus onde a alimentação mais onera o orçamento familiar; Costumo, desde sempre, fazer compras de alimentação maioritariamente em regime mensal; estou no princípio do mês, sei que há um sítio qualquer de confiança onde fazem 50% de desconto, e não vou a correr fazer essas mesmíssimas compras, as do costume, para obter uma brilhante poupança no meu caderno de encargos? Mas qual consumismo, qual açambarcamento!
Sei que concordas comigo...
E eu só não fui porque o meu tempo livre também é dinheiro e não tenho quem me substitua nessa tarefa de formiga despenseira.
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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 20:11

Mas a questão é essa, Laura: nos tempos que correm não há escolha. Não fui eu que falei em consumismo ou açambarcamento. Ando desde ontem a dizer que não critico quem lá foi.
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De Laura Ramos a 02.05.2012 às 20:15

Eu sei que não foste tu quem falou! :)
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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 20:20

Só fala em açambarcamento quem vive fora da realidade, Laura e pouco me interessa se é a direita ou a esquerda, aliás a bipolarização desta questão aborrece-me. As pessoas estão a passar mal.
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De cr a 02.05.2012 às 10:15

O dia de S. Pingo Doce ou de S. Jerónimo, parece-me bem, na verdade toda a nossa comunicação social está " vendida ", abrir jornais nacionais e manter a noticia no ar por 30 minutos é deveras degradante. Fazer a promoção no dia do Trabalhador é mais que certo, intencional.
Se o Pingo Doce pode vender a metade do custo isto quer dizer que nos restantes dias do ano, nos anda a enganar a todos com margem de lucro nos produtos, altíssimas. Das duas uma, ou faz " dumping " ou nos engana.
Classifico esta campanha como uma vergonha nacional de uma empresa que mostrou que tem mais poder que o próprio estado.
Leonor todos nós precisamos de comprar mais barato, todos nós estamos a atravessar dificuldades,mas tratarem-nos como animais a quem acenam uma cenoura é vil.
Ontem o dono dos Pingo Doce, não teve pena dos portugueses que passam dificuldades, ele tomou conta dos noticiários da Tv, sem pagar a campanha publicitária e mostrou que ele é que manda, nas suas lojas e nos seus empregados!
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De Leonor Barros a 02.05.2012 às 18:45

É claro que a escolha não foi inocente, cr, e é claro que ninguém está em situação de recusar uma promoção destas. É o país que temos, perdeu-se o Norte, em vários sentidos.

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