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o comentário da semana

por Pedro Correia, em 14.11.11

 

«Há dois meses fui com dois colegas de serviço ver um jogo de futebol. Embora eu fosse da equipa da casa, os meus amigos eram da equipa de fora e fomos para o espaço dedicado aos adeptos da equipa forasteira.
Quando o jogo acabou, furámos o cordão de segurança e fomos para um centro comercial, nas imediações, jantar. Acabado o jantar, sentimos que estávamos a ser perseguidos e tentámos despistar os perseguidores. Fizeram-nos uma emboscada dentro do próprio centro comercial e acabámos por ser agredidos por cerca de seis elementos. Por sorte, ainda estávamos dentro do centro comercial e os seguranças rapidamente actuaram e fizeram com que os agressores nos deixassem em paz.
Alertada a PSP, que se encontrava nas imediações do estádio, ainda conseguiram interceptar dois dos agressores, se bem que tivessem trocado bonés e casacos para que fosse mais difícil reconhecê-los. Estivemos nas instalações da administração do centro comercial cerca de duas horas, até que os meus colegas fossem para o hospital e eu para a esquadra, pois não sentia necessidade de receber tratamento e queria apresentar a queixa o mais rápido possível.
A agressão ocorreu por volta da 23 horas e já passava das 4 da manhã quando saí da esquadra, uma vez que o agente esteve a redigir no computador o alegado pelos agressores e só depois me chamou, cerca das 3 da manhã, para prestar o meu depoimento e apresentar queixa. Quando finalmente entrei na sala, ele pensava cada frase que eu dizia e escrevia, apagava, voltava a escrever e pensava imenso. Eu, que até trabalho na área da justiça e conheço muitos termos técnicos, tentei que as minha palavras fossem adequadas e que constassem nas declarações.
Enquanto estive à espera fui conversando com vários agentes que iam e vinham, das rondas que andavam a fazer, e alguns até me diziam "olhe que se fizer queixa, tem de ir ao Instituto Médico-Legal fazer exames" como a tentar dissuadir-me de a apresentar.
Dito isto, acho que as forças policiais deviam ter pessoas específicas, que até podiam ser "civis", para tratar deste tipo de situações, pois é inadmissível que, não tendo ninguém à minha frente, tenha estado mais de três horas na esquadra para poder apresentar a minha queixa.»

 
Do nosso leitor Emanuel Lopes. A propósito deste texto da Laura Ramos.

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3 comentários

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De Laura Ramos a 14.11.2011 às 01:43

Muito bem: uma história e tanto. E um bom contributo.
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De Pedro Correia a 14.11.2011 às 11:18

Também achei, Laura.
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De Pois...Pois. a 16.11.2011 às 16:11

Muito zelo é o que há.

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