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A nacionalização dos bancos.

por Luís Menezes Leitão, em 15.11.11
 (Imagem retirada daqui)

 

Tenho idade suficiente para me lembrar do PREC e devo dizer que todos os dias me parece assistir ao regresso de Vasco Gonçalves. Decretam-se dias de trabalho para a Nação, inventam-se classes privilegiadas como pretensas inimigas do povo, confiscam-se os seus rendimentos, e agora até se começa a falar em nacionalizar os bancos. E dizem alguns que este Governo é liberal. Infelizmente não consigo encontrar nenhum laivo de liberalismo nas medidas que estão a ser decretadas, parecendo-me antes de puro socialismo. Só os países socialistas é que tinham taxas de IRS tão elevadas, praticavam impunemente o confisco, e se dedicavam à nacionalização de empresas privadas. No caso presente da nacionalização dos bancos, vai-se fazer os contribuintes assumir o risco de negócios alheios, de cujo fracasso não têm nenhuma responsabilidade. Não vejo qualquer justificação  racional para que um banco, como qualquer outra empresa, não deva falir quando os seus administradores tomam decisões de investimento erradas. Desbaratar o dinheiro dos contribuintes numa nacionalização de prejuízos é absolutamente inaceitável. Se os lucros eram privados, os prejuízos também o devem ser.

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26 comentários

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De lucklucky a 15.11.2011 às 08:02

Ora bem. É o socialismo de direita. Este é só um pouco menos forte que o socialismo de direita cavaquista.
Os ingredientes estão cá todos. Corta-se um bocadinho em cada lado para tudo ficar na mesma e aumenta-se os impostos para o Estado ficar ainda com mais poder comparativo sobre a sociedade e economia livres.

Os mastodontes estatistas continuam todos: Mistério da Educação, Economia, Agricultura etc etc. Sendo que os preços distorcidos em boa parte da economia continuam.
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De Pois...Pois. a 15.11.2011 às 08:02

Veja melhor o filme SFF.
O que eles "governantes" querem é privatizar os lucros e socializar as falências.
Não ande distraído. Ou não anda mesmo ?
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De qwerty a 15.11.2011 às 09:47

Se ler o texto, vai ver que é isso que o autor está em parte a dizer.
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De Pois...Pois. a 15.11.2011 às 12:48

Então, eu vou traduzir:

Os "queridos " que nos têm desgovernado tudo têm feito para que assim seja !

Que nomes feios deseja que eu chame aos mais "honestos" do mundo ?
Não digo mais porque não sei se passa na censura !
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De Anónimo Desconhecido a 15.11.2011 às 15:08

Se ler o texto com atenção, vai perceber é que o autor ou não percebeu o que foi o PREC, ou não percebe o que se está a passar neste momento. É que são duas situações completamente opostas em tudo o que é importante. :)
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De lucklucky a 15.11.2011 às 14:30

"De Pois...Pois. a 15 de Novembro de 2011 às 08:02"

"socializar as falências"=socialismo

Socialismo é Políticos a darem dinheiro dos outros.

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De PedroKO a 16.11.2011 às 01:07

Excelente comentário.
Numa frase disse tudo.
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De Javali a 15.11.2011 às 09:46

Nem mais, LML.
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De JOSÉ LUÍS GONÇALVES VIEIRA a 15.11.2011 às 15:03

TEM TODA A RAZÃO.PARECE QUE VOLTAMOS AO PREC,AS POLÍTICAS, NO FUNDO, SÃO IDÊNTICAS.TAMBÉM NÃO PERCEBO PORQUE É QUE SE UMA EMPRESA FALÍU POR CAUSA DE MÁ ADMINISTRAÇÃO TEM DE SER O ESTADO A SECORRÊ-LO.FRANCAMENTE,ISTO VAI DE MAL A PIOR.DEVERÍAM ERA OBRIGAR TODOS OS ADMINISTRADORES A RESPONDER PELOS SEUS ACTOS E DEIXAREM DE ANDAR A LIXAR O ZÉ POVINHO.
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De Administrador a 15.11.2011 às 15:27

Deve estar a alucinar. Então estas medidas são socialistas. O que se irá nacionalizar são os prejuizos dos privados. Os lucros são sempre para privatizar. Veja-se o BPN. è engraçado quando foi nacionalizado o mesmo ninguém dia que esse tinha que falir, agora vêm com a conversa contrária. Sinais os tempos.
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De Anónimo a 15.11.2011 às 16:08

Como vocês ainda perdem tempo a tentar arrumar esta governo...
Nem com costa à vista estes cretinos navegam!
Perderem a costa um mês após a tomada de posse!!!!
ESTÃO À DERIVA, e o pior é que nós é que vamos contra as rochas, pois ele vão fazer como os ratos...
abandonam o navio!
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De manuel a 15.11.2011 às 16:25

tantos comentarios eu gostava de saber para onde vamos cair pouca vergonha nem nos antigamente
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De Anónimo a 15.11.2011 às 16:10

Como vocês ainda perdem tempo a tentar arrumar esta governo...
Nem com costa à vista estes cretinos navegam!
Perderem a costa um mês após a tomada de posse!!!!
ESTÃO À DERIVA, e o pior é que nós é que vamos contra as rochas, pois ele vão fazer como os ratos...
abandonam o navio!
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De poetazarolho a 15.11.2011 às 16:34

Não mais será consultado
Este povo que humilharam
Mas vai dar mau resultado
Porque ainda o não calaram!

Preparam a jogada
Estes traidores, vendilhões!
Eu nunca serei calada
Por tão reles contradições!

Teremos de responder!
Lacaios do capital,
Não nos rendemos sem luta!

Há mercados no poder
E um governo irracional
Cheio de f....s da p..a!
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De Anónimo a 15.11.2011 às 17:50

Este governo não é liberal nem conservador, simplesmente porque não é governo. É a Merkel e o Sarkozy que governam isto através destes mordomos, iguais a Sócrates. Todavia, como já tinha dito há algum tempo, o próximo ataque será à França, Bélgica, Inglaterra etc..., e, por fim, a alemanha capitulará. Os que governam Portugal, Merkel e sarkozy, são mesmo medíocres, mas a mediocridade deles permite-lhes avaliar quem devem colocar como seu mandatários nos países como Portugal. O PSD/CDS não ganhou eleições, capitalizou descontentamentos e capitulou seguindo a mesma política do anterior mordomo da Merkel. O único corajosos que tenho visto é o nosso Presidente da República, que decidiu falar grosso e em alta voz! Bem Haja ao governante que temos: Cavaco Silva!
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De Anónimo a 15.11.2011 às 19:39

Nacionalizar bancos por mera opção ideológica nada tem haver com a nacionalização dos mesmos por incompetência própria, por se terem colocado a jeito, e por precisarem de protecção Estatal. Fui sempre contra as nacionalizações dos bancos por mera opção ideológica. Infelizmente, 30 e tal anos depois devo dizer que em certos casos a nacionalização com penalização económica dos seus accionistas é o mínimo que se deve pedir quando estes ao longo dos anos incentivaram o endividamento e a irresponsabilidade. E se as pessoas acham que os bancos têm legitimidade para fomentar livremente o endividamento, então que defendam que os bancos quando estão em dificuldades não ter qualquer ajuda ou protecção do Estado. Depois do que aconteceu com o BPN por exemplo, não acredito em nenhum dos argumentos dos que tudo fazem para se livrarem da supervisão dos seus actos e diria mesmo mais, da sua idoneidade.

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