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As pedras não dão votos

por Pedro Correia, em 05.01.09

O país do TGV, do novo aeroporto de Mário Jamé Lino e dos fatinhos Armani da classe dirigente é o mesmo que deixa morrer o património histórico e cultural. Percebe-se: reabilitar monumentos não dá votos. Mais vale inaugurar cento e oitenta e quatro rotundas e quatrocentos e sessenta e três fontanários. O que vale a janela do Convento de Cristo comparada com o computador Magalhães, distribuído como bacalhau a pataco?

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19 comentários

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De João Carvalho a 05.01.2009 às 15:17

Bem visto, compadre. O País é assim: o património histórico é tratado como se nada fosse. O matrimónio também: a culpa morre historicamente solteira...
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De Luis Melo a 05.01.2009 às 16:25

Sobre o TGV (http://mudaportugal.blogspot.com/2008/10/tgv-e-o-pendular.html) e o Magalhães (http://mudaportugal.blogspot.com/2008/12/o-sucesso-do-magalhes.html) estamos conversados.

"Perco" algum do meu tempo livre a visitar Portugal. A maior parte das vezes faço visitas ao nosso património historico-cultural.

Ainda este fim-de-semana estive a visitar o castelo de Palmela por exemplo.

É de facto triste ver o estado físico a que chegam as coisas.
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De João Carvalho a 05.01.2009 às 16:52

Recomendo-lhe uma visita ao castelo de Lanhoso, meu caro (se ainda não o fez). Só por isto: a condessa D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques e reconhecida pelo Papa como Rainha de Portugal, esteve aí presa. A partir de então, parece que ficou traçado o nosso drama...
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De Hélder Franco a 05.01.2009 às 17:13

Se quiser passar por Mafra um destes dias caro Pedro poderá ver duas coisas fantásticas: os carrilhões do Palácio Nacional que já lá vai uma década estão calados porque se tocarem caem, e a metade traseira do dito monumento que, ao contrário da metade frontal, vai mantendo a sujidade de há 60 anos, e isto porque há 15 anos alguém no ministério da Cultura achou que bastava limpar meio Palácio para turista ver. Não faltarão certamente, e infelizmente, outros exemplos.
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De Pedro Correia a 06.01.2009 às 05:04

É chocante, Helder. Isso e tanta coisa mais na área do nosso património. Infelizmente, a opinião "esclarecida" não se preocupa com essas minudências.
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De João Carvalho a 06.01.2009 às 17:23

O frontispício do Palácio e Convento de Mafra limpinho 'para inglês ver' é, infelizmente, um hábito generalizado entre nós. Nem é preciso ir longe: muitas das ruas mais próximas do Terreiro do Paço sofrem do mesmo mal; no Porto, então, as ruelas mais recônditas da Ribeira constituem outro triste exemplo. Casos destes são como os seus decisores: vivem da fachada...
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De Nuno Carvalho a 05.01.2009 às 17:22

Absolutamente degradante! Longe vão os tempos do “BOLETIM DA DIRECÇÃO GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS”, editado mensalmente.
Para governar um país não basta ser-se o mais votado, é necessário ter capacidade para tal, caso contrário os resultados serão catastróficos.
A capitulação de Portugal está cada vez mais próxima.
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De PDuarte a 05.01.2009 às 17:59

muito bem Pedro.
escrita acutilante ou talvez até abrasiva como eu gosto.
ainda vamos criar um blog juntos.
boa sorte a este blog, com o qual me espero informar e divertir.
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De Pedro Correia a 06.01.2009 às 05:05

Obrigado pelos simpáticos votos, meu caro.
Abraço
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De Leonor Barros a 05.01.2009 às 18:04

Não vale nada até ao dia em que possa votar, Pedro.
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De CM a 06.01.2009 às 00:59

O Nuno Carvalho chamou à colação, com toda a propriedade, o denominado "BOLETIM DA DIRECÇÃO GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS".
Trata-se de uma excelente publicação do tempo do Estado Novo, onde parece que, afinal, a cultura era mais importante que hoje.

Irónico,não é?.
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De Carlos a 06.01.2009 às 01:57

O magnifico "BOLETIM DA DIRECÇÃO GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS" continuou a ser publicado até ao ano passado, quando este Governo decidiu extinguir um dos melhores serviços de salvaguarda e restauro de património do Mundo, com técnicos de altíssimo gabarito e sentido de responsabilidade civica e ética. Não tenho qq interesse pessoal nisto, mas tive por motivos academicos de estudar os procedimentos da extinta DGEMN e sei do que falo.
Ainda na primeira metade do século se deveu à DGEMN a salvaçao de centenas de monumentos portugueses, intervindo com obras e restauros que, apesar de serem esteticamente condenáveis aos olhos do sec XXI, possibilitaram ainda termos castelos e palácios de pé.
Agora , com a extinçao, ficou apenas o IPAR ou o seu sucedâneo a tratar dos monumentos, o que - pela triste amostra do que tem feito e dos bilioes que gasta com projectos pretenciosos e inexequiveis, está igualmente condenado a finar.
Meus caros, o sr. Socrates tem um projecto pessoal que coloca á frente de tudo. E ele e seus apaniguados estão a desmantelar Portugal às postas, como uma rés, para vender ao desbarato.
Ou começamos tudo de novo, refundamos este país com a pouca gente de bem que ainda não enlouqueceu ou fugiu, ou então façamos-lhe as exéquias!
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De Carlos a 06.01.2009 às 01:44

O Expresso lá veio fazer mais o seu fretezinho ao Governo da República, dando a entender que a privatização é uma boa coisa porque permite salvar os monumentos. Afinal nós estamos todos muito pobrezinhos e o Estado não tem dinheiro para pedras mortas.
Aceitam-se apostas sobre o próximo orgao de comunicaçao social a aderir à campanha de privatização do patrimonio cultural de Portugal.
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De Pedro Oliveira a 06.01.2009 às 12:09

hoje também falo deste assunto no Vilaforte.É uma vergonha Nacional.
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De Pedro Correia a 06.01.2009 às 13:01

Já lá vou espreitar, Pedro.
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De André de Soure Dores a 06.01.2009 às 12:25

Caro Pedro Correia,

Votos de sucesso para este projecto do Delito de Opinião!

É com prazer, ainda que pelo motivos errados, que assisto a uma referência ao património histórico-cultural deste país. A sua permanente secundarização (ou esquecimento e abandono mesmo) no seio das políticas culturais e da política em geral deve ser sempre motivo para nota (sem ser de rodapé) e lembretes nunca são em excesso. É o mínino que podemos fazer. Agradeço-lhe por isso.

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De Pedro Correia a 06.01.2009 às 13:02

Eu é que agradeço este contributo, André. Apareça sempre.

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