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Sai amanhã.

por Luís M. Jorge, em 15.11.11

 

Conheci o Miguel Pires há uns vinte anos, quando ele talvez (talvez) bebesse Esteva e talvez (talvez) ainda gostasse de bacalhau com broa. Mas as origens de um gastrónomo devem ser envolvidas num certo mistério, e tratadas com uma amnésia muito selectiva sem a qual se desvanecem as oportunidades para o chantagearmos.

 

Bastaram duas décadas para que esta figura hoje olímpica, hoje rodeada de perfumes éclatantes, que trata por os grandes da alta cozinha internacional nos templos adornados com três estrelas Michelin de Tóquio a Copenhaga (não exagero) produzisse, enfim, um livro. E como ama profundamente o seu país, a cidade e tudo isso, dedicou a obra às tascas, lojas, mercados, mercearias, talhos e padarias de Lisboa. Porque o Miguel Pires, não sei se o disse, é a Amália dos gastrónomos.

 

Nesta recomendação entra algum amiguismo, sem dúvida: à custa do autor papei mais jantares de borla em restaurantes de luxo do que o Henry James quando se mudou para Londres. Mas leiam o testemunho independente da Alexandra Prado Coelho, jornalista do Público. Acho que já sei o que ela vai oferecer aos primos no Natal. E não admira, porque a obra é belíssima.

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16 comentários

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De Javali a 15.11.2011 às 14:17

Com alguma sorte ainda está escrito sem erros? Sou capaz de comprar se assim for.
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De Luís M. Jorge a 15.11.2011 às 16:26

Mas o acordo não é obrigatório? Há algum livro que seja publicado sem o aplicar?
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De Javali a 15.11.2011 às 16:49

Obrigatório? Como? E se fizer uma editora só para Português antigo?
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De Javali a 15.11.2011 às 16:53

Obrigatório?! É boa... como? Não posso editar um livro em Português Antigo?
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De Ana Vidal a 16.11.2011 às 14:02

Claro que pode, Javali. Acabei de editar 2 livros em português, não em acordês. E um deles no Brasil, imagine! (neste, os textos de autores brasileiros seguem a grafia de lá, e os de autores portugueses seguem a nossa, mas pré-acordo. foi uma norma que exigi e foi aceite)
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De Javali a 15.11.2011 às 16:57

Bom proveito, então :(
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De Luís M. Jorge a 15.11.2011 às 17:17

Javali, não sei bem, mas creio que sim. E então, vamos todos deixar de comprar livros?
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De Javali a 15.11.2011 às 17:53

Eu vou.

(já agora, sobre a duplicação de comentários acima: pensei que o browser tinha pendurado e submeti outro)
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De Miguel Pires a 15.11.2011 às 18:06

Quanta generosidade, Luís Jorge, quanta generosidade. Comparado com vários dos exageros que referes* * o epíteto, “a Amália dos gastrónomos”, até me parece modesto. Venha de lá o Panteão.

quanto ao português utilizado vigora o actual, pré-acordo ortográfico

P.S. Para a próxima edição fica a revelação onde é que o Manuel Godinho comprou a caixa de robalos do Vara (isso se o Rodrigues dos Santos não me roubar a ideia e a misturar com a 3ª namorada de Jesus)

* se bem me lembro a última (e diria única) vez que jantámos num restaurante de luxo foi no Gambrinus e foste tu que pagaste. Lembras-te? aquele jantar em que o crepe suzete custou 28€ e não incluiu a Suzete
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De Javali a 15.11.2011 às 19:11

Ah! Finalmente alguém com as consoantes no sítio. Conte comigo, então.
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De Laura Ramos a 16.11.2011 às 02:09

Miguel Pires, só este seu comentário já deixa augurar o melhor. Quanto a espírito, estamos falados. Acho que podemos arriscar nas escolhas da 'carne' ;)
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De Pedro Correia a 16.11.2011 às 00:09

Passo a Suzete. Mas não passarei o livro. Boa dica, Luís. Gosto dos textos do Miguel no blogue e seguramente gostarei desta obra também.
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De Luís M. Jorge a 16.11.2011 às 14:13

Aqui entre nós, eu é que lhe ensinei tudo.
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De Ana Vidal a 16.11.2011 às 14:07

Vou procurar o livro com o maior interesse, Luís. Obrigada pela dica. Respirei fundo quando li o comentário do Miguel Pires, sobre a grafia. Assim, conta comigo.
(já agora, espero que ele faça o mesmo com o meu, quando estiver à venda aqui... ;-)
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De Luís M. Jorge a 16.11.2011 às 14:15

hehehe, o acordo vai matar a edição portuguesa, está visto. não dou seis meses à nova ortografia.
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De Ana Vidal a 16.11.2011 às 15:12

Nem eu. Uma boa forma de acabar com ela é boicotar a compra de livros, o que até nem será difícil com as carteiras vazias que temos agora...

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