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Será sina?

por Ana Vidal, em 08.11.11

Garrett McNamara voltou a fazer história ao surfar a maior onda de sempre. Esta onda foi apanhada por McNamara na Praia do Norte, na Nazaré, no decorrer do projecto ZON North Canyon Show 2011. Tinha cerca de 30 metros de altura.

 

(vejam o video da notícia, é impressionante)

 

Há qualquer coisa de poético nisto, mas, convenhamos, também de muito irónico: porque será tão desesperadamente efémero tudo aquilo em que somos os maiores do mundo?

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14 comentários

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De Pedro Correia a 08.11.2011 às 23:52

Excelente questão, Ana.
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De Ana Vidal a 09.11.2011 às 00:23

Gostava sinceramente de saber a resposta, talvez seja simplesmente da nossa natureza... poética.
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De CAL a 09.11.2011 às 09:36

Não sabemos aproveitar as riquezas que temos: uma delas, a maior, emigra!
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De Ana Vidal a 10.11.2011 às 13:43

O que decorre de não sabermos aproveitar todas as outras, CAL. E é pena.
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De mike a 09.11.2011 às 10:19

Ora Ana, se é tudo tão desesperadamente efémero isso deve querer dizer que não chegamos a ser os maiores do mundo... em quase nada. E as ondas não são de ninguém, mas apenas do mar. ;-)
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De Ana Vidal a 10.11.2011 às 13:43

Pois é, tens razão. Somos os reis do efémero, ao contrário do mar... :-)
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De zeparafuso a 09.11.2011 às 10:43

Metro curto ou surfista anão?
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De Ana Vidal a 10.11.2011 às 13:44

Tudo verdade e na medida certa, Zeparafuso. Veio noticiado em todos os jornais do país.
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De Luís Reis Figueira a 09.11.2011 às 11:26

É isso mesmo, Ana, somos sempre os maiores nas coisas mais 'pequeninas' e insignificantes. Julgo que ainda estão bem presentes na nossa memória colectiva (e continuam, pelos vistos) os nossos estrondosos recordes da «maior pizza do mundo», «o maior pastel de nata», «a mesa mais comprida com 5km», «o maior bolo-rei com xm de diâmetro»..., enfim, só coisas edificantes... e, facto curioso, tudo relacionado com o tachinho... Os portugueses são uns insaciáveis consumidores de idiotices.
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De Ana Vidal a 10.11.2011 às 13:47

E a energia que consumimos nessas idiotices, como se elas fossem importantes, Luís?
Mas o pior de tudo é não valorizarmos o que temos de bom e é realmente importante. Porque temos, e muito, só que nos passa sempre ao lado.
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De lucklucky a 09.11.2011 às 15:05

Porque se alguém for o maior por muito tempo em Portugal é destruído pelo igualitarismo social-esquerdista-corporativista-de-direita.
Ser o maior é discriminatório, as escolas até reduziram no início dos anos 80 a escala das notas de 0-20 para 0-5. Agora deve estar em 2 ou 3-5...


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De Ana Vidal a 10.11.2011 às 13:48

Infelizmente, nessa mania da auto-destruição somos tomos muito parecidos, da esquerda à direita. É um atavismo nacional que demorará gerações a perder-se, se é que algum dia se perderá.
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De Alice Alfazema a 09.11.2011 às 17:30

Há algo em que somos os maiores do mundo; somos os maiores do mundo quando falamos mal de nós próprios, penso qua não deve de haver outro povo que se substime mais que nós - portugueses.
Está sempre tudo mal, nos outros países é que é bom, nada dá lucro, não há emprego, ganha-se pouco, a culpa é da inveja, vai-se à bruxa, já não tenho idade...é tão triste gastar-se energia desta forma, esperar que alguém faça as coisas por nós, não ter garra, estar sempre à espera que outros façam, vive-se em depressão crónica e quem quer ver e fazer o mundo com um outro olhar é olhado como se fosse um alucinado, não acreditar em si mesmo é o maior cancro que algum povo poderá ter. Não compreendo porque o alimentam, quando é tão fácil contrariar essa força que nos empurra para baixo, basta, apenas, matar a inércia.
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De Ana Vidal a 10.11.2011 às 13:55

Isso mesmo, Alice. É o nosso pior defeito como povo, esse negativismo imobilizador. Felizmente, pertenço àquela minoria de portugueses que são estimulados pelas dificuldades e "disparam" quando tudo parece impossível. Não sei se é da minha natureza ou dos muitos anos na publicidade, a trabalhar contra-relógio e sob pressão. Seja lá o que for, ainda bem que não paraliso e não fico a lamentar-me das minhas desgraças. O facto de ser assim já me salvou a vida.

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