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Para lá das versões e interpretações jornalísticas, as intervenções dos representantes da troika em discurso directo (podem consultar-se no Económico) e o relatório de acompanhamento hoje publicado salientam os seguintes pontos essenciais:

  • a execução do orçamento de 2011 enfrentou dificuldades inesperadas e o cumprimento do objectivo orçamental só será possível com medidas extraordinárias (integração dos fundos de pensões da banca) devido a derrapagens na despesa e à insuficiência de medidas correctivas;
  • não há folgas no orçamento de 2012;
  • o corte nominal dos salários da função pública (por via dos subsídios) é uma medida adequada e o sector privado deve seguir-lhe o exemplo (seguirá, certamente);
  • o país tem funcionários públicos a mais;
  • em 2012 é necessário concretizar medidas de natureza estrutural, ao nível da despesa pública, e sobretudo nas administrações locais e regionais e no sector empresarial do estado, sendo o enquadramento da situação da Madeira uma oportunidade para dar um sinal claro de que não serão tolerados comportamentos erráticos e irresponsáveis;
  • a recapitalização da banca deve respeitar os interesses dos contribuintes, a estabilidade do sistema e as normas da União Europeia;
  • é necessário aprofundar a reforma do mercado laboral e assegurar condições efectivas de concorrência, eliminando práticas de distorção no sector energético e nas profissões reguladas.

Ou seja, a mensagem é clara no sentido de aprofundar o movimento de imersão na realidade nua e crua. Todavia, perante isto, Carlos Zorrinho diz que ouviu isto. Se esta tendência se mantiver, é lícito concluir que o PS abandonou os princípios fundamentais da Galamba School of Economics para aderir, definitivamente, à escola do realismo mágico.

 

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4 comentários

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De PALAVROSSAVRVS REX a 17.11.2011 às 00:03

Penso, Rui, que a adesão já é oficial. Os nossos parabéns [sei lá!]. Os realistas mágicos agradecem o engrossar da família que já conta com o "Emplastro" [julga-se].
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De Rui Rocha a 17.11.2011 às 10:39

Faço minhas as tuas palavras. Os nosos parabéns (sei lá).
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De lucklucky a 17.11.2011 às 08:43

Irra! O sector privado não é como o sector publico onde não existe diferenciação.
O sector privado são muitas empresas e pessoas com condições e capacidades diferentes.
Não se pode falar do sector privado como algo monolítico como o publico.
Umas empresas aumentam salários, outras diminuem , outras ficam na mesma , outras vão à falência, outras nascem - embora este Governo só um pouco menos socialista que o resto da classe político-jornalista tenha feito muito para que não nasçam em vez de cortar mais no Estado-Publico.
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De Rui Rocha a 17.11.2011 às 10:40

Claro, Lucky. O destino das empresas dos trabalhadores e das empresas do sector privado está longe de depender de uma eventual imposição de uma descida de salários.

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