Dois pesos, duas medidas. Ao sabor das conveniências políticas do momento.
De aires bustorff a 13 de Abril de 2009 às 15:26
Acha mesmo que são 2 medidas e 2 pesos?
So, felicito-o pela sua perspicacia analitica...
Muitos parabens!!!
Acho. Nisto, como em tanta coisa. Vem aí mais.
De javali a 13 de Abril de 2009 às 15:48
Ora aí está.
«Ao sabor das conveniências políticas do momento.» Por sinal, para quem tem bom gosto, este sabor é intragável!
Só pode ser, compadre. Intragável mesmo.
De
mdsol a 13 de Abril de 2009 às 16:47
Pergunta genuina:
Compara-se aqui a hipotética injúria do jornalista com as injúrias do AJJ?
:)))
Compara-se aqui apenas o direito que um político tem, ou não, de accionar judicialmente quem alegadamente o difama. Segundo VM, tanto quanto me apercebi, AJJ não tem esse direito e JS tem. Só isso. E já dá muito que pensar.
"E novidades?"...
Mas não se deve perder a oportunidade de demonstrar a incoerência.
De que o cavalheiro não é único detentor, já agora.
Estes meses vão ser penosos...; a bem dizer, um ano inteirinho de campanha eleitoral, haja paciência...
(hã, mais contentinho com a minha colherada 'nas políticas', querido Pedro?
)
Claro que sim, Margarida.
De Luís Reis Figueira a 13 de Abril de 2009 às 18:14
...e se fosse só dois pesos e duas medidas... E então os dois partidos?... Este senhor tem feito quase tudo a dobrar na vida.
Desde logo, a posição perante a União Europeia, Luís. Hoje é cidadão "europeu", como alega nos cartazes. Na década de 80, enquanto deputado comunista, pensava de maneira diferente.
De
Adília a 13 de Abril de 2009 às 18:39
O paralelismo que procura estabelecer entre as duas citações não me parece correcto, penso mesmo que é falacioso e vou tentar explicar porquê. Fundamentalmente acho que está a estabelecer uma comparação entre duas situações de grau e nível diferente, logo incorrecta. Repare, na primeira citaçõa fala-se dos políticos em geral e parece-me acertado o que se diz. Na segunda citação fala-se de um político em particular, que até se nomeia, ao qual por motivos obvios e explicitados não se aplica o que é enunciado na primeira: este político é eiro e vezeiro em desconsiderar e até insultar toda a gente na maior impunidade e daí que, pelo menos moralmente, não digo juridicamente, perde o direito a reclamar se alguém o tratar também nos mesmos termos.
De Sérgio Bernardo a 13 de Abril de 2009 às 20:16
A questão aqui, é que se os jornalistas se sentem insultados pelo AJJ, podem e devem accioná-lo judicialmente, se não o sentem não o farão, outra coisa é dizer, como o faz Vital Moreira, que por isso não tem o direito de se defender judicialmente quando se sente atacado. Se se sente ofendido, da mesma maneira que o Eng. Sócrates tem de se defender, também AJJ o tem, se é ataque, como diz Vital, no caso do AJJ, também o é no caso de Sócrates.
www.atexturadotexto.blogspot.com
Sérgio, a minha tese é igualmente essa.
Tese que também partilho. Mas convém acrescentar, Sérgio, que Alberto João Jardim já tem sido processado: sem sucesso, porque não abdica da imunidade.
Exactamente, João. Convém sublinhar isso. Quanto a José Sócrates, há igualmente que perguntar o seguinte: por que motivo o PM não processa comentadores como Vasco Pulido Valente, António Barreto e Pacheco Pereira, que já o criticaram de todas as maneiras? Dizia há dias o Daniel Oliveira, e com razão, que este PM é forte com os fracos e fraco com os fortes.
Tens razão e teve razão o Daniel Oliveira.
Adília: falacioso é presumir que a posição actual é "geral e abstracta" quando ela decorre num contexto de várias queixas-crime de José Sócrates contra jornalistas. De resto, se esta tese fosse geral e abstracta em relação aos políticos, valeria também para AJJ, que é igualmente político no activo. Sou insuspeito relativamente a AJJ, que não me merece a menor simpatia, como tenho escrito aqui e noutro blogue. De resto, quando AJJ acciona judicialmente jornalistas, por mero delito de opinião, critico sempre - e assino por baixo. Mas esta tese, para mim, tem validade para todos os políticos - não só para AJJ. Ao contrário do que supõe, Adília, há muitas maneiras de insultar e amesquinhar jornalistas - Jardim é o mais óbvio e mais boçal nesta matéria, mas está longe de ser o único.
A questão não me parece tão linear quanto a coloca caro Pedro. na verdade, parece-me que está a confundir patamares diferentes, na medida em que, ao contrário de AJJ, que saiba Sócrates não insultou qualquer jornalista em particular (dificilmente falar-se de 'campanhas negras' pode ser equiparado aos despropósitos soezes em que AJJ é useiro e vezeiro.
Em suma, querer equiparar a praxis política de um trauliteiro como AJJ, que insulta desregradamente e ameaça com todo o tipo de represálias quem o belisca com a praxis da grande maioria dos políticos do 'continente' (entre os quais JS), que, estes sim, têm todo o direito de processar seja quem for quando se sentem insultados, é, parece-me, absurdo.
Meu caro, parece que começamos a desviar-nos um pouco daquilo que escrevi.
Relembro: peguei nas palavras actuais de Vital Moreira, que admite todo o direito a qualquer político - de forma geral e abstracta, sem isentar ninguém - de mover processos judiciais contra jornalistas, pondo-as em contradição com o que o próprio VM escreveu 13 meses atrás sobre AJJ. Só isso. Quanto aos insultos desbragados de AJJ a jornalistas e políticos (incluindo o actual PR, que tratou de 'Sr. Silva'), sou o primeiro a insurgir-me contra isso, tal como critiquei o silêncio e a passividade de Cavaco Silva sobre o atentado à democracia que há meses se registou na Assembleia Regional da Madeira.
Volto ao principio: não podemos é negar a Jardim aquilo que, no plano dos princípios, exigimos para Sócrates. E vice-versa. Parafraseando Vital Moreira: um pouco mais de rigor, s.f.f.
Um cata-vento politico, apontado sempre para o chefe.
Apetece pedir a VM: um pouco mais de coerência, s.f.f.
ah sim ..vital moreira ..o homem que está sempre a clamar por rigor ..na minha tasca a certa altura fui acompanhando o numeroo de vezes que ele pedia rigor http://o-andarilho.blogspot.com/search/label/vital%20moreira
depois desisti
tenho mais que fazer
abraço pedro
Post-scriptum.as cererejas já estão á espreita
Caro João,
Tenho de ir espreitar as cerejas sem demora. As saudades já apertam. Quanto ao rigor do candidato, estamos conversados.
Abraço
Vital Moreira é mesmo assim, nada a fazer.
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